Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Cotações dos metais caem para os menores patamares em vários anos

Os metais sofreram grandes ondas de venda que levaram os preços na sessão de ontem para seus menores patamares em anos e intensificaram a pressão para mineradoras pelo mundo, do Chile à China, cortarem a produção. O cobre caiu para o menor nível em seis anos, de US$ 4.443,5 por tonelada na Bolsa de Metais de Londres, enquanto níquel recuou 5%, para o menor preço desde 2003.

Desde o início do ano, as commodities, dos metais ao petróleo, caíram mais de 23%, diante das preocupações cada vez maiores diante da desaceleração da China, de acordo com o índice Bloomberg Commodity, que acompanha o desempenho de 22 matérias-primas. O declínio foi agravado pela perspectiva de aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e pelo fortalecimento do dólar, que torna as commodities, negociadas na moeda americana, mais caras.

A queda nos preços aumenta a pressão sobre mineradoras para conter a produção e reduzir a oferta, já que os cortes anunciados até agora não foram suficiente para interromper a tendência. Um grupo de dez usinas de zinco chinesas disse na semana passada que reduzirá a produção em reação aos baixos preços. Mas o zinco, usado para galvanizar o aço, caiu ontem para o menor patamar desde 2009.

“Os ventos contrários macroeconômicos continuam fortes e, portanto, o impacto dos cortes passados deverá se efêmero”, disse o estrategista em commodities Daniel Hynes, da ANZ.

Os preços do cobre caíram mais de 50% desde o pico em 2011. A confiança dos investidores em relação à demanda da commodity pela China deteriorou-se nos últimos meses, já que diminuíram as chances de qualquer estímulo de grande escala no país, segundo analistas que participaram em recente conferência sobre o metal, em Xangai.

O humor na semana passada durante a Asia Copper Week, um dos dois principais eventos anuais do mercado de cobre, era “extremamente pessimista”, disse o analista Ivan Szpakowski, do Citigroup. “Esse pessimismo esteve direcionado principalmente para a demanda chinesa por cobre e o panorama macroeconômico”, escreveu. “As instituições financeiras chinesas e as comercializadoras expressaram a crença de que a probabilidade de estímulos do governo no curto prazo diminuiu.”

A China consome mais de 40% da produção de cobre do mundo. O país tem influência considerável sobre os preços internacionais dos metais, por meio de um volume de compras especulativas cada vez maior.

O enfraquecimento da demanda pelo metal, usado predominantemente em fios e cabos, superou os cortes anunciados por mineradoras até agora neste ano. Um fator crucial é o fato de a mineradora estatal chilena Codelco, responsável por cerca de 10% da produção mundial de cobre, um nível similar ao da Arábia Saudita no mercado de petróleo, não ter anunciado uma redução na produção.

“Com grandes superávits se aproximando, os preços podem continuar caindo para encorajar os cortes na oferta necessários para reequilibrar o mercado no médio prazo”, segundo o Barclays.

Muitos dos cortes anunciados neste ano não são permanentes. A paralisação da Glencore na Zâmbia e na República Democrática do Congo são “um hiato temporário” que vai até 2017, segundo o Barclays.

Valor Econômico – 24/11/2015

Redação On novembro - 24 - 2015
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