Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Ford anuncia fim da produção no turno da noite em Camaçari

A Ford informou nesta terça-feira, 24, que decidiu encerrar as atividades de produção do turno da noite da fábrica de Camaçari, na Bahia, a partir de março de 2016. A montadora atribuiu a decisão à “significativa desaceleração do mercado automotivo”, que resultou em uma queda no volume produzido pela fábrica.

Em nota, a Ford disse que pretende utilizar “todas as ferramentas possíveis para tratar do excedente da força de trabalho na fábrica”. Além disso, afirmou que está em negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari. A unidade de Camaçari conta hoje com 4.712 trabalhadores e tem capacidade para produzir 250 mil veículos por ano.

A montadora, porém, não informou quantas unidades foram produzidas em 2015 nem o número excedente de trabalhadores. Também não quis adiantar se cogita aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) para manter funcionários. A unidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, já aderiu ao programa, que pode reduzir a jornada de trabalho dos funcionários em até 30%, com uma diminuição salarial no mesmo nível. Metade da perda salarial, contudo, é compensada pelo governo.

Em relação às vendas, a Ford registra a comercialização de 217.086 unidades no acumulado de janeiro a outubro deste ano, queda de 11% em comparação com igual período do ano anterior, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores). A montadora é a quarta que mais vendeu no Brasil em 2015. No entanto, considerando apenas outubro, perdeu a quarta colocação para a Hyundai.

Estadão – 24/11/2015

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Ajuste emperra a reformulação da política industrial

O Brasil deve completar no fim de 2015 um ano sem uma política industrial. O governo federal ainda não anunciou um substituto para o Plano Brasil Maior, que vigorou até 2014. Nos últimos meses, reuniu propostas do empresariado para criar um novo programa. Mas, devido às suas dificuldades orçamentárias, as próximas medidas devem ocorrer na esfera microeconômica, com baixo ou nenhum impacto fiscal.

Com uma maior estabilidade na seara política e o avanço na tramitação de propostas de ajuste fiscal, o governo agora quer tentar construir um ambiente de maior previsibilidade a fim de resgatar a confiança dos empresários. O atual patamar da taxa de câmbio é outro fator que, na avaliação de autoridades do Executivo, pode dar um fôlego ao setor.

“A gente tem a visão de que há uma dimensão microeconômica que precisamos valorizar”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, ao Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do Valor. Para ele, o debate deve ir além de questões sistêmicas como infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento, como a discussão sobre processos internos, cursos de extensão industrial e renovação do parque fabril. O ministro argumentou que uma política industrial “presa a macrométricas” é sensível a oscilações da economia e alterações em políticas anticíclicas. “Quando o foco é mais microeconômico, você tem condições de medir os ganhos de forma clara.”

Assim, o próximo plano em elaboração não deve contar com medidas de desonerações e financiamentos generosos, como foi o caso do Brasil Maior. Na visão do diretor de Competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mario Bernardini, isso é um problema. “Não depende dele [ministro] ter financiamento para a exportação, mas sem financiamento não funciona”, vaticinou. “Agora, não vai fazer nada? Vamos começar e quando tiver financiamento melhora”, acrescentou Bernardini.

Para o diretor da Abimaq, já que “não dá para montar política de estímulo, pelo menos é preciso tomar medidas em áreas nas quais dá para reduzir o custo Brasil”. Nesse sentido, ele propôs aos ministros do Desenvolvimento e da Fazenda, Joaquim Levy, ações para diminuir o custo de energia para setores de insumo básico e a redução de alíquota de importação de matérias-primas. “Não estou pedindo financiamento barato, estou pedindo para arrumar uma série de entraves que ficaram no caminho da indústria brasileira.”

Roberto Ellery, professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), concorda com o caminho a ser seguido, mas lamenta que a opção apareça apenas diante da falta de recursos do governo federal. “Lamento que seja a segunda opção. Quando tinha dinheiro, usaram em desoneração e não deu certo. Agora ficaram sem dinheiro e com problema na mão”, disse, acrescentando que o governo deveria trabalhar por avanços institucionais e redução da burocracia.

O gerente de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), João Emílio Gonçalves, tem diagnóstico parecido. “Se pensarmos em uma política industrial mais tradicional como a maioria das pessoas pensa, há [hoje] limitações para fazer algo parecido com o que foi ensaiado nos dois últimos modelos”, argumentou. “[Existe uma] agenda com muitas oportunidades na área regulatória que pode fazer a diferença para a economia como um todo”.

Ele apontou como exemplo as regras para exploração de petróleo no pré-sal, que impõem a Petrobras como sócia de cada operação. “Não tem como fazer uma nova rodada [de leilão de blocos] com a Petrobras sem condições de entrar, isso trava investimentos em um setor que respondeu por quase 40% do investimento industrial em 2014”, disse.

Para Gonçalves, apesar de não existir uma nova política industrial com o ano quase terminado, não dá para dizer que não houve aprimoramentos. “Temos avançado em algumas questões. Teve o lançamento do Plano Nacional de Exportações, que é importante para o setor industrial”, apontou.

Bernardini, da Abimaq, tem uma visão menos positiva. “O plano de exportação sem instrumento de apoio é prometer o paraíso, que é o que a Igreja promete e é uma questão de acreditar nela.”

Os dois convergem, no entanto, nas críticas ao Plano Brasil Maior. Para o gerente da CNI, o programa tinha “claramente um excesso de ambição, que obviamente se transformou em frustração” e acabou virando algo mais voltado para o curto prazo – apesar de ter sido apresentado como uma ação estruturante.

Já Bernardini foi mais duro e classificou o último plano industrial de “varejinho”. “Cada setor do governo juntou o que tinha e fez uma salada russa, não tinha muito objetivo e não deu certo”, destacou.

O professor da UnB Roberto Ellery também não aprova os resultados do programa. “O Brasil Maior foi um fracasso. Se o objetivo era aumentar a indústria, a indústria enfraqueceu no período”, argumentou. “[Ter] setores privilegiados não funciona. A experiência mostra que o governo tem dificuldade em identificar [quais setores devem ser impulsionados]”, acrescentou o economista.

O Brasil Maior contou com 26 ações em seu lançamento, em agosto de 2011, que precisaram de nove medidas provisórias e nove decretos para serem implementadas, entre outros atos burocráticos. Elas faziam parte das políticas de desoneração que acabaram reduzidas ou canceladas a partir do ajuste fiscal empreendido pelo governo, como o Reintegra e a desoneração da folha de pagamento das empresas.

Entre outros objetivos, o Brasil Maior pretendia levar a uma taxa de investimento de 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim de 2014. O índice foi de 19,7% no período, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As medidas também não surtiram o efeito esperado no mercado de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Nos últimos 12 meses encerrados em outubro, por exemplo, a indústria de transformação fechou 556.610 vagas. Já recente estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que a indústria voltou a ter participação no PIB semelhante à observada na década de 1940. O Ministério do Desenvolvimento não comentou as críticas feitas ao Brasil Maior.

Valor Econômico – 24/11/2015

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Indústria de bens de capital opera no nível mais baixo desde 2006

A indústria de bens de capital está operando no nível mais baixo desde 2006. Entre janeiro e setembro, o nível da produção apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 79,2, uma queda de 23,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O setor é considerado o coração da indústria e um termômetro de como está o investimento do País. No melhor momento, o nível de produção chegou a 113,5 nos nove primeiros meses de 2013 (ver quadro).

A forte redução na atividade de bens de capital pode ser explicada pela piora do quadro da economia brasileira – a recessão deste ano deverá ser a mais intensa desde 1990 – e, em especial, pela forte queda da confiança das empresas e das famílias, o que adia a realização dos investimentos e a demanda por máquinas e equipamentos. “A deterioração da atividade econômica ocorre como um todo. Setores demandantes (de bens de capital) como a indústria geral e a construção estão tendo resultados muito ruins”, afirma Felipe Beraldi, analista de bens de capital da Tendências Consultoria Integrada.

Outros números do setor também dão a dimensão da crise. Em setembro, a queda na carteira de pedidos foi de 24,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “A expectativa para este ano é péssima. O setor deve ter uma queda de 15% na produção comparada com o ano passado”, afirma Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq.

Crise sem fim. Para as empresas, a crise parece interminável. Na Omel Bombas e Compressores, 40 trabalhadores já foram demitidos este ano. Hoje, a empresa tem 140 funcionários. “Este ano e 2016 vão ser extremamente difíceis. Estamos vivendo praticamente o dia a dia. Não conseguimos fazer caixa nem podemos fazer planos de investimento de longo prazo”, diz Conrrado Vallo, um dos sócios da empresa.

A falta de perspectiva dos empresários fica evidente pelo baixo nível de utilização da capacidade instalada. Os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o porcentual de utilização médio do setor de máquinas e equipamentos foi de 58% em outubro – o patamar mais baixo da série histórica iniciada em 2011.

“Como o empresário vai investir sabendo que a sua empresa tem excesso de capacidade para produzir ou o maquinário que ele tem dá e sobra para abastecer o mercado?”, pergunta Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

O Estado de S.Paulo – 24/11/2015

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IBGE: País perde 1,2 milhão de vagas com carteira assinada em um ano

RIO  –  O trabalho com carteira assinada no Brasil recuou no terceiro trimestre, segundo informações da pesquisa Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais de 1,2 milhão de pessoas perderam esse tipo de benefício trabalhista, desde o terceiro trimestre de 2014, o que indicou uma queda de 3,4% nesse tipo de comparação.

Em relação ao segundo trimestre deste ano, o recuo de 1,4% significou a redução de quase 500 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Parte dos trabalhadores que perde o emprego registrado tenta a sorte no trabalho por conta própria, indicam os dados da Pnad. Em um ano, 760 mil pessoas entraram nesse grupo de ocupação (alta de 3,5% no período).

Houve também avanço dos empregadores, aqueles que dão trabalho a pelo menos mais uma pessoa: crescimento de 7,9% em relação ao terceiro trimestre de 2014 – um incremento de 297 mil pessoas nesse mesmo período.

Outra alternativa a trabalhadores menos qualificados parece ser o serviço doméstico. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o IBGE registrou alta de 0,6% nesse tipo de ocupação. Quase 40 mil pessoas passaram a trabalhar em casas de família nesse período.

Os dados da Pnad mostram também que houve queda de 0,8% no número de trabalhadores no setor privado sem carteira: foram 81 mil pessoas a menos nesse grupo. Em relação ao segundo trimestre, no entanto, esse grupo cresceu 1,1% – mais 107 mil trabalhadores.

(Robson Sales | Valor)

Redação On novembro - 24 - 2015
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