Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Ações de empresas siderúrgicas brasileiras têm forte alta

A possível elevação das alíquotas do imposto de importação de produtos siderúrgicos levou os investidores que alugaram e venderam ações de siderúrgicas brasileiras a comprar papéis para zerar as posições vendidas, resultando em ganhos expressivos para CSN e Usiminas no pregão de ontem da BM&FBovespa.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis PNA de Usiminas avançaram 14,63%, a R$ 2,82, enquanto CSN ON subiu 17,31%, a R$ 5,76. As ações PN da Gerdau tiveram ganho mais modesto, de 1,52%, negociadas a R$ 5,35, e as da Metalúrgica Gerdau perderam 1,44%, para R$ 2,06, pressionada pelo resultado abaixo do esperado na oferta restrita de ações lançada pela companhia.

“Essa notícia [o aumento das alíquotas de importação ]ainda não se confirmou, mas faz todo o sentido porque a situação das siderúrgicas é dramática”, afirma o analista da consultoria de investimentos WhatsCall Pedro Galdi. “Há muitos investidores vendidos no papel e com essa notícia, que é positiva, há uma corrida pelas ações antes que ela se confirme”, acrescenta.

De acordo com Galdi, de maneira geral, o cenário para a siderurgia é complicado ao redor do mundo, com enfraquecimento da demanda e excesso de capacidade instalada. Especificamente no Brasil, as siderúrgicas têm enfrentado um cenário de mercado retraído, endividamento elevado e competição com produtos importados.

“A China produz 50% do aço do mundo. Antes, a competição [no mercado brasileiro] se dava com o produto transformado chinês. Agora, eles estão exportando aço mesmo”, explica o analista.

Em outubro, segundo dados do Instituto Aço Brasil, as vendas de produtos siderúrgicos ao mercado brasileiro caíram 23,5% na comparação anual, para 1,5 milhão de toneladas. No acumulado dos dez meses do ano, o declínio nas vendas internas era de 15,2%, para 15,7 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, as importações de aços planos e longo recuaram 16% desde o começo do ano, conforme analistas, correspondendo atualmente por 12% da demanda aparente no país. Entre 2010 e 2011, de acordo com o BTG Pactual, a participação das importações no consumo brasileiro de aço era superior, de aproximadamente 30%.

Para a XP Investimentos, “essas medidas [o aumento do imposto] podem e devem gerar um alento de curto prazo no setor”, que vem enfrentando dificuldades para concorrer com o produto importado, apesar da desvalorização do real.

Na avaliação do BTG Pactual, a indústria siderúrgica nacional precisa de suporte adicional para atravessar o atual cenário e não surpreenderá se o governo aplicar, de fato, alíquotas mais altas na importação de aço. Segundo os analistas Leonardo Correa e Caio Ribeiro, há alguns anos essa tarifa era superior a 20%, porém foi reduzida ao longo do tempo até chegar aos níveis atuais de 8% a 14%.

“Claramente, a indústria local de aço está passando por uma crise completa: demanda doméstica 20% menor na comparação anual, já ouvimos falar de mais de 10 mil [empregados] em suspensão temporária de contrato de trabalho, cortes de capacidade, Ebitda negativo (da Usiminas), alavancagem financeira se aproximando de 10 vezes em alguns casos e estoques elevados”, afirmam os especialistas. Além disso, a China tem consumido menos e exportado mais, derrubando os preços.

Valor Econômico – 19/11/2015

Redação On novembro - 19 - 2015
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