Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Prefeitos pedem suspensão do fechamento parcial da Usiminas em Cubatão

SÃO PAULO  –  Prefeitos das nove cidades da Baixada Santista assinaram nesta terça-feira, em encontro, uma moção pública que pede que a Usiminas reverta, no prazo de 120 dias, a decisão de parar a produção de aço em Cubatão (SP). Participaram da reunião extraordinária o vice-governador Márcio França (PSB), representantes da indústria, comércio e sindicalistas.

A desativação de setores de produção de aço na unidade de Cubatão, conforme o Valor adiantou, redundará na demissão de dois mil funcionários diretos e dois mil indiretos. Segundo prefeitos e líderes sindicais, os cortes podem chegar a oito mil pessoas. A empresa acumula, nos nove primeiros meses de 2015, prejuízo líquido de R$ 2 bilhões.

O pedido de suspensão do fechamento e demissões na Usiminas será apresentado ao presidente da companhia, Romel Erwin de Souza, na quinta-feira, às 15h, na Prefeitura de Cubatão.

O prefeito de Santos (SP) e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), afirmou que o fechamento parcial da Usiminas causaria um impacto “sem precedentes na economia da região neste século”. Em nota, ele afirmou que a questão é de “suma importância para a Baixada Santista e exige trabalho conjunto das autoridades da região e dos governos estadual e federal”.

A Usiminas afirmou, em nota, que entende a movimentação dos setores organizados da sociedade e do meio político em torno do anúncio de desativação temporária das áreas primárias da Usina de Cubatão, e tem consciência do reflexo da medida. Mas sustentou que, devido à crise econômica do país, “é uma decisão inevitável até mesmo para a própria sustentabilidade da empresa, como responsável por outros milhares de empregos, inclusive nas laminações da Usina de Cubatão que permanecerão operando”.

A nota diz ainda que “há anos” a sociedade tem sido alertada sobre “a crescente falta de competitividade da indústria brasileira, com alta tributação, gargalos logísticos, alto custo de energia, intensa volatilidade cambial, falta de investimentos em infraestrutura que dinamizem a demanda aço e falta de isonomia competitiva contra o avanço do aço importado em nosso mercado”.

Devido à crise, afirma a empresa, nos primeiros nove meses deste ano o consumo por aço no país caiu 14% sobre o mesmo período de 2014, que, por sua vez, já havia sido 5,5% menor do que em 2013.

Valor Econômico – 04/11/2015

continue lendo:

Indústria demite

A retração da atividade econômica tem deixado um número cada vez maior de máquinas paradas nas indústrias e provocado aumento das demissões no setor. Em setembro, as fábricas utilizaram apenas 77,7% da capacidade instalada. Com isso, o indicador registrou o menor patamar da série histórica computada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que começou em janeiro de 2003.

Com as vendas em queda e maquinário ocioso, as indústrias continuam dispensando mão de obra. Segundo a CNI, o nível de emprego no setor recuou pelo oitavo mês consecutivo, em setembro, ao cair 1,7% ante agosto. Na comparação com setembro de 2014, a queda foi de 7,9%. Já no acumulado do ano, o número de postos de trabalho recuou 5,5% em relação aos nove primeiros meses do ano passado.

Em consequência da menor oferta de trabalho, o rendimento dos trabalhadores também diminuiu. No mês retrasado, o rendimento médio médio real dos empregados no setor caiu 0,3% ante agosto. Na comparação com setembro de 2014, houve recuo na mesma proporção. A queda do número de empregados e a redução nos salários, enfim, provocaram retração na massa salarial (montante total dos salários pagos). Em setembro, o volume foi 1,6% menor que o do mês anterior e 8,2% inferior ao de setembro de 2014.

Correio Braziliense – 04/11/2015

continue lendo:

Menos contratações, mais informalidade

O desaquecimento da economia reflete na maioria dos setores e, consequentemente, afeta as relações trabalhistas dentro de casa. O aumento da inflação e do desemprego tem impossibilitado a contratação de empregados domésticos e levado muita gente para a informalidade. Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que, de janeiro a agosto, foram admitidos 17.077, 15,9% menos trabalhadores com carteira assinada nos lares do país do que no mesmo período do ano passado.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos três meses encerrados em agosto, havia 6 milhões de domésticos trabalhando, um aumento de 1,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 1,4% ante o mesmo período do ano passado.

Para especialistas, a elevação do número de domésticos, apesar da redução de admissões, é um sinal de que, sem oportunidades com carteira assinada, os trabalhadores estão atuando na informalidade, como diaristas. Segundo o IBGE, no segundo trimestre de 2015, eram 4,08 milhões de trabalhadores sem carteira, crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre.

E o efeito disso não deve ser atribuído exclusivamente à ampliação dos direitos que trabalhadores adquiriram com a regulamentação da Lei das Domésticas, em junho, alertou Marcos Machuca, CEO da Lalabee, empresa de serviços digitais para a gestão de funcionários do setor.

Apesar de reconhecer que, com a emissão do Simples Doméstico, o custo mensal aumentou 26,3% para os patrões que ainda não tinham assinado a carteira de trabalho, e 6,4% para os que já recolhiam o INSS dos empregados, ele lembra que a escalada do custo de vida está castigando os patrões.

“Além dos gastos recorrentes do cotidiano, as despesas com transporte urbano subiram. E isso impacta no custo de manter um trabalhador doméstico”, destacou. Em 12 meses encerrados em setembro, o gasto com empregado doméstico cresceu 8,33%. Já as despesas com transporte público subiram 9,81%, sendo que a alta dos ônibus urbanos no mesmo período foi de 13,91%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. Em Brasília, por exemplo, as tarifas de ônibus foram reajustadas em 33,34% em 20 de setembro. Enquanto a carestia não ceder, Machuca teme que o cenário não será outro além do aumento da informalidade.

» Riscos do atual cenário

O CEO da empresa de serviços digitais Lalabee, Marcos Machuca, alerta para três grandes riscos no atual cenário macroeconômico: a demissão de profissionais domésticos continuar aumentando; haver mais acordos de informalidade; e a ampliação de casos de funcionários serem regularizados pelo salário mínimo e receberem um valor adicional por fora. “É algo totalmente ilegal”, avalia.

Correio Braziliense – 04/11/2015

continue lendo:

Comércio e serviços serão destaques negativos no acumulado deste ano

Com recessão econômica ainda mais profunda, setores de comércio e serviços sentirão ainda mais os reflexos da crise. Segundo especialistas, 2016 será semelhante a 2015 e tanto o Produto Interno Bruto (PIB), como a inflação não terão grandes mudanças.

De acordo com Fábio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apesar da queda no setor industrial ser visível há cinco anos, o setor de comércio e serviços ainda tomava rumos diferentes, situação que, para ele, já está mudando.

“Nos últimos cinco anos, a indústria caía, mas o consumo ainda crescia. No ano passado o consumo já não subiu e, neste ano, vai cair. O setor de comercio e serviços ficaram desconjuntados à indústria. Era um modelo baseado em consumo que não poderia ser sustentado em longo prazo, por correr risco tanto pelo lado da inflação quanto por um déficit externo, e nós tivemos os dois”, avalia.

O boletim Focus, do Banco Central (BC), aponta que as estimativas econômicas do País continuam a se deteriorar.

De janeiro a outubro de 2015, as previsões de evolução dos principais indicadores apresentaram resultados recessivos, refletidos pela crise.

No começo do ano, por exemplo, a previsão era de que o PIB cresceria 0,03% no acumulado de 2015, além do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiria 7,01% e a taxa básica de juros, a Selic, 12,5% ao ano.

No entanto, o último relatório Focus com resultados analisados no dia 30 de outubro, apresentou porcentagens com registros de retração de 3,05% para o PIB, alta de 9,91% para o IPCA e juros estabelecidos em 14,25% ao ano, em 2015.

Para Rafael Baccioti, economista da Tendências Consultoria, apesar de uma expectativa em -2,8% do PIB para o ano que vem e dos resultados positivos vistos na indústria de extração e nos setores externo e agropecuário, por exemplo, a recessão econômica no País ainda liderará o ano que vem.

“As influências negativas ainda predominam no cénário brasileiro, principalmente porque esses setores tem um peso relativamente baixo na conta. A gente ainda pode ver alguns setores contribuindo para segurar um pouco o PIB, mas a retração dos mercados de trabalho e de crédito ainda refletem nessas principais aberturas”, afirma o economista.

Para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), os especialistas ouvidos pelo DCI analisam resultados ainda mais impactantes.

Segundo Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), apesar de todo o setor produtivo “sofrer” os impactos da recessão, as micro e pequenas empresas ainda sinalizam certos “quadros de extrema gravidade”.

“O problema é que por causa desse cenário, 23% das empresas estão usando cheque especial para capital de giro, por exemplo. Esse era um sinalizador de tendências que já despontava das pequenas empresas”, diz Couri.

De acordo com Miguel de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com a incerteza econômica e política, possíveis projeções sobre o futuro financeiro do País são “incógnitas”.

“Há dúvidas até com relação à própria Selic. Eu espero que na última reunião do Copom tenha uma manutenção da taxa, mas dependendo de como o quadro econômico seguir, nada impede um novo aumento. As expectativas estão cada vez piores por causa dessas incertezas e, de um modo geral, quem sente mais é o consumo. Todo mundo sofre, mas naturalmente a micro e pequena empresa está mais vulnerável, entende? O pequeno comércio ainda vai sofrer”, afirma.

Para Pina, o País ficou “um ano inteiro parado politicamente”, o que afetou negativamente as previsões.

“No final do ano passado, os mais pessimistas erraram pra cima na projeção do PIB. As projeções foram se deteriorando e, para esse ano, a previsão já está dada. O que me preocupa é a projeção do ano que vem porque, no fundo, você não tem motivos pra imaginar uma melhora. Temos menos investimentos, empregos, crédito e renda. Não tem como ser um ano melhor”, concluiu o especialista da Fecomercio.

DCI – 04/11/2015 – 04/11/2015

continue lendo:

Caminhoneiros ameaçam greve e preocupam governo federal

A presidente Dilma Rousseff está preocupada com uma nova ameaça de greve dos caminhoneiros, programada inicialmente para a próxima segunda-feira (9), e orientou sua equipe a monitorar e iniciar conversas com líderes do movimento para tentar evitar a paralisação.

O Planalto teme que a greve cause desabastecimento no país, o que pode agravar ainda mais o quadro de recessão econômica.

O ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) já conversou com alguns líderes do setor e obteve deles a informação de que a tentativa de greve está sendo comandada por grupos independentes, o que diminuiria a força do movimento.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), a quem é subordinada a Polícia Rodoviária Federal, também participa do grupo de assessores encarregado de criar uma estratégia para evitar que a paralisação de caminhoneiros ganhe força e crie dificuldades de abastecimento no país.

O tema foi objeto de discussão em reunião, nesta terça-feira (3) em Brasília, da presidente com ministros e líderes do governo no Congresso Nacional.

A mais recente manifestação do caminhoneiros ocorreu em abril deste ano e durou cinco dias, gerando bloqueios em estradas e prejudicando o abastecimento em algumas cidades.

Na ocasião, o movimento perdeu força após o governo prometer intermediar a negociação, com o setor contratante, de uma tabela referencial de preços do frete.

Desta vez, a ordem da presidente é monitorar os movimentos para que nenhuma paralisação desse tipo pegue o governo de surpresa.

No final de outubro, o Comando Nacional do Transporte, grupo de caminhoneiros que se declara independente de sindicatos, divulgou nota em seus perfis nas redes sociais prometendo greve geral para o dia 9.

Segundo o comunicado, os principais movimentos que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como o Vem Pra Rua, o Revoltados Online e o MBL (Movimento Brasil Livre), apoiam a paralisação da classe.

Esse apoio é outra preocupação do Planalto, porque pode gerar uma agenda política negativa no momento em que perdeu força, dentro do Congresso, a estratégia da oposição para tentar abrir um processo de impedimento contra a presidente.

REIVINDICAÇÃO

O grupo de caminhoneiros reivindica desde o início do ano a redução do preço do óleo diesel, a criação do frete mínimo, salário unificado em todo o país e a liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para transportadores autônomos. Querem também ajuda federal para refinanciamento de dívidas de compra de seus veículos.

A página do Facebook do Comando Nacional do Transporte conta hoje com cerca de 25,5 mil seguidores.

Folha de S.Paulo – 04/11/2015

Redação On novembro - 4 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.