Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Com 47 unidades paralisadas, setor siderúrgico volta ao patamar de 2006

As siderúrgicas devem encerrar o ano com queda de 16,3% nas vendas, retornando ao patamar de 2006. Diante deste cenário, 47 unidades foram desativadas ou paralisadas no Brasil e, segundo representantes do setor, este é um ano para ser esquecido.

“Além da desaceleração da economia, a restrição ao crédito está muito grande, o que impacta sensivelmente o setor siderúrgico”, afirma o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), Carlos Loureiro.

Para o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, o crescimento pífio da economia, aliado ao cenário de sobrecapacidade global, levou ao adiamento de investimentos e diversas paralisações no mercado doméstico.

“Esta é a pior crise da história da siderurgia brasileira”, declarou. O IABr projeta ainda o fechamento de outras 24 unidades no Brasil, nos próximos seis meses, o que pode incluir altos-fornos, aciarias, coquerias, laminadores, entre outros. Outros 23 equipamentos, conforme o IABr, foram adquiridos, mas não foram instalados.

Segundo a entidade, a produção deve recuar 2% neste ano, no País, para 33,2 milhões de toneladas, pior desempenho desde 2010.

Com isso, as demissões na cadeia siderúrgica atingiram 21,7 mil pessoas desde o início de 2014 e, segundo o IABr, outros 7,4 mil funcionários devem ser dispensados nos próximos seis meses. Esses números não contemplam os cerca de 2,2 mil empregados em regime de layoff (suspensão temporária do contrato).

Entre as paralisações, a mais recente ocorreu na Usiminas, que já havia desligado dois altos-fornos em 2015, um em Cubatão (SP) e outro em Ipatinga (MG). Há algumas semanas, a empresa anunciou a suspensão das operações primárias da Baixada Santista, ficando apenas com laminação.

Já a gigante global ArcelorMittal anunciou, este ano, a intenção de desativar um dos laminadores de aços longos de Piracicaba (SP), com capacidade de 500 mil toneladas. O segmento de aço longo (vergalhões) acompanha a retração do mercado imobiliário.

O cenário também afetou a brasileira Votorantim, que paralisou a aciaria de Barra Mansa (RJ). A unidade tem capacidade para produzir 800 mil toneladas de aços longos.

“Nós temos uma folga muito grande de capacidade instalada no mercado brasileiro, que poderia ser usada para exportação, mas desde que houvesse rentabilidade”, diz Lopes.

Ele explica que as exportações devem encerrar o ano com crescimento de 36,2% sobre 2014. “Esta é a única alternativa das empresas para não fecharem as portas. Mas as siderúrgicas estão vendendo ao exterior sem margens.”

Segundo o presidente do IABr, Benjamin Mário Baptista Filho, o mercado global tem sido inundado por volumes significativos de aço com preços “predatórios”, em sua maioria da China. “O país asiático está invadindo praticamente todos os mercados”, declarou.

De acordo com Lopes, mais de 116 medidas foram tomadas ao redor do mundo para tentar evitar que a China inunde o mercado com 400 milhões de toneladas excedentes.

O governo federal pode anunciar em até 15 dias uma elevação nos impostos sobre importação de produtos siderúrgicos, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, segundo a Reuters.

Projeções

Para 2016, a projeção do IABr é de que as vendas de aço atinjam 17,4 milhões de toneladas, recuo de 4% sobre 2015, que já foi de queda expressiva. “Não há nada que sinalize recuperação do mercado interno para 2016”, afirma Lopes.

O consumo aparente também deve apresentar um declínio de 5,1% na mesma base de comparação, para 20,2 milhões de toneladas, segundo o IABr.

Fonte: DCI

 

continue lendo:

Governo quer baixar custo para setor industrial

O governo tenta abrir uma nova perspectiva de aquecimento da atividade econômica a partir de iniciativas que podem ajudar a reduzir o custo da energia elétrica para o setor industrial. A primeira ação efetiva, segundo o Ministério de Minas e Energia, veio com o aumento da destinação do insumo ao mercado livre, que atende grandes consumidores, na relicitação de 29 usinas com concessões vencidas. Além disso, a base governista no Congresso garantiu, na semana passada, a aprovação da Medida Provisória 688 com a emenda parlamentar que permite o ingresso do consumidor industrial nos leilões de comercialização de energia que ocorrem todos os anos.

“De fato houve um avanço no governo ao dar um pouco mais de oportunidade ao ambiente livre, que sofria com um processo de asfixia quando havia benefício exclusivo do mercado cativo [pequenos consumidores]”, disse o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa.

O leilão das usinas, realizado na semana passada, despejará no mercado livre a partir de 2017 cerca de 1 mil megawatts (MW) médios que correspondem a 30% do montante negociado. Nas contas do governo, a oferta adicional de energia, ao valor de referência utilizado no edital (R$ 126,50/MWh), indica uma redução do custo de aquisição do insumo da ordem de R$ 360 milhões por ano.

O Ministério de Minas e Energia se valeu de metodologias da própria indústria para medir o efeito da iniciativa. A Abrace estima que cada real de redução no custo da energia fornecida ao setor produtivo resulta no aumento de R$ 8,50 do PIB nacional. Portanto, o potencial de ganho da indústria no leilão, a partir de 2017, pode impactar positivamente a economia brasileira em R$ 3,1 bilhões ao ano.

Já a emenda, contida na MP-688, permitirá que os consumidores livres contratem diretamente volumes de energia por prazos de até 30 anos nos leilões de novos projetos de geração. A regra não submete o grande consumidor ao risco de construção dos novos empreendimentos, como ocorre com os autoprodutores que entram como sócios das empresas de energia na construção das usinas.

“Precisamos saber como será a regulação, que deve ser compatível com a lógica do comprador. Se os preços forem indexados pelo IGP-M e IPCA – e ainda incorporarem os encargos -, a precificação desse risco nos balanços pode superar o valor de mercado das empresas interessadas”, disse Pedrosa.

Valor Econômico – 30/11/2015

continue lendo:

Montadoras já perderam 25% em vendas em 2015

No pior novembro desde 2008, quando o setor sentia o choque da crise financeira internacional, a recessão na indústria automobilística continuou se aprofundando neste mês, quando a queda da comercialização de veículos novos no acumulado do ano chegou a 25%, depois de fechar outubro em 24,3%.

Na comparação com o mesmo mês de 2014, as vendas – na soma de carros de passeio, picapes, caminhões e ônibus – estão caindo 32,8%, conforme balanço preliminar com base nos licenciamentos realizados até quinta-feira.

Houve, comparativamente aos meses anteriores, pequena reação no ritmo diário do mercado, que voltou a se aproximar da marca de 10 mil carros vendidos a cada dia que as concessionárias abriram as marcas. Entre setembro e outubro, essa média girou ao redor de 9,2 mil unidades, tirando da conta os veículos comerciais pesados.

Ainda assim, afetado por dois feriados (Finados e Dia da Consciência Negra), novembro – como aconteceu no mês passado e em fevereiro, cujo resultado foi afetado pelo Carnaval – caminha para terminar com menos de 200 mil veículos emplacados, salvo movimentação atípica entre sexta-feira e hoje, período em que marcas como Chevrolet, Volkswagen, Renault, Honda e Hyundai lançaram ofertas de “Black Friday” na tentativa de alavancar os resultados.

Na série histórica, não se via volume tão baixo em meses de novembro desde 2008: 177,8 mil veículos foram comercializados no penúltimo mês daquele ano, num reflexo do enxugamento de crédito após a quebra do Lehman Brothers nos Estados Unidos.

A indústria automobilística já perdeu um quarto das vendas que tinha em 2014. Em outras palavras, tendo em vista o ritmo do ano passado, é como se as montadoras tivessem perdido quase três meses de venda.

Até quinta-feira, o número de licenciamentos registrados desde janeiro pouco passava de 2,3 milhões de unidades, 771 mil veículos a menos do que em 2014, quando, a essa altura, os emplacamentos já superavam 3 milhões.

Deterioração dos índices de confiança, agravada pela crise política que atrasa a conclusão do ajuste fiscal, menor disponibilidade de renda e retirada de incentivos fiscais ao consumo compõem a “tempestade perfeita” enfrentada pelas fábricas de veículos. As projeções da Anfavea, entidade que representa as montadoras, apontam para queda de 27,4% do total de veículos comercializados neste ano, o que, se confirmado, significará um dezembro, normalmente o melhor mês de vendas, tão fraco quanto novembro, com cerca de 200 mil unidades registradas.

Na falta de perspectiva de reação, diversas montadoras programaram férias por períodos de três a seis semanas a partir do mês que vem. Puxando a fila, a fábrica de caminhões da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG) para hoje e tem retorno das atividades apenas no dia 7 de janeiro. Amanhã, será a vez de a Renault dispensar por 41 dias os operários do setor de seu complexo industrial no Paraná onde são produzidos o furgão Master, além da picape Frontier, da Nissan.

Valor Econômico – 30/11/2015

continue lendo:

“PMEs fecharam quase 50 mil vagas de emprego em outubro”

Brasília – As micro e pequenas empresas também passaram a enfrentar neste ano os efeitos negativos da crise econômica. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na sexta-feira (20), houve o fechamento de 49,7 mil vagas com carteira assinada dos pequenos negócios em outubro de 2015. O mês de setembro já havia registrado o corte de 23,4 mil empregos.

O resultado do mês passado mostra uma piora significativa no desempenho das pequenas empresas, que chegaram a gerar 52,7 mil novos postos de trabalho em outubro de 2014. Os cálculos foram feitos pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, os pequenos negócios precisam ter acesso ao crédito, com juros abaixo do praticado no mercado, para evitar o desemprego. Ele propõe a liberação de 20% do depósito compulsório dos bancos para o capital de giro desses empreendedores.

A medida, apresentada ao Ministério da Fazenda no início desse ano, injetaria R$ 40 bilhões na economia. “As micro e pequenas empresas precisam de oxigênio para respirar nessa travessia gerada pela crise. Sem o crédito, elas afogam”, afirma ele.

Entre as pequenas empresas, o segmento que mais fechou vagas em outubro deste ano foi o da indústria de transformação, com uma queda de 19,5 mil empregos. Também ocorreu uma redução de 14 mil na construção civil e de 10,6 mil na agropecuária.

Os números dos pequenos negócios seguiram o movimento dos demais segmentos da economia brasileira. Em outubro, o resultado global do Caged foi uma diminuição de 169,1 mil de empregos formais – o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 1992. Ao longo de 2015, o Brasil já perdeu um total de 818,9 mil empregos formais.

Saldo

Apesar da tendência de queda no emprego, os pequenos empreendimentos ainda registram um saldo positivo de 65,8 mil vagas neste ano. A administração pública criou 11,8 mil novos empregos de janeiro a outubro. No mesmo período, as médias e grandes empresas tiveram 896,5 mil postos de trabalhados fechados.Começando o ano com o pé direito

São Paulo – Quais os seus desejos para 2016? Se um dos itens dessa lista for abrir sua própria empresa, saiba que não há porque esperar a virada do ano para começar a trabalhar nesse sonho. E muito menos esperar os efeitos da crise econômica passarem.

“Acho que a melhor forma de fugir da crise é empreendendo, ou seja, buscando soluções inovadoras”, diz o empreendedor e palestrante Luan Lima. Marcelo Moreira, coordenador da área de pesquisas do Sebrae-SP, também destaca a inovação como forma de se destacar nesse cenário. “Em momentos mais adversos, aspectos como bom atendimento e diferenciação ajudam a obter sucesso.”

Mesmo assim, é preciso prestar muita atenção no ano que virá, porque os riscos continuam grandes, afirma o professor de empreendedorismo e inovação do Ibmec/DF, Marcelo Minutti. “O bom é que você pode aproveitar e enfrentar uma concorrência menor. Assim, você já está posicionado em épocas melhores, quando outros ainda nem começaram.”

Todo negócio aberto em ano de crise dará certo? Não. “É como no futebol: você tem o Neymar, claro, mas também milhares que não são o Neymar”, explica Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora. “Ter um negócio no Brasil não é tarefa fácil.”

Quer saber como aproveitar o resto do ano para criar uma empresa de sucesso? Navegue pelos slides acima e confira 15 dicas dadas pelos quatro especialistas para quem quer começar 2016 com o pé direito na área do empreendedorismo.

1. Aprenda como funciona esse novo mundo

Assim como o mundo das grandes empresas e multinacionais tem sua própria maneira de trabalho, o mundo dos empreendedores também funciona por regras específicas. Ana recomenda que o futuro empreendedor aproveite a época para participar de eventos e ler sobre o assunto (veja como abrir um negócio se você não possui experiência).

“Familiarize-se com o mínimo: saiba como abrir uma empresa, como montar um modelo de negócio, como aprender com a execução da ideia”, afirma a empreendedora. “Temos de estar dentro desse mundo para entender suas variáveis e sair da visão romantizada do empreendedorismo. Isso não o impede de errar, mas faz errar menos. Facilita o caminho.”

2. Desenvolva um comportamento empreendedor

Ser empreendedor é ter uma jornada de trabalho sem rotinas. É buscar formas diferentes de realizar as mesmas tarefas. É não ter garantia de resultado. Se essas frases causaram um frio na barriga, é bom aproveitar o fim do ano para desenvolver um comportamento empreendedor, aconselha Ana.

“Somos muito treinados para se acostumar ao mundo de funcionário, de receber seu salário todo mês. Entenda que você está construindo algo e que isso exige dedicação e apreço ao risco. Ao mesmo tempo, é absolutamente compensador construir algo que faça diferença para seus clientes e para sua própria vida”, afirma a empreendedora.

Para isso, é preciso ter autoconhecimento e focar em desenvolver sua inteligência intrapessoal, afirma Lima. “Faça exercícios para administrar a pressão, para lidar com riscos, para saber seus limites. Essas competências podem ser adquiridas ao longo dos dias. Comece a buscar hoje, porque no futuro será importante.”

Ana recomenda fazer o procedimento inverso: olhar fora do ambiente onde você se encontra, como a empresa onde você trabalha. “Ter aquela visão pequena do mundo e não saber o que acontece fora do seu universo não adianta para quem quer ser empreendedor.”

3. Pense em qual problema sua empresa quer resolver

É natural para um empreendedor buscar resolver problemas e isso deve ser o norte do seu futuro negócio, afirma Lima. Às vezes, essa solução já existe, mas uma nova tecnologia pode permitir que o processo seja melhorado. O que interessa é achar qual o objetivo da sua empresa.

“Você precisa ter um propósito, algo que justifique o fato de você acordar na segunda-feira. O empreendedor que não sabe o que quer não chega a lugar algum”, afirma o empreendedor. “Por mais que a vida seja dura, isso fará com que você enfrente qualquer obstáculo.”

4. Tenha em mente qual o diferencial da sua empresa

Agora que você sabe o propósito do seu negócio, pense em qual diferencial seu produto ou serviço oferecerá para o cliente. E lembre-se: o preço não é mais um fator decisivo para o sucesso nas vendas, afirma Moreira.

“Não adianta abrir um negócio e achar que só o preço menor atrai mais compradores. Ou eu tenho um melhor produto e serviço, que vem do entendimento do mercado, ou eu não atraio ninguém. Entenda o consumidor e atenda a expectativa dele.”

5. Pesquise o mercado no qual você pretende atuar

Como já foi antecipado no item anterior, você pode tirar o final do ano para saber um pouco mais do setor em que você pretende atuar. Se 2016 será um ano ainda difícil, procure áreas mais inelásticas – ou seja, que se mantêm fortes mesmo com uma mudança de cenário (veja 11 ideias de negócio voltadas para a crise).

Para saber onde atuar, olhe para o comportamento do seu público-alvo, recomenda Minutti. “O comportamento do consumidor dita o que irá funcionar ou não. Se você errar aí, todos os outros itens não ajudam em nada. Você pode estar correndo, mas estará no sentido oposto. Analise atentamente os melhores setores: oportunidades há. O mundo não parou.”

Na mesma linha, Ana afirma que o empreendedor deve prestar atenção nas necessidades. “Veja o que as pessoas precisam: elas não deixam de comer, não deixam de pagar a escola do filho e ainda querem ter cuidados com a beleza, por exemplo. Ou então o mercado de luxo: a classe AAA não vai deixar de consumir durante a crise econômica. Foi o que aconteceu com as empresas que atendiam problemas com hipotecas nos Estados Unidos, durante a crise de 2008”, afirma Ana.

6. Preste atenção no cenário macroeconômico e suas consequências

Além de prestar atenção na sua futura área de atuação, é preciso também ter uma visão macroeconômica, afirma Moreira. Isso porque decisões que estão aparentemente longe do negócio podem impactar as decisões mais internas da empresa.

“Por exemplo, devemos considerar que a Taxa Selic continua alta, embora tenha recuado. Com isso, você deve tomar cuidado ao tomar dinheiro emprestado: tenha muita certeza de como você irá devolver esse dinheiro.”

7. Planeje seu negócio e estabeleça metas

Se você já decidiu qual é a ideia do seu negócio, o próximo passo é o planejamento da empresa, que marca o começo prático do seu empreendimento. Esse período até o fim do ano é importantíssimo para planejar, afirma Moreira.

“Comece o negócio já com um planejamento bem estruturado. Entenda quem é seu consumidor, que produto você vai vender, se ele já foi testado, se há concorrentes, quais os custos envolvidos”, recomenda o coordenador.

Porém, não basta apenas planejar o futuro próximo: inclua também metas de longo prazo. “Assim, de tempos em tempos, você pode checar se você está onde gostaria. Caso não esteja, pode corrigir suas ações ou corrigir o objetivo”, afirma Moreira. Isso é importante porque tomar decisões como investimento e demissões no calor do momento pode impactar negativamente sua empresa no futuro, completa Minutti. Tome decisões hoje pensando nos desdobramentos.

8. Se possível, corte gastos e faça um pé de meia

Fim de ano tem uma série de eventos que podem acabar com seu orçamento: Black Friday, Natal e Ano Novo, por exemplo. Mas, se você realmente quer passar a virada inaugurando sua própria empresa, guardar dinheiro é uma boa opção (veja outros erros de finanças que devem ser evitados).

“Isso não diminui o risco implícito em qualquer negócio, mas pode garantir sua sobrevivência nos primeiros meses de empresa. Também corte gastos: não adianta viver como se fosse um empregado, com um salário garantido todo final de mês”, afirma Ana.

“Todo empreendimento leva de 3 a 5 anos em média para dar retorno. Achar que nos primeiros meses você terá dinheiro para sustentar suas despesas não é uma realidade: os que levam menos tempo são pontos fora da curva.”

9. Invista em networking

Além de trabalhar nas suas competências intrapessoais, é preciso desenvolver o interpessoal: sua habilidade em estabelecer conexões com as pessoas, afirma Lima. Ou seja, fazer networking é essencial para crescer.

“Não adianta ter só boas ideias, as pessoas precisam de contatos. Os grandes negócios têm como diferencial e ponto de segurança suas grandes parcerias. Saber criar empatia é fundamental para quem quer empreender.”

10. Negocie com seus fornecedores

Independente do tipo de negócio que você está abrindo, procurar parcerias com seus fornecedores é fundamental e parte do seu processo de networking, que vimos anteriormente.

Essa pode ser uma boa hora para buscar vantagens, já que você possui prazo para negociar, afirma Moreira. “Você pode fazer o acerto da compra de uma matéria-prima, mas jogar o pagamento para perto do período de venda, por exemplo.”

11. Aprenda teorias e ganhe experiências

Segundo Minutti, essa é a hora perfeita para o empreendedor se capacitar. Não só porque o negócio ainda não entrou em operação, mas também pelo momento econômico pelo qual o país está passando.

“O empreendedor nunca pode parar de se desenvolver, mas em épocas de crise isso é ainda mais mandatório. Isso porque você tem menos direito a errar em uma recessão do que em tempos de bonança”, explica. Para isso, tanto estudar quanto adquirir experiências profissionais são atividades essenciais.

12. Olhe o fracasso dos outros e tire lições

Aprender com seus próprios erros é fundamental. Mas também é importante entender que o fracasso dos outros pode servir como lição, especialmente se você ainda não tem experiência com um negócio próprio.

“No Vale do Silício, as pessoas enxergam o fracasso como processo e expõem de forma natural. É uma forma de contribuir para que outras pessoas não cometam o mesmo erro. Encare essa falha como uma aprendizagem natural à jornada”, recomenda Lima.

13. Pense em quem pode suprir suas deficiências

Pare e pense: no que você é bom? E no que você realmente não leva jeito? Essa é uma boa hora para pensar nas suas principais competências e, assim, saber quais sócios ou funcionários seriam os ideais para seu negócio, afirma Minutti (veja como montar uma equipe de sucesso).

“Por exemplo, você pode ser bom na área comercial e não tão bom na área financeira. Traga para sua empresa aqueles que possam suprir suas deficiências em áreas cruciais do negócio.”

14. Pense mais em dar seu melhor e menos em alcançar um ideal

A frase “feito é melhor que perfeito” é uma máxima que os empreendedores mais perfeccionistas devem absorver para seu futuro. “Não é eliminar o planejamento, pelo contrário: é entender que é preciso dar seu melhor todos os dias, entregar e saber que a melhora vem com o tempo”, afirma Luan. “Não busque algo inalcançável. A entrega de produtos ou serviços abre novas portas e também ensina a administrar a pressão diária.”

15. Seja otimista!

A última lição é que os empreendedores são otimistas com bom senso. Ou seja: espere muito da sua empresa, tendo como base todas as experiências que você e seu negócio vivenciaram.

“Quem alcançou grandes objetivos já tinha em seu DNA o otimismo como força motriz de todas as suas ações. Isso é fundamental”, afirma Minutti.

Veja agora erros de principante para evitar a qualquer custo:

Os 11 principais erros cometidos por empreendedores

Fonte: Exame.

Redação On novembro - 30 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.