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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Brasil compra menos e afeta países vizinhos, afirma OMC

O forte declínio das importações no Brasil tem afetado as exportações dos países vizinhos, constata a Organização Mundial do Comércio (OMC). As compras brasileiras no exterior caíram 9,6% no primeiro semestre, enquanto as exportações aumentaram 11,5% no período.

Na América do Sul e América Central, as importações sofreram contração de 5,6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o semestre anterior. Na avaliação da OMC, a recuperação do comércio exterior na região só deve ocorrer em 2016, na medida em que o Brasil conseguir estabilizar sua economia e as importações do país forem retomadas.

Em relatório, a OMC mostra ainda que o Brasil deixou de ser o país que mais abre investigações contra importações com preços considerados desleais. Foram abertas no primeiro semestre deste ano 15 investigações antidumping no país ante 29 no mesmo período do ano passado. Já os Estados Unidos assumiram a liderança, com 15 investigações, ante 12 no primeiro semestre de 2014.

Valor Econômico – 03/11/2015

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Programa de apoio à exportação perde R$ 18,5 milhões até setembro

O Proex, Programa de Financiamento às Exportações, recebeu R$ 369,5 milhões do Tesouro Nacional até o final de setembro em 2015. O valor é 4,8% inferior ao investido em igual período no ano passado, quando o montante chegou a R$ 388,1 milhões.

A queda dos incentivos para negociações internacionais acontece em fase de retração do valor obtido pelas exportações brasileiras. Até a quarta semana de outubro, R$ 156,9 milhões foram recebidos em vendas para o exterior, baixa de 16% em comparação com igual período do ano passado, quando os produtos nacionais renderam R$ 188 milhões.

“O Proex é importantíssimo para dar competitividade para as exportações brasileiras e melhorar o saldo da balança comercial”, afirmou Lucia Helena Monteiro Souza, sócia da consultoria Barral M Jorge. “Tendo em vista a situação de ajuste fiscal, seria importante que o apoio às exportações não fosse prejudicado. Em vários países, o comércio exterior é fortalecido em época de crise. Se o mercado interno está fraco, é necessário buscar demanda lá fora”, concluiu.

A especialista destacou a relevância do programa para a indústria: “a área de equalização do Proex incentiva, principalmente, a venda de manufaturados, que é o que faz volume na balança comercial, amenizando o custo de financiamento das exportações da indústria brasileira e melhorando sua competitividade”.

Entre janeiro e setembro deste ano, a venda de manufaturados trouxe US$ 53,7 bilhões para o País, 37% do total da pauta de exportação nacional. O valor é 11% inferior ao registrado nos nove meses no ano passado. A exportação de produtos básicos, as chamadas commodities, gerou bem mais para o País em 2015: US$ 67,5 bilhões, ou 47% do total.

Lucia Helena lembrou também que o Proex “tem grande importância para as empresas brasileiras de menor porte”. A área de financiamento do programa apoia exportações de companhias com faturamento bruto anual de até R$ 600 milhões. “Esse tipo de investimento estimula a produção nacional e, consequentemente, gera empregos”, completou a especialista.

Para Tharcisio Santos, professor de economia da FAAP, “é uma judiação a queda de recursos do Proex”. Ele disse também que “em período de ajuste fiscal, alguns cortes são necessários e completamente aceitáveis, mas esse não é o caso de programas de auxílio para exportadores”.

Saldo comercial

Até a quarta semana de outubro, a balança comercial brasileira (exportações menos importações) registrou superávit de US$ 11,1 bilhões. Lucia Helena ressaltou que o resultado “não vem de um crescimento nas exportações” e afirmou que “o saldo só não é pior porque as importações estão caindo mais aceleradamente”. Ainda no período citado acima, US$ 145,8 bilhões foram gastos em compras no exterior, US$ 45 bilhões a menos do que o acumulado até a quarta semana de outubro no ano passado.

Sobre o futuro das exportações brasileiras, Santos estimou que “haverá aumento das vendas graças ao overshooting cambial [alta do dólar], mas, ainda assim, o produto brasileiro não melhorou, não inovou, sendo apenas ajudado pelo momento atual do câmbio”. O professor também alertou que a queda nas importações, acentuada pela desvalorização do real, “pode prejudicar a economia e o desenvolvimento da indústria no País”.

DCI – 03/11/2015

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ThyssenKrupp passa a exportar mais com o dólar valorizado

A ThyssenKruppp, conglomerado alemão com negócios em componentes automotivos, equipamentos industriais, elevadores e siderurgia, colocou em operação na semana passada uma nova unidade de negócios no Brasil – uma fábrica de autopeças. Em razão da contração da indústria automotiva no país, a instalação, em Poços de Caldas (MG), inicia produção com metade (500 mil peças ao ano) da capacidade projetada.

Do investimento total em Poços de Caldas, de R$ 100 milhões, devido ao encolhimento da demanda, foi aplicado 60%. “Vamos ocupar a capacidade mais devagar que o previsto. O restante, vamos definir quando o mercado voltar a mostrar sinais de recuperação”, disse ao Valor o presidente da companhia na América Latina, Michael Hollermann.

A fábrica mineira começa empregando 60 pessoas. Quando for inteiramente ocupada no futuro, com o restante do investimento para adquirir mais equipamentos, vai atingir 170 funcionários.

O executivo informa que essa unidade está dotada de tecnologia de última geração, toda automatizada, ao mesmo tempo que outras linhas na Alemanha e China, para fazer o eixo comando de válvula. O componente tem como cliente a plataforma de carros da Volkswagen no Brasil. No futuro deve ser adaptado para outras marcas. Sua maior vantagem, diz, é ser mais leve, com menor consumo de combustível e emissão de gás carbônico na atmosfera.

Na área automotiva, a companhia está equilibrando o desempenho de suas operações no Brasil graças a aumento nas exportações, favorecidas pelo dólar valorizado e pelos canais de exportação que abriu nos últimos cinco a seis anos, informou o executivo. A fabricação de autopeças em Campo Limpo Paulista (SP), por exemplo, já tem 75% das vendas destinadas ao exterior, para diversos mercados. “Como companhia é global, temos as vantagens tecnológicas e de acesso a mercados. Agora, contamos também com maior competitividade do câmbio”, disse Hollerman. Antes da retração, os embarques representavam cerca de 45%.

Também no negócio de elevadores a Thyssen vem desovando parcela da produção ao exterior, especialmente na América do Sul. A fábrica situada em Guaíba (RS), que ganhou expansão de 30% na capacidade, está embarcando kits de elevadores para Colômbia, Panamá e Chile. “São as vantagens de uma gestão centralizada na região”, afirmou Hollermann.

Uma área em expansão no país, que favorece o grupo, é a de energia eólica, com fabricação de peças de aerogerador

Segundo o executivo, o mercado de elevadores enfrenta retração de 15% a 25% no Brasil, dependendo do segmento. Em pedidos novos, a TK Elevadores sente recuo da ordem de dois dígitos. O setor sofre com a queda de lançamentos imobiliários nos últimos anos – destaque para grandes edifícios – e com a paralisia em obras de infraestrutura, como aeroportos e linhas de metrô.

A área de equipamentos para atividades industriais de mineração, cimento, siderurgia e outras também enfrenta baixa demanda. Compensa com algumas vendas na região, como Colômbia, onde ganhou contrato para uma grande fábrica de cimento.

Nesse negócio, uma boa notícia do Brasil vem da área de geração de energia eólica. Em Diadema (SP), a Thyssen fabrica rolamentos para os aerogeradores fabricados por diversos grupos, como GE, Gamesa, Avec e Acciona. “É um mercado bem disputado”, disse o executivo, que no mínimo uma vez por mês viaja à Alemanha para reportar a situação e o desempenho dos negócios.

A produção de aço semiacabado (placas) da ThyssenKrupp CSA, siderúrgica localizada no Rio de Janeiro, está estável. “Estamos operando no nível desenhado de 80% da capacidade instalada – 5 milhões de toneladas ao ano -, exportando para os EUA, México e Europa (Alemanha e Leste Europeu)”, diz Hollermann. A CSA, uma associação com a Vale (27%), segundo ele, gostaria de elevar a produção, mas o mercado de aço no mundo está deprimido, com excesso de oferta e preços em queda.

A empresa, que vai divulgar seus dados anuais, cujo ano fiscal encerrou em 30 de setembro, no dia 19 deste mês, não informa números financeiros. No ano passado, a receita líquida no Brasil atingiu a cifra de R$ 9,3 bilhões, sendo 60% desse valor com a CSA, 27% com componentes e equipamentos e 13% com elevadores.

Hollerman disse que os ajustes do quadro de pessoal no país devido à crise acabou equilibrado, com cortes em algumas áreas mas contratações em outras (nova linha de Campo Limpo e Poços de Caldas). A empresa tem 12 mil funcionários no Brasil – 38% nas áreas de componentes e plantas industriais, 33% na de elevadores e 29% na atividade siderúrgica.

O grupo tem plano de investimento de R$ 2 bilhões até 2020 no país. Sua aplicação vai ser ajustada conforme as condições do desempenho da economia local.

Valor Econômico – 03/11/2015

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Cúpula do Mercosul no Paraguai debaterá as negociações com a UE

A próxima cúpula do Mercosul, que acontecerá em 21 de dezembro em Assunção, analisará as negociações para um acordo de livre-comércio com a União Europeia, informou nesta segunda-feira o ministro paraguaio das Relações Exteriores, Eladio Loizaga.

A UE e o Mercosul negociam há quase duas décadas um acordo de livre-comércio.

Em junho duas partes concordaram em fazer uma troca de ofertas tarifárias no último trimestre deste ano, como um passo prévio à retomada das negociações de um tratado de livre-comércio entre os blocos.

A UE espera que em 10 anos cerca de 90% de suas exportações para o Mercosul ingressem livres de tarifas.

O Mercosul se concentra na negociação sobretudo na liberalização do comércio de produtos agropecuários e lácteos, como carne, cereais no bloco europeu.

Correio Braziliense – 03/11/2015

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Camex reduz taxa do Imposto de Importação de 4 produtos

A Câmara de Comércio Exterior, presidida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), aprovou a redução da alíquota do Imposto de Importação de quatro produtos.

As sardinhas congeladas tiveram alíquota alterada de 10% para 2%, pelo período de seis meses. A compra com imposto reduzido é limitada a uma cota de 30 mil toneladas. A sardinha congelada é utilizada para fabricação de conservas de sardinha, segundo a Camex.

Já os inseticidas à base de fosfeto de alumínio tiveram redução de alíquota de 14% para 2%, por 12 meses, com cota de 1.250 toneladas. Resinas copoliésteres, usadas na produção de chapas, cartões e crédito, entre outros, passou de 14% para 2%, assim como para MDI polimérico, aplicados na fabricação de espumas flexíveis e semirrígidas.

DCI – 03/11/2015

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Atividade industrial chinesa tem contração em outubro

A atividade do setor industrial da China contraiu de forma inesperada em outubro pelo terceiro mês seguido, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial ontem, alimentando temores de que a economia ainda pode estar perdendo ímpeto.

Ampliando as preocupações, o setor de serviços da China, que tem sido um dos poucos pontos favoráveis na economia, também mostrou sinais de desaceleração no mês passado, expandindo no ritmo mais fraco em quase sete anos.

“Embora o PMI tenha estabilizado, é cedo demais para confirmar que saiu do nível mais baixo”, escreveram economistas do ANZ Bank em nota.

O PMI oficial de indústria atingiu 49,8 pontos em outubro, repetindo o ritmo do mês anterior e abaixo das expectativas do mercado de 50,0, de acordo com a Agência Nacional de Estatísticas. Leitura abaixo de 50 pontos sugere contração.

Em relação ao setor de serviços, cujo crescimento tem ajudado a compensar a persistente fraqueza na indústria, o PMI oficial caiu para 53,1 em outubro ante 53,4 em setembro. Embora ainda seja um ritmo sólido de expansão, foi a leitura mais baixa desde o final de 2008, durante a crise financeira global.

Consumo. Na semana passada, o Congresso do Partido Comunista da China aprovou o novo plano quinquenal para a economia do país, após uma reunião de quatro dias.

Ficou decidido que o governo permitirá que o consumo contribua mais para o crescimento econômico, mas não foi especificada a taxa de crescimento almejada pelas autoridades.

O órgão, integrado por cerca de 300 lideranças do partido que comanda o país, definiu que o crescimento ficará em patamar “médio-alto” nos próximos cinco anos, porém sem especificar em números o nível desejado.

O Estado de S.Paulo – 03/11/2015

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EUA caem em índice de transparência

Os Estados Unidos possuem um dos piores registros de combate à falta de transparência financeira, o que permite que os ricos escapem de impostos ou escondam o seu dinheiro no exterior, segundo um estudo divulgado ontem. Os esforços dos países em combater essas práticas cresceram nos últimos anos, na medida em que os governos tentavam responder à indignação pública com a desigualdade e a evasão fiscal. Mas nos EUA e na Alemanha, os indicadores pioraram, diz a Tax Justice Network (TJN), em seu índice bianual sobre transparência financeira.

Os EUA tiveram um desempenho pior que o das Ilhas Cayman, de Luxemburgo ou que o dos Emirados Árabes Unidos, que estão também entre os dez piores classificados. Entre as razões para a má performance está a decisão de Washington de não compartilhar de um sistema global de troca de informações bancárias. Em oitava posição no ranking global de pior desempenho, a Alemanha é uma “ameaça crescente à transparência financeira”, diz o documento global.

De acordo com a TJN, sediada no Reino Unido, até US$ 32 trilhões de capital privado foram “escondidos” em paraísos fiscais, onde a taxação é baixa ou nula. Os fluxos financeiros ilícitos no exterior são estimados em mais de US$ 1 trilhão anualmente. Só a África perdeu esse montante desde 1970, com a prática de suas elites endinheiradas de transferir o capital para o exterior.

Conforme a TJN, os países falharam em promover a transparência ou em bloquear informações sobre transações de multinacionais que migraram lucros para outras localizadas como forma de escapar de altos impostos. Na tentativa de combater a evasão fiscal, a União Europeia passou a exigir que grandes empresas forneçam dados financeiros discriminados por países.

O governo de Barack Obama tem tentado junto ao governo da Suíça obter informações sobre americanos que tentam evitar as taxas nos EUA, mas a performance da maior economia do mundo deixa bastante a desejar quando ela própria tem de fazer a lição de casa, afirma a entidade britânica. Os piores, dentro dos EUA, são os Estados de Delaware, Wyoming e Nevada, conforme a TJN.

Valor Econômico – 03/11/2015

Redação On novembro - 3 - 2015
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