Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Indústria europeia pede à UE pressão sobre o Mercosul para obter concessões

As centrais empresariais da Europa pediram à União Europeia (UE) para indicar claramente ao Mercosul que as negociações para o acordo de livre comércio podem ser retomadas, mas que serão necessárias mais concessões por parte do bloco do Cone Sul.

A posição do setor privado, em carta enviada à comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstroem, antecede a reunião de hoje dos países do bloco europeu para decidir se aceitam fixar data para trocar ofertas e tentar acelerar a conclusão do acordo birregional.

Na carta, assinada pelo diretor-geral da Business Europe (CNI europeia) e pelo secretário-geral da Associação de Câmaras de Comércio e Indústria da Europa (Eurochambres), as entidades não escondem a decepção com a oferta inicial que o Mercosul quer apresentar para remover 87% das linhas tarifárias.

“Apreciamos os esforços do Mercosul para reativar as discussões, mas precisamos ter mais clareza sobre o escopo da proposta e o apoio efetivo de todos os parceiros do Mercosul para um acordo ambicioso e importante com a UE”, diz o setor privado. Avaliam que o governo e o setor privado no Brasil têm manifestado interesse nas negociações, mas, segundo a carta, “precisamos ter a certeza de que o mesmo nível de engajamento é partilhado por todos os países do Mercosul”.

O setor privado europeu se diz “convencido” que o acordo de livre comércio birregional é o melhor instrumento para conseguir importante abertura e melhora das condições de comércio e investimento para empresas europeias nos países que compõem o Mercosul.

“No entanto, já que a oferta [do Mercosul] está longe da ambição necessária, pedimos à Comissão Europeia para indicar claramente ao Mercosul que as negociações podem ser retomadas, mas que é preciso um claro engajamento para se obter resultado ambicioso e equilibrado”. Outras fontes dizem que a oferta da UE cobre 91,5% de corte das linhas tarifárias, mas não diz o que fica de fora

O racha é evidente na UE. De um lado, Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Suécia aceitam retomar a negociação com a oferta de 87% do Mercosul como “ponto de partida”. Mas produtores agrícolas, como França, Irlanda, Espanha, Itália, Polônia e Romênia, apoiados pelo Parlamento Europeu, não escondem o temor com o impacto negativo de abertura do mercado a produtos agrícolas do Mercosul.

Valor Econômico – 27/11/2015

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Setor externo pode ter superávit no ano que vem

O alívio virá do setor externo. O déficit em transações correntes vai ser zerado em 2016, com chances significativas de se transformar em um superávit em conta corrente já no ano que vem, diz o economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira, com exclusividade ao Valor. “Não é a nossa projeção, mas é possível”. Nas contas do Credit Suisse, o Brasil terá um superávit de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017.

O saldo comercial vai aumentar de US$ 17 bilhões em 2015 para US$ 50 bilhões em 2016, chegando a US$ 65 bilhões no ano seguinte. Teixeira diz, no entanto, que diferentemente dos ciclos anteriores em que houve redução das importações seguida por aceleração das exportações, dessa vez as exportações terão crescimento zero no próximo ano. Já as importações caem 19% em 2016 – com 5% de declínio dos preços, seguindo a tendência internacional, e 15% de recuo da quantidade importada, influenciada por depreciação cambial adicional e recessão.

Já os preços das commodities devem se manter em nível similar ao atual, em um momento em que elas representam 66,8% do valor das exportações brasileiras. Para o Credit Suisse, a redução dos preços das commodities no período mais recente, sobretudo as metálicas e de petróleo e derivados, deve diminuir essa participação em 2016.

Além do setor externo, um outro aspecto positivo, segundo o economista, é que mesmo diante de uma forte contração esperada para a atividade econômica, os ganhos sociais obtidos ao longo dos últimos dez anos devem se manter.

“Todos os programas sociais, sendo o mais importante o Bolsa Família, persistirão. Consequentemente, é difícil ver uma volta rápida do Brasil para uma distribuição de renda tão ruim quanto era no início da década passada”, diz Teixeira. “Mas alguma redução haverá.”

Valor Econômico – 27/11/2015

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Ajuda que vem do exterior

A melhora da economia nos Estados Unidos levou os brasileiros que vivem naquele país a aumentarem as remessas para o Brasil. E o comportamento foi seguido por moradores de outras nações. Dados do Banco Central apontam que as transferências de pessoas no exterior para familiares no Brasil somaram US$ 265 milhões em outubro, uma alta de 37% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro, o montante já ultrapassa U$S 2 bilhões, uma elevação de 18,5% na mesma base de comparação. Os EUA respondem pela maior parte desses recursos.

Por outro lado, a valorização do dólar diante do real manteve em queda as despesas de turistas brasileiros no exterior. Os gastos dos viajantes recuaram 52,6% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, para pouco mais de US$ 1 bilhão. Nos 10 primeiros meses de 2015, os desembolsos chegaram a US$ 15,1 bilhões, um recuo de 30,2%. O aumento nas transferências pessoais para o Brasil e a redução nos gastos de viagens são dois fatores que ajudaram a reduzir o rombo das contas externas.

Com o encarecimento do dólar e a crise econômica, o deficit em transações correntes (balança comercial, de serviços, transferências e rendas) chegou a US$ 53,4 bilhões de janeiro a outubro, valor 35,8% inferior ao registrado no do mesmo período de 2014. Esse ajuste também tem sido favorecido pela redução da corrente de comércio do país. Como as empresas brasileiras têm importado menos, em meio ao péssimo momento econômico, o superavit da balança comercial chegou a R$ 10,7 bilhões de janeiro a outubro.

Nas contas do BC, o deficit externo deve chegar a US$ 65 bilhões neste ano, mas o chefe adjunto do Departamento Econômico da autoridade monetária, Fernando Rocha, explicou que a tendência é de que a expectativa seja revista para menos. “O BC tradicionalmente atualiza as projeções trimestralmente, e deve fazer isso no mês que vem, mas, acompanhando os resultados correntes, eu diria que a tendência da projeção é de baixa”, afirmou.

Importações
Rocha observou que a redução do deficit é positiva para o país e destacou que o investimento direto no país, que já soma US$ 54,9 bilhões neste ano, cobre todo o rombo. “Nesse momento de ajuste na economia, o setor externo dá uma contribuição positiva, por meio de deficit menor nas transações correntes. Isso é verdade tanto para balança comercial quanto para a conta de serviços. E ocorre pela queda na atividade econômica do país, além da apreciação cambial, que encarece bens e serviços importados”, ressaltou.

Incerteza
A crise na economia brasileira e o rebaixamento da nota de crédito do país, no entanto, deixam mais cautelosos os investidores estrangeiros em relação a títulos de renda fixa. Em outubro, US$ 2,4 bilhões saíram desse tipo de investimento, já descontado tudo o que foi investido. No mesmo mês do ano passado, houve entrada de US$ 3,5 bilhões. Fernando Rocha, do BC, comentou que a volatilidade ocorre desde julho. “Isso mostra a incerteza do investidor estrangeiro em relação à economia doméstica”, afirmou.

Correio Braziliense – 27/11/2015

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Brasil enviará cônsul em Washigton para acompanhar eleição na Venezuela

O cônsul-geral do Brasil em Washington, embaixador Antonino Mena Gonçalves, será o representante brasileiro na missão da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) que acompanhará a eleição parlamentar na Venezuela, no dia 6 de dezembro, segundo a Folha apurou.

A escolha põe fim à incerteza sobre a participação do Brasil após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se retirar da missão em protesto contra a falta de garantias para uma observação crível e o veto de Caracas ao ex-ministro brasileiro Nelson Jobim como chefe da delegação.

Diante do mal-estar causado pela decisão do TSE, o ex-presidente dominicano Leonel Fernández, chefe da missão da Unasul, pediu um assessor ao governo brasileiro, que indicou Mena Gonçalves.

Fontes diplomáticas ainda mencionaram o embaixador aposentado e ex-ministro da Defesa José Viegas. Mas ele negou ter sido convidado e ressaltou que, de qualquer forma, não poderia ir à Venezuela por razões pessoais.

A decisão de escalar um diplomata para substituir peritos do TSE foi recebida com ceticismo pela oposição venezuelana, que teme fraudes.

“Um embaixador dá no mesmo que um astronauta. São pessoas que não têm a menor capacidade de ajudar no esforço de monitoramento”, disse um opositor que pediu para não ser identificado.

No Brasil, a oposição também questionou a escolha.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, acusou o governo brasileiro de “omissão” diante dos abusos eleitorais cometidos pelo chavismo.

“Nomear um embaixador não resolve nada. Estava na cara que esta missão seria uma farsa para legitimar o resultado”, afirmou.

ESPECIALISTA

Apesar das reservas quanto à função na missão da Unasul, o embaixador Mena Gonçalves é descrito por colegas como grande conhecedor dos temas de América Latina.

Mena Gonçalves, que chefiou o Departamento das Américas e foi embaixador na Colômbia e na Bolívia, também é considerado um profissional de espírito crítico e sem filiação ideológica.

Mena Gonçalves era embaixador em La Paz quando o governo de Evo Morales ocupou e nacionalizou instalações da Petrobras, em 2006.

Segundo relatos, ele foi crítico à resposta conciliadora defendida pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Hoje à frente do consulado-geral na capital dos EUA, provável posto final na carreira, o embaixador diz a colegas que se sente à vontade para dizer o que pensa.

A missão que integrará, porém, carece das prerrogativas necessárias para um monitoramento eficaz.

Os representantes da Unasul serão acompanhadores, não observadores, e deverão se abster de emitir críticas contundentes ao processo.

Enquanto o TSE recomendava iniciar a supervisão em meados de outubro, os acompanhadores só iniciaram formalmente as atividades nos últimos dias, o que dificulta uma avaliação abrangente do ambiente institucional e da equidade de campanha.

Críticas também são formuladas contra José Luis Exeni, membro da autoridade eleitoral da Bolívia e que será coordenador técnico da missão da Unasul.

Em outubro deste ano, Exeni, tido como próximo dos socialistas, admitiu publicamente irregularidades a favor do partido governista boliviano MAS em eleições locais no departamento de Chuquisaca, mas afirmou que o resultado “já está decidido” e portanto “não tem volta.”

Folha de S.Paulo – 27/11/2015

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Monteiro diz estar confiante em início de troca de ofertas

O governo brasileiro pretende, por meio do Mercosul, iniciar uma troca de ofertas em termos comerciais com a União Europeia, afirmou ontem o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro. Segundo ele, o momento é oportuno devido à reunião dos ministros de comércio exterior da Europa.

“Quero expressar confiança de que vamos finalmente iniciar troca de ofertas com a União Europeia depois de 15 anos. Teremos um momento decisivo, com a reunião dos ministros do comércio exterior da Europa. Ao final, poderemos iniciar essa reunião de troca de ofertas”, disse Monteiro, a uma plateia de empresários, durante almoço de confraternização do Instituto Aço Brasil (IABr).

De acordo com o ministro, há dois elementos que podem estimular a negociação com o bloco europeu. O primeiro é a criação da Parceria Transpacífico (TPP), que “torna para, a União Europeia, mais atrativa a perspectiva de fazer acordo com o Mercosul”.

O segundo fator é o resultado da recente eleição presidencial na Argentina. De acordo com o ministro, o resultado vai oferecer postura mais “pró-comércio” e de “mais abertura” dentro do Mercosul.

Monteiro também defendeu ajustes no Mercosul, mas não detalhou quais seriam eles, e reforçou a necessidade do bloco sul-americano. “O Mercosul pode e deve ser aperfeiçoado, mas nem de longe podemos pensar que ele perca relevância, até porque ninguém pode revogar a geografia”, concluiu ele.

Valor Econômico – 27/11/2015

Redação On novembro - 27 - 2015
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