Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Exportações de minério de ferro crescem, mas receita cai

Estrela do comércio de Minas Gerais e do Brasil com o exterior, o minério de ferro vive numa encruzilhada de desafios no mercado internacional, mas não perdeu toda a majestade na balança brasileira. Os embarques da matéria-prima terminaram setembro em ciclo de alta acumulada no ano de 6,13% e devem manter o ritmo até dezembro, a despeito de a receita das vendas ter despencado 47,11% na comparação com os primeiros nove meses de 2014. Entre a boa e a má notícia, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), os números mostram que o carro-chefe da produção mineral do país puxa uma nova corrida das grandes empresas exportadoras, a Vale e a Samarco Mineração, diante de seus concorrentes no mundo. A briga é para aumentar a oferta de minérios mais ricos em ferro, portanto mais caros, e processados a custos menores.

A ordem é disputar cada palmo da demanda dos maiores compradores na China, Japão, Europa e Oriente Médio, num ambiente que alimenta as baixas dos preços, próximas de 50% no último ano, contudo, deslocando fornecedores menores da comodity. Como mandam as leis da economia, a oferta execessiva pressiona as cotações, o que exige maior esforço das mineradoras e ajustes que implicaram, neste ano, cortes na produção da Vale em Minas Gerais, ao mesmo tempo em que, agora, começa a crescer o processamento para elevar os teores de ferro nas jazidas de Itabira e de São Gonçalo do Rio Abaixo, na porção central de Minas.

A movimentação das empresas difere de ondas anteriores de mercado, quando a corrida dos concorrentes se deu em longo período de preços ascendentes. As cotações da tonelada de ferro saíram de US$ 20 no começo de 2005 para atingir US$ 140 em 2011. Em janeiro último, estavam na faixa dos US$ 60. Estimativas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) indicam fôlego para os volumes embarcados no Brasil continuarem a crescer e avançar mais 5%, pelo menos, em 2016, num cenário de continuidade da queda do valor da tonelada exportada.

De janeiro até o mês passado, o preço da tonelada brasileira exportada foi de US$ 40,70, ante US$ 81,67 registrados de janeiro a setembro de 2014. “A briga se dá entre as gigantes do setor. Se alguém abrir espaço, ele é ocupado pelo concorrente”, afirma o presidente da entidade, José Augusto de Castro. Estima-se que as multinacionais Rio Tinto, BHP, Vale e a companhia australiana Fortescue Metals Group tenham respondido por mais de 70% da oferta mundial no ano passado. As três competidoras da Vale anunciaram aumento ou recorde de produção, assim como fez a companhia brasileira nesta semana.

A Vale deverá se confirmar no posto de maior exportadora do país em 2015, já tendo despachado ao exterior embarques gerais avaliados em US$ 8,541 bilhões de janeiro a setembro. O diretor administrativo do Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (Sindiextra), Cristiano Monteiro Parreiras, afirma que, com a forte demanda apresentada pelo mercado chinês nos últimos anos, as companhias expandiram a produção de olho na cotação do minério de ferro no mercado internacional. Segundo ele, a expectativa era que os chineses mantivessem a demanda em alta, inclusive com a entrada de outros consumidores, mas isso não ocorreu. Pelo contrário, a desaceleração do crescimento do país resultou em estagnação da demanda. “O problema do minério não é a demanda. O que se tem é uma sobreoferta do minério australiano”, disse.

Nesse sentido, as mineradoras com melhor custo/benefício têm conseguido se manter em alta, inclusive com elevação da produção. No Brasil, é o caso principalmente da Vale e da Samarco. Em outros países, fora do rol de tradicionais no setor, o que se observa é a paralisação na produção. A quarta maior mineradora do mundo, Glencore, paralisou a produção em minas importantes na Austrália e no Peru. Segundo Parreiras, as companhias brasileiras apresentam bom nível de competitividade, mas, dada a ferrenha disputa por mercado no atual cenário, as empresas vão procurar ampliar a produção em minas com melhor custo/benefício. “Esse acréscimo de produção demonstra a competitividade do setor mineral, que, mesmo em crise, continua a buscar espaço no mercado”, destaca o diretor do Sindiextra.

Eficiência a todo custo Grandes ajustes de custos e o desembolso de recursos com o objetivo de melhorar a produtiviade, para continuar gerando retorno atrativo aos investidores, ainda estão por vir, num momento de preços baixos, como observa o relatório Mine 2015, publicado pela empresa de consultoria PwC, que aborda os rumos da indústria global de mineração, com destaque para as 40 maiores mineradoras do mundo, incluindo a Vale. Os maiores efeitos desse ambiente desafiador serão sentidos nos produtores de minério de ferro, em razão do declínio dos preços, segundo o sócio da PwC Brasil, Ronaldo Valiño. “Além da noticiada demanda mais lenta da China, as quedas de preço estão muito relacionadas ao excesso da oferta atual no mercado”, afirmou o especialista, ao divulgar o relatório em meados deste ano.

Itabira investe para retomada

Berço da atuação da Vale, as reservas de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, vão retomar, com minério de alta qualidade, o nível de produção, que vinha caindo desde 2006. Três grandes projetos de processamento e retirada de impurezas de minério pobre em ferro, do tipo itabiritos, vão permitir à companhia elevar a produção no município, estimada em 35 milhões de toneladas neste ano para 39 milhões em 2016 e 50 milhões em 2018. Se confirmada a progressão, será o melhor resultado em 13 anos.

As intervenções estão sendo feitas a partir de atualização tecnológica de processos e equipamentos nas minas de Conceição e do Cauê, como parte de um pacote de investimentos em fase de conclusão orçado em US$ 5,5 bilhões, lembra Antônio Padovezi, diretor do Departamento de Ferrosos Sudeste da Vale. Os recursos contemplaram também a mina de Vargem Grande, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A mineradora investiu outros US$ 423 milhões nos últimos sete anos e acaba de pôr em marcha a expansão de sua maior jazida mineira, de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, com o mesmo objetivo de elevar a qualidade do minério e ampliar a vida útil de seus ativos.

“Em termos de qualidade e custos competitivos, estamos bem posicionados em Minas”, disse Antônio Padovezi ao Estado de Minas. Com a implantação dos projetos, a companhia passa a explorar minérios lavrados com 42% de teor de ferro e que ao fim dos processos de beneficiamento nas reservas apresentam grau de pureza de 68%. Padovezi observa que a referência de preços usada no mercado internacional são minérios com teores de 62% de ferro. Acima disso, o produto recebe prêmios pela qualidade.

“A busca de produtividade não para. Não significa que chegamos nesse patamar e estamos satisfeitos”, completa o diretor da Vale. Em razão dessa meta, a empresa cortou 13 milhões de toneladas de capacidade anual de produção em jazidas consideradas muito antigas e improdutivas de Minas Gerais. A companhia informou, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, que espera reduzir o custo de produção de minério de ferro para US$ 10 por tonelada, depois do pleno funcionamento dos projetos nas reservas de Minas e da entrada em operação do S11D, a nova megaexpansão de Carajás (PA), com capacidade para produzir 90 milhões de toneladas de ferro por ano. De julho a setembro, cada tonelada foi produzida pela companhia a US$ 12,70. (MV e PRF)

Estado de Minas – 26/10/2015

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Abimei prevê recuo de 25% na importação de máquinas

“A Abimei estima redução de no mínimo 25% na importação de máquinas em 2015”, informa Ennio Crispino, presidente da entidade que reúne os distribuidores e importadores de máquinas e equipamentos do País. Em entrevista realizada durante a Feira de Corte e Conformação de Metais, na semana passada, o dirigente explicou que esse índice poderá ser maior ou menor dependendo da importância dos setores automotivo e de petróleo e gás na carteira de clientes de cada empresa.

Crispino comentou ainda um dado encontrado em levantamento recente encomendado pela entidade: ao mesmo tempo em que diminui a importação de máquinas tem crescido o volume de importação de peças para máquinas importadas. A explicação é que os clientes estão optando por fazer a manutenção de suas máquinas antigas a investir em máquinas novas.

Sobre a crise atual, avalia que o mais preocupante está no fato de não ser possível visualizar qualquer sinal de reversão, de se estabelecer um possível ponto de inflexão da atual curva descendente. Segundo ele, inclusive, já tem ouvido comentários de empresários de que não acreditam na reversão do cenário em 2016. “Enquanto não houver uma retomada na produção de veículos não representará nada para o nosso setor”, observa.

Exportações – “Com o aumento do dólar, fala-se muito que a indústria brasileira deveria aproveitar a oportunidade para exportar. Mas como fazê-lo se a indústria da manufatura não está preparada, não conseguiu investir em meios de produção”, diz. “Os que conseguiram investir podem ter algum sucesso, pois irão apresentar algum diferencial”.

Sobre a feira, Crispino diz ter notado maior preocupação dos expositores em apresentar soluções completas, incluindo a automação. Em sua opinião os clientes estão em busca de soluções para o aumento da produtividade e redução de custos. “Não querem mais só a prensa ou a dobradeira, querem também carga e descarga automática e, de preferência, a solução completa de uma única fonte”. De olho nessa tendência, “as empresas têm procurado estreitar as parceiras com integradores e fornecedores para aproveitas as poucas oportunidades de negócios que estão surgindo”.

Fonte: Usinagem-Brasil

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Martifer abandona o negócio de construções metálicas no Brasil
Jorge Horta

O grupo português decidiu desistir do fabrico de estruturas metálicas no Brasil, onde entrou em 2011. A Martifer permanecerá no mercado brasileiro mas apenas com projetos de energias renováveis.
Martifer forneceu o estádio Castelão, em Fortaleza.

Lisboa – O grupo português Martifer decidiu abandonar o seu negócio de construções metálicas no Brasil, um mercado onde chegou a ser o fornecedor de estruturas metálicas para importantes infra-estruturas, nomeadamente alguns dos estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014, como a Arena Fonte Nova, o Castelão e o estádio de Manaus.

Em comunicado, a Martifer anunciou que “no âmbito do plano de reestruturação do grupo Martifer chegou a acordo com um grupo de investidores para a realização de uma operação de alienação da totalidade das quotas e transferência de responsabilidades, das suas participadas de direito brasileiro, no segmento de construção”.

A Martifer realça que a operação de saída do mercado brasileiro surge “enquadrada num clima de forte instabilidade do setor da construção no Brasil”. A companhia não divulgou pormenores sobre o valor e impacto da transação, nem quem foram os investidores que adquiriram as suas operações de construção metálica no Brasil.

O grupo luso sublinhou ainda que manterá a sua presença no mercado brasileiro na área das energias renováveis.

A Martifer havia iniciado a sua aposta no negócio de construções metálicas no Brasil em 2011, onde se instalou no Estado de São Paulo. A sua fábrica de estruturas metálicas em Pindamonhangaba emprega 600 pessoas e tem uma capacidade de produção de 18 mil toneladas por ano.

Fonte: Portugal Gigital

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Philips exporta seu primeiro produto made in Brazil

O grupo holandês Philips escolheu o Tasy, um sistema de gestão integrada de saúde desenvolvido em Blumenau (SC), para ser internacionalizado. Trata-se do primeiro produto de exportação da unidade brasileira e a estreia será no México. O Tasy enquadra-se na estratégia do grupo de investir nas áreas de bem-estar e saúde, envolvendo toda a cadeia do setor, do paciente aos prestadores de saúde e operadoras de planos de saúde. Está pronto para ser integrado à nova Philips, após a cisão prevista para 2016.

Com esse sistema integrado e a decisão de exportação, a Philips Brasil ganha maior importância no contexto global. É a única empresa do grupo que tem esse tipo de produto, diz Solange Plebani, diretora da empresa no país e líder do negócio na Philips mundialmente. Os demais serviços da área de saúde do grupo foram adaptados pela equipe de Blumenau para o Brasil.

“Quando olhamos para o foco da empresa, de cuidado continuado, o nosso produto é estratégico para fazer a integração das diferentes linhas de produto para auxiliar na gestão do cuidado continuado”, disse Solange. “A unidade e o time ganharam grande visibilidade.” Isso tem se traduzido em mais recursos para a unidade brasileira.

A subsidiária de Blumenau recebeu aportes para fazer investimentos, cujos valores não foram revelados, e tornou-se um dos cinco centros de desenvolvimento do grupo. Foram contratados 120 funcionários neste ano, chegando a quase 600 em Santa Catarina. Além disso, a unidade obteve sinal verde para nova expansão em Blumenau por causa das exportações. O sistema é traduzido para o idioma do país onde está sendo implantado, requer amplo conhecimento sobre as regras das agências de saúde e parcerias com hospitais e universidades locais.

Segundo Solange, criar escala no desenvolvimento do produto é o maior desafio para a internacionalização. A barreira dos brasileiros é aprender inglês e operar o negócio nesse idioma. A empresa investe no ensino de línguas para os funcionários, mas o retorno é lento, disse ela. No centro de desenvolvimento da Índia, ao contrário, todos dominam o inglês, o que facilita a colaboração. No Brasil agora é preciso nivelar o conhecimento em inglês à qualificação técnica existente.

O Tasy nasceu na Wheb Sistemas, empresa que a Philips comprou em 2010, inteiramente voltadas a sistemas para a gestão de saúde. O produto já tem 700 instalações no Brasil e começa a fase comercial no hospital San Javier, de Guadalajara, México, em novembro. O San Javier é privado, tem cerca de 100 leitos e 300 médicos. O sistema começou a ser implantado no San Javier há ano e meio. Nesse período foi adaptado para o idioma e regras locais, entrando depois na fase de testes e treinamento dos funcionários. Em novembro começa o uso em produção.

Na sequência será implantado em mais dois hospitais ligados ao San Javier. Como o sistema já foi adaptado no país, agora o processo será rápido. Segundo Solange, os clientes no Brasil têm obtido um ganho financeiro de até 30% com o sistema integrado. Nos primeiros meses após a implantação, a queda de custos varia de 20% a 25%, dependendo do cliente, seguida de aumento de receita e de produtividade, disse a executiva.

Enquanto a companhia avança no mercado de saúde e tecnologia voltada ao setor, está prestes a concluir sua reestruturação corporativa. A Philips está sendo dividida em duas áreas: HealthTech e Lighting Solutions. Da reestruturação resultarão duas empresas, a Philips (composta por Healthcare e Consumer & Lifestyle) e Philips Lighting (parte de iluminação). Os planos preveem finalizar a transição da unidade de negócios de iluminação para uma estrutura legal em fevereiro. A cisão deve ser completada no primeiro semestre. No processo está prevista a realização de uma oferta pública inicial de ações e uma venda privada.

Valor Econômico – 26/10/2015

Redação On outubro - 26 - 2015
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