Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Grupo vai analisar impacto de elevação da tarifa para o aço

O governo vai instituir um grupo de trabalho para estudar os impactos de um possível aumento na alíquota de importação do aço. A decisão foi tomada após reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento) e Joaquim Levy (Fazenda), além de representantes do Instituto Aço Brasil e de empresas do setor.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o grupo a ser criado vai escutar todos os setores afetados -o siderúrgico e os que consomem aço em larga escala. A pasta informou que o governo tem “forte preocupação” com a manutenção dos empregos e também com saúde financeira das empresas.

O prazo para a constituição do grupo de trabalho e conclusão dos estudos é de “algumas semanas”. O diagnóstico a ser produzido após as análises vai orientar a decisão a ser tomada na frente pelo governo em relação às alíquotas de importação do aço, informou o ministério.

Monteiro afirmou na semana passada que o governo discute o aumento da alíquota de importação do aço, de forma a beneficiar os produtores nacionais. Para o ministro, no entanto, é preciso avaliar os outros setores. “É preciso construir uma medida de maneira equilibrada e adequada. É um insumo básico e outras cadeias produtivas dependem desse insumo. Não é uma medida simples”, disse.

Segundo o ministro, ainda não há definição em relação ao nível de eventuais novas alíquotas. “Não tenho definição sobre isso. As atuais estão entre 8% e 14%, dependendo da família de produtos.”

Fonte: Portos e Navios

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Governo estuda medidas para reduzir perdas no setor siderúrgico, diz ministro

Cristina Índio do Brasil

O governo está analisando medidas para reduzir as perdas que o setor siderúrgico está enfrentando, tanto no mercado interno, como no externo. A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, que participou hoje (25), na zona sul do Rio, de encontro organizado pelo Instituto Aço Brasil.

Segundo o ministro, em reunião ocorrida ontem, no Palácio da Alvorada, com representantes do setor e a presidenta Dilma Rousseff, ficou definido que, no prazo de 15 dias, o governo vai apresentar as medidas que devem diminuir os impactos.

“A orientação da presidenta, depois de ouvir o setor atentamente e discutir as questões, foi no sentido de, no máximo em 15 dias, oferecer uma posição final do governo”, disse.

Ele reconheceu a dificuldade do setor, mas não especificou o que pode ser feito.

“Não há decisão, ainda, mas o que sabemos é que o mundo inteiro, dada a dificuldade que o setor siderúrgico vive, há uma multiplicação de medidas de defesa comercial que estão sendo adotadas em diversos continentes, por diferentes países, no sentido de proteger os seus mercados domésticos de aço”, afirmou.

Monteiro informou que entre as medidas adotadas por outros países estão algumas que são compensatórias e de salvaguarda, e outras de imposição de direitos antidumping.

De acordo com o ministro, o pedido do setor de aumento do imposto de importação é considerável. Ele ponderou, no entanto, que é preciso levar em consideração o lado dos consumidores, como as empresas de produtos que utilizam o aço.

Monteiro revelou que outra orientação da presidenta foi garantir que todos os setores interessados serão ouvidos e, neste caso, estão incluídos os consumidores de aço.

“Temos que levar em conta que o aço é uma matéria prima fundamental. É um insumo básico e tem uma cadeia produtiva que, evidentemente, tem que ser ouvida, são consumidores de aço. Há manifestações do setor de máquinas e equipamentos, do setor de elétricos, do sindipeças, da área de eletromecânica”, ressaltou.

Para o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, a receptividade da presidenta foi “muito grande” ao reconhecer da gravidade da situação, que segundo ele, nunca foi vista nesta intensidade no setor.

Marco Pollo destacou o entendimento do governo para medidas de médio e longo prazos, sem desprezar decisões mais urgentes. “Fundamentalmente, acho que a presidente também concordou com a necessidade de se tomar uma decisão de curto prazo, emergencial, no que diz respeito a seguir práticas do mundo. Ela ficou convencida de que, se nada for feito aqui, o desaguador natural destas exportações será o Brasil.”

Outro pedido do setor siderúrgico é a volta do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra), que foi suspenso temporariamente pelo governo. Na avaliação do ministro, o atual quadro fiscal do país mostrou que era preciso adotar esta medida. “Nós consideramos que temos um quadro fiscal difícil, que justificou exatamente a suspensão, por dois anos, do Reintegra e aí, em 2017, ele volta. Dentro dessa lógica, considerando que o quadro fiscal ainda é muito difícil, a perspectiva de voltar com o Reintegra, vamos ser realistas, não é algo razoável”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

 

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Siderurgia enfrenta a pior crise da história

Com 47 equipamentos desativados e outros 24 a caminho de serem desligados, as siderúrgicas brasileiras já demitiram 21.786 trabalhadores desde janeiro. Com a demanda doméstica em desaceleração e a baixa competitividade no mercado externo, o setor enfrenta a pior crise de sua história e a situação poderá se agravar nos próximos meses, alerta o Instituto Aço Brasil (IABr). As usinas já postergaram US$ 2,2 bilhões em investimentos. A entidade informou que as demissões devem atingir mais 7.407 nos próximos seis meses se o quadro não for revertido.

As siderúrgicas brasileiras já demitiram 21.786 trabalhadores desde janeiro. Com a demanda doméstica em queda aliada à baixa competitividade no mercado externo, o setor vive a pior crise de sua história e a situação poderá se agravar nos próximos meses, alerta o Instituto Brasileiro do Aço (IABr). Com o cenário negativo, as usinas já postergaram US$ 2,2 bilhões em investimentos.

Em coletiva de imprensa realizada ontem, a entidade informou que as projeções são que as demissões atinjam mais 7.407 funcionários nos próximos seis meses caso nada seja feito para reverter o quadro atual. “Isto demonstra a dramaticidade da situação do setor”, disse o presidente-executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes.

Atualmente, 47 unidades estão desativadas no País. Deste total, são dois altos-fornos, quatro aciarias e oito laminadores. De acordo com Lopes, para se ter ideia do agravamento registrado nos últimos meses, em junho, eram 20 equipamentos desativados. Para piorar o quadro, a previsão da entidade é que mais 24 equipamentos sejam desligados nos próximos seis meses no País.

Além das demissões, a paralisação das atividades de algumas usinas resultou na suspensão de 2.266 contratos de trabalho no Brasil, conforme a entidade.

Um exemplo dos efeitos da crise vivida pelo parque siderúrgico no Brasil é a suspensão das atividades da Usiminas Cubatão, em São Paulo, anunciada no mês passado pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), após apurar um prejuízo de R$ 1,04 bilhão no terceiro trimestre. A companhia deverá demitir cerca de 2 mil empregados por conta da medida.

O cenário negativo resultou também no adiamento de investimentos significativos. O IABr estima que projetos orçados em US$ 2,2 bilhões (R$ 8,2 bilhões) foram postergados. Com isso, 7.660 postos de trabalho deixaram de ser gerados.

Projeções – O instituto divulgou também novas projeções para este ano. O consumo aparente de aço, que compreende as vendas internas das siderúrgicas mais as importações, deverão recuar 16,5% em 2015 na comparação com 2014. O volume consumido no País deverá ficar em 21,373 milhões de toneladas, ante 25,606 milhões de toneladas no exercício passado. A projeção anterior era que a queda fosse de 12,8% na mesma base de comparação.

Para 2016, o IABr ainda estima queda nos resultados. O consumo aparente, conforme as projeções, deverá recuar 5,1% em relação ao atual exercício e deverá atingir 20,286 milhões de toneladas. “Na verdade, não há nada que sinalize recuperação do mercado interno. Então eu diria que 2016 é a repetição do que estamos falando em 2015”, disse Lopes.

Já a produção de aço bruto deverá fechar o ano com uma queda de 2% na comparação com 2014. As usinas deverão produzir 33,204 milhões de toneladas, contra 33,897 milhões de toneladas no exercício passado.

Mercado externo – Durante a coletiva, os dirigentes do IABr ressaltaram a necessidade de medidas de defesa comercial no País. A entidade se reuniu recentemente com a presidente Dilma Rousseff e alguns ministros para discutir o problema. Conforme Lopes, em 15 dias o governo deverá anunciar um posicionamento sobre as medidas que poderão ser adotadas.

Mesmo com a depreciação do real, a taxa de penetração de aço importado, principalmente da China, continua elevada. Isto se dá em função das moedas dos maiores produtores de aço também terem apresentado desvalorização frente ao dólar. Além disso, a sobreoferta de aço no mercado internacional em função do excesso de capacidade da China, responsável por cerca de 50% da produção global, vem reduzindo os preços do aço no mercado internacional.

Lopes explicou que atualmente diversos países estão tomando medidas para evitar a entrada do aço importado e, caso o Brasil não adote nenhuma atitude, estes produtos poderão ser direcionados para o mercado brasileiro. “São mais de 116 medidas tomadas pelo mundo para tapar o buraco para evitar que ocorra o que vem ocorrendo. O mundo vem sendo inundado por aço com preço deprimido por conta dessa monumental excesso de capacidade”, disse o presidente-executivo do IABr.

Fonte: Diário do Comércio

 

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“Usiminas diz ser invetável demissões em Cubatão”

Bruno Peres

De Brasília

A Usiminas considera inevitável as demissões previstas com o encerramento de sua produção na usina de Cubatão (SP) e mesmo um eventual socorro pelo governo ao setor, com elevação de impostos para importação de aço, por exemplo, não resolveria os problemas da empresa, disse ontem em depoimento à CPI do BNDES, o presidente da companhia, Rômel Erwin de Souza.

O executivo afirmou que o “grande problema da Usiminas” é a necessidade de resultados positivos, após sucessivas perdas, e, em sua avaliação, a queda na competitividade da empresa não decorreu de falta de investimentos, mas de adversidades resultantes da crise econômica e dificuldades na indústria brasileira do aço. “Temos que nos adequar ao tamanho do mercado de aço brasileiro, e a única alternativa que temos é reduzir ou parar temporariamente”, afirmou o executivo, admitindo a possibilidade de retomada de produção em um cenário mais favorável.

A Usiminas foi convocada a prestar depoimento à CPI do BNDES para esclarecer o anúncio de demissões, mesmo tendo recebido nos últimos anos recursos do banco para investimentos. O presidente da siderúrgica cobrou do governo incentivos para exportações “de tal modo que a gente não exportasse imposto”.

Segundo ele, entre 2006 e 2013, foram disponibilizados pelo BNDES para a Usiminas R$ 3,7 bilhões, dos quais RS 1,9 bilhão foi utilizando, tendo ainda RS 674 milhões como saldo devedor.

O presidente da Usiminas foi questionado sobre a aplicação dos recursos na unidade de Cubatão, mas evitou dar detalhes, limitando-se a falar rapidamente – em pouco menos de dois minutos – uma relação de mais de 30 projetos. Procurada, a empresa disse não dispor de imediato da relação [o principal investimento é um laminador de aço, que custou cerca de US$ 1 bilhão, e que continuará em operação, segundo a empresa].

Ao término de seu depoimento, Souza alegou estar munido de anotações feitas à mão, evitando tomá-las públicas, mas prometeu enviar um detalhamento dos investimentos aos deputados.

“Como não temos capacidade ou poder de fazer que o mercado interno cresça, temos que ter alternativa para continuarmos produzindo”, disse. “Tínhamos que ter um incentivo para exportação”, completou o executivo. Ainda sobre demissões, disse que “às vezes temos que sacrificar uma parte para manter o todo”.

A empresa foi criticada pela possibilidade de mudança de atividade industrial para portuária, o que foi negado por Souza posteriormente e classificado como especulação originada no meio sindical. “Não é possível a gente imaginar que todo aquele complexo vá se transformar em um pátio de contêineres no futuro, e aquela gente vá ficar lá a ver navios”, disse Marcelo Squassoni (PRB-SP).

“Nunca falamos isso, mas estão pegando como verdade. O porto é um ativo importante, valorizado, mas nem por isso vamos usar os nossos parques para fazer retroárea de movimentação de contêiner”, disse Souza. Outra negativa foi a de venda de ativos. Segundo ele, a empresa vale hoje menos de % do que o estimado em 2008.

Já o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) apontou a ausência de diálogo com os trabalhadores, classificada como “crueldade”.

Fonte: Valor Econômico.

 

 

Redação On novembro - 27 - 2015
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