Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Índice de Preços ao Produtor desacelera para 1,77% em outubro

RIO  –  O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,77% em outubro, seguindo avanço de 2,99% um mês antes (dado revisado), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a variação dos preços dos produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, na indústria de transformação e extrativa. Em outubro de 2014, o IPP havia subido 0,40%. No acumulado do ano até outubro, o índice teve alta de 9,67%; em 12 meses, aumentou 10,9%.

O IPP da indústria extrativa registrou elevação de 1,69% em outubro, após alta de 12,5% um mês antes. Na indústria de transformação, os preços aumentaram 1,78% no antepenúltimo mês de 2015.

Em outubro, 17 das 24 atividades pesquisadas tiveram variações positivas nos preços. As maiores altas foram em bebidas, com avanço de 9,62%, e perfumaria, sabões e produtos de limpeza, com incremento de 4,31%.

As maiores baixas, entre setembro e outubro, foram observadas em fabricação de produtos de madeira (-3,27%), fabricação de artefatos de couro (-1,08%) e fabricação de produtos de minerais não metálicos (-0,67%).

(Robson Sales | Valor – 25/11/2015)

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INCC-M avança para 0,40% em novembro, ponta FGV

SÃO PAULO  –  O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) acelerou para 0,40% em novembro, após marcar aumento de 0,27% em outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, a inflação do setor foi de 7,09%; em 12 meses, se situou em 7,36%.

De acordo com a FGV, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de um avanço de 0,57% para 0,86%. Tomando-se apenas materiais e equipamentos, houve alta de 0,88%, seguindo acréscimo de 0,62%. A parcela relativa a serviços foi de 0,37% para 0,77% de incremento.

O índice referente à mão de obra não registrou variação pelo terceiro mês consecutivo.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Valor Econômico  – 25/11/2015

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Em fevereiro, BC terá mais subsídio para decidir se juro volta a subir, diz Figueiredo

 A “hora da verdade” da política monetária deve acontecer no fim de fevereiro, quando o Banco Central (BC) terá mais informações para definir o rumo da taxa de juros. E, nesse momento, o que estará em discussão é se a taxa Selic voltará a subir, segundo afirmou o ex-diretor de Política Monetária do BC e atual sócio-diretor da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo. “Está com muito mais cara de ou não fazer nada ou subir os juros. Horizonte para cair juros não é visível”, afirma. “A vida para o BC não tem sido fácil.”

Figueiredo, durante reunião do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), disse que o desafio do BC é grande, dados os choques de oferta vindos da desvalorização cambial e dos reajustes dos preços administrados.

“Os preços públicos atrapalham a vida do Banco Central”, afirma. Diante disso, não seria “razoável” pensar em levar a inflação de 10,5%, este ano, para 4,5% no ano que vem – objetivo que foi adiado para 2017.

A tarefa de impedir que a inflação supere o teto, como parece ser agora o foco da autoridade monetária, é também um grande desafio para o BC. Segundo Figueiredo, como a questão fiscal se tornou crônica, ela acaba dominando outras variáveis, gerando novos choques de oferta, como o câmbio. “Fora a dúvida do que vai ocorrer com preços públicos no ano que vem. O mercado fala em 7% e o Banco Central em 5,8%”, afirma.

É por isso que Figueiredo acredita que o BC deverá monitorar a evolução dessas variáveis para, em fevereiro, na segunda reunião do Copom do ano, tomar uma decisão. Até lá, diz, a autoridade monetária deverá ter mais informações sobre a evolução dos preços dos in natura, afetados pelo El Niño, do rumo dos administrados e também sobre como deve reagir a inflação de serviços ao quadro de recessão e aumento do desemprego, que tende a se agravar nos próximos meses.

Figueiredo lembra que, mesmo com o aumento do desemprego, a inflação de serviços mostra elevada rigidez e ainda roda perto dos 8%. Além disso, naquele momento, o BC já deve ter um quadro mais claro sobre o quanto foi possível avançar no ajuste fiscal. “Até lá, o melhor que o BC pode fazer é olhar”, afirma.

A evolução das projeções de inflação de mercado para o próximo ano é outro elemento que pode interferir na decisão do Banco Central, observa o economista da Bradesco Asset Management, Fernando Honorato, que também integra o comitê da Anbima. A mediana das projeções desse grupo para o IPCA em 2016 já está em 6,9%, sendo que a estimativa mais elevada já alcança 8% “Essa é uma questão: como o BC vai fazer caso as projeções do mercado estiverem muito diferentes do seu modelo no fim do primeiro trimestre”, afirma o economista.

No Relatório de Inflação referente ao terceiro trimestre deste ano, a estimativa para a inflação no cenário de referência do BC estava em 5,3%, levando-se em conta um câmbio mais desvalorizado do que o atual, de R$ 3,90. “Se ele tiver a intenção de subir os juros, terá que ter ajustado seu modelo. Caso contrário, não terá como justificar essa decisão”, diz. Com isso, observar como vai evoluir a projeção do BC no relatório a ser divulgado no fim de dezembro pode ser uma pista importante.

Honorato ressalta, entretanto, que qualquer ação do BC sem uma solução fiscal tende a ser nula. “O BC deveria explicitar isso em seus documentos, mostrar que subir os juros sem um arranjo fiscal que melhore a confiança não teria efeito sobre a inflação”, defende.

Valor Econômico – 25/11/2015

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O 1º trimestre de 2016 será a hora da verdade

Hora da verdade, ponto de decisão. As nomenclaturas podem variar um pouco, mas o primeiro trimestre de 2016 é aguardado com ansiedade por analistas econômicos e políticos. O cenário mostra que neste período o mercado de trabalho mostrará plenamente os efeitos da recessão, os preços estarão ainda altos e o cenário de “dominância política” deverá persistir, impedindo que a agenda fiscal avance no Congresso.

Com a inflação elevada e desemprego crescente, a “sensação térmica” da população sobre a economia pode piorar sensivelmente nos primeiros três meses do ano que vem, avaliam economistas do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que se reuniram ontem no Valor.

Para eles, esse cenário será importante tanto para o Banco Central quanto para o quadro político. Quando a sensação de bem-estar da população efetivamente se deteriorar, restará ver de que forma isso afetará os preços – sobretudo do setor de serviços, que insiste em não ceder – e os ânimos. Entre os que acompanham a política, existe a sensação de que, se o governo superar o primeiro trimestre, a hipótese do impeachment da presidente Dilma Rousseff perderia força. Para alguns dos economistas, isso pode ter relação com esse momento em que vai “cair a ficha” da população.

A avaliação geral é que, embora as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) mostrem redução mês a mês, o fundo do poço ainda está longe. “É um situação de dominância política”, resume Luiz Fernando Figueiredo, sócio-diretor da Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central, em brincadeira sobre o debate em torno da tese de que o Brasil estaria em dominância fiscal.

“O lado político não está dando espaço para que questões como rigidez dos gastos, excesso de indexação da economia e aumento de despesas sejam resolvidos. Nós temos o diagnóstico, sabemos o que precisa ser feito, já estamos sofrendo os efeitos da crise, mas estamos dominados por essa situação de impasse do lado político, que não permite enxergar melhora”, diz.

A deterioração marcante das expectativas é um sintoma desse impasse. As instituições que compõem o Comitê da Anbima projetavam para 2015 crescimento de 2% no início do ano passado. Hoje, o melhor cenário é de queda de 2,4% e o consenso aponta retração de 3,1% do PIB. Para 2016, a previsão de recuperação feita no início do ano cedeu espaço a estimativas de recuos cada vez maiores do PIB. A mediana das projeções está em -2,1%, “mas pelo teor do debate, o viés ainda é de baixa para esses números”, avalia Marcelo Carvalho, economista-chefe para América Latina do BNP Paribas.

Para Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe da Bradesco Asset Management, não há variável hoje que explique o tamanho do tombo previsto para a atividade econômica. “O que explica o que está acontecendo é o fato de que as decisões de investimento e consumo estão sendo adiadas por causa do cenário de incerteza”. Ele lembra que a retração de 3% estimada para o PIB pode ser decomposta em contribuição negativa de seis pontos da demanda doméstica, enquanto o setor externo deve adicionar três pontos à atividade.

“A sensação das pessoas é muito pesada basicamente por causa desses 6% de queda [da absorção doméstica], mas a nossa avaliação é que a percepção das pessoas em geral ainda não se ajustou ao que vai ser a economia em 2016”, diz ele.

A crise ainda pode se intensificar significativamente no ano que vem, diz Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra. “O ano está acabando de forma infinitamente pior do que começou”, argumenta ele, que espera um primeiro trimestre bastante difícil, já que os efeitos do aumento do desemprego serão mais sentidos pela população. Para ele, há ainda neste ano uma rede de proteção social que minimiza os efeitos da piora do mercado de trabalho, como o seguro-desemprego. “Mas vamos ter um ano de recessão forte seguido de outro ano de recessão forte. O desemprego vai voltar para o que era no início do governo Lula, e as pessoas vão sentir isso”, afirma.

Segundo Kawall, a taxa de desocupação só já não subiu para 9% porque a taxa de participação da população em idade ativa no mercado de trabalho surpreendentemente caiu. “Caso contrário, poderíamos já estar falando em desemprego de 9% agora e de 10% na virada do ano”, diz ele.

Honorato afirma que o resultado dessa combinação entre inflação alta e desemprego crescente será uma piora grande da sensação de bem-estar. O primeiro trimestre seria o momento em que a sensação da crise atingiria de fato a população e cairia a ficha.

“Sem dúvida, no primeiro trimestre a sensação vai ser muito pior do que hoje, por causa do desemprego”, concorda Figueiredo, da Mauá Capital. Nos preços, o ajuste feito este ano nos administrados foi ambicioso, avalia. “Na campanha, falavam que o [Eduardo] Giannetti [assessor da candidata Marina Silva] era muito liberal, mas não sei se ele teria coragem de fazer o ajuste feito”, diz ele, lembrando que a tarifa de energia subiu 50%.

A possibilidade de avanços concretos no ajuste fiscal foi vista com bastante ceticismo. “Há uma lacuna com o encaminhamento do ajuste fiscal”, diz Kawall, do Safra. O problema mais grave, na visão dele, não é apenas a situação de curto prazo, apesar das várias incertezas que envolvem o resultado primário do ano que vem. “Minha preocupação é que estamos gastando muito tempo discutindo 2016 – se aprova repatriação de recursos, CPMF, privatização do ativo A ou B -, mas isso não é solução, isso continuará a manter a bola de neve da dívida crescendo”, diz ele. Neste cenário, diz, não há confiança que se recupere.

Para alguns, porém, a piora “contratada” da atividade para os próximos meses, com maior desconforto da população, pode ser uma pressão “positiva” sobre o impasse político. “O Congresso funciona à base de pressão, e ela vai aumentar bastante até o fim do primeiro trimestre. Isso pode amenizar o ambiente dali para frente”, afirma Figueiredo, que pondera que esse não é o cenário que considera mais provável.

Para ele, hoje as forças políticas estão divididas e buscam ocupar o espaço deixado por um governo muito enfraquecido. “Mas há diferença entre ocupar espaço se o governo muda, com impeachment, ou se segue até 2018. Enquanto esse imbróglio não se resolve, ninguém se posiciona”, afirma, o que torna difícil aprovar o ajuste.

A maior probabilidade, afirma Carvalho, é que o Brasil empurre os problemas com a barriga – “muddle through”, na expressão em inglês. “Mas há a ideia de que economia tem repercussão sobre a política e ainda não chegamos ao fundo do poço. Talvez essa sensação de urgência dada pela deterioração da economia seja condição necessária para eventual melhora. É difícil ter uma coisa sem ter a outra”, afirma.

Figueiredo adverte, porém, que isso não significa um cenário de equilíbrio estável para o país. “A piora não será linear, vamos piorando em degraus, com grandes chances de perda de grau de investimento por mais uma agência.”

Valor Econômico – 25/11/2015

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Mais impostos em 2016

Apesar de já ser o campeão entre 18 países, com a maior carga tributária na prestação de serviços de celular, o Brasil vai ver esse quadro piorar em 2016. O Distrito Federal e oito estados vão aumentar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre serviços de comunicação a partir de 1º de janeiro. No DF, a alíquota passará de 25% para 28%.

Os serviços de telecomunicações são considerados essenciais; no entanto, na composição tributária dos estados, as alíquotas cobradas são as mesmas de bebidas alcóolicas, tacos de golfe, armas e munições, baralho de cartas e cachimbos. “Os critérios só são da essencialidade do serviço quando é para o setor instalar antenas onde não há demanda. Na hora de cobrar ICMS, as alíquotas são as mesmas de produtos supérfluos”, reclamou o presidente do SindiTelebrasil, Eduardo Levy.

Além do imposto estadual, outras mudanças na legislação do setor vão provocar um aumento de R$ 8,4 bilhões na tributação, segundo projeção do sindicato. Somente o aumento do ICMS deve elevar em R$ 1 bilhão a arrecadação, sem considerar a diminuição do uso por causa da elevação no preço.

A previsão do SindiTelebrasil é de que a mudança do PIS/Cofins, com alíquota de 9,25%, aumente o recolhimento em R$ 1,7 bilhão, onerando as empresas. Há ainda uma elevação prevista para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), com perspectiva de aumento de R$ 5,5 bilhões em arrecadação. Para completar, as teles devem pagar mais R$ 200 milhões na arrecadação da contribuição para o Condecine. “Serão R$ 8,4 bilhões, mais que o dobro do lucro de R$ 4 bilhões das companhias no ano passado”, disse Levy.

Estudo da Teleco, encomendado pelo sindicato, revela que o Brasil já é o líder absoluto em carga tributária no setor, com 43% de tributos sobre a receita líquida. O índice é quase o dobro do segundo colocado de um ranking de 18 países, a Argentina, com 26%, e mais de 14 vezes o da China, de apenas 3%. (SK)

Potencial

O setor de telecomunicações é responsável por 15% do ICMS arrecadado em todo o país, revelou o SindiTelebrasil. Além disso, tem alto potencial de contribuição para elevar o Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas do Banco Mundial. A cada 10 pontos percentuais de aumento dos serviços das telecomunicações, a elevação do PIB é de 1,21% se o incremento for na banda larga; de 0,6%, se ocorrer na telefonia móvel; e de 0,43%, na telefonia fixa. “Se a cobertura de um serviço passa de 40% para 50%, estimula o PIB a subir nessas proporções”, explicou Eduardo Levy, presidente do sindicato.

Correio Braziliense – 25/11/2015

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Copom calcula risco de estouro do teto da meta em 2016

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que conclui hoje a sua reunião de novembro, deverá avaliar o risco de descumprimento do teto do intervalo de tolerância da meta de inflação em 2016.

O compromisso indicado por seus dirigentes é voltar a subir a taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano, se forem muito grandes as chances de o índice de preços ao consumidor superar 6,5%. Em todas as reuniões, os economistas do BC apresentam aos membros do Copom projeções para a inflação no ano seguinte, feitas com diferentes cenários econômicos e modelos, e também estimativas sobre o risco de o índice de preços estourar o teto da meta de inflação.

Esse deverá ser um insumo básico para a decisão do colegiado neste e nos próximos encontros. Também deve pesar na decisão o julgamento mais subjetivo de cada um dos membros sobre os riscos de concretização dos diversos cenários apresentados nas projeções.

No relatório de inflação de setembro, o BC apresentou duas projeções para a inflação de 2016. Uma delas, no chamado cenário de referência, a variação do IPCA para 2016 foi prevista em 5,3%. Nesse cenário, o risco de a inflação ultrapassar o teto do intervalo de tolerância da meta é de 20%.

Já no chamado cenário de mercado, que leva em conta a taxa de câmbio e a evolução dos juros projetadas pelos analistas econômicos privados, a inflação está prevista em 5,4% em 2016. O risco de estouro da meta é de 22%.

A grande questão é o quanto poderiam ter piorado as projeções do BC desde a divulgação do relatório de inflação, há quase dois meses, e sobretudo quanto teria se ampliado o risco do estouro da meta em 2016.

O cenário de referência foi traçado com o pressuposto de uma taxa de câmbio de R$ 3,90 e, nos últimos dias, a cotação do dólar tem oscilado entre R$ 3,70 e R$ 3,80. Ou seja, melhorou.

No relatório de inflação, o BC trabalhava com um aumento de tarifas de 5,7% em 2016 e, na reunião do Copom de outubro, já havia aumentado a projeção para 5,8%. O mercado prevê uma alta de tarifas de 7%, mas o BC vem sinalizando que não acredita num cenário tão desfavorável.

O BC acha que são grandes as chances de uma bandeira verde para as contas de luz em 2016; que Estados e municípios vão evitar reajustes salgados de transportes urbanos, água e gás num ano eleitoral; e que a alta de preços de combustíveis será contida, pois o preço da gasolina já está 14% acima da média internacional, e do diesel, 21%.

Os dados sobre atividade econômica têm se mostrado piores do que o antecipado pelos analistas econômicos, sobretudo no mercado de trabalho. Há uma boa dose de convicção no BC de que a alta do desemprego vai atuar em 2016 para baixar a inflação de serviços.

A inflação corrente está mais pressionada, em parte devido à alta de produtos “in natura”. Normalmente, os produtos “in natura” sobem no começo do ano. O BC aposta que, como pelo menos parte da alta dos preços “in natura” está sendo antecipada para este ano, sobrará menos para o ano que vem.

Todos esses fatores estão do lado positivo. E do lado negativo, o que poderia empurrar o Copom para uma alta de juro?

Uma questão em aberto é o quanto a deterioração das expectativas de mercado vai pesar nas projeções do BC. A inflação esperada pelos analistas econômicos para 2016 subiu para 6,64%, acima do teto da meta. O BC não mexe os juros com base nas projeções de mercado, mas elas são um componente importante para as projeções da própria instituição.

Outro ponto que deverá ser debatido são as chances de uma eventual alta da Cide no ano que vem para ajudar a cumprir as metas fiscais. Há uma aposta no BC de que o governo não vai subir a Cide, pois seria um tiro no pé, porque pressionaria a inflação e os gastos previdenciários. Mas essa é uma decisão do governo ainda em aberto, e o risco deverá ser reavaliado a cada reunião pelo Copom.

Por fim, uma dúvida é o nível de risco de estouro da meta que os membros do Copom vão tolerar. Em setembro, os modelos apontavam risco entre 20% e 22%, e o Copom não agiu. Qual é o percentual que está na cabeça de cada membro do Copom?

Valor Econômico – 25/11/2015

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Base freia adiamento de reajustes salariais

A hipótese do adiamento do reajuste do salário mínimo elevou ontem a tensão entre o PT e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A medida, cuja autoria é negada de maneira categórica pelo ministro, voltou a ser discutida nos últimos dias em Brasília.

Tão logo soube da proposta, o presidente do PT, Rui Falcão, telefonou para o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), que desmentiu qualquer decisão sobre o assunto. “Ele [Berzoini] autorizou a dizer que não há nenhuma decisão nesse sentido”, disse Falcão. O Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, apurou, no entanto, que esta é a segunda vez que a proposta é colocada sobre a mesa de discussão do ajuste.

A primeira vez, quando o governo ainda discutia quais as medidas seriam necessárias para fechar as contas de 2016, a proposta foi apresentada pelo ministro Levy, houve uma breve discussão e a presidente Dilma Rousseff, pessoalmente, se posicionou contrária à medida. A política de valorização do salário mínimo é peça-chave no programa do PT. Já com problemas como a impopularidade de Dilma e a Operação Lava-Jato, entre outros, reduzir a renda do trabalhador poderia ser fatal para o partido nas eleições municipais de 2016. No PT, a medida foi apelidada de “pedalada salarial”.

O adiamento é uma das propostas para fechar as contas da União em 2016 e tornar possível a obtenção da meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto para o setor público consolidado. O arranjo foi submetido à Casa Civil da Presidência da República, que já consultou alguns líderes da base aliada. Não há consenso, no entanto, também na área econômica sobre as medidas.

O reajuste dos servidores, já adiado de janeiro para agosto, sofreria novo adiamento para dezembro. O reajuste do salário mínimo, que passou a ser feito no dia primeiro de janeiro, seria adiado para primeiro de maio, como era no passado.

O adiamento do reajuste dos servidores federais dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para dezembro do próximo ano representaria uma economia de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões no ano, segundo cálculos de consultores orçamentários do Congresso Nacional obtido pelo Valor PRO.

“Ninguém sabe se isso tem chance de avançar”, pondera um técnico da equipe de Levy.

Não há decisão, até porque uma eventual mudança na regra de reajuste do salário mínimo exige uma medida provisória ou um projeto de lei. Nos dois casos, é preciso que os parlamentares aprovem a medida. No caso do reajuste dos servidores, o governo tem que formalizar o aumento num projeto de lei com votação até agosto, data em que houve acordo para a correção.

O Ministério do Planejamento revisou ontem a previsão de retração da economia brasileira de 1,9% para 1,0% do PIB. Uma fonte da área econômica explicou que com a previsão de uma retração maior do PIB, associada à margem apertada para corte de gastos, estava cada vez mais difícil fazer um superávit de 0,7% do PIB no próximo ano. Por essa razão os técnicos estão discutindo todas as fórmulas possíveis, e nelas o adiamento do reajuste do salário mínimo e do funcionalismo público.

Valor Econômico – 25/11/2015

Redação On novembro - 25 - 2015
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