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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Presidente da CNI critica política econômica

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, aproveitou uma plateia de quase 2 mil empresários para fazer ontem um discurso de ataque à criação de novos impostos como base do ajuste fiscal. Depois, em rápida entrevista, ele afirmou que a política econômica adotada pelo Ministério da Fazenda não tem sido suficiente para colocar o país em uma rota de desenvolvimento – mas evitou críticas diretas ao ministro Joaquim Levy.

Um vídeo apresentado na abertura do 10º Encontro Nacional da Indústria (Enai) já dava o tom das críticas. A mensagem era de que o ajuste deve ser visto como indispensável para a saída da crise, mas junto com medidas capazes de assegurar um melhor ambiente de negócios, com redução da burocracia e maior integração ao mercado externo.

Em seguida, Andrade foi bastante aplaudido quando criticou a carga tributária. “Rejeitamos as constantes propostas de criação de impostos e de aumento dos já existentes. Não aceitamos, de maneira alguma, a ressurreição da CPMF”, disse o presidente da confederação, pedindo o enxugamento de gastos públicos.

Para ele, todos os diagnósticos dos problemas estão à mão, mas é necessária a construção de consensos para promover mudanças. “A travessia exige rumo e comprometimento nas reformas. Não podemos deixar o imobilismo tomar conta do Brasil.”

Andrade foi questionado sobre a possibilidade de troca no comando da equipe econômica e não se furtou a dar uma alfinetada. “Não tenho comentário nenhum contra o ministro Joaquim Levy. Como ministro da Fazenda, ele está tentando fazer o trabalho dele. Qualquer pessoa, no Ministério da Fazenda, vai tentar o equilíbrio fiscal a partir do aumento de imposto”, ponderou Andrade. Ele emendou: “O que nós precisamos no Brasil é alguém que mostre que o país tem uma política econômica suficiente e boa para criar desenvolvimento, e isso nós não temos visto no Ministério da Fazenda.”

Ex-presidente da CNI, o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, acentuou que “é muito ruim” a especulação em torno da queda de Levy, mas aconselhou o colega a “ampliar sua interlocução e se aproximar do empresariado”. Fez, porém, uma ressalva: “O ministro da Fazenda, quem quer que seja ele, não pode resolver os problemas sem uma ampla concertação”.

Monteiro criticou duramente a expansão do gasto público “nas últimas duas décadas” e defendeu com veemência uma reforma da Previdência. Ele pediu que o ajuste não se resuma a questões de curto prazo e cobrou um regime fiscal sustentável. O ministro reconheceu que há “grandes turbulências políticas”, mas conclamou os industriais a “construir alianças”. “É hora de deixarmos a radicalização, a arenga e a discussão política para outro plano.”

Os apelos foram ignorados. Logo depois, em um painel que contava com a presença de seis parlamentares do governo e da oposição, a plateia se exaltou com os debates e hostilizou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Em 1999, no governo Fernando Henrique”, começou Teixeira, sem concluir a frase, diante dos protestos acalorados do público, que rejeitava comparações e cobrava uma solução para a crise.

Valor Econômico – 12/11/2015

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Financiamento a empresas encolhe em R$ 123 bi em 2015

O acesso das empresas brasileiras a novos recursos afunilou em 2015, comprimido pela atividade econômica fraca e a cautela de bancos e investidores. Considerando o crédito bancário, as captações no mercado de capitais e os empréstimos intercompanhia, dados compilados pelo Valor mostram que os recursos levantados pelo setor corporativo não financeiro nos três primeiros trimestres do ano caíram cerca de R$ 123 bilhões em relação ao ano passado, uma retração nominal de 7,6%. No mesmo período de 2014, os recursos totais concedidos às empresas cresceram 4,1% e em 2013 esse saldo se expandiu em 10,6%.

Com a aversão ao risco e a preferência por operações mais seguras, os bancos diminuíram as concessões de crédito às empresas em 4,8% nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com dados do Banco Central (BC). João Morais, economista da Tendências, ressalta que essa queda nominal é significativa e lembra que, incluindo a inflação na conta, o cenário se mostra ainda mais restritivo, com as concessões às empresas registrando recuo real de 11,7%. “O crédito está derretendo”, afirma Morais.

Wermeson França, economista da LCA Consultores, afirma que essa retração é bem ilustrada pelo comportamento das linhas de capital de giro, ligadas ao ritmo de atividade das empresas. As concessões na modalidade caíram 8,1% entre janeiro e setembro em relação ao mesmo intervalo de 2014. “A confiança do empresário e do consumidor está em um nível muito baixo e os bancos evitando risco”, afirma.

O enxugamento é ainda mais expressivo no mercado de capitais. O alto retorno exigido pelos investidores por conta da disparada no risco país inviabilizou muitas operações. As captações de empresas brasileiras não-financeiras no mercado doméstico, tanto em renda fixa quanto via ações, entre janeiro e setembro caíram 29,2% em 12 meses até setembro, segundo a Anbima, associação que representa o mercado de capitais. Somados, o crédito bancário e as captações locais caíram 6,6% no acumulado dos três primeiros trimestres, para R$ 1,340 trilhão.

O financiamento externo também fechou por conta da alta no prêmio de risco do país e do risco cambial. A última emissão de bônus de uma empresa brasileira não-financeira foi em junho, e o saldo das captações externas em renda fixa e variável entre janeiro e setembro é 77,6% menor que o do ano passado, segundo a Anbima.

Os empréstimos intercompanhia, de subsidiárias que captam com suas matrizes no exterior, acompanharam esse quadro e caíram 15% no acumulado de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Entre 2013 e 2014, essas operações cresceram 11,3% considerando os três primeiros trimestres. Morais, da Tendências, lembra que algumas companhias estrangeiras trazem recursos para as subsidiárias brasileiras para investir localmente por conta dos juros altos, e não para uso na atividade produtiva, mas mesmo essas operações ficaram menos comuns por conta do risco cambial.

Juntas, as captações de empresas não-financeiras no mercado de capitais externo e os empréstimos intercompanhia somaram US$ 45,6 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, valor 40,6% menor que o observado no mesmo período de 2014. Convertendo os valores pela taxa Ptax média do período, a queda é um pouco menor, de 16%, por conta da desvalorização da moeda brasileira.

A retomada do crédito ao setor corporativo está ligada ao desempenho econômico e, por isso, as perspectivas não são animadoras. A expectativa é que tanto oferta quanto demanda continuem fracas em 2016, com possibilidade de reação só em 2017 se houver recuperação da confiança de empresas e consumidores e estabilidade política.

“Só [haverá recuperação do crédito] em 2017, quando houver um cenário de reação da atividade”, diz Morais, da Tendências. O economista projeta que as concessões de crédito às pessoas jurídicas com recursos livres caiam 10,8% em 2015 e 3,2% em 2016 em termos reais. “Para voltar aos níveis de 2014 demorará anos”, afirma.

No curto prazo, as condições tendem a seguir restritivas. A pesquisa trimestral de condições de crédito do BC, publicada na semana passada, mostra que no terceiro trimestre a percepção das instituições financeiras consultadas sobre demanda e oferta de crédito seguem ruins.

Do lado da oferta, os indicadores do BC – que variam de -2 a 2 de acordo com a percepção sobre a variável – ficaram negativos para todas as categorias. O índice de condições de oferta para as grandes empresas ficou em -1,08 no terceiro trimestre e em -0,94 para as micro, pequenas e médias, ante -0,50 e -0,38 no mesmo período de 2014, respectivamente.

A demanda segue escassa, já que muitas empresas reduziram os planos de investimentos e evitam se alavancar mais. O índice de demanda das grandes empresas ficou em -0,50, ante -0,29 no terceiro trimestre de 2014. No caso das micro, pequenas e médias empresas, o índice alcançou -0,52, de -0,12 um ano antes. Para o quarto trimestre, a expectativa dos bancos é que a demanda das grandes empresas volte para -0,29 e o das pequenas piore, para -0,55.

A piora tanto na demanda quanto na oferta, especialmente para micro, pequenas e médias empresa é particularmente preocupante, acrescenta França, porque esse segmento tem poucas alternativas de financiamento.

Valor Econômico – 12/11/2015

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Realidade frustra projeções há 5 anos

O histórico mostra que a média das previsões dos analistas de fato nunca foi lá muito certeira. Mas desde o primeiro governo Dilma Rousseff observa-se um padrão pouco animador: ao fim de cada ano a realidade, tanto para a inflação quanto para atividade econômica, se revelou pior do que antecipavam os economistas no início de cada período.

Em 2015, ano que já começou com tom bastante pessimista, a dinâmica promete se repetir e já antecipa um início de 2016 com projeções consideravelmente negativas. Se os economistas consultados pelo Boletim Focus do Banco Central estiverem certos, a recessão em dois anos pode superar os 5% e a inflação encostaria em 17%. Um cenário que não se vê desde a virada de 2002 para 2003, devido às expectativas em torno da eleição de Lula. No caso da atividade, a comparação é ainda pior: não se vê uma recessão dessa magnitude desde 1930.

A questão que se coloca agora é se o padrão em 2016 vai repetir o que se verifica desde 2011 ) – com os indicadores econômicos se mostrando ainda pior do que o antecipado – ou se voltará ao que se observava no período anterior, em que se alternavam frustrações das projeções para pior num ano, o que contaminava negativamente as expectativas, mas levava a realidade no ano seguinte a surpreender positivamente.

A má notícia é que não há quem se arrisque a endossar essa última possibilidade. Até mesmo os poucos economistas que resistiam a projetar o pior quadro até agosto ou setembro deste ano jogaram de vez a toalha e pularam para a ponta mais pessimista das projeções depois que o governo enviou ao Congresso o Orçamento deficitário para 2016 e perdeu em seguida o grau de investimento pela Standard & Poor’s (S&P).

“Tinha algum grau de confiança para este ano de que o macro seria arrumado, de forma que chegaríamos no fim do ano com a sensação de que o pior já passou e seria mais fácil avançar na agenda estrutural”, diz a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. O “divisor de águas” para a mudança de opinião foi o Orçamento com déficit em 2016 e a consequente perda do grau de investimento pela S&P, marcada pela falta de convicção do governo acerca do ajuste.

“Quando isso aconteceu eu virei a chave para outro cenário”, afirma. No novo horizonte traçado por Zeina, é difícil ver o que virá pela frente e neste contexto, 2016, pode, sim, seguir o padrão dos últimos anos: “A inflação esperada começa com 7% e sabe-se lá como termina”. Para horizontes maiores, ressalta ela, a incerteza é grande e o potencial de retração para o ano que vem, diz, “não é brincadeira”, igual ou até maior que este ano.

Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, afirma que começou 2015 achando que a saída da crise seria mais lenta, mas que ela não seria tão profunda quanto em crises anteriores. Hoje, estima que o desajuste é profundo e a saída será muito mais demorada do que se imaginava, com recuperação apenas em 2017. Kawall começou o ano esperando alta de 0,3% para o PIB em 2015 e avanço de 1% em 2016, mas revisou as projeções para um quadro de queda de 3,4% e de 1,9%, respectivamente. Já a inflação medida pelo IPCA começou o ano estimada em 7,2% para 2015 e agora encosta em 10%; para 2016, saltou de 5,8% para 7,2%.

Além de um cenário de curto prazo mais negativo, Kawall vê chances reais de 2016 se revelar pior do que quadro que vem sendo desenhado pelos economistas. “Ao contrário do que se diz, os economistas do mercado tem sido sistematicamente mais otimistas do que a realidade”.

Era exatamente dessa maneira que se portava o Bank of America Merrill Lynch (BofA). Até meados do ano, o chefe de economia e estratégia do banco, David Beker, tinha uma visão que ele mesmo chamava de “mais construtiva” sobre a economia. Em julho, ou seja, antes de o governo reduzir as projeções de superávit primário para este ano, Beker se alinhava ao mercado ao esperar queda de 1,8% para o PIB deste ano, mas mantinha alta de 0,7% do PIB em 2016 – enquanto o Focus já apontava alta mais modesta, de 0,3% e alguns já apostavam em queda superior a 1%.

Após a perda do grau de investimento, Beker revisou suas projeções para o PIB para queda de 3,3% neste ano e de 1,4% em 2016. E em outubro deixou de vez a postura mais comedida para se colocar na ponta mais pessimista do mercado: a expectativa é de um 2016 pior do que 2015, com contração de 3,5% do PIB no ano que vem.

Outro que não duvida dessa possibilidade é José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. Para ele, o fundo do poço para a economia – “se a gente entender isso como o nível mais baixo de PIB” – será atingido apenas no primeiro trimestre de 2017, em março.

Gonçalves espera queda de 3,3% para o PIB neste ano e de 2,1% para o ano que vem. Questionado se diante de um 2015 tão desafiador, o mercado não poderia importar um pessimismo exagerado para 2016, ele é taxativo: “Não dá para ser mais otimista para 2016 porque as razões que levam à queda do PIB neste ano permanecem”.

Dentre essas razões, Gonçalves aponta pelo menos dois fatores que não estavam na conta no início de 2015 e devem continuar com desempenhos negativos: a forte contração do consumo e uma piora “brutal” do investimento. Levada pelo impacto da Lava Jato, queda dos investimentos da Petrobras, recuo dos desembolsos do BNDES e um programa de concessão que não deve sair do papel, a formação bruta de capital fixo (FBCF, a medida do que é investido na economia), deve recuar inéditos 17% em 2015, seguidos por outra retração de 11% em 2016.

Zeina, da XP, ressalta que a raiz da armadilha de recessão e inflação alta é a questão fiscal e que a sociedade vai ter que passar por um “teste de maturidade” e fazer escolhas. “Se não fizer ajuste fiscal, então teremos inflação alta e ficaremos sem crescer”, diz.

Zeina conta que a todo momento se depara com clientes estrangeiros perguntando quando a economia brasileira vai estabilizar. A resposta é sempre, “não sei”. Para sair disso, diz ela, o país precisa com urgência de uma agenda que contemple a realidade das contas públicas. “Por que se mexe no Fies, mas a universidade pública é intocável?”, diz. “A política precisa dar essa resposta”.

Um tanto mais otimista, Kawall, do Safra, já vê uma conscientização maior de que não é mais possível adiar essa agenda. “É possível dizer que está se construindo um consenso político em torno de propostas para agenda estrutural e essa é a saída para a crise”, diz.

Valor Econômico – 12/11/2015

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Coutinho vê melhora em volume de consultas ao BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que houve pequena melhora nas consultas e aprovações de empréstimos nos meses de setembro e outubro. Mas lembrou que a proximidade do prazo final de algumas linhas do Programa de Sustentação do Crescimento (PSI) pode ter inflado o nível de consultas. “Toda vez que se fixa uma data de término há uma espécie de corrida. Precisamos apurar o que de fato é sólido dessas consultas”, disse Coutinho, que não quis confirmar se o prazo do PSI será prorrogado.

Coutinho participou de evento sobre o mercado de semicondutores e falou que o nível do câmbio deve favorecer a indústria e o setor de serviços, e abre oportunidade para o desenvolvimento de cadeias fornecedoras em setores como automotivo, energia e logística.

Valor Econômico – 12/11/2015

Redação On novembro - 12 - 2015
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