Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Siderúrgicas se reorganizam para enfrentar cenário de retração no País

O setor siderúrgico brasileiro está se reestruturando para enfrentar o cenário de retração. Empresas têm adotado medidas como a paralisação temporária de operações, corte de investimentos e oferta pública de ações para mitigar os impactos da crise no caixa.

Nesta quinta-feira (29), as siderúrgicas Gerdau e Usiminas reportaram prejuízo diante do impacto cambial nas operações, arrefecimento da demanda doméstica e pressão da sobrecapacidade global sobre os preços.

“Com o enfraquecimento expressivo dos principais setores demandantes de aço no País, que vem sendo contínuo nos últimos meses, as siderúrgicas têm apresentado planos de reestruturação para encarar este momento delicado do setor”, afirma o analista de siderurgia da Tendências, Felipe Beraldi.

Para o analista da UM Investimentos, Aldo Moniz, as empresas precisam fazer a lição de casa. “A possibilidade de a receita aumentar é cada vez menor e não há muito espaço para crescimento da demanda”, pondera.

A Usiminas anunciou que vai paralisar temporariamente as operações primárias de seu maior complexo em Cubatão (SP), restando na planta apenas a laminação a quente, a laminação a frio e as atividades portuárias.

“Já tomamos algumas medidas de adequação à demanda recentemente. Estamos dando mais um passo nesse sentido”, afirmou em teleconferência com investidores o diretor vice-presidente de finanças e relações com investidores da Usiminas, Ronald Seckelmann. Ele acrescenta que estas decisões devem surtir efeitos graduais. “Não estamos fazendo nenhuma revolução, apenas melhorias contínuas”.

A empresa informou que, com a paralisação de parte do complexo de Cubatão, o suprimento de placas das operações da Baixada Santista deve vir da unidade de Ipatinga (MG) ou de terceiros. “O que for mais interessante para a companhia”, acrescentou.

A siderúrgica anunciou ainda que os investimentos em bens de capital (capex) devem ficar em R$ 750 milhões neste ano, recuo de pouco mais de 30% em relação a 2014.

Para 2016, a previsão da Usiminas é que o capex caia pela metade em relação a este ano.”A projeção se deve à decisão de paralisar parte das operações da planta de Cubatão, mas esse patamar não deve se manter para os próximos anos”, salienta Seckelmann.

Endividamento

Principalmente devido à escalada do dólar, o endividamento das siderúrgicas cresceu no curto prazo. De acordo com Moniz, a situação é mais preocupante para empresas que dependem majoritariamente do mercado doméstico, como Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

“A parcela em dólar da dívida dessas empresas preocupa e uma saída para estancar o aumento das despesas seria a realização de desinvestimentos”, comenta. Ele ressalta que a situação é um pouco mais confortável para a Gerdau, que possui maior parte da receita vinda de suas operações internacionais, nos EUA e na Ásia.

Em teleconferência com jornalistas ontem, o vice-presidente financeiro da Gerdau, Harley Lorentz Scardoelli, estimou que em um ou dois trimestres o câmbio já deve começar a mostrar efeito positivo sobre o caixa da empresa. “Num primeiro momento, sentimos o efeito na alavancagem. Mas a tendência é que no curto prazo as operações nos EUA e em outros países corrijam essa distorção”, pontuou.

Para ajudar na saúde financeira da companhia, a Gerdau anunciou que vai realizar uma oferta pública de ações preferenciais e ordinárias da Metalúrgica Gerdau, que deve ser concluída ainda este ano.

“Estamos trabalhando para melhorar nossas operações e essa oferta deve nos auxiliar”, afirmou o diretor-presidente André B. Johannpeter.

Na avaliação do analista da UM Investimentos, essa decisão já poderia ter sido tomada. “Mas no geral, o desempenho da Gerdau veio surpreendentemente positivo”, diz Moniz.

Em relação aos movimentos da Usiminas, o analista afirma que o mercado se mostra preocupado. “Prova disso são as oscilações dos papeis da companhia. A siderúrgica precisa recuperar a confiança na sua governança”, pondera.

Ele destaca que, apesar dos resultados, a Usiminas tem trabalhado para reduzir custos. “Não consigo enxergar onde mais a empresa poderia ganhar eficiência”, acrescenta.

Segundo o diretor vice-presidente comercial da Usiminas, Sérgio Leite, os prêmios da empresa giram em torno de 5% a 6%, atualmente. Ele revela que, para 2016, a posição da companhia é de aumento de preços. “Tanto para a indústria em geral como para o setor automotivo”, relata.

Leite disse ainda que as negociações com as montadoras estão em curso. “Sabemos que a situação é delicada justamente por conta do cenário, mas nossa posição será de aumento para o ano que vem”, defende. Segundo projeção da Tendências, a expectativa é que o câmbio impacte positivamente os preços no mercado doméstico em 2016.

DCI – 30/10/2015

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Empresas de primeira linha preferem os empréstimos sindicalizados

Cristiane Lucchesi e Filipe Pacheco

Para um seleto grupo de empresas do Brasil, ainda é possível encontrar crédito abundante com taxas de juros relativamente baixas.

Os tomadores de empréstimos com o menor risco de crédito do país estão recorrendo aos empréstimos sindicalizados em um momento em que um recorde nos calotes corporativos e a crise global dos mercados emergentes sufocam a demanda por eurobônus emitidos no exterior. As vendas de eurobônus caíram 82 por cento neste ano, para US$ 7,79 bilhões, ao passo que os empréstimos sindicalizados caíram menos, 23 por cento, segundo dados compilados pela Bloomberg. Até esta altura do ano, os empréstimos sindicalizados somam US$ 9,3 bilhões e há pelo menos mais US$ 1 bilhão a caminho, superando as vendas de eurobônus estrangeiros pela primeira vez desde 2008.

Para um punhado de empresas — que poderiam ser consideradas a elite dos empréstimos do Brasil –, os spreads dos empréstimos permaneceram estáveis e em alguns casos diminuíram, mesmo após a classificação soberana do Brasil sofrer quatro rebaixamentos desde 2014, incluindo um corte para o grau especulativo realizado pela Standard Poor’s no mês passado. A siderúrgica Gerdau SA, a mineradora Vale SA e a Fibria Celulose SA fazem parte desse clube exclusivo. Embora essas empresas tenham sofrido um impacto durante a queda das commodities, elas têm duas coisas a seu favor: estão entre as poucas com grau de investimento do Brasil e, como grandes exportadoras, têm uma exposição menor à crise doméstica que está puxando seus pares para baixo.

“Existe um excesso de liquidez para as empresas com melhor classificação de risco de crédito no mercado de empréstimos sindicalizados para Brasil”, disse Ernesto Meyer, chefe da área de empréstimos sindicalizados para a América Latina do BNP Paribas, o primeiro colocado no ranking de coordenador líder pelo segundo ano consecutivo. “Os spreads não estão subindo para elas”.

A Gerdau é a mais recente grande tomadora de empréstimos a tirar vantagem das taxas baixas em um empréstimo que está em suas fases finais. A maior siderúrgica da América Latina está fechando US$ 1 bilhão em financiamento com um grupo de 13 instituições financeiras liderado pelo Banco Santander Brasil SA, segundo uma fonte informada sobre o assunto que pediu anonimato para discutir os termos.

A Gerdau está pagando 155 pontos-base sobre a taxa interbancária de Londres, conhecida como Libor, ou 2,38 por cento ao ano, pelo empréstimo de três anos que poderá ser estendido por mais dois anos. Em 2013, a empresa com sede em Porto Alegre, no Brasil, recebeu um empréstimo rotativo de três anos de US$ 1 bilhão com um spread de 175 pontos-base. Enquanto isso, o rendimento de seus US$ 1,2 bilhão em eurobônus com vencimento em 2020 subiu para 7,14 por cento na quarta-feira, contra 4,5 por cento seis meses atrás.

‘Fuga para a qualidade’

A Fibria obteve um empréstimo pagando um spread de 155 pontos-base sobre a Libor em agosto pela fatia com prazo de seis anos, menos que o spread de 180 pontos-base que pagou por um empréstimo de oito anos de US$ 300 milhões em 2011, segundo dados compilados pela Bloomberg. Seus US$ 600 milhões em eurobônus com vencimento em 2024 têm um rendimento de 5,49 por cento. Em maio, a Vale captou US$ 3 bilhões com um empréstimo sindicalizado, o maior do ano.

O excesso de crédito para os tomadores de empréstimos de menor risco é o resultado de uma “fuga para a qualidade” depois que pelo menos 20 grandes empresas deram calote ou tentaram reestruturar seus empréstimos sindicalizados neste ano em setores como agricultura, exploração de petróleo offshore, mineração e construção, disse Samuel Canineu, chefe de empréstimos sindicalizados para a América Latina do ING Groep NV.

O número de corporações pedindo recuperação judicial no Brasil subiu em setembro a um nível recorde pelo terceiro mês seguido, para 147 casos, quase o triplo do número de um ano atrás, segundo a Serasa Experian, que monitora os dados.

Em uma pesquisa do Banco Central divulgada na segunda-feira, os economistas projetaram que o produto interno bruto sofrerá uma contração de 3,02 por cento neste ano e de 1,43 por cento no ano que vem, o que representaria a recessão mais longa desde a Grande Depressão. O abrangente escândalo de corrupção na gigante petrolífera estatal Petrobras, que está piorando a recessão, também provoca calotes entre os fornecedores. (Bloomberg / Título em inglês: ‘In Brazil, an Elite Borrowers Club All Companies Want to Join’)

Fonte: UOL

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GM oferece até carro por adesão a demissão voluntária em São José, SP

Montadora abriu PDV nesta quinta (29) direcionado a trabalhador lesionado. Além do carro, operários vão ganhar de 16 a 25 salários extras.

A General Motors abriu nesta quinta-feira (29) um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para a planta de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Para atrair os trabalhadores, a empresa oferece, além de benefícios como o pagamento de salários extras, um veículo 0KM.

A proposta da montadora, a exemplo doprograma lançado em fevereiro deste ano, é direcionado aos trabalhadores horistas que têm estabilidade por conta de restrições médicas.

O Sindicato dos Metalúrgicos, que representa os trabalhadores, não soube informar quantos funcionários atendem a este perfil. A unidade emprega cerca de 5 mil trabalhadores.

A multinacional oferece pelas adesões um benefício que varia de 16 a 25 salários extras, de acordo com o tempo de registro do empregado na empresa, um Prisma avaliado em cerca de R$ 45 mil e plano médico por dois anos após a demissão. Os benefícios serão somados às verbas rescisórias, como proporcional do salário do mês, do 13º, multa de 40% do FGTS e aviso prévio.

Os interessados devem aderir ao PDV até a próxima terça-feira (3). Segundo a empresa informou aos trabalhadores, a medida é para adequar a mão de obra da fábrica, que produz os modelos S10 e Trailblazer.

O sindicato informou que o mecanismo pode evitar demissões. “Fomos informados pela empresa há duas semanas sobre esse PDV. O sindicato é contra as demissões, então a partir da abertura do PDV, vamos monitorar para que não haja pressão sobre o trabalhador para as adesões”, afirmou o presidente do sindicato Antônio Ferreira de Barros ‘Macapá’.

Ele disse ainda que a empresa não informou a meta do programa que incentiva a saída dos funcionários. “No programa aberto em fevereiro, bem parecido com esse, foram cerca de 100 adesões”, afirmou.

Montadora

A GM informou em nota apenas que o PDV é voltado para os trabalhadores horistas e que a medida tem como objetivo adequar a produção à atual demanda do mercado. Questionada, a empresa não informou se tem meta de adesões ao programa.

Fonte: G1

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Montadoras têm pior outubro desde 2006

As montadoras brasileiras tiveram neste mês o pior outubro em nove anos, viram a queda de suas vendas se aprofundar ainda mais – aproximando-se de 24% no acumulado de 2015 – e, diante de uma crise interminável, com estoques nas alturas, estão programando novas paradas de produção para novembro, bem como um recesso de fim de ano mais longo do que o normal nas fábricas de caminhões.

Dados preliminares, com base em licenciamentos registrados até quarta-feira, mostram que as compras de veículos novos – entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus – recuam 34,4% em relação a outubro de 2014. Os volumes também estão um pouco abaixo – com queda, até agora, de 1,6% – se comparado a setembro, até então o mês com o ritmo diário mais baixo do ano.

A baixa das vendas no acumulado de 2015, que estava em 22,7% no fim de setembro, avançou para 23,8%, ou uma diferença de 663 mil veículos ao que a indústria já tinha comercializado nessa época em 2014. Em outras palavras, o tombo é comparável à perda de dois bons meses de venda.

Pelo ritmo verificado até agora, outubro caminha para terminar com menos de 200 mil veículos licenciados, uma situação vista neste ano apenas em fevereiro, mês de resultado prejudicado pelo feriado de Carnaval. Se considerados apenas os números de outubro na série histórica, não se via desempenho tão fraco desde 2006, quando pouco mais de 175 mil unidades foram entregues em igual mês.

Com a injeção de recursos do décimo terceiro salário na economia, o consumo normalmente tem um aquecimento no último bimestre mas, em geral, as montadoras não esperam grande mudança em relação ao movimento dos últimos meses. A falta de confiança dos consumidores e a paralisia econômica, agravadas pela crise política, justificam o pessimismo. A cada dia que abriram as portas neste mês, as concessionárias venderam número inferior a 9 mil carros, 3,7 mil a menos do que em um ano atrás.

As projeções divulgadas pela entidade representativa do setor, a Anfavea, apontam para emplacamentos de 2,54 milhões de veículos em 2015, o que significaria uma queda de 27,4% frente ao volume do ano passado. Ou seja, a indústria automobilística acredita que a recessão vai se acentuar ainda mais, sobretudo porque suas estatísticas terão uma base comparativa fortíssima na reta final do ano. Dezembro de 2014, quando consumidores correram às lojas para aproveitar a última chance de comprar automóveis com descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), foi o terceiro melhor mês do setor na história.

O resultado disso é que o ritmo das linhas de montagem tende a continuar reduzido. Enquanto a Fiat vai suspender a produção na terça-feira e na quarta-feira da semana que vem, a Volkswagen concederá férias coletivas a partir de 9 de novembro na fábrica que produz os modelos Fox e Golf em São José dos Pinhais, no Paraná. O primeiro turno vai parar por dez dias. Já a equipe da tarde será dispensada por um período mais longo: 20 dias.

É uma saída preliminar para a Volks conter a produção enquanto aguarda a chancela do governo ao acordo recentemente fechado com os funcionários do parque paranaense de adesão ao programa de proteção ao emprego, o PPE. A partir do PPE, também aprovado nas demais unidades da montadora no país, a fábrica poderá, na prática, parar um dia por semana, sem que a empresa tenha que arcar com os custos salariais dessa paralisação.

Embora a maioria das empresas ainda esteja definindo como será o esquema de fim de ano, alguns fabricantes de caminhões já comunicaram a sindicatos planos de conceder férias coletivas mais longas do que o recesso tradicional entre as semanas do Natal e do Ano Novo. Para os operários da Scania no ABC paulista, as férias, segundo o sindicato da região, devem começar em 21 de dezembro, com retorno apenas em 25 de janeiro. Serão, portanto, cinco semanas inteiras sem produção na fábrica da marca sueca, que também para hoje. Procurada, a Scania informou que esse planejamento ainda terá que ser confirmado.

A Iveco, por sua vez, planeja dar 30 dias de férias na fábrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais, a partir de 14 de dezembro, conforme informação do sindicato ainda não comentada pela companhia.

Tanto a Mercedes-Benz como a MAN, as duas maiores fabricantes de veículos comerciais pesados do país, ainda não acertaram as férias de fim de ano. O presidente da Mercedes, Philipp Schiemer, já adiantou, porém, que a montadora deve parar durante “boa parte” de dezembro.

Dados da Anfavea mostram que a produção de veículos no Brasil caiu 20,1% entre janeiro e setembro, para o menor volume em nove anos. Mesmo assim, os estoques continuam altos. No fechamento de setembro, o encalhe nos pátios de fábricas e concessionárias era suficiente para 52 dias de venda.

Valor Econômico – 30/10/2015

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Usiminas interrompe atividades em Cubatão e deve demitir 4 mil

A Usiminas decidiu interromper temporariamente as atividades das áreas primárias da Usina de Cubatão, em São Paulo. Segundo comunicado da companhia enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o processo de desativação será gradual e deverá ser concluído num prazo de três a quatro meses.

“O referido ajuste objetiva reposicionar a Usiminas em um novo patamar de escala e competitividade perante um contexto econômico de deterioração progressiva do mercado siderúrgico”, justificou a Usiminas, no documento.

A Usiminas, em nota enviada ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, informou que as demissões chegarão a 4 mil empregos devido ao processo de desativação das áreas primárias da usina de Cubatão (SP). De postos diretos serão 2 mil desligamentos e indiretos, embora ainda esteja sendo mensurado, também são estimadas 2 mil demissões.

“Este ajuste no quadro funcional deverá ocorrer com mais intensidade no inicio de 2016, acompanhando o cronograma de desligamento dos equipamentos da usina, que deverá ser concluído em três ou quatro meses”, esclareceu a empresa, no comunicado.

No início da tarde de hoje, o presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, Florêncio Rezende de Sá, disse que as demissões poderiam chegar a mais de 8 mil empregados diretos e indiretos e informou que a Usiminas comunicou a decisão de interromper as atividades da unidade apenas hoje, mas sem detalhar prazos e quantidade total. Ainda nos cálculos dele, a siderúrgica gera 10 mil empregos diretos e indiretos na região.

O sindicato vai aguardar que a empresa apresente um plano detalhado sobre as demissões, mas não descarta manifestações, greves e disputas judiciais.

A Usiminas tem consciência do impacto social desta medida sobre a empregabilidade na região. “A desativação foi necessária para a própria sustentabilidade da Usiminas como empresa e, como tal, movimentadora de uma cadeia produtiva estratégica para a economia”, destacou a Usiminas.

A Usina de Cubatão já havia tido um de seus dois altos-fornos desligados em maio deste ano, bem como seu laminador de chapas grossas em setembro. “No entanto, os estudos da Usiminas apontaram que a alternativa mais viável, no atual cenário, era a paralisação das áreas primárias da unidade”, segundo nota da companhia.

Hoje, cerca de 40% do aço bruto produzido pela Usiminas vem dessa unidade.

Com a desativação das áreas primárias, a usina de Cubatão deixará de produzir placas, mas serão mantidas as atividades das linhas de laminação a quente e a frio, bem como as operações relacionadas a seu terminal portuário. A linha de laminação de chapas grossas continuará temporariamente suspensa. A empresa destaca que ainda está avaliando como suprirá essas linhas com placas. Segundo apurou o Broadcast, o material deve vir de Ipatinga (MG) ou compradas da Companhia Siderúrgica do Atlântica (CSA).

Balanço. Nesta quinta-feira, a Usiminas divulgou balanço no qual foi apontado prejuízo líquido de R$ 1,042 bilhão no terceiro trimestre do ano. No mesmo período de 2014, as perdas haviam chegado a R$ 24 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi negativo em R$ 65 milhões no período, ante um Ebitda positivo de R$ 357 milhões. Com isso, a companhia apresentou uma margem Ebitda ajustada negativa de 2,7%, sendo que era positivo em 12,3% no mesmo trimestre do ano passado e de 8,5% no trimestre imediatamente anterior.

PARA LEMBRAR

Cosipa foi privatizada em agosto de 1993

Por Carlos Eduardo Entini (do Acervo Estadão)

A privatização da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), em 20 de agosto de 1993, fazia parte do Plano Nacional de Desestatização, criado em 1990, durante o governo Fernando Collor. Com ela, outras siderúrgicas foram privatizadas, como CSN, Acesita e Açominas. As privatizações das siderúrgicas continuaram até o governo sair do setor, em 1994.

O processo de privatização da siderúrgica paulista foi conturbado. No dia do leilão, estudantes enfrentaram policiais na porta da Bovespa. O conflito terminou com 20 feridos. Muitos deles ensanguentados, jogaram sangue nos policiais. Mas a confusão não terminou aí. Arrematada pela Brastubo, do empresário Aldo Narcisi, por quase o dobro do preço inicial, descobriu-se depois que ela fez a operação para o Banco Bozano, Simonsen.

Na sequência, duas semanas depois, o controle da Cosipa passou para a Usiminas, também recém-privatizada. A transferência para o novo grupo levantou a questão de um possível monopólio no setor de aço. Na época, o grupo passou a controlar 62% da produção nacional de aços planos e 90% da produção de placas de aço.

Outro fator que chamou a atenção no caso foi a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o principal acionista da Cosipa desde a década de 60. Antes da privatização, o banco estatal emprestou ao Banco Bozano, Simonsen US$ 278 milhões que acabaram sendo usados no leilão da Cosipa.

O Estado de S.Paulo – 30/10/2015

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Desemprego aumenta mais nas capitais

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua referentes ao trimestre encerrado em agosto sinalizam que a deterioração do mercado de trabalho neste ano continua mais intensa nas regiões metropolitanas do que na média do país.

Entre junho e agosto de 2014 e o mesmo período deste ano, a taxa de desemprego subiu 1,8 ponto percentual na Pnad, da 6,9% para 8,7%. Na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que acompanha as seis principais regiões metropolitanas do país, a alta foi de 2,4 pontos, de 4,9% para 7,3%, também na comparação entre trimestres.

A piora mais acentuada na PME decorre do desempenho da ocupação no período. Contabilizando apenas resultados negativos neste ano, a variável encolheu 1,3% nos três meses até agosto, sempre em comparação com o mesmo período do ano passado – uma perda de 300 mil vagas.

Na Pnad Contínua, o aumento no volume do pessoal ocupado sofreu forte desaceleração, mas continua em terreno positivo – entre o trimestre encerrado em janeiro e os três meses entre junho e agosto a alta passou de 1,2% para 0,2%. Ainda que as pesquisas tenham amostragem e metodologias diferentes, a comparação indica que as regiões metropolitanas estão fechando vagas em velocidade maior do que a média do país.

Entre os setores, a piora mais contundente pode ser explicada, para o economista Bruno Campos, da LCA Consultores, pelo peso significativo que a indústria tem nas regiões metropolitanas – o setor é um dos que registram com maior retração no ano. Há ainda a desaceleração mais forte dos serviços, cujo desempenho no ano passado evitou queda da ocupação mais forte que o 0,1% apurado pela PME. “O Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] também mostra isso”, afirma.

O economista Igor Velecico, do Bradesco, destaca ainda a participação do mercado formal nas duas pesquisas – na Pnad Contínua, o emprego com carteira assinada representa 39% do total de ocupados; na PME, o percentual sobe para 54%, levando em consideração o dado de agosto. “As regiões metropolitanas têm mais trabalho formal do que o resto do Brasil, por isso sofrem mais. “

Para Campos, da LCA, a expansão “tímida” dos ocupados na Pnad Contínua resultou em grande parte do aumento do emprego por conta própria – que representa, via de regra, vagas mais precárias. Enquanto os postos de trabalho com carteira assinada recuaram 3% nos três meses até agosto, essa modalidade avançou 4,4%.

Se a dinâmica da ocupação ainda é melhor, a procura por emprego na Pnad Contínua tem se mostrado mais intensa do que na PME, afirma a equipe da Rosenberg Associados. No trimestre até agosto, a força de trabalho registrou a maior alta da série, que começa em 2013, de 2,2%. No acumulado do ano, a média de aumento é de 1,8%, contra 1% no mesmo intervalo de 2014.

Reflexo desse avanço, a taxa de participação – a proporção daqueles empregados ou à procura entre o total da população em idade para trabalhar – chegou a 61,4%, a maior desde setembro de 2013. “O achatamento da renda disponível força mais pessoas dentro de uma mesma família a buscar uma fonte de renda”, pondera a instituição em relatório.

Para o coordenador de emprego e renda do IBGE, Cimar Azeredo, os dados sinalizam que jovens, donas de casa e idosos, que antes estavam fora do mercado de trabalho, entraram na fila por emprego. Parte dessa pressão, diz, surge como decorrência da perda cada vez maior do postos de trabalho com carteira assinada, que mexe com a estabilidade do orçamento de muitas famílias. “As pessoas estão indo para o mercado, e a resposta é nula.”

Apesar da desaceleração significativa, o desempenho da renda na Pnad é também melhor do que na PME. No acumulado do ano, o rendimento médio real ainda tem alta de 0,9% sobre janeiro-agosto de 2014, período em que as remunerações avançaram 1,6% em relação a igual intervalo de 2013.

Valor Econômico – 30/10/2015

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Abiquim teme interrupção no fornecimento de nafta da estatal para a Braskem

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) vê risco de interrupção no fornecimento de nafta da Petrobras à Braskem no curto prazo, uma vez que não foi assinado novo acordo ou aditivo ao contrato de cinco anos que venceu em fevereiro do ano passado. A mais recente prorrogação do contrato se encerra amanhã. Em comunicado divulgado ontem à noite, a Petrobras informou que avalia um novo aditivo, enquanto negocia um contrato definitivo.

“O sentimento do setor é que essa negociação e essa indefinição já chegaram ao limite”, disse ao Valor o presidente da associação, Fernando Figueiredo. O executivo disse ainda que a última informação à qual a indústria teve acesso indica que não existe proposta de curto prazo nem de longo prazo por parte da Petrobras neste momento.

“Se não há um papel com uma proposta e um vencimento no dia 31 [amanhã], há risco de fornecimento [a partir de amanhã]. A preocupação do setor é enorme”, reiterou. Na quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que o contrato de nafta deve ser prorrogado novamente, desta vez até 15 de dezembro.

No entanto, Braga afirmou que ainda vai definir oficialmente esse cronograma, na terça-feira, em encontro com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e que a ideia acertada com a Braskem é que, até essa data de dezembro, os termos de um novo contrato sejam fechados.

O preço da matéria-prima, conforme o presidente-executivo da Abiquim, permanece como impasse. A Braskem e a Petrobras, que é a segunda maior acionista da petroquímica controlada pela Odebrecht, discutem desde 2013 um novo acordo. A estatal não abre mão de repassar custos de logística e importação da nafta ao preço, o que resultaria em aumento de pelo menos 5% frente aos valores previstos no contrato anterior.

“Até esta data, não temos certeza se será assinado um acordo de longo prazo para o fornecimento de nafta, contrato que é fundamental não só para garantir a sustentabilidade atual do setor como para atrair novos investimentos”, afirma a Abiquim em artigo publicado ontem nos jornais, acrescentando que o consumidor será “muito prejudicado” pelo aumento nos preços e que a indústria química se fragilizará.

“O risco é fechar unidades petroquímicas”, diz a Abiquim. A própria Braskem já indicou que poderá encerrar a produção de um de seus polos petroquímicos base nafta caso os custos de produção tornem a operação inviável. Um potencial candidato a fechamento, se for o caso, seria o polo de Mauá (SP), o mais antigo do país.

Nos últimos anos, segue o texto, a Petrobras decidiu de forma “unilateral” desviar a nafta que produz “para cobrir seu déficit de produção de gasolina, importando a matéria-prima para atender a industria”. “Esse custo de importação é a conta salgada que a Petrobras planeja transferir ao setor químico.”

Valor Econômico – 30/10/2015

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Reforço para a cadeia produtiva

VALOR ESPECIAL INOVAÇÃO

Internacionalização de projetos é fundamental para ampliar o reconhecimento do Brasil no mercado global e desenvolver novos negócios A indústria aeroespacial brasileira ganhará novo status nos próximos meses com a inclusão da primeira companhia do país no restrito grupo de fornecedores de nível 1 na cadeia global do setor.A empresa de engenharia Akaer, especializada no desenvolvimento de aeroestruturas, integração de sistemas e gerenciamento de projetos aeronáuticos, está montando em São José dos Campos um complexo industrial com capacidade para projetar peças, componentes e fazer a integração e o gerenciamento da cadeia de fornecimento da indústria aeronáutica.

Para cumprir o plano de expansão, a Akaer está transferindo as atividades para uma área oito vezes maior queaatual.Com investimento estimadoem R$50 milhões, a empresa acaba de comprar as instalações da Vale Soluções em Energia (VSE), uma associação entre a Vale eo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que encerrou as atividades no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O presidente da Akaer, Cesar Augusto da Silva, afirma que pretende continuar com o desenvolvimento de alguns projetos da antiga VSE, como o motor híbrido para veículos, e absorver parte dos 20 funcionários que ainda trabalham na empresa. No local, a Akaer também vai instalar um instituto de ciência e tecnologia (ICT), que apoiará o desenvolvimento de novos negócios na área de defesa, de sistemas de segurança, de óleo e gás, naval, espacial e automotiva.

O reconhecimento do Brasil no setor aeroespacial sempre esteve atrelado à Embraer,terceira maior produtora de aeronaves comerciais do mundo. Faltava ao país, porém, empresas de primeiro ou segundo nível na cadeia global de valor da indústria aeroespacial. Por esse motivo, a Embraer importa de 60% a 90% das peças c componentes usados nas aeronaves, segundo estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI )sobre a indústria brasileira e as cadeias globais de valor.

A internacionalização dos negócios, de acordo com Silva, é fundamental para a Akaer garantir a sustentabilidade da companhia no longo prazo. Atualmente, a Embraer responde por 60% do faturamento da empresa, que em 2014 foi de RS 60 milhões.As exportações representam 40% da receita da Akaer, sendo que 25% vêm de contratos com a sueca Saab e 15% de empresas belgas, francesas e americanas. A empresa também fornece para a Helibras, companhia controlada pela Airbus Helicopters, e para a Avibras.

O crescimento dos negócios da Akaer, segundo Silva, foi em grande parte motivado pela participação no programa de desenvolvimento da fuselagem do caça Gripen NG, que a Força Aérea Brasileira (FAB) encomendou à Saab.

Parceira da Akaer desde 2007, a Saab adquiriu neste ano 15% de participação no capital da brasileira.

A Akaer, em sociedade com a Saab, prepara-se para oferecer soluções completas na área de defesa, com o envolvimento da base industrial de defesa no país.

Com os novos projetos e a diversificação dos negócios, a Akaer caminha para alcançar faturamento de R$ 500 milhões até 2020.

A estratégia de desenvolvimento de tecnologias inovadoras está no DNA das principais empresas do setor aeroespacial. Em São José dos Campos, polo que abriga mais de 80% das empresas que atuam no segmento, o Parque Tecnológico tem atuado no sentido de promover o surgimento e a consolidação de empresas inovadoras.

6 ambiente do parque também tem sido propício para facilitar a integração entre empresas, fundos de investimento e instituições acadêmicas de pesquisa, criando oportunidades de pesquisa e projetos de interesse comum, segundo o diretor do parque, Marco Antônio Raupp, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

No começodeste mês,o parque, em parceria com seu Centro para a inovação e Competitividade do Cone Leste Paulista (Cecompi), inaugurou um novo laboratório desimulação e sistemas críticos. Com aporte de R$ 2,2 milhões, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o empreendimento poderá ser utilizado por pequenas e médias empresas, além de universidades, em processos que exijam a simulação virtual para correção de falhas durante a fase de desenvolvimento de produtos.

“Até o final deste ano teremos um laboratório de manufatura e usinagem com investimento adicional de R$ 2 milhões, aumentando nossa infraestrutura de apoio à inovação das empresas”, comenta Raupp.

A Embraer possui uma unidade de pesquisa no parque com cerca de 20 funcionários. A empresa, segundo Raupp, pretende expandir as atividades de P&D e já reservou uma área de 2,5 mil metros quadrados no local.Atualmente está instalada em área de 800 metros quadrados. A Embraer também está presente no parque por meio de duas empresas coligadas – a Visiona Tecnologia Espacial (joint-venture entre a Embraer e a Telebras JeaAtech.

Responsável pelo desenvolvimento e modernização de todo o sistema de gerenciamento do espaço aéreo brasileiro, a Atech está em processo final de implantação deumsistema de gestão do fluxo aéreo para a índia. “A Atech disputou esse fornecimento, avaliado em US$ 18 milhões, com empresas americanas e europeias”, destaca seu presidente, Edson Carlos Mallaco.

A tecnologia do sistema da Atech, batizado de Skyflow (versão exportação), foi desenvolvida em parceria com a FAB. O Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos(Sigma) da FAB foi a principal ferramenta utilizada pelo Brasil no gerenciamento do fluxo aéreo durante a Copado Mundo.OSigma permite o planejamento da movimentação do tráfego aéreo com pelo menos uma semana de antecedência.

“Apenas três países no mundo – Brasil, Espanha e EUA – têm hoje o domínio dessa tecnologia, o que reforça a estratégia brasileira de garantia da soberania e autonomia tecnológica desse segmento”, ressalta o executivo.

O domínio tecnológico em radares de sensoriamento remoto e defesa é uma área em que a Embraer Defesa e Segurança tem investido bastante por meio da coligada Bradar. O BradarSAR, versão miniaturizada do OrbiSAR, radar utilizado no mapeamento da Amazônia brasileira, já está sendo utilizado por uma empresa alemã, que contratou os serviços da Bradar.

“O novo radar tem um tamanho que se adapta a qualquer avião especializado em mapeamento e monitoramento
de alta precisão e resolução”, explica Astor Vasques Lopes Júnior, presidente da empresa.

O equipamento também pode ser utilizado à noite com a presença de nuvens.

Uma empresa que vem ganhando mercado no sistema de controle do espaço aéreo brasileiro é a IACU Soluções Tecnológicas. O Instituto de Controle do Espaço Aéreo(ICEA), vinculado ao Comando da Aeronáutica, está finalizando o processo de certificação do primeiro equipamento DME nacional, que determina a distância entre a aeronave e a antena da estação no solo.

O teste de qualificação do equipamento durante um voo está previsto para acontecer ainda neste ano. O equipamento foi instalado no Aeroporto de São José dos Campos. Segundo o presidente da IACU, Luiz Carlos Teixeira, o desenvolvimento do DME absorveu investimento total de R$ 5 milhões em três anos. Cerca de60% dareceita daempresa – R$29 milhões em 2014 -provém de contratos de manutenção de equipamentos e radares vendidos para as Forças Armadas.

Redação On outubro - 30 - 2015
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