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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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IBGE: Número de empresas de alto crescimento cai 5,2% em 2013

RIO  –  Em 2013, a economia brasileira já começava a desacelerar e isso pode ter provocado também o recuo no número de empresas de alto crescimento no país – aquelas que apresentam aumento médio de pessoal ocupado assalariado de pelo menos 20% ao ano por um período de três anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As Estatísticas do Empreendedorismo 2013, divulgadas nesta quarta-feira pelo instituto, apontam uma redução de 5,2% nesse grupo de companhias, de 5,8% no pessoal ocupado assalariado e de 1,1% nos salários e outras remunerações.

O Cadastro Central de Empresas (Cempre) contou cerca de 4,8 milhões de companhias ativas no país em 2013. As consideradas de alto crescimento são menos de 1% desse total, marca que se manteve entre 2011 e 2013. São quase 33,4 mil companhias nesse grupo, quase 2 mil a menos que o registrado no ano anterior (35,2 mil). No ano de referência da pesquisa, a média de idade das companhias das empresas de alto crescimento era de 13,9 anos.

Além do cenário econômico mais adverso que no ano anterior, a gerente de serviços e comércio do IBGE, Isabella Nunes, acredita também que um setor empresarial mais hostil e burocrático tenha contribuído para a redução das empresas de alto crescimento.

Em 2013, o setor mais representativo foi o de construção (10,5%), seguido pelo de serviços (8,2%) e o de indústria (7,2%). Naquele ano, as empresas de alto crescimento geraram receita líquida de R$ 861,4 bilhões, de um total de R$ 6 trilhões gerado pelas empresas ativas com dez pessoas ou mais ocupadas, e respondia por 14,8% do valor adicionado bruto gerado por todas essas companhias.

De acordo com o IBGE, as empresas de alto crescimento empregaram 5 milhões de pessoas em 2013. “As empresas de alto crescimento exercem um papel central na geração de empregos formais no país”, afirma o texto.

Mulheres e escolaridade

De acordo com a pesquisa, as mulheres estão menos presentes nas empresas de alto crescimento, que na média das companhias. Em 2013, 34,9% dos empregados nesse grupo de companhias era do sexo feminino – em 2011, as mulheres representavam 33% do pessoal ocupado.

O nível de escolaridade também é menor entre as empresas de alto crescimento: 10% dos funcionários tinham ensino superior em 2013, enquanto essa proporção na média das empresas com pelo menos 10 empregados chegava a 12,2% no mesmo ano.

Os salários também eram menores nesse tipo de empresa pesquisada: elas pagavam, em média, 2,5 salários mínimos. Já as outras companhias pagavam, em média, 3 salários mínimos. Eletricidade e gás (9,6 salários), indústrias extrativas (7,5 mínimos mensais) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (5,1 salários mínimos) foram atividades em que empresas de alto rendimento pagavam melhor que a média das outras com mais de dez empregados.

Segundo o estudo, as empresas que mais empregaram estavam na indústria de transformação (22,5%), atividades administrativas e complementares (18,8%), comércio, reparação de veículos e motocicletas (17,7%) e construção (16,1%). A região Sudeste apresenta a maior concentração de unidades locais de empresas de alto crescimento (50,0%) e de população ocupada (52,0%) nessas unidades.

Valor Econômico – 18/11/2015

 

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Venda de veículos novos deve cair pelo quarto ano consecutivo em 2016

As vendas de veículos novos deve cair 5% em 2016, a quarta queda anual consecutiva, segundo projeção da Fenabrave (associação que representa as concessionárias).

A expectativa da entidade é de licenciamentos de 2,416 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no próximo ano ante previsão de 2,540 milhões de unidades neste ano. Na comparação de 2015 com 2014, a queda deve ser de 27,4%.

“A falta de confiança dos consumidores e dos empresários é assustadora”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., citando ainda o ambiente de inflação e juros elevados, peso da crise política e seleção mais rigorosa de crédito. Segundo o executivo, de cada dez pedidos de financiamento de carro ou comercial leve, apenas três são atendidos.

Para 2016, a projeção é de queda de 5,2% nas vendas de carros e comerciais leves, a 2,32 milhões, enquanto os licenciamentos de ônibus novos devem recuar 4,2%, a 19 mil veículos.

Já o segmento de caminhões pode crescer 6,8% em 2016, para 75 mil veículos vendidos, depois da queda de cerca de 50% prevista para 2015.

Ele citou a perspectiva de nova safra agrícola recorde e possibilidade de início de um programa de renovação de frota do governo federal.

Folha de S.Paulo – 18/11/2015

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Economia brasileira recua 1,41% no terceiro trimestre, aponta BC

BRASÍLIA  –  A economia brasileira encolheu no terceiro trimestre, segundo cálculos feitos pelo Banco Central (BC). O quadro recessivo se confirma com a atividade completando quatro trimestres consecutivos de retração. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) aponta contração de 1,41% nos três meses encerrados em setembro, em comparação com os três meses anteriores, considerando os dados com ajuste sazonal. Sobre o terceiro trimestre de 2014, houve contração de 5,09%, considerando os dados observados.

No segundo trimestre, a economia já tinha encolhido 2,09% em comparação com os três primeiros meses de 2015 (dado revisado) e recuado 1,05% nos três primeiros meses deste ano em relação aos três últimos meses de 2014.

Em setembro, o IBC-Br diminuiu 0,5%, depois de encolher 0,76% em agosto. A previsão média das 19 instituições ouvidas pelo Valor Data era de contração de 0,5% no mês e baixa superior a 1% no trimestre. As estimativas variavam de retração de 0,03% a 0,8% na leitura mensal.

Na comparação com setembro de 2014, a queda do IBC-Br é de 6,18% na série observada (queda de 5,85% com ajuste). No ano, o IBC-Br aponta queda de 3,38% no dado observado (baixa de 3,37% com ajuste sazonal). Nos 12 meses encerrados em setembro, o indicador aponta retração de 2,76% na série sem ajuste (baixa de 2,73% no dado dessazonalizado). Devido às revisões constantes do indicador, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal.

Na média móvel trimestral, indicador mais utilizado para se tentar capturar tendência, o IBC-Br aponta nova retração ao cair 0,46% em setembro após contração de 0,60% em agosto e de 0,35% em julho, na série com ajuste. Sem ajuste, a média móvel aponta baixa de 0,13% em setembro, após elevação de 0,39% em agosto.

Embora seja anunciado como “PIB do BC”, o IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos. Já o PIB calculado pelo IBGE representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

No Relatório de Inflação de setembro, o BC projetou uma queda do PIB de 2,7% em 2015. Os analistas consultados para a confecção do boletim Focus estimam contração de 3,10%.

Valor Econômico – 18/11/2015

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PIB revisado sobe 0, 4 ponto e mostra peso maior da construção civil no investimento

O Brasil cresceu um pouco mais que o estimado entre os anos de 2012 e 2013. Na soma dos dois anos, o PIB ficou 0,4 ponto percentual maior após a revisão divulgada pelo IBGE. Esse percentual não ajuda a elevar a média do crescimento da atividade econômica no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, mas o detalhamento mostra um pouco mais de investimento, com maior peso da construção civil, e reflete os ajustes decorrentes da incorporação das pesquisas anuais aos dados antes provisórios do PIB.

Pelos dados divulgados ontem, a taxa de investimento chegou a 20,9% do PIB em 2013. Antes, estava estimada em 20,5%. Agora definitivos, os dados mostram que entre 2010 e 2013 aumentou o investimento em construção civil em relação aos gastos em máquinas e equipamentos.

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Em 2010, 49,7% das despesas em formação bruta de capital fixo foram em construção, percentual que foi de 51,2% em 2013, período em que os gastos em máquinas e equipamentos caiu de 39% para 37,8%. Também aumentou proporcionalmente o investimento em produtos de propriedade intelectual (softwares e pesquisa e desenvolvimento, por exemplo).

Dentro da construção, o crescimento foi puxado pelas obras residenciais. O peso desse segmento passou de 20% para 22,4% entre 2010 e 2013, refletindo o boom imobiliário do período.

Pela ótica da renda, os dados do PIB mostram que a participação do fator trabalho aumentou. O peso da remuneração dos empregados no PIB passou de 41,6% em 2010 para 43,4% em 2013.

Na produção, na soma de 2012 e 2013, uma das maiores mudanças (e que ajudaram o crescimento) foi no cálculo do segmento “eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana”, que fica dentro da indústria. Na média dos dois anos, havia crescido 0,8 ponto, ritmo que agora os dados mostram que foi de 2,3 pontos percentuais. A maior diferença foi em 2013, quando a alta passou de 0,4 ponto para 1,6 ponto. O peso do setor no PIB, contudo, é pequeno: menos de 2% em 2013.

A indústria de transformação também mostrou uma mudança, mas o setor cresceu bem menos em 2012, e mais em 2013, sendo que, na média, o resultado ficou menor, derrubando ainda mais sua participação no PIB.

Valor Econômico – 18/11/2015

Redação On novembro - 18 - 2015
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