Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 25 de Novembro de 2017






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GM planeja exportar da Colômbia para o Brasil

BOGOTÁ

A General Motors informou ontem que espera investir US$ 100 milhões na Colômbia nos próximos quatro anos como parte de um plano para exportar 2 mil carros para o Brasil entre 2017 e 2018.

O anúncio foi feito por dirigentes da montadora ao final de um encontro com o presidente colombiano Juan Manuel Santos e a ministra do Comércio, Indústria e Turismo, Cecilia Alvarez.

“Os investimentos que temos programado para estes e outros projetos nos próximos quatro anos são de cerca de US$ 100 milhões. Provavelmente contrataremos mais pessoal,dependendo da dinâmica do mercado colombiano”, disse o presidente da General Motors Colômbia, Jorge Mejía.

“Vamos tentar continuar o fluxo de comércio com o Equador e com os anúncios feitos com a negociação com o Brasil temos planos de exportar por dois anos.

Vamos começar um projeto que nos permitirá exportar 2 mil unidades entre 2017 e 2018 para o Brasil”, afirmou Mejía, citadoem relatório do Sistema de Informações do Governo.

Acordo. Colômbia e Brasil assinaram acordo automotivo no mês passado permitindo a cada país exportar 12 mil veículos no ano que vem, subindo para 25 milem 2017 e para 50 mil a partir de 2018, com tarifa zero.

A ideia é que os dois países caminhem para o livre comércio, mesmo objetivo buscado há anos por Brasil e Argentina.

Hoje, as empresas instaladas na Colômbia têm capacidade para produzir 120 mil veículos ao ano. /

Reuters – Estado São Paulo – 05/11/2015

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Analistas estimam que indústria vai amargar três anos de retração

A recessão na indústria, que se iniciou em 2014 com retração de 3,3% em relação ao ano anterior, só deve chegar ao fim em 2017. O recuo por três anos seguidos, fato inédito na série histórica do IBGE iniciada em 2003, já é certeza entre analistas. Para este ano, o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central com as projeções dos principais agentes do mercado, projeta queda de 7% na produção industrial. Para 2016, o recuo esperado é de 2%. E quatro de cinco consultorias procuradas pelo GLOBO estimam quedas superiores a esse patamar, para os dois anos.

A Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, mostrou que a atividade da indústria em setembro caiu 10,9% ante o mesmo mês de 2014, com queda de 1,3% em relação a agosto. O resultado da comparação anual foi o pior para o mês desde o início da série histórica. Foi a 19ª taxa negativa consecutiva e a mais acentuada desde abril de 2009 (-14,1%). De janeiro a setembro, a queda acumulada é de 7,4%.

Setembro é conhecido como o Natal da indústria, por ser o mês em que há alta nas encomendas, estimulada pela demanda do consumo no fim de ano. O fenômeno, porém, não ocorreu este ano, ressaltou o gerente do IBGE responsável pela pesquisa, André Luiz Macedo:

— Não conseguimos identificar isso (a alta em setembro) neste ano. Esse movimento de setembro é um padrão, mas depende da conjuntura. Esse padrão não aparece em 2015, até porque temos um recuo generalizado.

PIOR RESULTADO DA SÉRIE

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, prevê que 2015 será o pior resultado da série histórica. Atualmente, a maior queda é a de 2009: recuo de 7,1%, devido aos efeitos da crise internacional.

— No fim de 2009, estávamos em saída de recessão, iniciada no fim de 2008. Havia uma melhora robusta. Agora é diferente, chegamos em setembro não no final, mas no meio de uma recessão profunda que se prolongará por 2016. A porta de saída é só no fim do ano que vem – diz Vale.

Para o economista da GO Associados Alexandre Andrade, só é possível prever um resultado positivo para o setor em 2017. Até lá, diz, o câmbio desvalorizado deve começar a fazer efeito sobre a indústria.

— Não conseguimos vislumbrar elementos que possam fazer a produção industrial melhorar a curto prazo. Apesar do câmbio desvalorizado, acho que temos muita volatilidade, o que dificulta no planejamento das empresas — explica. — No segundo semestre de 2016, talvez alguns segmentos que dependem do mercado externo sintam os efeitos do câmbio.

Andrade chama atenção para o fato de que, mesmo com ajuste na produção, os estoques do setor automotivo, principal responsável pela queda na atividade industrial, continuam acima do desejado. A produção de veículos no mês encolheu 6,7% na comparação com agosto e 39,3% ante setembro de 2014.

Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, irá rever as estimativas em função dos resultados piores que o esperado:

— Estimamos um recuo um pouco superior a 8% para este ano. Para o ano que vem, atualmente temos 2% de queda, mas devemos aumentar.

Além de forte, a retração está sendo generalizada na comparação com setembro do ano passado. Ela alcança todas as quatro categorias econômicas analisadas, atingindo 24 dos 26 ramos, 68 dos 79 grupos e 76,8% dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE.

Das quatro categorias pesquisadas, três apresentaram queda em setembro relação ao mês anterior. O dado positivo foi na categoria de bens de capital: alta de 1% no período. Bens intermediários caiu 1,3%; de consumo, 1,2%; e duráveis, 5,3%. Macedo, do IBGE, ressalta, porém, que o crescimento de 1% não compensa a queda acumulada no ano, que é de 25,2%.

Valor Econômico – 05/11/2015

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Resultado confirma recessão maior no 3º trimestre

O resultado da produção industrial de setembro é o primeiro indicador formal com dado fechado do terceiro trimestre. Ele confirma o que já estava bastante perceptível: a recessão foi ainda maior no período. A queda ficou mais expressiva tanto em relação ao ano passado como dentro do ano. No terceiro trimestre, em relação ao segundo, descontados efeitos sazonais, a produção recuou 3,1%.

Na comparação com igual período de 2014, o trimestre encerrado em setembro mostrou queda de 9,5%, bem superior aos 6,5% e 5,8% do segundo e primeiro trimestres, respectivamente, e sempre em relação a 2014.

O aprofundamento da recessão contraria a expectativa que havia no governo e entre alguns analistas no começo do ano, quando se imaginava que o terceiro trimestre traria algo entre estabilidade do ritmo de queda e começo da recuperação, abrindo espaço para expansão modesta em 2016. Tudo isso virou pó. Não só a queda de 2015 ficou maior, como os sinais são de nova retração forte em 2016.

Uma das razões para as projeções de PIB bastante negativo no ano que vem (alguns analistas já falam em retração superior a 3%) é a herança de 2015. Mesmo que a economia parasse no patamar atual de produção, essa estabilidade, sozinha, produziria queda em 2016, porque o terceiro trimestre se mostra bem mais fraco que os primeiros seis meses do ano. No caso da indústria, estabilizar a produção no nível atual significa encerrar 2016 com nova retração próxima a 3%.

Outro dado que pesa muito contra uma recuperação é a queda do investimento. No terceiro trimestre, a produção de bens de capital caiu 30% sobre igual período do ano passado, o que piora o cenário, pois no primeiro semestre a retração foi de 20%. Da mesma forma que na indústria geral, a retração na produção de bens de capital se intensificou: caiu 10% no terceiro trimestre em relação ao segundo, com ajuste. Em bens intermediários e de consumo a queda foi menos intensa: 2,6% e 2%, respectivamente. Mas a queda de bens de capital é mais reveladora e preocupante: antecipa que dias melhores ainda não virão no futuro.

Valor Econômico – 05/11/2015

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Especialistas defendem foco em inovação

Acadêmicos e gestores públicos defenderam ontem, no Rio, a necessidade de políticas de inovação para o crescimento e para a retomada da industrialização nacional como saída para a atual crise econômica, num contexto que leve em conta as demandas sociais. A defesa do nacional-desenvolvimentismo, com ênfase em aspectos redistributivos, deu o tom na abertura do seminário “Desenvolvimento Produtivo e Inovativo – Oportunidades e Novas Políticas”, promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O dia foi de homenagem à economista, ex-deputada federal e professora Maria da Conceição Tavares (UFRJ e Unicamp). Aos 85 anos, completados em abril, ela teve exibido um vídeo sobre sua trajetória, com depoimentos de colegas como o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, e o atual, Luciano Coutinho, que fecha hoje o seminário.

Maria da Conceição Tavares afirmou que a saída do Brasil para retomar o crescimento, paradoxalmente, deve ser um retorno ao começo da industrialização do país, por meio da política de substituição de importações. “Precisamos de uma retomada do nacional-desenvolvimentismo”, disse.

Filiada ao PT, a economista afirmou que para haver um processo de desenvolvimento econômico e social é preciso que esse esforço ultrapasse as fronteiras de uma frente de esquerda e inclua o empresariado. “Uma frente de esquerda sozinha não é capaz de levar esse projeto. Sempre tivemos o apoio de uma fração da burguesia, por mais que não se goste dela. Sem ela não vamos a lugar nenhum”, disse.

Questionada sobre que partido lideraria essa frente, dada a crise e o declínio do PT, Maria da Conceição Tavares rebateu: “Maior declínio do que tivemos na ditadura é impossível”. A economista afirmou que tal aliança poderia ser encabeçada não por partidos, mas por segmentos da sociedade e baseado em personalidades como foi o movimento das Diretas-Já, comparou.

Enquanto Maria da Conceição Tavares – crítica do ajuste fiscal – defendeu a política de substituição de importações, o presidente da Finep, Luis Fernandes, disse que apenas a substituição de importações não é suficiente para a inserção do país na economia global e afirmou que, neste momento, é necessário contribuir com o ajuste. Os dois, porém, defenderam a ação estatal na promoção de uma política de desenvolvimento.

Para Fernandes, o governo brasileiro precisa sair de uma posição defensiva para reafirmar a importância do financiamento público ao desenvolvimento e à inovação nacional. Disse que a Finep, como órgão de governo, tem que ser solidária com o ajuste fiscal, mas apontou como fundamental a recomposição da capacidade de financiamento do setor, particularmente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

“O que está em curso não é apenas uma ação para desestabilizar o governo, mas a tentativa de inviabilizar o projeto nacional. Precisamos resgatar nossa política de desenvolvimento”, disse Fernandes.

Segundo ele, a Finep está negociando com o governo duas iniciativas para garantir sua capacidade de investimento. Para o FNDCT, que tem sido contingenciado, o órgão propõe um calendário de redução progressiva da reserva de contingência, como foi feito em 2004. “Nossa ideia é eliminar essa reserva de contingência até 2019”, resumiu.

A Finep também atua para evitar que os recursos sejam alocados em outros orçamentos, desviados da finalidade do fundo. Nos últimos anos, recursos foram usados, por exemplo, para o pagamento de anuidades de universidades estrangeiras no programa Ciência Sem Fronteiras.

Já a secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Esther Dweck, oriunda do departamento de economia da UFRJ, afirmou que a atual crise econômica abre oportunidade, na área fiscal, de uma reforma na estrutura tributária do Brasil. Segundo ela, a medida é necessária para que o país possa viabilizar um modelo de crescimento mais inclusivo. A preocupação com os aspectos sociais do crescimento econômico entrou, de acordo com a economista, na pauta até de países desenvolvidos, como os europeus.

Mariano Laplane, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), concordou: “Está na cara que não só para os heterodoxos, mas também para os ortodoxos que a política tributária brasileira é disfuncional e, mais que isso, é injusta. Mas é preciso que a reforma não seja só cortar direitos”, disse.

O economista André Biancarelli, da Unicamp, criticou a tese de que o governo Dilma Rousseff tenha apostado no consumo para promover o desenvolvimento. Segundo ele, houve uma tentativa de orientar a política macro para os problemas da produção, mas com custos muito altos para resultados mínimos.

Economista da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Vanessa Petrelli afirmou que o gasto público continua sendo fundamental para a atividade econômica no país, embora o ideal fosse reduzir essa dependência.

Valor Econômico – 05/11/2015

 

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Desconfiança econômica afeta micro e pequeno empresário

A conjuntura da economia do País ainda afeta confiança dos micro e pequenos varejistas e prestadores de serviço. O indicador teve alta de 38,72 pontos em outubro, mas o patamar ainda está abaixo do nível neutro de 50 pontos.

O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE) é calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A maioria dos empresários ainda está pessimista com o ambiente econômico: 85,88% acreditam que as condições econômicas se deterioraram nos últimos seis meses e apenas 31% estão confiantes com o futuro da economia.

“A situação econômica do País ainda não apresentou sinais de recuperação nos últimos meses, e a confluência negativa dos principais indicadores econômicos tem resultado no pessimismo dos empresários”, indica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados apresentam um cenário recessivo e pouco animador. “O governo e o mercado preveem uma queda do PIB brasileiro próxima de 3% em 2015 e para o próximo ano ainda não há perspectiva de retomada vigorosa”, analisa.

O indicador, no entanto, aponta para uma confiança na percepção MPE’s. Cerca de 47% tem boas previsões para o futuro do seu negócio.

Em outubro, o Indicador de Expectativas registrou 50,25 pontos, acima dos 48,71 pontos verificados em setembro.

“As expectativas podem estar favorecidas pela proximidade com final de ano, quando as vendas costumam ser maiores”, analisa Kawauti.

Sobre o que acreditam que acontecerá com o seu faturamento nos próximos seis meses, boa parte dos empresários não contam com quedas.

O equivalente a 41,1%, acha que o faturamento de sua empresa permanecerá no mesmo nível, enquanto outros 32,6% acreditam que ele poderá até mesmo crescer. Do resultado, apenas 23,4% acham que suas receitas irão cair.

DCI – 05/11/2015

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Finep e BNDES lançam programa de R$ 2,2 bi para indústria química

A Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançam hoje o primeiro edital do Programa de Desenvolvimento da Indústria Química (Padiq). É o 13º edital do Inova Empresas, criado em 2010 dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o primeiro desenvolvido a partir de uma ampla análise do setor.

O Padiq coloca R$ 2,2 bilhões disponíveis para a área química em sete linhas: aditivos alimentícios para animais (metionina), derivados do silício, materiais compostos revestidos com fibras, insumos químicos para higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, produtos químicos de fontes renováveis, produtos para exploração e produção do petróleo.

O diretor de inovação da Finep, Elias Ramos de Souza, explica que para chegar às seis linhas temáticas, foram mapeadas mais de 50 atividades. Dessas, 18 foram estudadas a fundo em uma análise que incluiu consultas a 20 empresas, 6 instituições de ciência e tecnologia e 19 pesquisadores do setor.

As sete linhas atendem a interesses do setor e a fragilidades do país, já que o setor químico é fornecedor de matéria-prima para diversos segmentos e segundo em relevância na formação do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria. Um exemplo é a metionina. O Brasil consome 10% da produção global do insumo, que é 100% importada, com impacto, entre outros fatores, na balança comercial, embora o país esteja na sétima posição no ranking global do setor.

“Todos os projetos do Inova Empresa nasceram de análises dos setores, mas essa é a primeira vez que fazemos uma consulta pública antes do lançamento do edital. O estudo da consultoria Bain & Company identificou lacunas tecnológicas existentes na indústria. Nosso critério foi levantar os itens que têm potencial de mercado no Brasil”, explicou o diretor de inovação.

Finep e BNDES aportarão metade dos R$ 2,2 bilhões cada um, e R$ 2 bilhões serão alocados em linhas reembolsáveis, que têm prazo de três meses para apresentação de propostas. Para os R$ 200 milhões destinados às linhas não reembolsáveis, que incluem subvenção econômica para empresas e recursos para institutos de pesquisa, o prazo é de seis meses.

“No programa Inova Empresas, a participação dos institutos de pesquisa ocorre sempre em conjunto com a indústria”, explica o diretor da Finep. Os projetos serão analisados por um comitê formado por representante do BNDES e da Finep. Caberá ao comitê indicar qual o modelo de financiamento mais adequado, que pode ser crédito reembolsável, participação na empresa (equity), recursos não reembolsáveis, e também se devem ser alocados na carteira do banco ou da Finep.

Souza explica que a Finep costuma concentrar atividades ligadas diretamente a inovação enquanto o BNDES assume projetos de escala industrial e de escalonamento da produção. O histórico de relacionamento com uma das duas instituições também ajuda a direcionar o projeto.

Desde o lançamento do Inova Empresas, em 2010, já foram disponibilizados cerca de R$ 30 bilhões aos 12 editais já lançados e aprovados R$ 35 bilhões em projetos. A diferença é possível porque o desembolso não é imediato. Desses recursos, a Finep entrou com R$ 15 bilhões e o BNDES com o restante.

Valor Econômico – 05/11/2015

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Governo quer que Usiminas suspenda demissões em usina

O governo vai pedir à Usiminas que suspenda por 120 dias as demissões que devem ocorrer com o fechamento da unidade de produção de aço da usina de Cubatão (SP). O grosso dos cortes seria em dezembro, devido ao tempo para desativar as instalações, como alto-forno. A decisão foi anunciada após o ministro do Trabalho, Miguel Rosseto, receber ontem uma comitiva liderada pela prefeita do município, Marcia Rosa (PT). Participaram ainda do encontro sindicalistas, deputados e empresários do polo industrial de Cubatão.

Muitas empresas de Cubatão e região dependem direta ou indiretamente da Usiminas. Há o temor de que as demissões causem uma reação em cascata. A interrupção da atividade irá gerar 4 mil demissões entre trabalhadores diretos e indiretos, mas o número de indiretos pode subir para pelo menos 9 mil empregados em empresas espalhadas pela Baixada Santista (que reúne nove cidades), estima o Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos.

O ministro Rosseto tinha intenção de ainda ontem convidar o presidente da Usiminas, Rômel de Souza, para uma reunião em Brasília, da qual também participará o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro. A meta é mediar o conflito instaurado na região. Sindicatos da Baixada Santista vão parar no próximo dia 11 em protesto contra a decisão da Usiminas. “Dezenas de empresas vão sumir”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Florêncio de Sá.

A cidade de Cubatão, cuja economia é muito dependente das empresas-âncora Usiminas e Petrobras, está em polvorosa. “Cubatão fecha. Nós vivemos da indústria e a arrecadação da Usiminas, entre IPTU, ISS e ICMS, é a maior de todas”, diz a prefeita. Ela afirma que não houve reunião com a empresa ou manifestação prévia. “Foi anunciada a paralisação por meio de uma notificação e uma ligação que recebi na quinta-feira, quando a decisão já tinha sido tomada”.

A usina de Cubatão, antiga Cosipa, que emprega quase 5 mil pessoas, diretamente, tem capacidade de produzir 4,5 milhões de toneladas de aço bruto ao ano. Devido à crise, em maio já tinha desativado um dos dois altos-fornos. Serão mantidas as áreas de laminação, com mais de 2 mil funcionários.

O fechamento vai representar queda de 22% no valor adicionado na economia do município, que hoje é de R$ 13,8 bilhões. A companhia é responsável por R$ 5 bilhões do valor adicionado da cidade – só a fatia da unidade que será fechada responde por R$ 3 bilhões.

Isso terá impacto direto na arrecadação do ICMS, com perdas que podem variar de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões a partir de 2017, aponta levantamento da consultoria R. Amaral & Associados. Hoje a arrecadação de Cubatão com o tributo está em R$ 350 milhões.

Fechamento deverá significar recuo de 22% no valor adicionado na economia de Cubatão, que é de R$ 13,8 bilhões

A crise produtiva em Cubatão não é prerrogativa da indústria do aço. Nos últimos anos, a economia da cidade vem perdendo valor adicionado. “O polo industrial vem sofrendo um processo de esvaziamento contínuo que agora está se refletindo nas demissões, mas a produção já vem caindo”, diz o consultor Rodolfo Amaral. Entre 2013 e 2014, o número de trabalhadores com carteira assinada na cidade caiu de 40,9 mil para 38,7 mil, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego.

A participação da Usiminas na produção do aço bruto nacional despencou 11,4 pontos percentuais entre 1998 e 2014. No ano passado, respondeu por 6 milhões das 33,8 milhões de toneladas que o país gerou. “Não é um problema de Cubatão, é de produção e de conquista de mercado de aço. O erro está em sacrificar apenas a unidade paulista”, diz Amaral.

A outra usina da empresa que produz aço fica em Ipatinga (MG), onde a empresa nasceu. Para trabalhadores e políticos da região santista, a Usiminas está poupando a unidade mineira e quer fazer de Cubatão só um local para escoar carga. Ela tem um terminal de uso privado no porto de Santos. Todavia, a usina de Ipatinga tem equipamentos que fabricam aços mais nobres e tem maior integração nas linhas de produção.

Se de fato o corte ocorrer – a empresa garante que a decisão é inexorável -, a estimativa é que a Baixada Santista perca R$ 250 milhões de massa salarial anual. O equivalente a 12,82% do total de salários de Cubatão e o correspondente a 1,82% dos salários das nove cidade da região, diz a consultoria.

A perspectiva das demissões traz de volta o fantasma dos anos 90, considerada a década perdida na Baixada Santista. Foram os anos de privatização da Cosipa e do enxugamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), devido à Lei dos Portos de 1993, que tirou da estatal a operação portuária. O desemprego atingiu 23,7% da população economicamente ativa de Santos em junho de 1999. Todavia, havia um horizonte de melhora: a Usiminas modernizou a operação, as empresas terceirizadas se expandiram, e ocorreram os arrendamentos portuários

Agora é diferente, diz Alcindo Gonçalves, cientista político e professor do programa de mestrado e doutorado em Direito da Universidade Católica de Santos. “O processo dos anos 90 foi gradual. O fechamento das vagas agora deverá ter um efeito muito mais grave. A segunda questão é que não há uma perspectiva de retomada, diferente dos anos 90, que era de mudança profunda”.

Valor Econômico – 05/11/2015

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Construção civil e indústria são destaque em SE

Foi no litoral de Sergipe, mais precisamente em 1968, que a Petrobras descobriu petróleo no mar pela primeira vez. O campo de Guaricema ainda hoje está em plena atividade. E as pesquisas na área continuaram até encontrar nova fronteira petrolífera em águas ultraprofundas. Não se trata do pré-sal, mas de reserva de boa qualidade que pode triplicar a produção de 39,9 mil bbl/dia, segundo boletim da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse histórico faz de Sergipe um Estado próspero e dá novo fôlego para sua economia, que já tem cerca de R$ 10 bilhões em investimentos previstos e em andamento para os próximos anos.

“Enquanto observamos o fechamento de postos de trabalho no país, temos criado novas vagas mensalmente. Se fecharmos o ano no empate com 2014 nesse quesito já sairemos ganhando diante do cenário recessivo”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Francisco de Assis Dantas.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam a análise de Dantas. Pesquisa sobre a participação dos Estados e setores da economia na composição do Produto Interno Bruto nacional (PIB) mostra que Sergipe registrou o maior PIB per capita do Nordeste com crescimento quatro vezes maior que o PIB do país. Os dados foram divulgados no fim de 2014 e são referentes a 2012. Enquanto o Brasil cresceu 0,9%, Sergipe alcançou 3,6%, somando R$ 27, 82 bilhões.

Os setores responsáveis pelos bons índices foram serviços, indústria e agropecuária. “Temos uma produção agrícola interessante, com excelente produção de milho, uma bacia leiteira em pleno crescimento e o interesse de novas indústrias”, afirma o secretário.

O setor industrial, aliás, foi o maior responsável pelo bom desempenho segundo o IBGE, com uma taxa de crescimento de 5,6% e destaque para construção civil, com incremento de 12,8%. Não à toa, o grupo M Dias Branco escolheu a região para fazer sua terceira fábrica cimenteira. A primeira fora do Ceará. “Vamos investir R$ 1 bilhão e a previsão é que a planta esteja pronta em 2019”, diz o presidente da Apodi Cimentos, Adauto Farias.

A escolha da cidade de Santo Amaro, segundo o executivo, vai além dos incentivos fiscais e passa pela infraestrutura do Porto de Sergipe, considerado estratégico para as operações da empresa. Em Santo Amaro também deve se instalar a maior termelétrica do país. A Porto de Sergipe I vai produzir 1,5 mil megawatts (MW) de energia a partir de 2020. O investimento é de R$ 2 bilhões.

Sergipe, o menor Estado da federação, tem muito a contribuir por ser um estado rico em minérios com localização de reservas importantes de petróleo e gás natural. Nos próximos cinco anos a previsão é de que a disponibilidade por lá aumente de 3 milhões m3 de gás/dia para 18 milhões m3 gás /dia.

Ao todo, são centenas de projetos em avaliação e 76 empreendimentos já aprovados, exceto a Amsia Motors que suspendeu, ao menos por enquanto, o projeto da montadora de veículos pela crise no Brasil, segundo Dantas. “Muitas outras indústrias relevantes e de grande importância para a retomada de crescimento econômico estão se instalando aqui”. Entre elas está a Indústria Vidreira do Nordeste (IVN), que promete ser a quarta e mais moderna empresa da Verallia no Brasil, fábrica de embalagens de vidros da multinacional Saint-Gobain. A previsão de início das atividades na cidade de Estância é em dezembro, com geração de 195 empregos diretos e 600 indiretos quando atingir o pleno funcionamento, com investimento de R$ 250 milhões.

De acordo com o gerente-geral da IVN, Silvio Ramos, a escolha foi estratégica para ampliar a presença da Verallia na região Nordeste, que está entre as que mais crescem no país. “Optamos por Sergipe porque o conjunto de condições de operação e infraestrutura estão totalmente de acordo com a filosofia do nosso projeto, que é prestar um bom atendimento logístico aos nossos clientes”, afirma. Com a vidreira, uma nova cadeia produtiva começa a se formar na região. A primeira a chegar é a Jundu Nordeste Mineração que quer se tornar fornecedora de matéria-prima para o grupo Saint-Gobain.

Valor Econômico – 05/11/2015

Redação On novembro - 5 - 2015
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