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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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GM planeja exportar da Colômbia para o Brasil

BOGOTÁ

A General Motors informou ontem que espera investir US$ 100 milhões na Colômbia nos próximos quatro anos como parte de um plano para exportar 2 mil carros para o Brasil entre 2017 e 2018.

O anúncio foi feito por dirigentes da montadora ao final de um encontro com o presidente colombiano Juan Manuel Santos e a ministra do Comércio, Indústria e Turismo, Cecilia Alvarez.

“Os investimentos que temos programado para estes e outros projetos nos próximos quatro anos são de cerca de US$ 100 milhões. Provavelmente contrataremos mais pessoal,dependendo da dinâmica do mercado colombiano”, disse o presidente da General Motors Colômbia, Jorge Mejía.

“Vamos tentar continuar o fluxo de comércio com o Equador e com os anúncios feitos com a negociação com o Brasil temos planos de exportar por dois anos.

Vamos começar um projeto que nos permitirá exportar 2 mil unidades entre 2017 e 2018 para o Brasil”, afirmou Mejía, citadoem relatório do Sistema de Informações do Governo.

Acordo. Colômbia e Brasil assinaram acordo automotivo no mês passado permitindo a cada país exportar 12 mil veículos no ano que vem, subindo para 25 milem 2017 e para 50 mil a partir de 2018, com tarifa zero.

A ideia é que os dois países caminhem para o livre comércio, mesmo objetivo buscado há anos por Brasil e Argentina.

Hoje, as empresas instaladas na Colômbia têm capacidade para produzir 120 mil veículos ao ano.

Reuters – Estado São Paulo – 05/11/2015

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Comércio entre Brasil e Itália recua mesmo com desvalorização do real

A corrente comercial entre brasileiros e italianos, soma de exportações e importações entre os dois países, perdeu mais de US$ 2 bilhões neste ano. Para especialistas, preocupação com cenário interno afeta os investimentos.

As vendas feitas pelo Brasil para a Itália caíram de US$ 3,4 bilhões para US$ 2,7 bilhões (-21,13%) na comparação entre o período que vai de janeiro a outubro de 2015 e iguais meses de 2014. As compras também diminuíram, baixando de US$ 5,3 bilhões para US$ 4,1 bilhões (-23,22%). Assim, a corrente comercial em dez meses de 2015, que ficou em US$ 6,8 bilhões, é bastante inferior à registrada até outubro do ano passado, quando o resultado chegou a US$ 8,7 bilhões.

“Para o tamanho do Brasil e da Itália, US$ 7 bilhões de corrente comercial é pouco”, afirmou Thomaz Zanotto, diretor do departamento de relações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O especialista ponderou que “devido ao câmbio razoável, o Brasil começa a exportar de novo depois de muitos anos de câmbio apreciado”.

A Itália ocupa, hoje, a décima colocação entre os maiores compradores de produtos brasileiros, sendo responsável por menos de 2% do total. Em 2004, os italianos chegaram a figurar na sétima posição entre os principais importadores de produtos made in Brasil.

Em evento realizado ontem na Fiesp, o ministro italiano das relações exteriores, Paolo Gentioni, lembrou que o país europeu “viveu anos difíceis e foi mais afetado pela crise do que outras nações do continente, porém, há seis meses, voltou a ver sinal de crescimento depois de anos de recessão”. De acordo com o FMI, o PIB do país europeu deve crescer 0,8% em 2015 e 1,3% no ano que vem.

Gentioni também comentou que “a Itália acredita no Brasil e que a conjuntura econômica brasileira desfavorável não atrapalhará os negócios entre os dois países”.

Indústria

A venda de produtos industrializados brasileiros para a Itália caiu quase US$ 100 milhões na comparação entre os dez meses deste ano e igual período de 2014. Foram registradas diminuições nas exportações tanto para produtos semimanufaturados (-7,10%) quanto para mercadorias manufaturadas (-1,46%).

Para Zanotto, essa queda acontece porque “hoje, o industrial brasileiro, especialmente o de pequeno e médio porte, está olhando para dentro do País. Isso porque, se um passo errado for dado pelo empresário, com os juros altos que temos agora, a empresa poderá quebrar”.

Sobre o futuro, Zanotto comentou: “aparentemente, o ambiente de negócios na Itália está melhorando, mas nós ainda estamos com muitos problemas internamente. Quando começarmos a arrumar a casa, o que deve acontecer a partir de 2017, as empresas brasileiras vão começar a olhar mais para fora”.

Investimento direto

Os aportes italianos no Brasil tiveram leve alta em 2015, chegando a US$ 600 milhões até setembro. Em nove meses do ano passado, o total ficou em US$ 542 milhões.

Ainda assim, a Itália aparece na décima terceira colocação entre os países que mais realizam investimento direto no Brasil. Os italianos ficam atrás de vizinhos europeus de menor expressão econômica, como Suíça, Bélgica e Noruega.

Paulo Skaff, presidente da Fiesp, defendeu que “vivemos um momento mais interessantes para que empresas italianas invistam no Brasil, porque temos uma relação cambial muito interessante”. O empresário disse que “há grandes oportunidades na área de concessões e na área de obras, já que empresas que ocupavam espaço muito forte nessa área são afetadas pela Lava Jato”. Ele também ressaltou que há espaço para investimentos na “indústria de transformação e no agronegócio”.

Sobre o cenário interno, Skaff afirmou que “o problema, hoje, é político, já que os investimentos, o consumo, andam junto com a confiança e a credibilidade”. Ele disse também que a melhora econômica “pode levar esse ano e o ano que vem, mas que em 2017 deveremos ter um cenário melhor”.

Se os aportes italianos parecem pequenos, os investimentos brasileiros são ainda mais tímidos. Entre janeiro e setembro, apenas US$ 15 milhões foram enviados do Brasil para a Itália. O país europeu aparece na vigésima sétima posição entre os mais procurados por investidores brasileiros.

“Não faz sentido que duas economias da mesma dimensão tenham proporção de investimentos tão diferente”, disse Ricardo Monti, presidente da Italian Trade Agency. “Se o Brasil não investir mais no exterior, vai ter problemas para crescer no futuro”, concluiu.

DCI – 05/11/2015

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OCDE avalia que o Brasil vive momento crítico

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê queda de 3,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano e de 1,2% em 2016. Em relatório divulgado ontem, a entidade afirma que o país vive “um momento crítico” com problemas nas contas públicas e preços em alta. Além disso, fez uma série de recomendações para que haja melhora das finanças públicas, volta da inflação à meta e redução de “vulnerabilidades de médio prazo”, como endividamento de empresas e famílias e o corte de investimentos da Petrobras.

A entidade avalia que a posição fiscal deteriorada e o envelhecimento da população geram desafios para as contas do país e sugere avanço no ajuste fiscal. Para diminuir gastos, recomenda elevar gradualmente a idade média da aposentadoria. Nos 34 países-membros da OCDE, as pessoas param de trabalhar, em média, entre os 63 e 64 anos de idade atualmente. No Brasil, a média fica entre 50 e 55 anos.

“A queda da taxa de participação dos trabalhadores mais velhos reitera a necessidade de reduzir os incentivos para a aposentadoria antecipada. Isso poderia ser feito com o fortalecimento dos incentivos financeiros para as pessoas se aposentarem mais tarde, por exemplo, oferecendo, neste caso, benefícios mais elevados e introduzindo uma idade mínima para aposentadoria”, afirma o texto.

Além disso, a OCDE sugere indexar aposentadoria e pensões aos preços aplicados ao consumidor, em vez de atrelá-las ao salário mínimo. Segundo a entidade, o Brasil vai precisar controlar a expansão dos gastos públicos, tornando as despesas mais efetivas e reformando o sistema previdenciário.

“O progresso deve continuar nas frentes fiscal e monetária. Reformas estruturais ambiciosas são urgentemente necessárias, para diminuir as lacunas de produtividade com outras economias emergentes, assegurando, ao mesmo tempo, que todos os brasileiros possam compartilhar os frutos da prosperidade”, disse Angel Gurría, secretário-geral da OCDE.

As avaliações da OCDE beneficiam o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na defesa do ajuste fiscal, na mudança de regras da Previdência e em reformas tributárias. Ao comentar o relatório da entidade, Levy afirmou que o governo “tem urgência” em discutir mudanças como a idade mínima para a aposentadoria, ressaltou a necessidade de reduzir despesas com auxílio-doença e destacou que estão sendo discutidas mudanças em aposentadorias rurais para corrigir desequilíbrios.

Segundo o ministro, com os ajustes é possível um Orçamento sustentável. “Senão você tem uma trajetória de médio prazo [de gastos] cada vez maior que o PIB, você está contratando impostos. Enquanto você não tiver a clareza de que não pode ter esse tipo de trajetória, sempre estaremos enfrentando dificuldades fiscais”, disse.

Valor Econômico – 05/11/2015

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Entrevista Ángel Gurría

Falar dos impasses e desafios atuais da economia brasileira não é das tarefas mais simples e agradáveis. Mas o economista mexicano Ángel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), conseguiu fazer isso com elegância em sua passagem de dois dias por Brasília. Manteve o bom humor mesmo trazendo uma bagagem repleta de más notícias — o sétimo estudo bianual da instituição sobre o país foi divulgado ontem.
Em linha com as avaliações de analistas de mercado, a organização derrubou suas projeções para o país. A expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB), que estava em 2,8% dois meses atrás, passa para 3,1%. No próximo ano, a retração vai de 0,7% para 1,2%. E tudo isso apesar de a OCDE ainda contar com superavit primário de 0,1% do PIB — o governo já admite deficit perto de 2% com as pedaladas fiscais.

Mais do que números, porém, revisados com frequência, a pesquisa traz recomendações de longo prazo, incluindo elevação da idade de aposentadoria e eficiência nos gastos públicos, de que Gurría fala em entrevista ao Correio. Ele destaca que a OCDE, uma espécie de associação das principais economias, quer se aproximar mais do Brasil.

O Brasil vai conseguir fazer parte da OCDE?

Nós não empurramos. Isso tende a ser resultado natural de relações mais próximas. O programa de trabalho que assinamos (com o governo na terça-feira) proporciona uma plataforma que nunca tivemos. O Brasil já é, hoje, dos grandes emergentes, o país que participa mais ativamente nos instrumentos nos comitês e subcomitês da OCDE. Já está na família. Isso pode levar à adesão formal do país. Propusemos isso em 2007 e estamos sempre abertos.

Mesmo com o Produto Interno Bruto (PIB) caindo o país seria aceito na organização?

Isso não tem nada a ver. O país pode estar em contração, em grande expansão. Eu acredito que nós podemos ajudar.

Como se pode resolver a questão fiscal do Brasil?

Praticamente todo o deficit é o gasto com juros. O país tem que retomar a dinâmica de superavits fiscais para atenuar o efeito de crescimento da dívida pública.

Como pagar menos juros?

A taxa de juros é resultado da inflação. Se tem mais inflação, tem juros mais altos, para controlar o problema. É preciso dar sinais definitivos, claros, de que o país vai continuar em um processo de ajuste fiscal que permita reduzir a relação entre dívida pública e PIB. É importante aumentar a idade (para a aposentadoria).

Uma proposta da OCDE é autonomia formal ao Banco Central (BC), com mandatos fixos para os diretores. Alguns veem risco de juros ainda maiores com isso.

O BC já tem muita independência. A questão não é se estão fazendo a política correta, é que ela pode mudar por causa das influências políticas. A credibilidade, o impacto das políticas do BC, não são os mesmos que seriam se o país tivesse um BC formalmente independente. O Brasil pode entrar em círculo virtuoso, em que sinais fortes sobre o ajuste fiscal levem a queda de juros, e os resultados fiscais depois proporcionem reduções ainda mais fortes. Hoje se gasta no Brasil mais com juros mais do que com educação: 9% do PIB. No México, são 2,6%. No Chile, 0,6%.

A OCDE destaca que o Brasil tem baixa produtividade.

Como melhorar?

Desenvolvendo habilidades das pessoas, com educação continuada, investimentos e reformas estruturais. Muitas vezes é necessário reformar a reforma, fazendo ajustes, porque as coisas mudam.

Outro ponto destacado pela OCDE é que a saúde pública é muito cara no Brasil.

E vai se tornar mais cara com o envelhecimento da população. É preciso melhorar a produtividade com atenção básica. Um problema clássico no mundo de hoje é a hospitalização ao mínimo pretexto. Um médico mais velho diria a quem tem dor de cabeça “tome duas aspirinas e me ligue amanhã”. Mas hoje já querem logo fazer uma tomografia.

Como reduzir o impacto da corrupção?

Eliminando oportunidades com sistemas transparentes, mecânicos, automáticos, que as pessoas saibam que não podem manipular. É como a saúde. É melhor prevenir do que remediar.

Isso sabemos como fazer. Temos muita experiência. O combate é uma questão de método, mas também de decisão de colocar em prática todos os processos para ter impacto.

Estamos piores do que outros países?

Ninguém tem medalha de ouro. Países mais transparentes têm os melhores sistemas. Mas não é que a natureza humana favoreça mais a corrupção em um país do que em outro.

Brasileiros estão muito frustrados.

Qual é a sua avaliação sobre a situação que atravessamos?

Houve um superciclo de commodities que está no fim. E o Brasil, como produtor de petróleo, sofre também o impacto da queda de preços e dos investimentos no setor. Não se pode pedir ao Brasil ter situação de bonança. A América Latina como um todo vai crescer menos do que os países da OCDE.

E o Brasil, menos do que a América Latina.

Sim, porque o país é mais afetado pelas circunstâncias de petróleo e commodities. E porque todos se beneficiam de taxas de juros mais baixas, mas o Brasil tem taxas altas.

Juros altos não são consequência de falhas do governo?

São consequência de inflação. Houve muitos aumentos de uma só vez, com preços públicos que se reajustaram depois de permanecerem fixos por muito tempo. Com isso, as negociações empresas e sindicatos se complicam. Há um efeito dominó. Mas é importante fazer reformas ao mesmo tempo em que se faz ajuste fiscal. Isso não é opcional.

Correio Braziliense – 05/11/2015

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Entre os estados, São Paulo fica na frente

A balança comercial por estados teve São Paulo como principal exportador, com embarques de US$ 37,7 bilhões, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em seguida, aparecem Minas Gerais (US$ 18,6 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 15 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 14 bilhões) e Paraná (US$ 12 bilhões).

Entre as regiões, o Sudeste mostrou melhor desempenho nas exportações, com vendas de US$ 78,9 bilhões de janeiro a outubro. Abaixo, aparecem Sul, com embarques de US$ 34,3 bilhões. Centro-Oeste atingiu de US$ 20 bilhões, no Nordeste, foram US$ 12 bilhões e no Norte, de US$ 11 bilhões.

Na balança por municípios, a cidade de São Paulo (SP) foi a que mais exportou (US$ 6,1 bilhões), em seguida figuram Angra dos Reis (RJ), com exportações de US$ 4,7 bilhões, Rio de Janeiro (RJ), com US$ 4,5 bilhões e São José dos Campos (SP), com US$ 3,4 bilhões. Os dados fazem referência à balança comercial das 27 unidades da federação e ainda dos mais de 2.500 municípios brasileiros.

DCI – 05/11/2015

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Para retomar negociação de acordo, União Europeia quer oferta melhor do Mercosul

A União Europeia (UE) sinalizou ao Mercosul que não dá para relançar a negociação do acordo birregional de livre comércio, na qual o governo Dilma Rousseff está particularmente engajado, com a oferta inicial elaborada pelo bloco do Cone Sul. O Valor apurou que o alerta surgiu depois que negociadores dos dois lados trocaram informações adicionais sobre o que seriam seus respectivos níveis de abertura comercial, antes de definirem uma data para a troca formal de ofertas. Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – sem a participação da Venezuela – definiram oferta com 87% das linhas tarifárias no cronograma de liberalização, deixando espaço para barganhar. No entanto, a Comissão Europeia, braço executivo da UE, indicou que o Mercosul precisa fazer um esforço adicional. Para considerar a retomada da negociação, seria preciso se aproximar mais dos 90%, segundo os europeus.

A UE, de seu lado, prometeu melhoras nas cotas de importação de vários produtos agrícolas, mas não indicou itens atingidos nem quantidades. E deixou os países do Mercosul na incerteza sobre até que ponto a oferta europeia pode ser ampliada depois e o que podem ganhar.

A diferença entre 87% e 90% parece pequena, mas não é irrelevante, porque pode deixar fora linhas tarifárias do que mais gera negócios, dependendo do resultado da negociação. Sobretudo, nota importante fonte na área, o que pesa mais no fim das contas é que “o temor dos europeus com o apetite do Mercosul no comércio agrícola é maior do que o apetite deles por abertura para bens industriais no Mercosul”.

Segundo outras fontes, a Comissão Europeia não consultou formalmente os Estados-membros para indicar que o plano de abertura do Mercosul estava longe das expectativas de Bruxelas, principalmente na comparação com o que tem sido negociado com outros parceiros.

Visivelmente há percepções distintas sobre a retomada das negociações. O Brasil e o resto do Mercosul sugerem que a oferta de 87% seria inicial e uma calibragem dependeria do que os europeus colocassem na mesa. Já a Comissão Europeia quer evitar retomar negociações que possam ser bloqueadas logo depois e que se arrastem por anos, mais uma vez. A intenção dos europeus é ter segurança para apenas trocar ofertas que, em seguida, permitam concluir rapidamente a negociação.

Para fontes do Mercosul, os europeus estão mudando as regras do jogo. Argumentam que uma oferta liberalizando 87% do comércio parecia ter mais valor quando a Comissão Europeia era presidida por José Durão Barroso. Já fontes da indústria europeia se dizem decepcionados com o que chamam de pouca ambição do Mercosul. Observam que o bloco do Cone Sul já tinha elevado sua oferta em bens, de 87,8% para 90% em 2004, com a incorporação de têxteis e siderúrgicos.

Além disso, notam que o governo e o setor privado no Brasil mostram interesse na negociação, mas não veem o mesmo engajamento na Argentina, que está em pleno processo eleitoral. Do lado do Mercosul, certas fontes acham que Bruxelas está menos interessada em negociar o acordo birregional com o Mercosul nesse momento, quando se concentra na negociação da Parceria Transatlântica (TTIP) com os EUA.

Os ministros de Comércio dos 28 países da UE devem se reunir no dia 28, quando a negociação com o Mercosul estará na agenda. Indagado pelo Valor, o porta-voz de Comércio da UE, Daniel Rosário, não comentou discussões informais entre negociadores dos dois blocos, mas deixou claro que o acerto é para troca de ofertas até o fim do ano, desde que existam as condições para que sejam bem-sucedidas.

Segundo Rosário, não há, no momento, qualquer encontro marcado entre UE e Mercosul. Sobre a questão envolvendo qual o nível médio de liberalização em outros acordos comerciais assinados pela UE, respondeu que a comparação não pode ser feita, já que as ofertas de abertura de mercado são estabelecidas em diferentes processos de negociação, e que não há uma oferta padrão.

Enquanto isso, o comércio entre UE e Mercosul continua caindo. O fluxo entre os dois blocos encolheu € 11,3 bilhões desde 2012. Os europeus ainda acumulam superávit, mas ele está em queda. Entre janeiro e agosto, a UE teve saldo comercial de € 2,4 bilhões com o Brasil.

Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse esperar que a troca de ofertas entre a União Europeia e o Mercosul aconteça até a primeira semana de dezembro. Segundo ele, em junho foi definido o último trimestre de 2015 para a troca de ofertas. Entretanto, a expectativa do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, era de que tivesse ocorrido em outubro. O chanceler disse ainda que o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, país que preside o Mercosul, vai à Bélgica em meados de novembro para definir a data da troca de ofertas. (Colaborou Lucas Marchesini, de Brasília)

Valor Econômico – 05/11/2015

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Com bom desempenho EUA podem elevar juro até dezembro

A chair do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, sinalizou ontem que o banco central norte-americano pode começar a elevar os juros em dezembro, prosseguindo com uma trajetória lenta de altas enquanto continua a proteger a recuperação econômica.

“A expectativa do comitê é de que a economia continue a crescer em ritmo suficiente para gerar melhoras no mercado de trabalho e trazer de volta a inflação à meta de 2% no médio prazo”, disse Yellen em uma audiência no Congresso. “Se as novas informações sustentarem essa expectativa, então nosso cenário indica que dezembro será uma possibilidade viva”. Segundo ela, a economia vem tendo “boa performance”, mas o Fed ainda adotará uma postura gradual para elevar juros após o primeiro passo. As declarações são as primeiras desde a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) na semana passada, em que o Fed sinalizou que poderá elevar os juros já no próximo mês. Será a primeira alta em uma década e um sinal importante de que o órgão sente que a economia está voltando ao normal.

DCI – 05/11/2015

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Yellen reforça aposta de alta em dezembro

Janet Yellen, a presidente do Federal Reserve (BC dos EUA), afirmou que a economia americana está se saindo bem e que o comitê de política monetária do Fed poderá considerar a possibilidade de aumentar as taxas de juros na reunião do mês que vem.

Os “riscos de deterioração” da economia dos EUA em decorrência dos acontecimentos econômicos e financeiros globais diminuíram desde setembro, disse Yellen em pronunciamento ontem ao Congresso, reiterando a mensagem positiva projetada pelo Fed após a reunião de outubro.

Yellen acrescentou que a capacidade disponível do mercado de trabalho caiu “significativamente” desde o começo do ano, mesmo com a desaceleração recente do ritmo de criação de empregos. Diante disso, a reunião de 15 e 16 de dezembro do Fed será uma “possibilidade real” de um aumento dos juros, acrescentou.

Suas observações levaram a uma alta do dólar e dos rendimentos dos títulos de curto prazo, contribuindo para os ganhos depois do anúncio de dados animadores para o setor de serviços pelo instituto ISM.

No mês passado, os investidores foram pegos no contrapé pelos sinais emitidos pelo Fed após sua reunião de política monetária, de que haveria a possibilidade de alta de juros em dezembro, em razão da diminuição das ameaças externas à economia dos EUA. O Fed, que não aumenta as taxas desde 2006, vem discutindo um aperto de sua política ao longo deste ano.

Em sua reunião de outubro, o Comitê de Mercado Aberto (Fomc) indicou que “poderá ser apropriado ajustar as taxas em nossa próxima reunião”, disse ontem Yellen à Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes. Mas ela acrescentou que “nenhuma decisão foi tomada a esse respeito”. A votação vai depender da avaliação do Fomc sobre as perspectivas econômicas, que serão informadas por dados a serem divulgados nas próximas semanas.

Yellen insistiu que o ritmo do aumento de juros será “gradual e calculado”, reiterando uma mensagem importante que o banco central vem transmitindo este ano.

Um congressista, contemplando uma possível deterioração da economia, perguntou a Yellen se ela poderia descartar a adoção de taxas de juros negativas pelo Fed. Ela disse não ver nenhuma necessidade disso no momento, mas observou que o Fed não tem como hábito descartar opções de política.

“Suponhamos que haja uma deterioração significativa das perspectivas econômicas – algo que não contemplo -, a ponto de termos de dar um maior apoio à economia. Aí a possibilidade de juro negativo seria discutida”, disse. “Mas teríamos que estudar com muito cuidado como eles funcionariam no contexto americano.” A presidente do Fed também enfrentou questionamentos hostis de legisladores republicanos sobre a regulamentação bancária. Eles acusaram o Federal Reserve de falta de transparência.

Valor Econômico – 05/11/2015

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China prevê crescimento da produção industrial acima de 6% em 2015

PEQUIM  –  O ministro da Indústria e Tecnologia da Informação da China, Miao Wei, afirmou nesta quinta-feira que prevê crescimento acima de 6% na produção industrial do país para o ano completo de 2015.

O ritmo deve ser inferior ao crescimento de 8,3% registrado em 2014.

O setor industrial da China tem sofrido com capacidade ociosa e fraca demanda tanto no mercado doméstico quanto no exterior, disse Miao.

Segundo ele, a desaceleração na economia chinesa este ano foi causada ainda pela queda dos investimentos. Nesse cenário, algumas indústrias emergentes não conseguiram compensar a desaceleração nos setores tradicionais.

A produção industrial da China cresceu 5,7% em setembro em relação ao mesmo mês em 2014. Nos primeiros nove meses deste ano, a produção industrial avançou 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A China vai divulgar dados de produção industrial de outubro na próxima quarta-feira.

(Dow Jones Newswires) – Valor Econômico – 05/11/2015

Redação On novembro - 5 - 2015
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