Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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DAF começa a produzir seus motores no Paraná

 Dois anos após começar a produzir caminhões extrapesados em Ponta Grossa, no Paraná, a DAF, marca holandesa controlada pelo grupo americano Paccar, vai dar ainda neste mês a arrancada numa linha de montagem de motores que recebeu investimentos de R$ 60 milhões.

Até então, os propulsores que equipam os caminhões nacionais da DAF eram fabricados em Eindhoven, na Holanda, mas com alguns dos principais componentes – bloco, cabeçote e virabrequim – fornecidos por uma empresa de fundição brasileira: a Tupy, instalada em Joinville (SC), a cerca 250 quilômetros de distância da unidade paranaense.

Com a nova linha, instalada no mesmo prédio onde monta os caminhões, a DAF vai economizar nos gastos que tem hoje com o transporte das peças, bem como ganhar agilidade no processo industrial, já que os componentes não terão mais que cruzar duas vezes o Atlântico, numa distância superior a 10 mil quilômetros entre o Paraná e a Holanda.

A partir de agora, o objetivo passa a ser substituir por peças nacionais os componentes que continuam sendo importados da Holanda, onde está a sede da marca, eliminando o máximo possível a exposição à volatilidade do câmbio. “Como os nossos preços não estão acompanhando a evolução dos custos dos componentes europeus, estamos acelerando o processo de nacionalização”, diz Michael Kuester, presidente da DAF no Brasil. Ele acrescenta, porém, que os veículos da empresa já têm 65% de conteúdo local, garantindo assim o acesso aos juros mais baixos para bens de capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em janeiro, a marca entra no mercado de caminhões pesados com um veículo, também montado em Ponta Grossa, indicado para o transporte de cargas entre curtas e médias distâncias – projeto que consumiu outros € 50 milhões em investimentos.

Ambicioso, o plano de negócio da DAF no Brasil prevê a abertura de mais 80 concessionárias, saindo das atuais 21 revendas, e incomodar os líderes em seus segmentos – no caso, a Scania e a Volvo. Tudo, no entanto, vai depender da evolução do mercado, adianta Kuester.

Hoje, a realidade da marca no país é de vendas modestas – meros 0,6% do mercado total – e produção de apenas dois caminhões por dia, ainda distante do potencial de uma fábrica projetada para montar até 10 mil veículos a cada ano.

Para Kuester, a reação do mercado de caminhões só deve vir no segundo semestre de 2016. Em sua visão, na primeira metade do ano a demanda tende a continuar reprimida, em virtude dos reajustes programados pelas montadoras para janeiro. A própria DAF deve subir seus preços entre 8% e 10%.

“Temos um plano de expansão que não está sendo acompanhado pelo mercado. Mas continuamos investindo”, diz o presidente da filial brasileira da DAF.

Esses investimentos se destinam não apenas a projetos industriais, mas também na divulgação e apresentação dos produtos da marca holandesa. Junto com a Volvo, a DAF será a única montadora a participar esta semana da Fenatran, a principal feira da indústria de veículos comerciais, sediada no pavilhão de exposições do Anhembi, zona norte da capital paulista. As demais concorrentes preferiram não fazer o pesado investimento para expor seus modelos no local.

Os números classificados como “dramáticos” por grande parte dos dirigentes do setor justificam a contenção dos gastos. De janeiro a outubro, as vendas de caminhões no Brasil caíram 45%, levando a produção ao patamar mais baixo em doze anos.

Valor Econômico – 09/11/2015

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Empresas já negociam atraso no pagamento de 13º com sindicatos

Na construção civil, ao menos 11 construtoras e empreiteiras já procuraram nas últimas semanas o sindicato dos trabalhadores para negociar o pagamento de 13º.

“Mesmo sabendo que podem ser multados, os patrões já estão dizendo que terão dificuldade para pagar no prazo”, diz Antonio de Sousa Ramalho, do sindicato dos trabalhadores da construção.

“As empreiteiras estão demitindo e pagando até a rescisão dos operários de forma parcelada.”

A Sivat, indústria de abrasivos do interior paulista, fez acordo com o sindicato dos químicos da região de Salto para parcelar o 13º salário em quatro vezes. “Como nossos negócios caíram cerca de 20%, foi a forma encontrada para cumprir o pagamento”, diz Leandro Tadeu Melnik, engenheiro e diretor comercial. A empresa já cortou 20 empregados neste ano, além de reduzir salários e jornada.

Williane Ibiapina, do Siqueira Castro Advogados em Fortaleza, diz que, ao não pagar o 13º, a empresa pode sofrer reclamação na Justiça, ser alvo de multa da fiscalização do trabalho e correr risco de ser denunciada ao Ministério Público do Trabalho.

Folha de S.Paulo – 09/11/2015

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Marcopolo focará em exportações em 2016

Com queda de 44% nas receitas brasileiras nos nove primeiros meses deste ano, a fabricante de ônibus Marcopolo foi salva pela desvalorização do real –que reduzirá suas perdas em 2015 e 2016.

O enfraquecimento da moeda impulsionou as vendas para outros países e fez com que as exportações representassem mais de 50% do faturamento registrado até setembro, o que não ocorria desde 2005.

“A perspectiva é continuar aumentando as exportações, mesmo porque não vemos grandes mudanças para o Brasil no próximo ano”, disse o CEO da companhia, Francisco Gomes Neto, em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, em agosto.

Neste ano, a Marcopolo voltou a vender para o Oriente Médio, mercado que perdera havia cerca de cinco anos. “A moeda não estava favorecendo e o Brasil estava muito aquecido até 2013”, afirmou o diretor financeiro, José Antonio Valiati.

A receita total da empresa nos nove primeiros meses de 2015 recuou 20,1%. Gomes Neto, porém, projeta que os últimos três meses do ano sejam melhores. “O fim do PSI [programa do BNDES que financia a compra de ônibus e que será encerrado em dezembro] fez clientes adiantarem suas compras.”

Com a relativa melhora do cenário, parte dos funcionários que estavam trabalhando em jornada reduzida voltaram ao período integral em outubro. Hoje, 30% da mão de obra continua com carga horária limitada.

Desde janeiro, foram demitidas 2.194 pessoas. Permanecem no quadro da empresa no Brasil 8.302 trabalhadores.

FREIO DOMÉSTICO – Receitas da Marcopolo nos nove primeiros meses do ano, em R$ milhões

*

Sem freios

Apesar de enfrentar dificuldades no Brasil, a Marcopolo anunciou na semana passada a intenção de adquirir 55% da participação acionária da também fabricante de ônibus Neobus, de quem já detém os outros 45%.

A Neobus é sua concorrente direta e atua com duas fábricas no país (no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro) e uma no México.

“Manteremos as marcas independentes e buscaremos uma sinergia para otimizar os custos”, diz o CEO da Marcopolo, Francisco Gomes Neto.

Há planos para integrar as áreas de suprimentos, administrativa e de operação. A distribuição e o comercial serão mantidos independentes.

Com a aquisição, a participação da companhia no mercado brasileiro deverá passar dos atuais 40% para 52%.

A compra, que deverá ser concluída até janeiro de 2016, ainda precisa ser aprovada pelas autoridades de defesa da concorrência.

Uol – 09/11/2015

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Indústria tem aperto recorde para pagar 13º salário

Com a indústria em um dos seus piores anos e mais dificuldade para fazer caixa, cresce o número de empresas que devem buscar financiamento de bancos para pagar o 13º salário e aumenta o valor do empréstimo que elas pretendem fazer neste ano.

Pela lei trabalhista, a primeira parcela da remuneração extra deve ser paga até o dia 30 deste mês e a segunda, até o dia 20 de dezembro.

O percentual de indústrias paulistas que informaram que terão de recorrer a terceiros para pagar o benefício aos trabalhadores é de 35% –o maior patamar desde 2009, ano em que a economia sofreu o impacto da crise internacional. Em 2014, quando o setor já enfrentava retração nas vendas, 29% informaram que utilizariam crédito para quitar o salário extra.

Pequenas, médias e grandes indústrias pretendem pegar emprestado, em média, 81,3% de suas folhas de pagamento. É o mais alto patamar dos últimos seis anos, quando atingiu 78,4%.

Com estoques elevados e encomendas sendo feitas com atraso, o percentual de indústria que conseguiu provisionar recursos para pagar o 13º (42,3%) é o menor da série histórica da pesquisa da Fiesp (federação das indústrias paulistas), iniciada em 2008. Foram consultadas, 499 indústrias de todos os portes e segmentos.

Oito em dez empresas esperam vender menos em 2015. A previsão é que as vendas de final de ano fiquem 14% abaixo de 2014.

“Este ano já figura como o pior da economia desde há muito tempo. Só a indústria paulista deve fechar 250 mil postos. Em 2009, tivemos perda de 110 mil vagas. O resultado para pagar 13º não poderia ser outro”, diz Paulo Francini, diretor de pesquisas e estudos da Fiesp.

A indústria brasileira acumula até setembro queda de 7,4%, segundo o IBGE. Nos últimos 12 meses (encerrados em setembro), houve corte de 1,239 milhão de empregos -sendo 961 mil na indústria.

O economista Fabio Silveira, diretor da consultoria GO Associados, projeta queda da produção industrial de 8,5% neste ano. “É a maior da série iniciada em 1990, época do Plano Collor.” E chama a atenção para o tamanho da perda de participação da indústria no PIB: em 1991, respondia por 23,4%; neste ano, passou para 10,7%.

CATÁSTROFE

“Quem está em situação menos ruim está conseguindo recorrer a empréstimos bancários”, diz Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, associação de fabricantes de máquinas. “Não quero ser catastrofista, mas o final do ano será bem ruim em termos de demissões e de endividamento das empresas, com fornecedores e trabalhadores.”

Entre os metalúrgicos de São Paulo, greves por falta de pagamento de salário já são registradas desde junho. “É algo que não ocorria no setor e voltou a pipocar. Se há atraso para pagar salário, deve haver também para o 13º”, diz Miguel Torres, presidente da Força Sindical e do sindicato da categoria em São Paulo.

A menos de 15 dias para pagar a primeira parcela do 13º, Claudia Maria Inacio, gerente de RH da Megastamp Industrial, estamparia de Mauá (SP), diz que não sabe como a empresa fará o pagamento.

“As vendas caíram 40% desde dezembro. Em 2014 pagamos o salário parcelado em quatro vezes. Neste ano, para ser bem honesta, não faço a menor ideia de como vamos honrar esse compromisso.” Há três anos, a empresa tinha 350 pessoas. Em 2014, passou para 90 e hoje 24, incluindo o setor administrativo. A metalúrgica fornece peças para o setor automotivo, um dos segmentos que registra maior retração nas vendas.

Folha de S.Paulo – 09/11/2015

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Caminhoneiros prometem parar o país

Caminhoneiros começaram na madrugada de hoje uma greve que deve parar as rodovias de todo o país, segundo seus organizadores, que esperam paralisações em pelo menos 20 estados. A greve está sendo organizada pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), movimento que surgiu na internet e que não tem personalidade jurídica nem o apoio dos sindicatos dos caminhoneiros. O Palácio do Planalto passou o fim de semana monitorando as redes sociais para tentar medir o impacto da paralisação sobre as rodovias brasileiras. A avaliação foi que o movimento não será significativo, embora possa causar transtornos em locais isolados. O maior temor é que haja bloqueios em estradas, o que pode provocar desabastecimento.
— Existe uma preocupação, mas a tendência é que o movimento não seja forte — disse um interlocutor do Planalto.

MOVIMENTO POLÍTICO
Esta é a segunda greve de caminhoneiros no ano: a primeira ocorreu em fevereiro, sendo que as interdições em rodovias prosseguiram até abril. Esta nova paralisação começou a ser convocada pelo CNT nas redes sociais e por meio do aplicativo de celular WhatsApp em outubro. O grupo é liderado por Ivar Schmidt, de Mossoró, Rio Grande do Norte. A principal reivindicação é a renúncia da presidente Dilma Rousseff.

— A paralisação será por tempo indeterminado, até que haja a renúncia da presidente Dilma. Temos adesões em vários lugares do país, e será uma paralisação grande. A população e o governo vão se surpreender — afirmou Schmidt ontem, por telefone.

Segundo o governo, o teor das mensagens divulgadas pelo CNT nas redes sociais deixa claro que a nova greve é um movimento político que tem como objetivo principal enfraquecer a presidente Dilma. Tanto que um dos objetivos declarados da greve é pressionar pelo impeachment. A pauta de reivindicações inclui ainda a redução do preço do diesel e do frete mínimo, a anulação de multas aplicadas em manifestações anteriores e a liberação de crédito com juros subsidiados.

Na semana passada, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) chegou a divulgar nota afirmando que não apoia a paralisação e defendendo o diálogo para tratar dos interesses da categoria. “O posicionamento aqui expressado vai ao encontro do espírito de pacificação de conflitos, por meio de negociações, que sempre norteou o encaminhamento de questões de tal envergadura, com vistas ao encontro de solução aos problemas inerentes à categoria.”

Já a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) informou considerar imoral e repudiar “qualquer mobilização que se utilize da boa-fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos no país e pressionar o governo em prol de interesses políticos ou particulares, que nada têm a ver com os problemas da categoria”.

POLÍCIA FEDERAL EM ALERTA
O Planalto avalia que o perfil do movimento de agora é bem diferente do de fevereiro, quando houve ação coordenada pelos sindicatos dos caminhoneiros e rodovias foram bloqueadas. Na ocasião, o governo abriu um canal de negociação com os sindicatos para tratar das demandas. Esse processo está em andamento.

Schmidt afirma que não é possível afirmar qual será a dimensão da paralisação que começa hoje, mas informa que existem 64 grupos de WhatsApp, com 6.400 participantes, que vêm convocando os caminhomeiros para a greve.

A direção da Polícia Rodoviária Federal disparou sinal de alerta para eventuais protestos de caminhoneiros no país a partir de hoje. Mas, segundo policiais ouvidos pelo GLOBO, até o momento não há comboios nem indicativo de grandes manifestações da categoria nas rodovias federais. A polícia registrou apenas duas concentrações de caminhoneiros, uma em Vacaria, no Rio Grande do Sul, e outra em Campos Novos, Santa Catarina. A Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo informou que oficialmente não tem nada confirmado, porém o comando tem um plano de ação caso ocorra a paralisação.

Segundo policiais, os problemas estão relacionados a questões entre caminhoneiros e empresas e não a uma disputa entre a categoria e o governo. As manifestações não teriam relação direta com os protestos anunciados por sindicalistas nos últimos dias.

Com 36 mil seguidores, a página do CNT teve 12 posts sobre a greve apenas ontem, até as 21h. A cobertura da paralisação por veículos de imprensa estrangeira é destaque: “O mundo já sabe da nossa paralisação, e você?”, afirma um dos posts.

Em dias anteriores, há vídeos do próprio Schmidt convocando para a paralisação.

No sábado, em post intitulado “Mensagem ao povo brasileiro”, ele convida a população para se juntar aos caminhoneiros nos pontos de paralisação e “expor sua indignação com o que está acontecendo no país”. Schmidt sugere dar “um passo adiante e deixar para trás essa história de pilantragem e falcatruas”.

Schmidt nega que o movimento seja ligado a qualquer partido. Ele reconhece, no entanto, que foi procurado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que ofereceu ajuda para negociar com o governo e evitar a paralisação. Na última quinta-feira, o senador levou o tema ao plenário do Senado, segundo informações da Rádio Senado, e demonstrou apoio aos caminhoneiros. PETROBRAS REÚNE SINDICATOS Depois de oito dias de greve dos funcionários, a Petrobras se reúne hoje com a categoria para tentar negociar o fim da paralisação. Ontem, a empresa confirmou as informações divulgadas na sextafeira, de que foram agendadas reuniões com as entidades sindicais. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) são as principais.

Em nota em seu site, a FUP afirmou que esta “já é considerada a mais importante e emblemática dos últimos 20 anos”. Pelo balanço de ontem, o número de unidades marítimas paralisadas na Bacia de Campos era de 49, ante 46 na sextafeira. A greve também atinge seis plataformas no Ceará, três plataformas no Espírito Santo e os campos de produção terrestre em Bahia, Rio Grande do Norte e Espírito Santo.

O Globo – 09/11/2015

Redação On novembro - 9 - 2015
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