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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Clinton: Há poucos lugares para ser tão otimista como no Brasil

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 13h30) O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton disse nesta quinta-feira que existem “poucos lugares no mundo” para ser tão otimista como no Brasil. “É natural que eventos negativos dominem as manchetes, mas o futuro é forjado pelas perspectivas de longo prazo”, afirmou Clinton, em discurso de encerramento do Encontro Nacional da Indústria (Enai), que ocorre em Brasília.

Como preâmbulo, o ex-presidente americano reconheceu que o momento político e econômico brasileiro pode soar “desafiador”. Ele lembrou que, depois da crise de 2008, muitas pessoas acreditavam que o centro das decisões mundiais estaria migrando para os países do Brics – o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A China tem enfrentado desafios para substituir o comércio exterior pela demanda interna como motor do crescimento, a Rússia foi atingida pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções econômicas, as reformas liberalizantes propostas pelo governo da Índia não conseguem avançar no Parlamento. “Tudo isso teve impacto para o Brasil, porque uma parte significativa do PIB está relacionada às exportações e boa parte das exportações é de commodities”.

“Sucesso dramático”

Clinton fez uma pausa, no entanto, antes de lançar uma mensagem de otimismo. “Eu conclamo vocês a refletir sobre as notáveis mudanças que ocorreram no país durante os últimos 20 anos”, disse o democrata. Ele mencionou o “sucesso dramático” do Brasil em diversificar sua economia e conter a devastação das florestas tropicais.

Também fez uma menção à redução da desigualdade e disse ter visto o “nascimento do Bolsa Escola” com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que depois “cresceu” na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. “Há mais notas positivas do que negativas sobre o Brasil. Está perfeitamente claro que os nossos destinos [do Brasil e dos Estados Unidos] estão interligados”.

Clinton observou que esta é a 11ª vez que vem ao Brasil em 15 anos. “Falo hoje como um amigo. Um amigo que adverte: apesar das dificuldades, há poucos lugares para ser tão otimista como no Brasil”.

Cooperação

A capacidade de cooperação foi exaltada por Clinton como uma das características positivas dos brasileiros e enalteceu as condições “privilegiadas” do Brasil para “extrair benefícios” no século XXI.

O ex-presidente americano voltou a mencionar os progressos sociais advindos do Bolsa Escola e do Bolsa Família, além de destacar a preservação das florestas tropicais e a matriz energética com forte presença de fontes renováveis como credenciais para o país ter uma posição “proeminente” nas discussões globais. Mais uma vez enfatizou que os brasilerios “deveriam estar profundamente otimistas sobre as perspectivas de longo prazo”.

Otimismo

“Minha recomendação é que toda manhã, quando lerem uma manchete negativa, pensem nas coisas boas que aconteceram, nas forças positivas que o Brasil tem para lembrar que o país não é imune, mas que tem mais forças positivas do que negativas”, disse.

Ele acrescentou que, dentro de cinco anos, estaremos nos perguntando porque estávamos tão preocupados com o quadro atual. Observou ser muito importante não fugir do otimismo com o futuro e uma forma de fazer isso é lembrar das conquistas do país nos últimos 25 anos.

Valor Econômico – 12/11/2015

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Crise política em Portugal expõe insatisfação com euro

Como todo pretenso golpe, esse também fracassou rapidamente. O governo de minoria conservadora de Portugal caiu nesta semana, dias depois de ter sido formado.

Quando o presidente do país nomeou o político de centro-direita Pedro Passos Coelho como premiê, após as eleições de outubro, uma combinação de observadores de esquerda e “eurocéticos” (como são chamados os opositores à zona do euro) condenaram a nomeação como uma afronta à democracia. O hashtag #PortugalCoup, significando “golpe em Portugal”, tornou-se popular no Twitter.

Depois do referendo em julho, em que os gregos rejeitaram os termos de um pacote de resgate financeiro (foram forçados a aceitá-los mais tarde), esses críticos descreveram os eventos em Portugal como outra prova de que a vontade popular não conta mais em boa parte da zona do euro.

Na verdade, o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, estava apenas seguindo o protocolo ao nomear o líder do maior partido para tentar formar um governo. Agora que o programa de Passos Coelho foi derrubado no Parlamento, os partidos de esquerda poderão ter a chance de governar.

Nem todos esses partidos querem continuar na zona do euro, embora o Partido Socialista, o maior deles, queira. Mas Cavaco Silva insiste que qualquer futuro governo deve se comprometer a manter o país na união monetária.

Isso significa que as opções de política do próximo governo, seja qual for, serão limitadas. Em qualquer união monetária, quando um país entra para o grupo, abre mão de alguma soberania econômica. Os políticos nacionais perdem o poder de formular certas políticas porque a política monetária não é mais definida localmente.

Mas os arquitetos do euro tornaram a vida ainda mais difícil para os políticos nacionais. Eles colocaram em vigor um conjunto de regras que fornece um único caminho para o crescimento, que é difícil e deve gerar frutos só no longo prazo: reformas nos mercados de trabalho e de produtos para melhorar a eficiência econômica.

A maioria dos economistas acha que tais mudanças no lado da oferta são necessárias na Europa, mas muitos não creem que elas bastem para, sozinhas, mudar rapidamente o cenário econômico do bloco

Em seminário realizado no fim de semana pelo Centro para a Reforma Europeia, entidade londrino que apoia a UE, a maioria dos participantes argumentou que as regras do Banco Central Europeu são muito restritivas e não deixam espaço suficiente para os governos estimularem a demanda por meio da política fiscal.

Alguns participantes elogiaram o presidente do BCE, Mario Draghi, por salvar o euro com suas ações. “O Draghi fez maravilhas”, disse Simon Tilford, economista do Centro. “Mas o BCE é parecido demais com o Bundesbank [o banco central alemão] e não o suficiente com o Fed [o banco central dos EUA].”

Os objetivos do Fed o obrigam a considerar o estado da demanda na economia, porque ele deve tentar maximizar o emprego tanto quanto frear a inflação. Mas o BCE, assim como o Bundesbank, concentra-se apenas na inflação.

De fato, alguns economistas dizem que, sob a influência alemã, o BCE se preocupou muito pouco com o fato de a inflação ter caído bem além da meta do banco: “abaixo, mas perto de 2% ao ano”.

Tudo isso se traduz numa demanda anêmica. Tilford diz que reformas estruturais funcionam melhor e mais rápido quando há investimentos que se beneficiem delas. Mas os investimentos e a demanda do consumidor estão sendo reprimidos, até porque o crédito continua apertado em muitas economias que, como a de Portugal, estão atoladas em dívidas.

Tanto a dívida privada como a pública permanecem teimosamente elevadas porque há pouco crescimento e nenhuma inflação para ajudar a reduzir o fardo.

A recuperação, portanto, será lenta para muitas economias da zona do euro – e não apenas aquelas que, como Portugal, estão na ponta recebedora dos pacotes de socorro. Até as economias mais saudáveis do norte, como a Finlândia e a Holanda, vêm tendo um desempenho fraco, sem nenhuma expansão robusta à vista.

Isso agrava o temor de que, quando a próxima crise global chegar, a zona do euro ainda não terá emergido da crise financeira iniciada em 2008. A dívida ainda pode estar elevada e os juros, próximos de zero. O espaço de manobra para resposta ficaria limitado.

Há pouca chance, contudo, que as críticas da esquerda mudem as abordagens políticas fundamentais na zona do euro. A ortodoxia dentro do bloco, entre a maioria das autoridades que contam, diz que essa é a estrada certa, ainda que difícil. As políticas, insistem eles, estão produzindo frutos.

Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças da Alemanha, disse na segunda-feira que “Portugal seguiu um caminho de sucesso nos últimos anos e estou otimista que continuará assim”.

Por outro lado, muitas economias podem esperar só uma recuperação lenta e enfrentam o risco de outra crise antes de se recuperarem totalmente. Seus eleitores devem defender as políticas de que foram privados pela zona do euro. E os políticos continuarão incomodando.

Valor Econômico – 13/11/2015

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Fed e BCE estão próximos de adotar políticas monetárias opostas

O rumo da política monetária dos Estados Unidos e da zona do euro deve se tornar de fato divergente em pouco tempo.

Se tudo correr como se espera, e se as objeções da Alemanha não se tornarem impeditivo, o Banco Central Europeu (BCE) vai ampliar o programa de compras de ativos em dezembro, podendo, também, cortar novamente a taxa de depósitos para um terreno ainda mais negativo do que o atual de -0,20%.

Mario Draghi e Janet Yellen falaram ontem em eventos importantes, assim como vários diretores do Fed. Draghi, em discurso no Parlamento Europeu, seguiu o script de sua fala na reunião de política monetária em outubro, dizendo que o BCE reavaliará todos os instrumentos possíveis no próximo encontro, em 8 de dezembro, e que o “QE” “é considerado um instrumento particularmente poderoso e flexível”.

“Se fôssemos concluir que o nosso objetivo de estabilidade de preços a médio prazo está em risco, agiríamos utilizando todos os instrumentos disponíveis dentro de nosso mandato para garantir que um grau adequado de acomodação monetária seja mantido”, disse ele. Recado: preparam-se.

De certa forma, uma parte do trabalho do BCE está sendo feita pelo mercado. A sempre eficiente fala de Draghi (e a alta do dólar) derrubou o euro em mais de 5% desde meados de outubro, o que, em tese, ajudaria na reação da inflação, que hoje ronda zero, mesmo nível de antes da implementação do “QE” em março.

Há pouco o que duvidar da necessidade de se fazer mais, embora haja muito o que duvidar a respeito do “timing” em que os efeitos positivos irão aparecer.

Nos Estados Unidos, Yellen nada falou objetivamente sobre as possíveis intenções do Fed em sua última reunião do ano, mas as expectativas de aperto em dezembro dificilmente sairão das apostas do mercado. Pelos prêmios embutidos nos Treasuries, há quase 70% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual no mês que vem.

A presidente do Fed, em evento da própria instituição em Washington, referiu-se às medidas não convencionais como “inovadoras” no pós-crise. “O período posterior à crise tem oferecido aos formuladores da política monetária a oportunidade de avaliar uma variedade de políticas inovadoras e questões operacionais associadas à condução da política monetária, bem como a efetividade de diferentes opções de política”, diz.

Passado o momento crucial da primeira alta – que muitos suspeitavam que demoraria mais a chegar -, será hora de colocar mais peso na velocidade do ciclo de aperto e nos instrumentos para reduzir o enorme balanço patrimonial do BC americano. São questões nada triviais para o mercado. Não se tem referência histórica para este cenário nos EUA.

Os outros discursos ontem por membros do Fed seguiram a linha tradicional, com vozes a favor e contra estímulos e uma política monetária mais frouxa ou apertada.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que o Fed deve se distanciar da política de manter os juros perto de zero porque os objetivos do banco central foram amplamente atingidos. A taxa de desemprego de 5% é “estatisticamente indistinguível” da mediana das projeções do banco central para o longo prazo, que é de 4,9%, disse ele, reiterando que a inflação baixa “reflete um choque fora do comum no preço do petróleo que ocorreu durante 2014”.

Charles Evans, presidente do Fed de Chicago, ainda está preocupado com a fraqueza da inflação, distante da meta de 2%, e chamou atenção para os riscos de um aumento prematuro de juros, que, na sua avaliação, se sobrepõem aos de adiar o aumento. Depois de dado o primeiro passo, seria apropriado, “elevar os juros muito gradualmente” para se ter tempo de avaliar os efeitos sobre a economia.

Em outro discurso, Jeffrey Lacker, presidente do Fed de Richmond, manteve sua posição totalmente fechada com a urgência em se normalizar os juros americanos – foi o único voto dissidente, pela alta, nas duas últimas reuniões do BC americano.

Já William Dudley, do Fed de Nova York, se recusou ontem a dizer o que ele gostaria de ver o banco central fazer com as taxas de juros no encontro de política monetária de dezembro. Ele afirmou, no entanto, que quando o Fed começar a aumentar os juros, o processo deverá ser gradual.

Dudley sugeriu, no entanto, que o momento de agir está se aproximando. “Acho bem possível que as condições que o Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed estabeleceu para começar a normalizar a política monetária podem ser satisfeitas em breve”, disse.

Valor Econômico – 13/11/2015

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G-20 quer ‘ação coletiva’ por crescimento

Os líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes, que formam o G-20, veem riscos na economia global e vão se engajar em estimular investimentos, adotar políticas fiscais flexíveis onde for possível no curto prazo e a evitar desvalorizações competitivas da moeda, conforme o rascunho do comunicado do grupo, ao qual o Valor teve acesso.

Na cúpula anual que ocorrerá no domingo e segunda-feira em Antalya (Turquia), eles querem “determinar nossas ações coletivas” por um crescimento robusto. Isso em meio à frustrada retomada sólida da economia global, ilustrada pela desaceleração dos emergentes, exportações em queda e demanda bastante fraca.

“O crescimento econômico global é desigual e fica aquém das nossas expectativas, apesar da perspectiva positiva em algumas grandes economias”, diz o texto, que segue em negociação. “Riscos e incertezas nos mercados financeiros permanecem, e os desafios geopolíticos estão cada vez mais se tornando uma preocupação global. Além disso, uma queda na demanda global e problemas estruturais continuam a pesar sobre o crescimento real e potencial.”

O grupo notará que o “aumento das desigualdades em muitos países não só apresenta riscos para a coesão social e o bem-estar dos nossos cidadãos, mas também pode ter um impacto econômico negativo significativo e dificultar nosso objetivo de elevar o crescimento”.

Espécie de diretório economico do planeta, o G-20 é integrado por países que representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio internacional, dois terços da população global e 84% da emissão de gases de efeito estufa.

Na Turquia, os líderes prometerão mais medidas para elevar em mais de 2 pontos percentuais o crescimento mundial até 2018, representando US$ 2 trilhões, para apoiar demanda e elevar o crescimento potencial, e assim implementar os engajamentos assumidos na Austrália no ano passado.

Das mais de mil medidas anunciadas em 2014, o G-20 constatará que somente um terço foram adotadas até agora e que é preciso mais ações para enfrentar “em particular o desafio de crescimento mais lento da produtividade”.

Para dar um impulso aos investimentos, em especial com a participação do setor privado, o grupo destaca a elaboração de estratégias “ambiciosas” específicas por país. Estima que isso poderá contribuir para elevar em 1 ponto percentual a taxa de investimento em relação PIB nos próximos três anos.

Vai também se engajar, pelo menos no papel, com políticas para aumentar em 15% o emprego para jovens até 2025, levando em conta que eles estão entre os mais vulneráveis no mercado de trabalho.

Além disso, os países do G-20 prometem adotar políticas fiscais flexíveis “para levar em conta condições econômicas de curto prazo”, a fim de estimular crescimento e criação de emprego, ao mesmo tempo em que procurarão colocar a dívida como percentagem do PIB “em ritmo sustentável”.

A China, que está no topo dos riscos globais da lista do Instituto Internacional de Finanças (IIF), entidade que representa os maiores bancos do mundo, chega à cúpula do G-20 anunciando despesas quatro vezes maiores que o ritmo de crescimento das receitas em outubro, o que ilustra a determinação de Pequim de manter expansão não muito abaixo de 7%.

O G-20 dirá que suas autoridades monetárias continuarão a assegurar estabilidade de preço e apoiar a atividade economica, “consistente com seus mandatos”.

Numa alusão à esperada elevação dos juros nos EUA, que pode ter impacto significativo nos emergentes, o G-20 insistirá em comunicação “calibrada” para mitigar incertezas e minimizar consequências negativas. Na verdade, o mercado acha que já há comunicação exagerada dos bancos centrais nos EUA, zona do Euro e Reino Unido, confundindo mais do que apontando rumos.

Os líderes renovarão o compromisso sobre taxa de câmbio, de se absterem de fazer desvalorizações competitivas, e prometerão resistir a ” todas as formas de protecionismo” – apesar de que crescem disputas comerciais justamente por causa de novas barreiras.

Para continuar reforçando o sistema financeiro global, a orientação para o ano que vem é de o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) tratar de riscos de entidades não bancárias e da implementação da reforma na área de derivativos de trilhões de dólares.

Levando em conta o potencial papel da estrutura de endividamento das empresas na estabilidade financeira, o FSB receberá a missão de continuar a explorar riscos sistêmicos e “considerar opções” nesse tema.

Depois do encontro na Turquia, o G-20 anunciará que sua próxima cúpula será em Hangzhou, na China, em setembro do ano que vem.

Valor Econômico – 13/11/2015

Redação On novembro - 13 - 2015
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