Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Número de empresas brasileiras que querem investir na Flórida sobe 40%

A quantidade de empreendedores que buscam abrir ou expandir negócios em Flórida aumentou 40% nos últimos três meses. A CFBACC, câmara de comércio que intermedeia as relações entre o Brasil e a região dos EUA, ganhou 120 membros desde 2012.

O estado da Flórida tem a quarta maior economia dos Estados Unidos. E só a sua área central, onde fica Orlando, acumula Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 100 bilhões. A região tem visto sua população aumentar nos últimos anos – cresceu 2,2% em 2014 – em parte por causa de novos residentes brasileiros.

“A qualidade de vida lá é melhor e hoje é mais seguro abrir um negócio na Flórida central do que no Brasil”, justificou Laiz Rodrigues, presidente da Câmara de Comércio Brasil Central Flórida (CFBACC). “A alta qualidade de vida supera a alta cotação do dólar”, completou. Ontem, a moeda americana era negociada por R$ 3,89.

Rodrigues lembrou também que já há grande quantidade de brasileiros vivendo em Flórida. Apenas em Orange County, moram mais de 60 mil hispânicos e latinos, categoria em que são contados os nascidos no Brasil, de acordo com o governo do condado. A prefeitura de Orlando estima que 30 mil brasileiros moram na cidade.

O evento “Doing Business with Central Florida” (“Fazendo Negócios com a Flórida Central, em tradução livre) busca promover o investimento do Brasil na região dos EUA. As salas de palestra ficaram lotadas nos dois primeiros dias. “Temos participação de mais de cem pessoas diariamente. E não é um acontecimento aberto ao público, é pago. Se as pessoas estão participando, é porque realmente existe interesse”, ressaltou Rodrigues.

A presidente da CFBACC destacou também o sistema tributário vigente na Flórida, um dos principais atrativos para empresários do País. “É muito mais fácil que o brasileiro e dá incentivo fiscal a pequenas e médias empresas estrangeiras”. De acordo com Laiz Rodrigues, companhias de menor porte que se enquadrem em programas do governo norte-americano podem deixar de pagar taxas no primeiro ano de exercício.

Segundo a executiva, os setores de alimentação, imobiliário, tecnologia da informação, construção civil e hospitalidade são os que mais crescem na Flórida central e buscam maior investimento.

Greencard

A quantidade de brasileiros que procuram acertar sua documentação para morar nos Estados Unidos também cresce neste ano.

De acordo com estimativa feita pela LCR Capital Partners, empresa que presta assessoria para obtenção do visto EB-5, o número destes documentos entregues a cidadãos do Brasil deve chegar a 150 até dezembro, superando o dobro do que foi registrado no ano passado.

Segundo a LCR, 10 vistos EB-5 foram recebidos por brasileiros em 2013 e 30 em 2014. Para se obter o documento, é necessário investimento nos EUA que gere, no mínimo, dez postos de trabalho por dois anos. Os aportes podem ser diretos, “quando o próprio brasileiro abre uma empresa nos Estados Unidos”, ou “o dinheiro pode ser direcionado a alguma empresa norte americana que seja aprovada pelo governo”, explicou Ilka Komatsu, gerente da LCR no Brasil.

“O greencard recebido por aqueles que obtenham o EB-5 é permanente e vale também para o cônjuge e para os filhos do investidor que tenham até 21 anos de idade”, completou Komatsu. O aporte mínimo exigido pelo governo norte americano para a obtenção do documento é de US$ 500 mil.

Sobre o impacto do câmbio elevado, a especialista afirmou que a alta da moeda americana arrefeceu um pouco a demanda pelo documento, mas que “muita gente conseguiu aproveitar até meados deste ano, quando o dólar ainda estava mais atrativo”.

Komatsu disse também que grande parte dos brasileiros que busca o EB-5 “faz isso pelas próximas gerações de suas famílias. Muitos têm filhos pequenos e querem que eles estudem e cresçam em outro país”. Segundo ela, o quadro econômico atual do Brasil também impulsiona a procura.

Nos Estados Unidos, a LCR administra US$ 12 milhões em recursos atrelados a obtenção de vistos EB-5. O investimento é feito na rede Dunkin Donnuts e, segundo a LCR, viabilizará 18 novas lojas da franquia na região metropolitana de Nova York.

“A indústria de franquias é considerada uma das mais seguras para os interessados no programa, porque é a que gera mais empregos por dólar investido”, destacou Patrick Findaro, Diretor da LCR para a América Latina.

DCI – 28/10/2015

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País cai em ranking de facilidade de negócios

O Brasil segue mal colocado no relatório do Banco Mundial que procura medir a facilidade de fazer negócios, aparecendo na 116ª posição num ranking de 189 países, cinco postos abaixo do ano passado. No “Doing Business 2016”, o Brasil mostra os piores resultados no pagamento de impostos (178º), abertura de empresas (174º) e obtenção de alvará para construção (169º). Com a nova metodologia usada no estudo, o Brasil ficaria em 111º na lista do ano passado. No estudo divulgado em 2014, com parâmetros um pouco diferentes, o país estava em 120º O ranking é liderado por Cingapura, seguido por Nova Zelândia, Dinamarca, Coreia do Sul e Hong Kong. Na última colocação, aparece a Eritreia.

Segundo o relatório, o Brasil implementou uma reforma que tornou mais fácil fazer negócios no último ano, ao facilitar o processo de exportações, com a implementação de um portal eletrônico. No entanto, o país também introduziu uma medida que dificulta a vida das empresas, uma vez que, em São Paulo, houve o aumento do imposto sobre transferência de bens – a outra cidade avaliada é o Rio de Janeiro.

Com uma mudança em cada direção, o Brasil ficou estacionado na chamada “distância até a fronteira”, passando de 57,66 no ano passado para 57,67 neste ano, numa escala que vai de zero a 100. Uma pontuação maior indica um país com “um ambiente de negócios mais eficiente e instituições legais mais fortes”. Uma medida acabou por “cancelar” o efeito da outra, segundo Rita Ramalho, a principal autora do estudo. Ao comentar a situação do Brasil, ela diz que, “em geral, o processo de reformas no país é relativamente pouco ambicioso”. Segundo Rita, o país faz quase todos os anos uma reforma importante ou promove algumas “melhorias aqui ou ali”, mas não há um projeto de vários anos, para afetar vários indicadores.

Entre os Brics, apenas a Índia, em 130º lugar, é um lugar mais complicado para uma empresa fazer negócios, segundo o relatório. Quem aparece mais bem colocado é a Rússia, no 51º posto. A África do Sul é a 736ª e a China, a 846ª. O grande destaque negativo do Brasil é o pagamento de impostos. As empresas brasileiras gastam 2.600 horas por ano com as suas obrigações tributárias. No México, esse tempo é de 286 horas e, em Cingapura, um pouco superior a 83.

Abrir um negócio também é uma dor de cabeça. Enquanto na Nova Zelândia é necessário apenas um procedimento e o tempo gasto é de apenas meio dia, no Brasil são exigidos 11 procedimentos, levando em média 83 dias. A obtenção de alvará para construção também é extremamente burocrática no país. A permissão demora quase 426 dias. Na Dinamarca, são 64. O Brasil também vai mal no quesito de comércio exterior, aparecendo em 145º lugar no ranking. O item em que o Brasil se sai melhor é na obtenção de eletricidade, com tempo médio de 43,6 dias. O país é o 22º da lista. No Canadá, por exemplo, a demora é de 137 dias.

Na América Latina, os países mais bem colocados são México (38º), Peru (50º) e Colômbia (54º). O relatório destaca a Costa Rica como um dos países que mais progrediram, com a implementação de três reformas, nas áreas de obtenção de eletricidade, crédito e impostos. Com isso, o país passou da 79ª para 58ª posição. Rita ressalta que a Costa Rica e o México têm promovido.

Valor Econômico – 28/10/2015

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Emergentes ganharão mais com facilitação de comércio, avalia OMC

GENEBRA  –  A completa implementação do Acordo de Facilitação de Comércio (AFC) ajudará a combater a corrupção e permitirá aos países em desenvolvimento aumentar em 20% a diversificação de suas exportações em novos mercados, avalia a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em relatório, a instituição avalia que, com menos barreiras e ineficiências, os países em desenvolvimento podem aumentar entre US$ 170 bilhões e US$ 730 bilhões por ano suas vendas para o exterior. Os montantes são várias vezes maiores do que estudos anteriores previam como ganho para toda a Rodada Doha, se concluída. Mas fontes dizem que outros cálculos apontam para resultado ainda três vezes maior do que a OMC prevê com o AFC.

O acordo visa simplificar e acelerar os procedimentos aduaneiros, e foi concluído há dois anos na conferência ministerial da OMC em Bali (Indonésia). Até agora, 50 países ratificaram o compromisso, mas são necessários mais 50 para que possa entrar em vigor.

Para a OMC, o acordo acelerará o fluxo de comércio, reduzirá o tempo gasto nas aduanas, aumentará a transparência e poderá reduzir a corrupção.

De acordo com o relatório, os custos comerciais nos países em desenvolvimento são hoje equivalentes a uma tarifa de 2,19%. Mesmo nos países desenvolvidos, os mesmos produtos podem enfrentar custos equivalentes a uma alíquota de 1,24%.

“Os países em desenvolvimento são os que ganharão mais com a completa implementação do acordo”, diz o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo. “Haverá mais impacto no comércio de alguns setores e regiões do que outros.” Ele cita a importância da aceleração nas aduanas do desembaraço de produtos agrícolas perecíveis. As exportações de eletrônicos e têxteis tem potencial de aumento anual de 1%.

No geral, a completa implementação do acordo permitirá reduzir os custos comerciais em 14,3% na média para os países-membros.

Pelas simulações feitas, o potencial global de aumento das exportações pode variar de US$ 1,8 trilhão a US$ 3,6 trilhões.

Valor Econômico- 28/10/2015

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Carros elétricos passam a ter Imposto de Importação zero

O governo liberou ontem a entrada no Brasil de carros elétricos e movidos a células de combustível sem pagamento de Imposto de Importação e ampliou a redução da alíquota para os chamados carros híbridos, para incluir os veículos com tecnologia de recarga externa.

A queda do Imposto de Importação para carros híbridos foi implementada no ano passado, como início do processo de uma política de incentivo para a produção desses veículos no Brasil.

A ideia de facilitar e baratear a importação é criar um mercado de consumo para esse tipo de veículo para que as empresas sejam estimuladas a produzirem no Brasil. As alíquotas do Imposto de Importação para híbridos caíram de 35% para zero, 2%, 4%, 5% e 7%, de acordo com a eficiência energética do veículo e agregação de valor no Brasil. Como contrapartida, as empresas que importarem se comprometem a agregar valor no Brasil e, mais à frente, produzir no País.

O governo aposta no mercado frotista, como locadoras e táxis, como potencial consumidor. Para eles, o carro híbrido pode ser interessante por causa da economia.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou ontem, por meio de nota, que a decisão de reduzir a zero a tributação para importação de carros elétricos “visa a incluir o Brasil em novas rotas tecnológicas, que disponibilizam ao consumidor veículos de maior eficiência energética, baixo consumo de combustíveis e reduzida emissão de poluentes”.

Segundo o ministério, as medidas “estão alinhadas à política de fomento para novas tecnologias de propulsão e atração de novos investimentos para produção nacional desses veículos”.

O Estado de S.Paulo – 28/10/2015

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‘Dama de ferro’ australiana abre mina de US$ 11 bi enquanto rivais fazem corte

JAMIE SMYTH DO “FINANCIAL TIMES”

Enquanto mineradoras pelo mundo todo —incluindo a brasileira Vale— cortam investimentos e amargam a queda no preço do minério, a pessoa mais rica da Austrália anda pela contramão.

No próximo mês, Gina Rinehart inaugura sua mina Roy Hill, um projeto de duas décadas e US$ 11 bilhões.

As primeiras exportações de minério de ferro em plena região desértica do Outback, a 1.100 km de Perth (costa oeste da Austrália), serão um momento histórico para a Hancock Prospecting, controlada por Rinehart, 61.

Ela conquistou o apelido “dama de ferro” tanto por sua personalidade inflexível quanto pela commodity sobre a qual foi construída a fortuna de sua família.

Na trajetória, Rinehart disputou a herança de seu pai com sua madastra, uma empregada filipina que ela suspeitava ter participado da morte do magnada.

Mais recentemente, envolveu-se em disputa com os filhos pelo controle do grupo.

MOMENTO DIFÍCIL

Até o momento, a Hancock Prospecting obtém a maior parte de sua receita de licenças concedidas pelo governo para a exploração e desenvolvimento de terras exploradas por empresas como a Rio Tinto.

Ao formar parcerias com siderúrgicas do Japão, Taiwan e Coreia do Sul, e executar o maior contrato mundial de financiamento de minas, Rinehart está transformando a empresa fundada 60 anos atrás por seu pai, garimpeiro, em rival da Rio Tinto, BHP Billiton e da brasileira Vale.

Depois do maior boom de investimento em mineração desde a corrida do ouro dos anos 1850, impulsionado pela China na última década, as companhias do setor entraram em compasso de espera.

Rinehart, em contraste, está fazendo a maior aposta de sua carreira. Os críticos afirmam que seu projeto de estimação, do qual ela detém 70%, não poderia estar iniciando operações em momento pior, com a desaceleração na economia chinesa e a consequente perda de apetite pelo minério de ferro –ingrediente essencial do aço.

O preço do minério de ferro caiu a US$ 53 por tonelada, ante o pico de US$ 190 em 2011, e alguns analistas antecipam que a mina Roy Hill enfrentará dificuldades para obter lucro. “Os obstáculos a superar são elevados, tendo em vista o investimento pesado que ela teve de fazer antecipadamente”, diz Ivan Szpakowski, analista de commodities do Citi.

A queda nos preços das commodities e a desaceleração do investimento em mineração estão prejudicando a economia da Austrália, cujo Produto Interno Bruto (PIB) está crescendo em ritmo anual de 2%, abaixo dos 3% de sua tendência de longo prazo.

A situação também vem devorando a fortuna de Rinehart, estimada agora pela revista “BRW” em 14 bilhões de dólares australianos (US$ 10,1 bilhões) ante um pico de 29 bilhões de dólares australianos em 2012, quando a publicação colocou a presidente da Hancock Prospecting no topo de sua lista das mulheres mais ricas do planeta.

GUERRA EM FAMÍLIA

A determinação férrea de Rinehart de desenvolver Roy Hill é um traço constante em sua carreira empresarial, mas um traço que a envolveu em desavenças espetaculares com amigos, assessores e até parentes.

Além dos desafios de obter financiamento e administrar o desenvolvimento da mina, Rinehart está sendo processada por dois de seus quatro filhos, que querem tirar da Hancock Prospecting o controle de alguns dos direitos de mineração mais valiosos da companhia, entre os quais Roy Hill, e reduzir o controle dela sobre a empresa de 76% para 51%.

A amarga disputa judicial distrai as atenções da empresa no momento em que esta se prepara para iniciar a produção.

Caso Rinehart se veja derrotada no processo judicial, seu controle sobre toda a Hancock Prospecting pode ser abalado.

John Hancock, seu único filho homem, diz que a mãe deveria “cuidar dos nossos interesses. Mas em lugar disso tirou ativos de nosso fundo de investimento”.

Um porta-voz da Hancock Prospecting rejeita essa afirmação e diz que a gestão de Rinehart será ferrenhamente defendida nos tribunais.

Em um processo judicial separado, em maio, Rinehart perdeu o controle de um fundo de investimento familiar multibilionário que tem posição central na disputa, e Bianca, sua filha mais velha, com quem ela está rompida, foi apontada pela Justiça como curadora.

A disputa familiar concentrou as atenções do país na magnata da mineração, avessa à publicidade, e este ano inspirou uma minissérie televisiva australiana, “The House of Hancock”.

Rinehart reagiu à série processando o Channel Nine e a Cordell Jigsaw, produtora responsável pelo programa. O caso ainda não foi decidido, o que se aplica também a outros processos cujo objetivo é manter os negócios da família sob seu controle, defender sua reputação e contestar os dissidentes.

“Ela é uma pessoa muito controladora”, diz Adele Ferguson, autora de uma biografia não autorizada da rainha do deserto.

CONTRA A VIÚVA

Depois da morte de seu pai, Lang Hancock, em 1992, Rinehart travou uma batalha pelo controle da herança do magnata da mineração com sua viúva, Rose Porteous.

Acreditando que a antiga empregada doméstica filipina havia de alguma forma acelerado a morte de Hancock, ela passou anos fazendo lobby junto à promotoria pública estadual da Austrália Ocidental por um inquérito quanto à morte de seu pai.

Quando o inquérito foi enfim realizado, em 1999, a conclusão do legista foi a de que Hancock havia morrido de causas naturais. As duas herdeiras encerraram sua disputa por acordo em 2003.

“Não sei se seria justo dizer que os litígios são uma obsessão [para Gina]”, diz Ron Manners, amigo de Rinehart. “Eu diria que muitos dos litígios que surgem ela vê como uma mosca que está rondando uma vaca e precisa ser esmagada”.

Rinehart usa sua riqueza para defender sua reputação, fazer lobby junto a políticos e promover a ideologia do livre mercado, de acordo com Ferguson. Zangada com a cobertura da mídia sobre seus assuntos e a questão da mudança do clima, quanto à qual ela apoia a posição dos céticos, Rinehart adquiriu participação acionária na Fairfax, mas as vendeu alguns meses atrás.

Folha São Paulo – 28/10/2015

Redação On outubro - 28 - 2015
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