Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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IGP-M avança para 1,89% em outubro e sobe 10,09% em 12 meses

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou para 1,89% em outubro, após se situar em 0,95% em setembro, puxada principalmente pela alta no atacado, que tem sido influenciado pelo repasse da alta do dólar em produtos como grãos e minério.  No mesmo período do ano passado, o IGP-M subiu 0,28%.

O resultado de outubro ficou abaixo da média estimada por 18 economistas consultados pelo Valor Data, de 1,93% de aumento. O intervalo das projeções era de 1,77% a 2% de elevação. O indicador, que serve de referência para reajuste de contratos, como os de aluguel, acumulou alta de 8,35% no ano e de 10,09% em 12 meses.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,63%, o dobro da taxa do mês anterior, de 1,30%. Os produtos agropecuários tiveram aumento de 3,83%, vindo de alta de 2,08%, e os itens industriais subiram 2,16%, seguindo incremento de 1,01%. Soja em grão e farelo, milho, laranja e minério puxaram a alta do IPA.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também dobrou, ao sair de 0,32% de elevação em setembro para 0,64% um mês depois. Cinco das oito classes de despesa componentes aceleraram. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,20% para 1,43%), puxado pela tarifa de ônibus urbano (0,11% para 2,47%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou em outubro variação positiva de 0,27%, acima do resultado de setembro, de 0,22% de acréscimo.

Valor Econômico – 29/10/2015

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BC vê inflação maior e reforça posição de vigilância

BRASÍLIA E SÃO PAULO  –  A manutenção do patamar da taxa básica de juros “por período suficientemente prolongado é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária”, reforçou o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na ata de sua última reunião, que foi divulgada nesta quinta-feira.

O BC enfatizou hoje o papel dos juros para controlar a inflação mesmo em um ambiente fiscal incerto e indicou, de forma mais precisa, que continua a perseguir o centro da meta de inflação de 4,5% em um “horizonte relevante”.

As projeções de inflação no cenário de referência da autoridade monetária subiram tanto para 2015 como para 2016 e estão acima do centro da meta. Essas estimativas levam em conta dólar a R$ 3,85 por dólar e manutenção da Selic em 14,25% ao ano no horizonte relevante. Também no cenário de mercado as projeções de inflação para os dois anos aumentaram e encontram-se acima da meta de 4,5%.

“O Comitê ressalta que há incertezas associadas ao balanço de riscos, principalmente, quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e à sua composição, e que o processo de realinhamento de preços relativos mostra-se mais demorado e mais intenso que o previsto”, afirma no texto.

“Nesse contexto, o Comitê entende que, independentemente do contorno das demais políticas, a política monetária deve se manter vigilante, de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas e a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante.”

Valor Econômico – 29/10/2015

 

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Déficit primário do governo central no ano é o pior desde 1997

BRASÍLIA  –  Diante da forte frustração de receitas provocada pela desaceleração da economia e dificuldade de reduzir despesas, o governo central registrou déficit primário de R$ 6,932 bilhões em setembro. O governo central reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC).

Com isso, no acumulado do ano, o déficit chegou a R$ 20,938 bilhões, o equivalente a 0,49% negativo do PIB. Em valores nominais, o resultado acumulado é o pior para o período desde 1997, início da série histórica. Em 12 meses, a situação também não é nada fácil. O resultado negativo, corrigido pelo IPCA, somou R$ 22,3 bilhões (-0,39% do PIB).

O desempenho só confirmou a necessidade de alterar a meta de resultado primário para este ano para prever um déficit primário. Em julho, o governo já havia feito um ajuste na meta e nesta semana fez uma nova correção. A meta do setor público consolidado saiu de superávit primário de R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB) para um déficit primário de R$ 48,9 bilhões (0,8% do PIB).

Considerando apenas o governo central, a meta passou de superávit de R$ 5,8 bilhões (0,10% do PIB) para um déficit de R$ 51,8 bilhões (-0,90% do PIB). Para os governos estaduais, a meta foi mantida em R$ 2,9 bilhões (0,05% do PIB).

Segundo os números do Tesouro Nacional, divulgados nesta quinta-feira, o desempenho de setembro é reflexo de um superávit do Tesouro Nacional de R$ 2,807 bilhões e déficits de R$ 9,690 bilhões da Previdência Social e de R$ 49,6 milhões do Banco Central (BC).

Valor Econômico – 29/10/2015

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BC prevê alta de 51,7% na conta de luz e de 15% na gasolina neste ano

SÃO PAULO  –  O Banco Central (BC) prevê um aumento de 16,9% neste ano nos preços administrados por contrato e monitorados, conforme a ata da última reunião de política monetária. No documento anterior, de setembro, a estimativa era de elevação de 15,2%. No caso da gasolina, deve haver reajuste de 15%; no bujão de gás, de 19,9% e, na energia elétrica, de 51,7%. O prognóstico para o reajuste do conjunto de preços administrados em 2016 também foi alterado, passando de 5,7% para 5,8%.

Consta da ata ainda que as projeções de inflação no cenário de referência do BC subiram tanto para 2015 como para 2016 e estão acima do centro da meta. Essas estimativas levam em conta dólar a R$ 3,85 e manutenção da Selic em 14,25% ao ano no horizonte relevante.

No cenário de mercado, as projeções de inflação para os dois anos também aumentaram e se encontram acima da meta de 4,5%.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juro em 14,25% por unanimidade. “O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária”, diz o texto divulgado nesta quinta-feira. “O Copom ressalta que a política monetária se manterá vigilante para a consecução desse objetivo.”

Valor Econômico – 29/10/2015

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Varejo e indústria em busca das vendas perdidas

Em um ano de notícias ruins para a economia, a Black Friday, marcada para acontecer no dia 27 de novembro, anima fabricantes e varejistas em busca de vendas perdidas, mas está longe de ser a grande oportunidade de queima de estoques acumulados ao longo do ano.

A estimativa do site Busca Descontos, que trouxe o modelo de Black Friday para o Brasil, em 2010, é que as vendas cheguem a R$ 978 milhões, um avanço nominal de 12% em relação ao ano passado. É um ritmo bem mais lento que o registrado na comparação entre 2014 e 2013, quando o percentual foi de 24%. Descontada a inflação, que deve fechar 2015 na faixa de 9%, o crescimento real das vendas pode ficar na casa dos 3%.

Em relação ao gasto médio por internauta, a estimativa é que ele fique em R$ 422,39, ou 10% a mais que o registrado em 2014 – valor praticamente estável quando se desconta a inflação.

De acordo com Omar Jarouche, gerente de Inteligência da ClearSale, empresa de prevenção de fraudes na internet, dois fatores contribuem para esse desempenho. O primeiro é a consolidação da Black Friday como um evento importante no calendário do varejo.

Sem o fator novidade dos últimos anos, a euforia dos compradores tende a ficar menor, resultando em avanço menos acelerado de negócios. O outro impacto vem da queda da confiança do consumidor, que está menos disposto a gastar dinheiro. De acordo com Jarouche é difícil dizer qual fator tem mais peso no desempenho. “Precisaríamos de um ano menos atípico para saber exatamente”, disse.

Sobre o valor do ticket médio, ele avalia que uma das questões possa ser o investimento dos varejistas em kits de produtos – no modelo “pague um e leve dois”. Na avaliação de Juliano Motta, diretor de operações do site BlackFriday.com.br, isso também ajuda o consumidor a ter uma imagem menos negativa do vendedor. “Ele não fica com a impressão de que o produto em promoção poderia ser vendido mais barato normalmente”, disse.

Para ele, as projeções feitas para as vendas da Black Friday foram bastante conservadoras, e há expectativa de que possa haver uma surpresa positiva no desempenho. “O consumidor que não gastou dinheiro ao longo do ano com medo da instabilidade, vai pelo menos olhar as ofertas”, disse.

O site Black Friday vai reunir quase 20 empresas como Marisa, Nespresso, Hering, Saraiva, HP, Dell e novidades com a montador GM e a companhia aérea Azul. De acordo com o Busca Descontos, entre os produtos que os consumidores mais esperam descontos estão eletrônicos, eletrodomésticos e informática. Segundo levantamento feito pelo Google, 25% dos internautas pretendem comprar alguma coisa na Black Friday.

Segundo Bruno Couto, diretor de marketing da Netshoes, a data já se tornou a mais importante para a companhia, passando o Natal. Por conta disso, a varejista vem se preparando há 12 meses. “A Black Friday é uma compra mais impulsiva e o Natal é mais emociona, a compra da lembrancinha, com ticket médio menor”. Os perfis são diferentes”, disse. Desde o ano passado o site prepara um mês inteiro de ofertas. E a ideia é repetir esse esforço neste ano. De acordo com Couto, o mês de novembro sozinho poderá representar um trimestre inteiro de vendas da companhia, que teve receita de R$ 1,5 bilhão em 2014.

Neste ano, o Busca Desconto vai realizar também uma edição da “Cyber Monday”, um esforço de vendas no dia 30 de novembro para eliminar estoques remanescentes da Black Friday.

Valor Econômico – 29/10/2015

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Fitch: nova meta fiscal ‘ilustra desafios’ do país

A agência de classificação de risco Fitch divulgou nota ontem afirmando que a revisão da meta fiscal brasileira para 2015 “ilustra os crescentes desafios que o Brasil enfrenta para consolidar suas contas”. O equilíbrio fiscal é um dos principais quesitos monitorados por agências como a Fitch, que rebaixou a nota do Brasil em 15 de outubro para “BBB-”, deixando o país a um degrau de perder o grau de investimento.

O déficit do Orçamento neste ano poderá chegar a R$ 60 bilhões, ou 1,04% do Produto Interno Bruto (PIB), caso o governo não consiga arrecadar o valor esperado com as concessões de hidrelétricas. No início do ano, a meta do governo era registrar um superávit (economia para pagamento de juros) equivalente a 1,1% do PIB.

Diante desse quadro, a agência não descarta um novo corte. “A perspectiva negativa sugere o risco de maior pressão para queda do rating”, disse Shelly Shetty, chefe para os ratings soberanos da América Latina monitorados pela Fitch, em nota.

A avaliação se soma à da agência Moody’s, que também destacou a deterioração da situação fiscal do país, em nota divulgada na terça-feira.

O Globo – 29/10/2015

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BNDES vai antecipar R$ 30 bilhões de seus débitos com o Tesouro

O Tesouro Nacional negocia com o BNDES uma operação que vai abrir espaço para a quitação das pedaladas fiscais (atraso nos repasses de recursos para bancos públicos) sem impacto na dívida bruta. Segundo integrantes do governo, a ideia é que o banco antecipe o pagamento de R$ 30 bilhões do passivo decorrente dos sucessivos aportes de capital feitos pelo Tesouro na instituição nos últimos anos. O valor seria utilizado para abater a dívida bruta. Assim, quando a equipe econômica honrar as pedaladas, vai elevar o déficit fiscal, mas não o endividamento público.

— O acordo com o BNDES é um esforço fiscal adicional — explicou um integrante do Ministério da Fazenda.

O primeiro passo para essa operação foi dado na última sexta-feira, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu em R$ 30 bilhões o limite de empréstimos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES. Isso gerou uma sobra no orçamento do banco.

DÍVIDA CHEGA A R$ 500 BI Assim, o BNDES poderá usar esse valor para quitar uma parte de sua dívida com o Tesouro, que soma cerca de R$ 500 bilhões. Isso entrará nas contas como uma receita financeira que pode ser usada para abater a dívida bruta, que hoje soma R$ 3,7 trilhões, ou 65,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), eé o principal indicador de solvência observado pelo mercado e agências de risco.

Assim, quando o governo quitar as pedaladas, estimadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em R$ 40 bilhões, vai piorar o resultado primário (diferença entre receitas e despesas, excluindo gastos com juros) mas não os indicadores da dívida. Somente com o BNDES, a dívida do Tesouro foi calculada pelo TCU em R$ 24 bilhões no início do ano. Se for corrigido até agora, o valor sobe para R$ 27 bilhões. Também há passivos com o Banco do Brasil e a Caixa. O BNDES tem uma sobra de caixa estimada em R$ 120 bilhões, mas resiste a usá-la para antecipar os pagamento à União, segundo fontes do governo.

Em Londres, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, confirmou que o banco pode devolver ao governo recursos emprestados pelo Tesouro. Ele admitiu estar em entendimentos finais com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas preferiu não entrar em detalhes antes de a operação estar concluída.

— Eu não vou comentar porque a gente ainda está em entendimentos finais com o ministro. Eu somente comento quando tivermos tudo acertado. Nossa atitude tem sido a de ajudar o esforço fiscal brasileiro. O BNDES não tem se furtado a colaborar — disse Coutinho na capital britânica, onde participou do evento Amazon Day.

O presidente do BNDES destacou que, desde o começo do ano, o banco não demandou recursos do Tesouro:

— E, agora, quem sabe a gente até ajude no sentido contrário. Mas não vou comentar. Adotamos política operacional nova. Política para debêntures. Agenda construtiva ajuda o esforço fiscal. Nossa esperança é que o processo de ajuste fiscal seja acelerado para que a gente possa virar a página.

AJUDA À POLÍTICA MONETÁRIA O ex-secretário do Tesouro e economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, elogiou a operação com o BNDES. Segundo ele, além de reduzir o impacto sobre a dívida bruta, a medida traz outras vantagens: reduz a capacidade de empréstimo do banco, o que ajuda na política monetária e diminui os custos do Tesouro com subsídios futuros.

— Isso contribui para uma queda mais rápida dos juros no país. Dá para ver que há um potencial de ajuda dentro do BNDES — afirmou Kawall.

O rombo de quase R$ 50 bilhões nas contas do setor público de 2015, anunciado terça-feira, não surpreendeu o mercado, que já trabalha com a hipótese de o governo registrar um novo déficit em 2016.

— Por enquanto, o governo não tem a menor condição de realizar a meta de superávit de 0,7% prometida para 2016 — afirmou o especialista em contas públicas Mansueto Almeida.

— O governo mostrou o que já se sabia: que as receitas estão caindo demais. Ele já não consegue mais projetar o comportamento da arrecadação — disse Fábio Klein, da consultoria Tendências.

Ambos, no entanto, não veem grande problema no fato de as pedaladas fiscais não terem sido incluídas na conta do déficit de 2015:

— O mercado já faz essa conta mesmo sem que o governo coloque na meta — afirmou Klein.

O Globo – 29/10/2015

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Opinião

Depreciação do real traz nova onda de pressão inflacionária

A inflação não dará uma trégua tão cedo, indicam os índices de preços no atacado, que começaram a exibir taxas mais elevadas em agosto e setembro – com promessas de repasses futuros ao varejo. Haverá uma nova onda de acomodação à desvalorização cambial de 11,16% no mês passado, como registrou o aumento de 3,03% nos preços à indústria geral, coletados pelo IBGE. Mas há muita pressão sobre os preços em geral, não só originados na corrida do câmbio, e os índices de varejo e atacado estão chegando juntos muito perto dos dois dígitos na variação em 12 meses. A queda rápida do nível de atividades, a diminuição de renda, a contração do crédito e os efeitos defasados da elevação dos juros deverão conter esses movimentos no início de 2016.

A combinação de pressões é aziaga, porque os ensaios de repasse cambial são acompanhados por pressões domésticas nos preços dos alimentos (não todas provocadas pelo enfraquecimento do real), dos transportes públicos, planos de saúde, despesas com serviços pessoais e recreação, todas correndo acima dos 9% em 12 meses encerrados em setembro. Os reajustes dos preços monitorados, por seu lado, ainda prosseguem: de setembro de 2014 a setembro deste ano subiram 16,95%, empurrados pela espetacular alta de 50% no preço da energia residencial. O IPCA 15 do mês de outubro acumula 8,49% no ano, quase um ponto acima do IPCA cheio do mês anterior – 9,77% em doze meses -, sinalizando aumento nada desprezível da inflação em outubro.

Preços no atacado e varejo com ritmos alinhados de alta é um sinal de que alguns custos em alta da indústria tentam se transmitir para os consumidores finais com algum sucesso. Com fraca atividade, a indústria está passando para frente a alta dos insumos importados. O caso é mais evidente na indústria extrativa, que têm boa parte dos preços internacionalizados, mas vale para a indústria de transformação, cujos preços recebidos subiram 10,41% em doze meses.

Alimentos estão encabeçando o aumento dos preços nos índices de atacado e varejo. A variação cambial se alia a fatores domésticos para justificá-la. Os preços pagos à indústria do setor aumentaram 13,15% em 12 meses, segundo o IPP. Entre os reajustes se destacam os da carne bovina, cuja alta de preços no mercado externo leva produção para fora do país ao mesmo tempo em que há menor oferta de gado para o abate. Os preços internacionais reagiram e levantaram os preços domésticos do açúcar, cuja produção em parte foi deslocada para o etanol onde as perspectivas de remuneração melhoraram com o reajuste dos combustíveis.

A série em doze meses do IPP capta melhor os setores cujos preços foram claramente abalados pelo câmbio: papel e celulose (30,35%), madeira (20,25%) e outros equipamentos de transporte, exceto veículos (45,33%). A pressão por repasses, segundo grandes categorias da economia do IPP, vêm principalmente de bens de capital (12,49% no ano) e de bens intermediários (8,45%), enquanto que para bens de consumo duráveis e não duráveis os aumentos estão na casa dos 5,5% e abaixo da média da indústria, de 7,8%.

Forte depreciação da moeda deslocou para cima a expectativa de preços, sem que o elevado nível dos preços dos serviços cedesse claramente. Há meses se espera que isso ocorra e inflação alta, aumento do desemprego e dissídios salariais que mal cobrem o custo de vida levarão ainda um tempo para domá-los.

O Banco Central crê que a passagem do câmbio aos preços domésticos é hoje mais suave do que já foi. Pode ser. O problema é que os solavancos cambiais agiram sobre uma inflação que já desbordava o teto da meta. Os juros subiram, mas não podem subir mais porque a economia desacelerou demais. As estimativas correntes são de uma recessão prolongada por no mínimo dois anos, algo só visto na década de 1930. Após vários anos ruins, a indústria de transformação deverá ter uma queda de 8,5% a 9% em 2015, estima o Ibre/FGV.

Há sinais, com o agravamento da recessão, de que freios aos repasses estão agindo. Um deles, o mais claro, é o aumento de estoques, que se dissemina por toda a indústria. Segundo a sondagem da indústria feita pelo Ibre, subiu de 22% para 24,5% a proporção das empresas que consideram seus estoques excessivos. Não por acaso, o setor que mais acumula mercadorias à espera de compradores é o setor de bens de capital, que no IPP lidera a alta dos preços pagos ao produtor. Se a tônica for essa, os preços desabarão em algum momento.

Valor Econômico – 29/10/2015

Redação On outubro - 29 - 2015
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