Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Metalúrgicos de máquinas e eletroeletrônicos recebem 10% de reajuste

DE SÃO PAULO  –  Os metalúrgicos do setor de máquinas e eletroeletrônicos das cidades de São Paulo e Mogi das Cruzes (SP) aprovaram na noite de ontem, quarta-feira, uma contraproposta do sindicato patronal com reajuste salarial de 10%, correspondente à inflação dos últimos 12 meses encerrados em outubro.

A contraproposta inclui a aplicação também de 10% de aumento nos pisos, 20% de abono e renovação de todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho. A data-base da categoria é novembro.

Por enquanto, esse foi o único segmento cuja contraproposta foi aceita pelos metalúrgicos, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres. Segundo ele, alguns segmentos — autopeças, fundição, laminação de metais, materiais ferroviários, artefatos de metais, refrigeração, condutores elétricos, esquadrias, entre outros — ofereceram reajuste abaixo da inflação e as propostas foram rejeitadas na mesa de negociação.

Os trabalhadores desses segmentos, segundo o Sindicato, continuam em campanha salarial e a estratégia também contempla buscar acordos por empresa, que garantam, no mínimo, a reposição da inflação.

Valor Econômico – 29/10/2015

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Em dificuldades, companhias podem não reajustar salários

Diante da crise econômica, que parece estar longe do fim, empresas do Estado começam a adotar medidas radicais para equilibrar os gastos. Proibição de horas extras, férias coletivas e corte dos bônus de fim de ano são algumas delas. Alguns patrões propuseram, em convenção coletiva, cortar plano odontológico e parte do tíquete-alimentação, o que não foi aceito pelos trabalhadores.
Com um ano de 2014 ruim e 2015 ainda pior, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, diz que somente segmentos específicos estão fazendo hora extra. “Às vezes, em uma empresa com 20, 30 setores, apenas um faz hora extra”.
No comércio, isso tem afetado o horário de funcionamento das lojas. “Quem fechava às 20h, agora fecha às 19h para não fazer hora extra”, diz João Elvécio Faé, vice-presidente da Fecomércio. Na convenção coletiva, a primeira proposta da Federação foi retirar o plano odontológico dos comerciários. “Numa nova proposta, decidimos manter”.
Neste ano de crise, setores da indústria e do comércio estão revendo benefícios dados a empregados.
Na indústria, já há categorias fechando com reajuste zero, segundo Marcos Guerra. “Tenho informações de acordos coletivos fechando com reajuste zero no Brasil. É um fato que está próximo de acontecer em alguns setores do Estado. Há muitas indústrias que já nos anunciaram que vão cortar gratificação de fim de ano”.
A proposta do reajuste zero foi colocada em pauta na Samarco, afirmou o diretor do Sindimetal-ES, Max Célio de Carvalho. “A princípio, a proposta era reduzir em 30% o valor do cartão-alimentação, não aceitamos. A última proposta foi de manter o tíquete-alimentação, porém dando reajuste zero no salário e abono de pouco mais de R$ 4,7 mil. Também foi reprovada”.
Benefícios
A empresa informa que não está previsto corte de valor no tíquete-alimentação, mas que dará férias coletivas aos empregados do setor administrativo entre os dias 21 e 30 de dezembro por causa da crise.
Conselheiro-geral da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Lucas Izoton, diz que as participações nos lucros minguaram. “As participações em resultados que as empresas concediam praticamente não existem mais”, destaca.
As comemorações de fim de ano também estão suspensas, diz Izoton. “As semanas de treinamento e eventos culturais também foram suspensos. Capacitações, só em cima de necessidades inadiáveis”.
Os cortes passam pelos planos de saúde. De acordo com José Carlos Abrahão, diretor-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde), o movimento das empresas tem sido a troca de planos de saúde mais caros por mais baratos e da introdução da coparticipação do funcionário. “O plano de saúde tem hoje impacto muito forte na folha de pagamento. Em momentos de dificuldade, os empresários passam a avaliar todas as rubricas”, diz Abrahão.
Medidas da crise
Em prática
Hora extra
Diversas empresas da indústria, comércio e serviços estão evitando ou até proibindo a hora extra por causa do impacto na folha de pagamento. Algumas optaram por banco de horas.
Telefone corporativo
Há empresas cortando celular corporativo para economizar na parte de comunicação. Outra forma de cortar custos é economizar os gastos de energia com ações no dia a dia.
Fim de ano
Os bônus de fim de ano têm sido suspensos em muitas empresas, que também já informaram que vão cortar as festas de fim de ano devido às dificuldades financeiras.
Participação nos lucros
Por conta de não bater metas, algumas empresas não vão pagar participação nos lucros e resultados aos funcionários.
Treinamentos
Muitas indústrias optaram por reduzir treinamentos para manter equipes.
Férias coletivas
A Samarco decidiu dar férias coletivas aos empregados do administrativo entre os dias 21 e 30 de dezembro.
Propostas das empresas
Reajuste zero
Na indústria, em outros Estados e no Espírito Santo, já há a proposta de reajuste zero no salário. No lugar do reajuste, os trabalhadores receberiam um abono.
Corte no tíquete
De acordo com o Sindimetal, a Samarco propôs reduzir em 30% o valor do cartão alimentação, mas recuou.
Plano odontológico
A Fecomércio propôs cortar o plano odontológico dos comerciários, mas voltou atrás após a proposta não ser aceita.
Indústria já demitiu 6,5 mil neste ano
O saldo de 2015 na da indústria tem sido muito ruim também no Espírito Santo com uma expansão do desemprego no setor. “Este ano já tivemos em torno de 25 mil demissões no Estado. Só a indústria contribui para o fechamento de 6.500 postos de trabalho. Esse número vai aumentar mais até o final do ano”, afirma Marcos Guerra, presidente da Findes.
Segundo ele, a flexibilização das regras trabalhistas seria uma forma de amenizar o impacto da crise. “Infelizmente é um processo que geralmente a indústria não consegue avançar com seus sindicatos. Banco de horas é um assunto que você tem que ter em convenção coletiva, e na hora da convenção não se fecha esse acordo”.

Apesar da situação difícil, Manoel Pimenta, presidente do Sindifer, afirma que direitos adquiridos não serão mexidos. “Ninguém está falando em reduzir benefícios”.

27/10/2015 – 22h40 – Atualizado em 28/10/2015 – 07h19

Autor: Luísa Torre | ltorre@redegazeta.com.br

Gazeta Online

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“Número de acordos de redução de salário e jornada chega a 146”

Com 98 do total até outubro deste ano, indústria metalúrgica é a mais afetada, segundo a Fipe

RIO – O número de acordos coletivos fechados entre empresas e funcionários no país para reduzir salários chegou a 146 nos primeiros nove meses de 2015, com 25 novos acordos no mês de setembro e 20 em outubro, segundo a pesquisa divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira. Com isso, se mantém a trajetória de crescimento do número de acordos nos últimos meses, em meio ao cenário de desaceleração da economia brasileira. Na tentativa de evitar demissões frente ao aumento dos custos e à queda da demanda, empregadores vêm adotando a redução dos salários e das jornadas de trabalho.

Do total de 20 de outubro, 14 entraram nas regras do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado em julho deste ano pela presidente Dilma Rousseff na tentativa de estancar o desemprego no país, sobretudo na indústria. É o maior número de acordos apoiados pelo programa desde então.

Do total de 146 acordos, 26 entraram nas regras do PPE. O governo federal disponibilizou recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para repor metade do percentual salarial cortado aos trabalhadores.

A indústria metalúrgica foi a categoria mais afetada pelas reduções salariais, com 98 acordos coletivos desde o início do ano, seguida pelos trabalhadores da construção civil, que já contabilizam 11 reajustes negativos no pagamento para o mesmo período. Já os empresários do comércio atacadista e varejista fizeram oito acordos de redução com funcionários nos primeiros nove meses do ano.

Já o piso salarial mediano negociado nos acordos ficou em R$ 932, frente ao piso mediano geral apenas R$ 3 mais alto (R$ 935). Os valores se mantêm acima do salário mínimo no país, fixado em R$ 788 desde o último mês de janeiro.

Enquanto isso, a média dos aumentos salariais de setembro no país ficou em 9,8%, logo abaixo da taxa de 9,9% de inflação acumulada em 12 messe. No entanto, a folha salarial mensal do país vem em trajetória descendente no último ano. Em agosto, chegou a R$ 94 bilhões, valor 4,6% menor do que os R$ 98,5 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

Fonte: O Globo – 29/10/2015

 

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Senado aprova MP que cria plano contra desemprego

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 28, a Medida Provisória (MP) 680/2015, que cria o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Em uma rápida votação simbólica em que não houve debates em plenário, os senadores mantiveram as modificações feitas pelos deputados há duas semanas. O texto seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Em vigor desde o último dia 7 de julho, quando a MP foi publicada, o PPE permite a empresas reduzir em até 30% a carga horária dos funcionários e os salários pagos. Para os trabalhadores, contudo, a redução será apenas de metade desse porcentual. A outra parte será bancada pelo governo por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), no limite de R$ 900,84.

Único a falar sobre a proposta em plenário durante a votação, o senador Paulo Rocha (PT-PA), relator-revisor da MP na comissão mista, defendeu a aprovação da medida. Segundo ele, quanto mais efetivo for o PPE, maior será a economia para os cofres públicos.

O senador disse que, até o dia 8 de outubro, já havia 16 empresas aderindo, abrangendo quase 24 mil trabalhadores. Ele contabiliza a economia com o não-pagamento de seguro-desemprego para cobrir eventuais demissões em R$ 22 milhões e que, por isso, há R$ 64 milhões de recursos em salários na economia. “É fundamental neste momento que preservemos os empregos formais indispensáveis para a retomada do crescimento”, afirmou.

A principal mudança feita pelos deputados foi a retirada do item que previa que a convenção ou acordo coletivo de trabalho que formalizasse a adesão ao PPE prevalecesse sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), desde que não contrariasse a Constituição, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo Brasil e normas de higiene, saúde e segurança do trabalho.

Prazos. Os parlamentares também concordaram com o prazo para a ampliação da adesão ao programa. Ele passou do fim de 2015, conforme a MP originalmente enviada em julho, para 31 de dezembro de 2016.

Também foi mantida a ampliação do período de participação do programa, já aprovada durante a votação desta quarta-feira. As companhias poderão participar do PPE por até 24 meses, sendo seis meses iniciais, que poderão ser renovados sucessivamente. Na proposta original do governo, a duração máxima do programa era de apenas 12 meses.

Esse prazo de 24 meses, contudo, só valerá para as empresas que aderirem ao programa até 31 de dezembro deste ano. Isso porque, de acordo com a Medida Provisória, o PPE deverá se encerrar em 31 de dezembro de 2017. Ou seja, quem aderir ao plano no prazo final (31 de dezembro de 2016), só poderá participar do programa por 12 meses.

O plenário também manteve a proibição para que empresas que não atendessem aos requisitos exigidos pela MP do PPE pudessem pleitear a adesão ao plano, demonstrando com outros dados a situação financeira ruim da empresa.

Para aderir ao programa, a empresa continua precisando comprovar que, nos últimos 12 meses, o total de empregados diminuiu, ficou estável ou aumentou em, no máximo, 1%. Além disso, é necessário comprovar que esgotou todo o banco de horas desses empregados.

O Estado de S.Paulo – 29/10/2015

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“Desemprego fica em 8,7% nos três meses até agosto”

É a maior taxa da série, iniciada em 2012, segundo o IBGE.

População desocupada cresceu quase 30% em relação ao ano anterior.

A taxa de desemprego ficou em 8,7% nos três meses até agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa da série, iniciada em 2012. No trimestre anterior, de março a maio, o índice havia atingido 8,1%.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

A população desocupada cresceu 7,9% em relação ao trimestre de março a maio e chegou a 8,8 milhões de pessoas. Já em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o aumento foi ainda maior, de 29,6%.

DESEMPREGO NO TRIMESTRE
em %
88,18,38,68,7fev/mar/abrmar/abr/maiabr/mai/junmai/jun/juljun/jul/ago0246810
Fonte: IBGE

Por outro lado, a população ocupada somou 92,1 milhões de pessoas e ficou estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto ao mesmo trimestre de 2014. O número de empregados com carteira assinada caiu 1,2% sobre o período de março a maior e 3% diante do período de junho a agosto de 2014.

“Está havendo uma procura maior por trabalho. A taxa de participação no mercado está maior. O mercado não absorve essa população [que estava fora da força de trabalho]. A população ocupada está estável, não está entrando gente, aí essa população tende a pressionar o mercado”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de rendimento e trabalho do IBGE.

“Podem ser pessoas mais velhas ou podem ser estudantes. O mercado teve queda de mais de um milhão de empregos com carteira assinada em um ano, isso é perda de estabilidade. Acaba gerando busca por estabilidade, o que faz com que pessoas sigam para mercado de trabalho que não está contratando, pelo contrário”, completou.

A ocupação na indústria geral caiu 1,7%, ou seja, 223 mil pessoas a menos em relação ao trimestre de março a maio deste ano. O recuo foi ainda mais pesado se os dados forem comparados com o trimestre de junho a agosto do ano passado, com o setor industrial mostrando baixas de 3,5% e o de construção, de 2,9%.

“Estão ocorrendo mudanças na estrutura do mercado. A carteira de trabalho reduz fortemente. Quando uma pessoa perde emprego com carteira, isso leva com que no domicílio a pessoa [que antes não estava procurando emprego] procure compor a estabilidade perdida. Como o mercado não está contratando, há uma pressão forte, e essa pressão faz com que esse crescimento expressivo, de ter um aumento nunca antes visto na série histórica da pesquisa.”

Segundo o Cimar, a queda do emprego com carteira assinada e o crescimento do emprego por conta própria são os maiores já observados na série.

Rendimento
O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 1.882 no trimestre, indicando uma queda de 1,1% em relação ao trimestre de março a maio. Frente ao mesmo trimestre de 2014, não houve variação.

Os trabalhadores domésticos foram os que mais sofreram redução em seus rendimentos, 2,7%, seguidos pelos empregados no setor privado com carteira de trabalho, 1,8%.

O coordenador do IBGE afirmou que há uma tendência de alta de ocupação no trabalho doméstico, apesar de no trimestre (cresceu 1,1%) e no ano (subiu 1,4%) o indicador mostrar “estabilidade”. De acordo com ele, esse leve crescimento ocorre porque as pessoas “não estão tendo oportunidade de se inserir [no mercado de trabalho], ou estão sendo dispensadas, e estão sendo inseridas de outra forma [no trabalho doméstico]”.

Nível de ocupação
O nível de ocupação caiu, no ano, de 56,7% para 56%. De acordo com o coordenador, esse recuo é preocupante. “Preocupa por conta de que você teve um mercado com percentual pelo menos igual e ele [agora] está menor [o nível da ocupação, que é comparação da população ocupada e da população em idade para trabalhar]. Ou seja, a população está crescendo, e a população ocupada não cresce na mesma proporção.”

Pnad X PME
Na Pnad, são investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre. A taxa de desemprego calculada pela Pnad Contínua também é superior à registrada pela PME, que apontou desocupação de 7,5% em julho, e de 7,03% na média dos meses de maio a julho. A PME calcula o desemprego considerando apenas seis regiões metropolitanas, e são visitadas 45 mil residências.

Dados do Caged
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no mês passado, o Brasil registrou em agosto o quinto mês seguido de perda de vagas de empregos formais. No mês, as demissões superaram as contratações em 86.543.

O resultado de agosto foi o pior para este mês desde 1995, quando foram fechadas 116 mil vagas.

Fonte: G1.

Redação On outubro - 29 - 2015
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