Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Trabalhadores da Gerdau fazem greve na unidade de São José, SP

Paralisação teve início nesta quinta-feira (12) e deve durar 24 horas. Trabalhadores reivindicam acordo salarial e melhorias em benefícios.

Cerca de 400 trabalhadores da Gerdau, na zona sul de São José dos Campos, entraram em greve na manhã desta quinta-feira (12). De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a paralisação deve durar 24 horas e foi aprovada durante assembleia realizada com os trabalhadores.

Além de 10% de reajuste salarial, os trabalhadores ainda reivindicam melhorias nos benefícios oferercidos pela empresa, como vale-alimentação, convênio médico e transporte, plano de cargos e salários e substituição do plano de metas por Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O Sindicato dos Metalúrgicos informou ainda que a data-base para a apresentação do reajuste salarial seria no dia 1º de setembro, mas a empresa não teria apresentado nenhuma proposta até o momento.

Segundo o sindicato, uma nova assembleia está prevista para 14h, horário de entrada do segundo turno, mas a paralisação deve continuar até sexta-feira (13). A unidade da Gerdau em São José produz materiais de aço para construção civil.

Outro lado

Por nota, a Gerdau informou que está em negociação com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José para o fechamento do acordo sindical. A empresa ainda afirmou que está em diálogo com os trabalhadores.

Fonte: G1

 

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Foco da Usiminas no momento é rolagem da dívida

A Usiminas segue em negociação com bancos para conseguir rolar sua dívida com vencimento nos próximos dois anos, mas as conversas ainda não avançaram. Durante reunião com investidores e analistas realizada pela Apimec ontem, em São Paulo, a empresa mineira informou que está otimista, mas que nenhum refinanciamento foi acertado ainda.

O endividamento bruto da siderúrgica era de R$ 8,11 bilhões em setembro, de acordo com o balanço do terceiro trimestre, sendo que R$ 1,8 bilhão possuía vencimento em 12 meses – R$ 1,7 bilhão só em 2016 e mais cerca de R$ 2 bilhões em 2017.

Nesse período de pouco mais de dois anos, as obrigações estão nas mãos de bancos comerciais brasileiros, do BNDES e do banco de fomento internacional japonês (JBIC), além de algumas emissões de debêntures e bônus. Apesar de as conversas não terem avançado, Ronald Seckelmann, diretor financeiro do grupo, afirmou que as boas relações com esses credores dão uma visão positiva quanto ao sucesso na rolagem.

Esse é um dos pilares da estratégia de recuperação das finanças lançada pela Usiminas depois que o câmbio e a queima de caixa fizeram sua alavancagem disparar. As medidas incluem também gestão para reduzir o capital de giro, venda de ativos não estratégicos e não operacionais.

Dentre os possíveis desinvestimentos, estão imóveis, participações em outras empresas e a Usiminas Mecânica, fabricante de bens de capital do grupo. Por conta das menores encomendas dos setores de petróleo e construção naval e do baixo grau de sinergias da subsidiária com o restante da companhia, a operação aparece como possibilidade para levantar recursos.

Mas Rômel Erwin de Souza, presidente da siderúrgica, garante que não há nenhuma conversa a respeito de venda de ativos atualmente em curso. O executivo afirmou que ainda precisa ser desenhado um plano formal para as alienações, que conte com um cronograma e o dinheiro a ser captado, por exemplo. Um banco será contratado para assessorar a empresa financeiramente.

A piora da demanda no mercado doméstico e as margens próximas a zero nas exportações resultaram na derrubada do Ebitda, que aumentou a alavancagem do grupo. No Brasil, Souza avalia que o mercado de aços planos encerre 2015 em 11 milhões de toneladas, ante 14,2 milhões de toneladas no ano passado – apenas a Usiminas tem capacidade produtiva de 9 milhões de toneladas, levando em conta Cubatão (SP).

“Toda a indústria se preparou para um mercado maior e o mercado não veio. Agora temos que nos adequar para não ficarmos ociosos”, declarou.

Esse foi o que levou ao desligamento da produção primária no litoral paulista. A parada na usina vai causar 4 mil demissões, mas o corte em postos de trabalho é estimado pelos sindicatos em 9 mil posições, incluindo os fornecedores. A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), informou que uma reunião com Souza ontem teria sido cancelada. A siderúrgica disse que o encontro não foi agendado oficialmente. Na reunião, a prefeita verificaria possíveis alternativas para evitar o fechamento, que, segundo ela, vai “parar” a cidade.

Para cortar custos, a Mineração Usiminas, que tem a Sumitomo Corporation como sócia, também resolveu segurar parte da atividade, com uma suspensão temporário do contrato de trabalho de aproximadamente 200 funcionários, que vai até 27 de dezembro. O número representa 23% do efetivo da controlada.

A situação é pior porque além da depressão nos preços internacionais do aço, o antidumping dos Estados Unidos contra alguns produtos fechou o mercado americano para a empresa. Sérgio Leite, diretor comercial, acredita que a cotação do aço se recupera – se de fato melhorar – apenas em 2017. “Os EUA deixaram de ser alvo e agora a Europa, especialmente a Alemanha, traz oportunidades”, acrescentou Souza. (Colaborou Fernanda Pires, de Santos)

Valor Econômico – 13/11/2015

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Após 2015 dramático, montadoras têm 2016 incerto

A indústria de veículos chega à reta final de 2015, um ano perdido, sem saber bem o que vai ser de 2016. O impasse político, com incertezas sobre como vai prosseguir o programa de reequilíbrio das contas públicas, bem como o futuro de quem comanda o arrocho na política fiscal – o ministro da Fazenda, Joaquim Levy –, exige prudência em se traçar qualquer prognóstico para o ano que vem.

Os mais otimistas falam em “leve melhora”, embora, segundo o consenso entre eles, com o início da reação apenas no segundo semestre. Mas também há quem vislumbre um 2016 tão duro quanto 2015, como o diretor financeiro da General Motors (GM), Carlos Zarlenga, que recentemente assustou a plateia de um congresso sobre perspectivas do setor ao anunciar que a empresa planeja seus negócios tendo como base um mercado 20% menor no ano que vem.

Em comum, tanto os otimistas quanto os pessimistas confiam num futuro róseo da indústria automobilística nacional. Mas se não há dúvida sobre o potencial de crescimento do mercado, faltam motivos para apostar todas as fichas numa retomada dos negócios antes de 2017.

Os riscos no caminho vão da perda do grau de investimento do país por uma segunda agência de classificação de risco a novas derrotas do governo na tramitação do pacote fiscal, passando pela possibilidade de troca no comando da equipe econômica. Enquanto pairarem incertezas, o consumidor não recobrará confiança para comprar um bem que, muitas vezes, requer alto comprometimento de renda, como o caso do automóvel.

“Quanto mais demorarmos em aplicar o remédio, mais vamos postergar a recuperação. Se a confiança não for resgatada, continuaremos à deriva”, diz Marcel Visconde, presidente da Abeifa, entidade que representa marcas de carros importados, cujos associados perdem mais de 31% em vendas neste ano.

A declaração de Visconde repete uma opinião comum nas principais vozes dessa indústria. “Enquanto não tivermos um encaminhamento da questão política, será difícil antever o que pode acontecer em 2016”, afirma Luiz Moan, presidente da Anfavea, a associação das montadoras.

O balanço de outubro da Anfavea não trouxe grande novidade em relação à toada dos meses anteriores. O consumo de veículos segue no nível mais baixo em oito anos e a produção no menor patamar em nove. Apenas as exportações se salvam, com crescimento de 17%, agora também puxadas por uma melhora nas transações com a Argentina, principal mercado das montadoras brasileiras no exterior.

Mas, a despeito dos sucessivos cortes de produção nas fábricas, os estoques de veículos encalhados nos pátios de montadoras e concessionárias – em volume suficiente para 53 dias de venda – não cedem, o que coloca pressão sobre a atividade dos próximos meses, inclusive na entrada de 2016. Ford, Mercedes-Benz, MAN e Volkswagen já têm acordos de participação no programa de proteção ao emprego para manter reduzida a jornada de trabalho no próximo ano.

Valor Econômico – 13/11/2015

 

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Empresas indenizam empregados pressionados a pedir demissão

Empresas que pressionam funcionários a pedir demissão têm sido condenadas por danos morais na Justiça Trabalhista. As indenizações, mantidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) chegam a R$ 40 mil. Os ministros entendem que o empregador não pode fazer pressão psicológica ainda que enfrente dificuldades financeiras ou o empregado tenha cometido falta grave.

Algumas decisões ainda têm determinado a reintegração do funcionário para que seja posteriormente demitido. Nesses casos, ele pode receber a indenização por aviso prévio, a multa de 40% do FGTS e resgatar os valores depositados no fundo.

Um dos casos analisados pelo TST envolve a Brasil Telecom (hoje Oi). A 7ª Turma manteve decisão da segunda instância gaúcha que condenou a companhia a indenizar um ex-gerente de planejamento comercial em R$ 40 mil por danos morais, em consequência da pressão psicológica sofrida para que se demitisse. Apesar da estratégia, o funcionário não cedeu à pressão e foi desligado em seguida em um processo de demissão em massa.

O caso ocorreu após a aquisição do controle da Brasil Telecom pela Oi, em 2008. Na época, segundo o processo, o presidente da empresa anunciou que só os melhores permaneceriam durante processo seletivo que resultou em demissão coletiva de trabalhadores. Ele visitou filiais para anunciar a possibilidade de demissão de gestores, repetiu por onde passou frases como “vamos aproveitar o que temos de melhor” e “não se faz um omelete sem quebrar ovos”.

Conforme o gerente, porém, nunca houve retorno da seleção e, sim, a demissão em massa de todos que participaram do encontro. Para ele, o empregador tem o poder de demitir, mas não o direito de deixá-lo “agonizar, para depois desligá-lo”. Ficou a sensação, acrescenta na ação, “que aqueles desligados não eram os melhores”.

Em seu voto, o relator do processo no TST, ministro Cláudio Brandão, disse ter ficado claro que a empresa não agiu com lisura e que a falta de clareza sobre a manutenção dos empregados e a posterior demissão conjunta ocasionou aflição psicológica, configurando o dano moral. Procurada pelo Valor, a Oi preferiu não se manifestar.

Esse tipo de pressão ocorre principalmente em empresas que estão em dificuldades financeiras e que pretendem fazer cortes, segundo o advogado José Carlos Wahle, sócio da área Trabalhista do Veirano. “É uma situação compreensível, embora absolutamente imprópria. A empresa pressiona para o funcionário com outras oportunidades em vista pedir logo demissão, o que deixa a rescisão mais barata”, diz.

Outra empresa condenada pelo TST foi a América Latina Logística (ALL) Malha Paulista. Além de ter que pagar indenização de R$ 20 mil por pressionar um ferroviário a aderir a um Plano de Demissão Voluntária (PDV), foi condenada a reintegrá-lo.

A 3ª Turma do TST manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. De acordo com o TRT, uma das testemunhas declarou que o autor da ação teria ficado “encostado” e recebido ameaças para aderir ao PDV, caso contrário poderia ser transferido para lugares distantes ou, até mesmo, ser demitido por justa causa.

A ALL informou por nota enviada por sua assessoria de imprensa que esse processo refere-se a um ex-empregado admitido pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em 1994 e que se desligou em 2002, período em que a ferrovia estava sob a antiga administração. “O ex-empregado aderiu livremente ao programa de demissão voluntária, sem qualquer imposição ou ameaça. Contudo, em face da decisão da Justiça, a companhia irá cumprir a determinação legal”, diz a nota.

Um ex-auxiliar administrativo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também conseguiu ser reintegrado, após decisão da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST. Ele alegou ter aderido ao programa de demissão incentivada em virtude de pressão psicológica.

Segundo o processo, a companhia chegou a divulgar uma lista de empregados que deveriam continuar comparecendo aos locais de trabalho, determinando aos demais que se afastassem de suas atividades, sem prejuízo de suas remunerações.

O TST manteve decisão do TRT do Piauí. O regional entendeu que a atitude da empregadora caracterizou forte pressão psicológica sobre aqueles que foram alijados da relação e que, estando dispensados de exercerem livremente suas atividades, poderiam considerar-se “dispensáveis” a qualquer tempo.

A Conab defendeu, no processo, a validade da adesão ao programa de demissão incentivada e argumentou que seus empregados são regidos pelo regime celetista de trabalho, e não gozam de direito à estabilidade.

Empregadores ainda têm sido condenados por forçar a aposentadoria de funcionários. Foi o que ocorreu com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). O TST a condenou a indenizar em R$ 40 mil por danos morais um auditor.

No processo, alegou que sofreu pressão psicológica para se aposentar, depois de ter sua função esvaziada, sofrer redução salarial, trabalhar sem senha de acesso ao computador e executar tarefas típicas de office-boy.

Por nota, a assessoria de imprensa da Ceagesp informou que o caso é isolado e que não se repetiu. Segundo a nota, a Ceagesp “sempre procura orientar seus gerentes e demais funcionários quantos aos princípios éticos contidos no seu Código de Ética”.

A prática, segundo o advogado Antônio Carlos Aguiar, do Peixoto & Cury Advogados, também é adotada para forçar funcionário que cometeu falta grave a pedir demissão. “Essa prática era bastante comum nas empresas até bem pouco atrás. Acreditava-se que o funcionário estaria se beneficiando com a medida”, diz. “Pelo contrário, isso é considerado um vício de vantagem. Se a empresa tem de fato provas que caracterizam a justa causa, deve dispensar o funcionário.”

Valor Econômico – 13/11/2015

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Divulgação de salário causa polêmica

De acordo com a edição 2015 do levantamento “Remuneração dos Administradores” do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a maior parte (83,1%) das 272 empresas pesquisadas tornou público os valores mínimo, médio e máximo recebidos por membros do conselho de administração, da diretoria estatutária e do conselho fiscal. A divulgação é requerida pela Instrução 480 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde 2010.

O órgão regulador exige mais transparência sobre a remuneração paga aos administradores de companhias abertas. “Só 16,9% (46 companhias, entre as quais megacorporações) deixaram de divulgar os dados, respaldadas por liminar concedida a empresas associadas ao Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, o Ibef Rio de Janeiro”, informa Adriane de Almeida, superintendente de conhecimento do IBGC, ressalvando que os dados são de 2013, os últimos coletados. “Mas não acredito que tenham mudado muito em 2015.”

A alegação mais comum entre as 46 que se valeram da liminar é de que disponibilizar esse tipo de informação ao público violaria a privacidade dos administradores, colocando em risco sua segurança pessoal e de sua família. Para o IBGC, o aumento da transparência sobre a remuneração é essencial para o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, seu alinhamento a padrões internacionais e o atendimento às demandas dos investidores, reguladores e outras partes interessadas.

Na visão de Adriane, a remuneração é um dos instrumentos de incentivo aos administradores, ainda que não seja o mais importante. “Há realmente um componente psicológico no nosso estudo dos casos”, admite, explicando que, por meio das análises da remuneração do conselho de administração e da diretoria estatutária, é possível saber se o profissional está mais focado no curto prazo, no longo prazo, se ele olha mais o lucro, ou se tem mais preocupação com o caixa. “Ou seja, a transparência da remuneração ajuda a entender um pouco mais como funciona o alinhamento de interesses e se eles estão realmente focados no longo prazo, o que seria o ideal para uma companhia aberta.”

Em defesa de seus associados, Marcos Varejão, diretor executivo do Ibef Rio de Janeiro, afirma que os integrantes do instituto são favoráveis a todas as medidas legais que venham a contribuir com a governança corporativa no mercado de capitais brasileiro. “Mas é bom lembrar que a boa governança corporativa passa prioritariamente pelo respeito à Lei das S/A, que estabelece com clareza como as remunerações individuais de administradores de sociedades anônimas devem ser divulgadas.”

Segundo Varejão, os direitos constitucionais de intimidade, privacidade e segurança de todo cidadão brasileiro não podem ser feridos por normas de instituições, mesmo que invoquem objetivos de caráter regulador. Ele destaca que desde a obtenção da liminar do Ibef Rio de Janeiro, em 2010, todos puderam acompanhar, pela mídia, casos de gestão fraudulenta e corrupção em empresas de capital aberto que divulgavam a remuneração de seus administradores.

Para o diretor do Ibef Rio de Janeiro, está provado que a Instrução 480 da CVM não contribui para a melhoria do mercado de capitais brasileiro e que expor na internet dados pessoais de administradores serve apenas para colocá-los em risco assim como a seus familiares. “Visões e posições equivocadas sobre transparência contribuem negativamente para a boa governança corporativa.”

Adriane, do IBGC, acha frágil o argumento de que a divulgação da remuneração dos administradores os colocaria em situação de vulnerabilidade. Ela lembra que a África do Sul é um país tão ou mais violento que o Brasil e lá é obrigatória a divulgação da remuneração individual dos conselheiros e diretores estatutários das companhias abertas – sem que tenha havido nenhuma concessão de liminar. “O único efeito produzido, quando a norma começou a vigorar no país africano – e todos ficaram sabendo quanto os conselheiros e diretores ganhavam -, é que isso levou muitas empresas a ter de aumentar os salários de outros altos executivos.”

Valor Econômico – 13/11/2015

 

Redação On novembro - 13 - 2015
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