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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Carga tributária e burocracia ainda prejudicam exportadores brasileiros

A extensão da carga tributária e o excesso de burocracia seguem como os problemas mais citados por proprietários de empresas exportadoras e especialistas em comércio exterior do País.

“As principais dificuldades de quem vende para fora são, principalmente, a falta de uma reforma fiscal e tributária no Brasil”, responde de bate-pronto Roberto Ticoulat, presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx ). “Para agregar mais valor à cadeia produtiva, seria necessária uma política de governo, com inclusão dos estados do País, para isenção de impostos relacionados à exportação”.

Ticoulat também é dono da exportadora Café Três Marias. Sobre o sistema tributário brasileiro, o empresário diz: “tenho gastos enormes por causa de uma complexidade que não é necessária. É um problema com o PIS, outro problema com o COFINS. Precisamos, urgentemente, unificar esses impostos e simplificar a legislação”.

Ele também critica a atuação da Receita Federal. “Os meus débitos são todos corrigidos com multas e correção monetária e os meus créditos não são corrigidos. Imagina o desencaixe financeiro que isso causa em um país com Selic a 14%”. Ticoulat conclui: “Se for mudada essa legislação, haverá um incremento grande na exportação”.

Embora tenha a sétima maior economia do mundo, o Brasil não aparece entre as vinte nações que mais exportam no planeta. Em 2014, as vendas brasileiras para o exterior representaram apenas 11,5% da soma de bens e serviços produzidos no País.

Para Rita Campagnoli, diretora da exportadora de equipamentos Dahll Internacional, esse quadro é causado, principalmente, pela “parte tributária, a pior das complicações”. Ela menciona problemas relacionados ao Reintegra, ao ICMS e “à desoneração da exportação, de forma geral, que deve ser melhor trabalhada pelo governo”.

Quanto ao Reintegra, regime que devolve parte do resíduo tributário ao exportador, Roberto Gianetti da Fonseca, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) afirma: “não só o governo não cumpriu a maior parte dos pagamentos e hoje temos milhões de reais represados, mas ainda reduziu [a alíquota] de 3% para 1% e, depois, de 1% para 0,1%. É uma brincadeira”.

Júlio Cézar Dutra, presidente da exportadora UAI Trading S.A., está há quinze anos no segmento e critica a burocracia envolvida no processo de exportação: “eu tive um caso em que foram necessários 81 dias para o fiscal da Anvisa vistoriar a carga. E você não tem acesso à Anvisa, não tem como chegar e apresentar o seu pleito para eles”.

Representante do governo no VII Encontro Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, promovido pela CECIEx, Renato Agostinho é diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Entre as ações federais de apoio às exportações lembradas por ele, ganhou maior destaque o Portal Único de Comércio Exterior. Segundo Agostinho, o sistema digital “deve entrar no ar até 2017” e “trará maior eficiência para o comércio exterior”.

Primeira vez

Ana Paulo Paschoalino viu sua empresa, a VP Arte, vender a primeira dobradeira de acrílico para fora do Brasil em 2012, depois de 20 anos de existência. “As pessoas de outros países nos conheciam em feiras e nos diziam que não encontravam o nosso produto no país delas. Aí elas se interessaram pelo nosso equipamento e surgiu essa demanda”, conta a empresária sobre o que levou a VP a apostar em exportações.

Sobre as dificuldades da nova empreitada, Paschoalino diz: “a primeira é a língua, somos de uma empresa familiar e nós não estudávamos outros mercados até pouco tempo atrás”. Ela também cita a já superada falta de conhecimento sobre a realidade de países diferentes: “agora, a gente sabe que o consumo de acrílico é muito maior fora do Brasil, a gente sabe de fábricas na Argentina e no Chile”.

Em seguida, são lembrados o “mercado interno desaquecido” e a “desvalorização do real”, que têm incentivado as negociações da empresa.

Nos últimos três anos, a VP Arte informou que vendeu máquinas que dobram acrílico para chilenos e argentinos e “continua buscando outros países próximos, por causa da logística”. Ainda que tenha estreado há pouco tempo no setor, Paschoalino repete reclamações conhecidas por empresários mais experientes: “a taxa aduaneira é muito custosa, representa quase 30% do valor final do meu produto. E a burocracia para realizar operações relacionadas a exportação em bancos brasileiros é muito grande. O meu gerente, por exemplo, sabe que esse tipo de negociação existe, mas não sabe como funciona.

DCI – 10/11/2015

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Novembro inicia com superávit comercial de US$ 144 milhões

O saldo da balança comercial da primeira semana de novembro, com quatro dias úteis, registrou um superávit de US$ 144 milhões, resultado de exportações de US$ 2,998 bilhões e de importações de US$ 2,854 bilhões.

Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvi mento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A média diária das exportações somou o equivalente a US$ 749,5 milhões, valor 4,2% abaixo da média diária de novembro de 2014 (US$ 782,3 milhões), como consequência da queda nas vendas de produtos básicos (-5,6%) e semimanufaturados (-2,7%).

Por outro lado, cresceram as vendas de produtos manufaturados (0,1%) em razão dos embarques de etanol, motores para automóveis, automóveis de passageiros. No comparativo com a média diária de outubro deste ano, houve retração de 1,9%, em virtude da queda nas vendas de produtos básicos (-7,2%). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos manufaturados (4,4%) e de semimanufaturados (1,1%).

Já nas importações, a média diária da primeira semana de novembro (US$ 713,4 milhões) ficou 21,1% abaixo da média diária de novembro do ano passado (US$ 903,6 milhões) como consequência da queda de gastos com combustíveis e lubrificantes (-51,6%), adubos e fertilizantes (-56,2%), siderúrgicos (-31,2%) e veículos automóveis e partes (-24,7%).

No comparativo com outubro de 2015, houve crescimento de 6,6%, pelos aumentos nos desembarques de plásticos e obras (36,3%), borracha e obras (27,8%), equipamentos mecânicos (24,6%), instrumentos de ótica (21,6%), veículos automóveis e partes (16,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (15,6%) e aparelhos eletroeletrônicos (13,7%).

Com este resultado de ontem, no ano, as exportações totalizaram US$ 163,543 bilhões e as importações US$ 151,154 bilhões, o que gerou superávit US$ 12,389 bilhões.

A média diária acumulada das exportações foi de US$ 771,4 milhões, valor 15,1% menor que o verificado no mesmo período do ano passado (com US$ 908,3 milhões).

As importações, por sua vez, apresentaram um desempenho médio diário US$ 713 milhões, 22,6% abaixo do registrado no mesmo período de 2014 (US$ 920,6 milhões).

A corrente de comércio do período soma US$ 314,696 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,484 bilhão, 18,8% menos que o verificado em 2014 (US$ 1,828 bilhão).

DCI – 10/11/2015

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Comércio exterior cai e governo chinês deve adotar mais estímulos

A diminuição no fluxo comercial da China mostra que há poucas opções para os líderes do país além dos estímulos à demanda doméstica, em meio às dificuldades das autoridades para fazer o país atingir sua meta de crescimento.

As exportações chinesas caíram 6,9% em outubro, em dólar, segundo dados oficiais, queda acima da esperada por todos os 31 economistas consultados pela Bloomberg. As importações caíram ainda mais, 18,8%, devido à demanda menor por carvão, ferro e outras commodities por parte da indústria da China, em fase de retração. Assim, o país teve superávit comercial recorde, de US$ 61,6 bilhões.

Os dados abrem com tom moderado uma semana cheia de anúncios relativos a outubro. Prevê-se uma recuperação apenas leve dos índices de produção industrial e de investimentos em ativos fixos, mesmo depois de seis cortes de juros pelo banco central para incentivar os gastos dos governos locais. Há um raio de esperança: a alta nas vendas varejistas parece evidenciar o papel cada vez maior dos consumidores chineses.

Embora a expansão da classe média impulsione a receita e o lucro de empresas como o gigantesco grupo de comércio eletrônico Alibaba — que promove amanhã o Dia dos Solteiros, maior evento de compras do ano na China – isso não vem sendo suficiente para compensar o declínio da indústria pesada. O setor exportador alimentou a fase de alto crescimento da China, período que agora parece ter acabado em meio à desaceleração da economia mundial.

“O comércio exterior de outubro mantém a pressão por mais afrouxamento [monetário] interno”, disse Louis Kuijs, chefe de fundamentos econômicos asiáticos na Oxford Economics, em Hong Kong. “As medidas deverão continuar a ter foco no impulso à demanda doméstica em vez de no enfraquecimento da moeda. E, com o tempo, o papel da política fiscal deverá aumentar.”

Outros números desta semana deverão mostrar mais deflação no setor industrial e queda na inflação anual ao consumidor, para 1,5% em outubro. Os dados fracos darão espaço para mais afrouxamento monetário pelo Banco do Povo da China, o BC do país.

Os números do comércio exterior mostram que as exportações para o Japão caíram 9% nos primeiros dez meses do ano, ante o mesmo período de 2014, enquanto que para a União Europeia houve queda de 3,7%. As remessas para Hong Kong caíram 11,7%.

“As exportações continuam a enfrentar ventos contrários estruturais”, disse Rajiv Biswas, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do IHS Global Insight, em Cingapura. “Como os dados econômicos recentes continuam a indicar certa moderação no crescimento econômico da China durante a segunda metade de 2015, o governo chinês pode promover mais medidas de estímulos fiscais e monetários para impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto em 2016”.

As exportações para os EUA, maior parceiro comercial da China, subiram 5,8% nos primeiros dez meses do ano. Para os países asiáticos da Asean houve aumento de 4,2% e para a Índia, de 8,9%.

As importações chinesas caíram pelo 12º mês seguido, igualando sequência recorde de 2009. Os dados mostram que o valor somado do minério de ferro, petróleo e carvão importados caiu mais de 40% entre janeiro e outubro em relação aos mesmos meses de 2014, ressaltando a queda na demanda da indústria e da construção civil.

Valor Econômico – 10/11/2015

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Consumo tem maior queda da história

O consumo de carvão deve ter o maior declínio da história, um movimento puxado pela luta da China contra a poluição, além de reformas econômicas e os esforços do país asiático para promover energias renováveis.

O uso global do combustível mais poluente caiu entre 2,3% e 4,6% entre janeiro e setembro em comparação ao mesmo período de 2014, segundo relatório lançado ontem pelo Greenpeace. Isso representa queda de até 180 milhões de toneladas de carvão convencional, 40 milhões a mais do que o Japão consumiu no período.

O relatório confirma que os esforços mundiais para combater o aquecimento global têm tido um impacto significativo sobre a indústria carvoeira, principal fonte de emissão de carbono. O dado foi divulgado um dia antes da data prevista para a divulgação, pela Agência Internacional de Energia, de dados detalhando como o planeta gera e usa sua eletricidade.

“Essa tendência mostra que o chamado boom global do carvão, na primeira década do século XXI, foi uma miragem”, disse Lauri Myllyvirta, militante da área de carvão e energia do Greenpeace.

A queda no uso de carvão ajudará a reduzir emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta. Para limitar a alta das temperaturas globais a 2ºC – nível que os cientistas dizem que não pode ser superado para evitar uma mudança climática catastrófica -, as emissões a partir do carvão devem cair 4% ao ano até 2040, diz o Greenpeace.

Na China, responsável por cerca de metade da demanda global de carvão, o uso do combustível no setor energético caiu mais de 4% nos três primeiros trimestres do ano, e as importações caíram 31%, segundo o relatório. Desde o final de 2013, o crescimento do consumo de eletricidade do país tem sido amplamente coberto por novos projetos de energia renovável.

Os governos estão levando as mudanças do clima mais a sério, e nós esperamos ver acelerar a conversão da geração de energia do carvão para o gás”, disse Elchin Mammadov, analista da Bloomberg Intelligence. “Assim, nós devemos ver cada vez mais projetos de carvão encalhados, tanto minas como usinas térmicas.”

Valor Econômico – 10/11/2015

Redação On novembro - 10 - 2015
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