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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Futuro de acordo de comércio com o Mercosul provoca divisão na UE

Os países da União Europeia estão rachados sobre a continuidade das negociações de um acordo de livre comércio com o Mercosul. Eles definem sexta-feira à tarde, em Bruxelas, se vão levar adiante a troca de ofertas – que estão prontas – para a eliminação de tarifas entre os dois blocos, ou se preferem congelar as discussões.

A decisão será tomada em reunião dos ministros de Comércio dos 28 países-membros da UE, que está confirmada, apesar do alerta máximo contra ataques terroristas na capital belga. O Valor apurou que Espanha, Portugal, Itália e Suécia pressionam fortemente os demais sócios a seguir em frente.

Segundo fontes graduadas da diplomacia europeia, um conjunto de três países com poderosos lobbies agrícolas tem colocado restrições à continuidade das tratativas: França, Irlanda e Hungria. A Lituânia deu sinais de apoio a esse trio. Mesmo com o forte peso da agropecuária em sua economia, a Polônia mantém posição de neutralidade.

A expectativa do grupo favorável às negociações é conquistar, na sexta-feira, o engajamento decisivo de dois países-chave: Reino Unido e, principalmente, a Alemanha. Dois negociadores europeus com conhecimento do assunto disseram reservadamente que as declarações políticas da chanceler alemã Angela Merkel, que esteve no Brasil em agosto e se comprometeu com um acordo UE-Mercosul, não se refletem com exatidão na postura das equipes técnicas de Berlim.

A preocupação da Alemanha é com o grau de cobertura da proposta conjunta de eliminação de tarifas do Mercosul, que abrange 87% das exportações europeias, percentual considerado baixo demais para um pontapé inicial nas negociações. Os sócios da UE garantem ter oferta superior a 90% e lembram que o acordo de comércio fechado recentemente com o Canadá cobre 99% dos produtos.

Embora a postura política de Merkel seja de dar aval às negociações com o Mercosul, os alemães têm escutado com atenção os argumentos da burocracia em Bruxelas. Os técnicos da Comissão Europeia, braço executivo da UE, argumentam que várias frentes de acordos comerciais estão sendo abertas ao mesmo tempo e faltam recursos humanos para todas as iniciativas.

Por isso, defendem que é necessário concentrar-se no que pode efetivamente dar resultado. As conversas com o bloco sul-americano, que se arrastam há quase 20 anos, são vistas com ressalvas. “A Alemanha está em cima do muro, mas vai ficar conosco e isso é fundamental”, diz um integrante do quarteto de países pró-Mercosul.

A UE está voltada à conclusão de um tratado de livre comércio com os EUA, mas também tem no radar uma revisão do acordo com o México, a fim de ampliar o nível de cobertura. Também obteve sinal verde dos 28 países para negociar com Austrália e Nova Zelândia, duas potências agrícolas, o que aumenta a resistência dos países mais protecionistas a agilizar um acordo também com o Mercosul. Eles afirmam já ter feito uma demonstração de flexibilidade.

Para os defensores do acordo na UE, é justo dar uma chance ao bloco liderado pelo Brasil, pois se trata apenas de uma oferta inicial e que pode melhorar ao longo das rodadas de negociações. Eles têm dois argumentos na manga. Um é que houve uma mudança na política externa da presidente Dilma Rousseff, no segundo mandato, e o governo brasileiro está menos suscetível aos lobbies protecionistas. Outro é que Mauricio Macri, presidente eleito da Argentina, recoloca o país no mapa-múndi e merece um voto imediato de confiança.

Na verdade, esse é um dos poucos consensos entre Dilma e Macri, que apostam todas as fichas no acordo para tirar o Mercosul do isolamento em que se encontra. A equipe do sucessor de Cristina Kirchner na Casa Rosada coincide com o Palácio do Planalto na avaliação de que é essencial fechar o tratado em 2016.

Curiosamente, quando jogam contra a continuidade das discussões para um acordo UE-Mercosul, países como França e Irlanda não costumam mencionar suas sensibilidades na agricultura e na pecuária. Na versão das autoridades europeias ouvidas pelo Valor, os dois governos citam a necessidade de incluir no acordo um capítulo sobre “proteção a investimentos”. Sabe-se que não há chance de isso acontecer e esse movimento tem sido interpretado como uma tentativa de inviabilizar o prosseguimento das discussões.

Nos anos 90, vários países europeus firmaram acordos de proteção de investimentos com o Brasil, mas eles jamais foram aprovados pelo Congresso e entraram definitivamente na gaveta com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Esse tipo de tratado continha aspectos considerados inaceitáveis pelo governo brasileiro, como as cláusulas investidor-Estado, em que empresas estrangeiras poderiam acionar diretamente o Estado em tribunais internacionais.

Desde o início do segundo mandato de Dilma, o Brasil tem assinado acordos de cooperação e facilitação de investimentos, uma versão light do que era firmado nos anos 90. Já fez isso com México, Colômbia, Angola e Moçambique. Por esses tratados, entre outros pontos bem mais amenos, só o governo de um país pode acionar o de outro país em tribunais internacionais, caso haja conflitos empresariais. Isso tende a aumentar o espaço para soluções políticas antes de contenciosos que podem custar bilhões de dólares.

Se obtiver o aval dos 28 países, na sexta-feira, a UE pretende trocar propostas com o Mercosul em dezembro. Não será uma discussão fácil. Os europeus exigem não só um aumento do percentual de produtos cobertos pela oferta sul-americana, mas a abertura em serviços como engenharia e escritórios de advocacia, que consideram fechados demais à presença estrangeira.

Outro alvo são as compras governamentais. A UE quer acesso total às licitações públicas e direito de preferência, nas concorrências já abertas a estrangeiros, em relação aos fornecedores de outros países. Em 2014, a União movimentou R$ 62,1 bilhões na aquisição de bens e serviços, segundo o Ministério do Planejamento.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou carta às principais congêneres na Europa com pedidos de engajamento em um acordo. A alemã BDI e a francesa Medef, duas gigantes da iniciativa privada, estavam entre os alvos. A ideia é que os empresários ajudem a mobilizar os governos por uma posição favorável ao acordo com o Mercosul. Embaixadores europeus em Brasília também receberam a carta.

O diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Abijaodi, faz um apelo pela troca de ofertas entre os dois blocos. “Mesmo se a proposta inicial não for a esperada pela UE, trata-se apenas de colocar as primeiras cartas na mesa. O nível de ambição da oferta ainda pode subir bastante, mas para isso é preciso sentar e negociar.”

Valor Econômico – 25/11/2015

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Pressão sobre bancos da AL tende a aumentar, diz S&P

A Standard and Poor’s (S&P) avalia que, apesar do desempenho financeiro adequado dos bancos latino-americanos em 2015, as pressões sobre o setor tendem a aumentar em 2016 devido à desaceleração econômica da região, inclusive com países em situação de contração econômica, como é o caso do Brasil.

“Sem dúvida, persiste nossa preocupação sobre as fracas perspectivas de crescimento e o elevado endividamento do Brasil”, diz o analista Arturo Sánchez, que assina relatório da S&P sobre o setor. “Ainda que em menor grau, o risco político segue pesando sobre os sistemas bancários em vários países da região.”

No caso específico dos bancos brasileiros, a S&P destaca que a qualidade dos ativos se deteriorou de maneira significativa neste ano, tanto entre os bancos médios e pequenos quanto entre os grandes. “Os bancos menores são mais vulneráveis a essa tendência devido ao seu foco de negócios limitado. Por outro lado, os grandes são mais resistentes e têm compensado as crescentes perdas no crédito com margens e comissões maiores, graças à diversificação de negócios e à capacidade de reajustar os valores de suas carteiras de curto prazo.”

“Embora a classificação de risco dos bancos públicos esteja diretamente relacionada ao rating soberano, acreditamos que estes bancos apresentam riscos maiores em suas carteiras do que os privados.”

Valor Econômico – 25/11/2015

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Argentina fica para trás na preferência de investidores brasileiros

A Argentina perdeu para o Chile o posto de principal destino dos investimentos brasileiros na América do Sul, mas o empresariado, que foi afugentado pelo intervencionismo da presidente Cristina Kirchner, tem esperanças de que a eleição de Mauricio Macri possa melhorar a situação no médio prazo.

A participação da Argentina nos fluxos líquidos de investimento brasileiros direitos na América do Sul caiu de 46,5% no biênio 2010/2011 para 25,2% em 2012/2013 e para 25,4% em 2014, conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em valores absolutos, os fluxos de recursos cederam de R$ 1,67 bilhão em 2010/2011 para R$ 687 milhões em 2012/2013 e R$ 162 milhões no ano passado.

Já o Chile caminhou na mão inversa. Sua participação subiu de 27,4% para 42,2% e 41,6% nos mesmos períodos de comparação.

Em recursos, isso significa que o fluxo de recursos do Brasil para o Chile subiu de R$ 985,2 bilhões em 2010/2011, para R$ 1,15 bilhão. No ano passado, foram R$ 264,5 milhões, R$ 102 milhões a mais do que a Argentina.

De acordo com a pesquisa conduzida pelo CNI, a situação política instável na Argentina não estimulava investimentos, mas a situação piorou quando o país começou a restringir os dólares que saiam do país –medida que ganhou ainda mais força no início do ano passado, reflexo do declínio das reservas externas do país.

“As empresas ficaram com medo de não conseguir trazer seu dinheiro de volta”, afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Ele acredita que a vitória do oposicionista Maurício Macri na eleição de domingo (22) pode mudar a situação, mas não será imediata.

“Não basta ganhar para trazer o investimento de volta. É preciso ganhar confiança”, diz Castro.

Ele avalia que duas medidas importantes são: acabar com os impostos de importação sobre as commodities, o que vai estimular os exportadores a vender mais e vai trazer divisas para o país, e desvalorizar o câmbio oficial, que está sendo mantido artificialmente.

PIORAR PARA MELHORAR

De acordo com Heitor Klein, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados), o setor parou de investir na Argentina em 2008, quando o país começou a criar travas para a importação. Com a entrada de Macri, ele acredita que a situação no país vizinho vai piorar antes de melhorar para os exportadores brasileiros.

Isso porque o novo presidente terá que fazer um forte ajuste fiscal, reduzindo a demanda, e desvalorizar o câmbio, o que torna os produtos brasileiros mais caros. “No médio prazo, no entanto, a mudança de governo é positiva”, diz Klein.

A Argentina costumava receber investimentos de vários setores brasileiros: petróleo, mineração, setor automotivo e manufaturados em geral. Entre 2005 e 2013, o Brasil foi o quarto maior investidor na Argentina, com fluxos acumulados de US$ 7,9 bilhões. Os Estados Unidos foram os líderes, com US$ 13 bilhões.

Folha de S.Paulo – 25/11/2015

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Eleito na Argentina insiste em que Brasil reveja posição sobre Venezuela

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, voltou a dizer nesta terça à noite (24) que espera que o Brasil reveja sua opinião sobre a Venezuela.

Em entrevista ao canal de TV “Todo Notícias”, o novo mandatário argentino afirmou que a defesa dos direitos humanos deve ser um compromisso de todos os políticos da região.

“Espero que o Brasil reveja sua posição, pois para mim está mais do que claro que a Venezuela não respeita a democracia”, afirmou Macri.

O novo presidente da Argentina reforçou que levará a proposta de acionar a cláusula democrática do Mercosul contra a Venezuela na reunião de presidentes em Assunção, no próximo dia 21. Ele defende que os políticos presos pelo governo de Nicolás Maduro sejam libertados.

Se a cláusula for aprovada em unanimidade por todos os países-membros, a Venezuela pode ser suspensa do bloco.

Macri aproveitou para elogiar sua futura chanceler, Susana Malcorra. Formada em engenharia elétrica, ela trabalha nas Nações Unidas desde 2004. É chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e era uma das cotadas para sucedê-lo em 2016.

Macri disse que conversou com ela no último sábado, antes da eleição. Malcorra ainda estava em dúvida, contou ele, mas aceitou o convite.

“Ela detém um nível de conhecimento que agrega valor ao nosso país”, disse Macri, acrescentando que ela é um dos argentinos mais destacados do mundo atualmente no meio diplomático.

TRANSIÇÃO

O eleito falou pouco sobre o encontro que teve a portas fechadas com a presidente Cristina Kirchner nesta terça, na residência oficial de Olivos.

Aparentando desconforto, ele afirmou que o encontro “não valeu a pena” e que Cristina não aceitou destacar pessoas para transmitir à sua equipe informações que ajudem na transição de poder.

Macri adiantou, porém, que Cristina lhe disse que participará de sua posse e lhe passará a faixa presidencial, no próximo dia 10 de dezembro.

Folha de S.Paulo – 25/11/2015

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Enquanto indústria rateia, serviços impulsionam EUA

A economia americana avança hoje em duas velocidades distintas. Enquanto a indústria manufatureira perde fôlego, sofrendo com o dólar forte e a fraca demanda global, o setor de serviços vai bem, num cenário em que a força do mercado de trabalho impulsiona o consumo.

Divulgada ontem, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre confirma em boa medida esse resultado. Houve expansão anualizada de 2,1% em relação ao trimestre anterior, com o consumo privado crescendo 3% e o setor externo tirando 0,2 ponto percentual do avanço da economia. As exportações avançaram 0,9% e as importações, 2,1%.

Na primeira prévia do PIB do terceiro trimestre, o crescimento havia ficado em 1,5%. O salto a 2,1% se deveu especialmente à revisão da contribuição da variação de estoques – em vez de “roubar” 1,4 ponto da expansão entre julho e setembro, como estimado inicialmente, ela tirou 0,6 ponto.

O chefe global de estratégia de câmbio do banco Brown Brothers Harriman, Marc Chandler, chama a atenção para o comportamento divergente dos setores manufatureiro e não manufatureiro, composto em sua maior parte pela área de serviços. Em outubro, o índice de atividade na indústria manufatureira caiu para 50,1%, igualando o nível atingido em maio de 2013, e pouco acima da fronteira de 50%, que separa a expansão da contração. Em seu blog, Chandler diz que isso se deve à valorização do dólar e à demanda global mais fraca, assim como a uma deflação em muitos bens manufaturados e também em commodities.

No setor não manufatureiro, o quadro é bem diferente. O índice de atividade subiu de 56,9% em setembro para 59,1% em outubro, com o bom momento do mercado de trabalho ajudando a explicar esse desempenho. No mês passado, foram criados 271 mil empregos nos EUA, e a taxa de desemprego caiu para 5%, a mais baixa desde abril de 2008. Segundo Chander, os indicadores do setor manufatureiro e de serviços mostram a menor correlação nos últimos sete anos, “não se movendo juntos como ocorria no passado”.

“A batalha continua dentro da economia americana”, ecoa a Oxford Economics, ao comentar o PIB do terceiro trimestre. De um lado, o câmbio valorizado, o fraco crescimento da economia mundial a redução dos gastos de capital de empresas dos setores de petróleo e gás afetam o investimento das empresas e o setor externo. Os gastos com investimentos em estruturas caíram à taxa anualizada de 7,1% no período, refletindo os ajustes das companhias do setor petrolífero ao tombo da commodity.

O resultado do PIB também mostrou forte queda dos lucros das empresas. Houve recuo de 1,1% sobre o trimestre anterior e de 4,7% sobre o mesmo período de 2014, a queda mais forte desde o segundo trimestre de 2009 nessa base de comparação. Os ganhos das companhias obtidos fora do país caíram 7,4% sobre o trimestre anterior, devido ao dólar forte.

A Oxford ressalta, em contraste, o comportamento da economia interna. A melhora do mercado de trabalho, com uma perspectiva de avanço mais forte dos salários, a baixa inflação e juros ainda baixos dão apoio às despesas domésticas.

No PIB, um indicador que retrata bem esse desempenho é o das vendas finais internas, que excluem o setor externo e os estoques. No terceiro trimestre, elas cresceram 2,8% em termos anualizados, um número razoável. Para a Oxford, os EUA devem crescer 2,5% neste ano e 2,6% em 2016. Cenário parecido ao de muitos analistas, que preveem a continuidade de um consumo relativamente robusto e fraqueza do setor externo.

Ontem, a Conference Board divulgou o índice de confiança do consumidor, mostrando um recuo de 99,1 pontos em outubro para 90,4 em novembro, o mais baixo desde setembro de 2014. Analistas estranharam o resultado, destacando que o comportamento de um indicador num mês isolado não pode ser visto como tendência. A Capital Economics lembra que os fatores que costumam determinar a confiança indicam um quadro favorável – preços baixos da gasolina, ações em alta e poucos pedidos de seguro-desemprego. O número de novembro tenderia a ser mais um ponto fora da curva. Se continuar em queda, porém, pode tornar menos favoráveis as perspectivas para o consumo nos próximos trimestres.

Valor Econômico – 25/11/2015

Redação On novembro - 25 - 2015
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