Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Renda média acumula queda real de 2,5% no ano, recuo mais forte desde 2003

O desempenho dos salários nas seis principais regiões metropolitanas do país registrou novo recorde negativo em setembro. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), a renda média encolheu 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 2.179,80, já descontada a inflação. O dado fica atrás apenas do apurado em maio – uma queda de 5%, na mesma comparação. A retração média de 2,5% acumulada em 2015 já é a maior nesse confronto desde o início da série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003.

A perda nos rendimentos, entretanto, ainda não se manifesta de forma contundente sobre a procura por emprego. No mês passado, a população economicamente ativa (PEA) cresceu 1% sobre setembro de 2014 – avanço semelhante ao da demografia, já que a população em idade ativa também subiu 1%. No acumulado do ano, a alta é ainda menor, de 0,8%.

rendamedia

O aumento é significativo se comparado ao resultado do ano passado, quando a força de trabalho cedeu 0,7%. Mas insuficiente para mexer na taxa de atividade – a proporção de indivíduos em idade de trabalhar que estão empregados ou à procura. Entre setembro de 2014 e igual intervalo deste ano, ela se manteve em 55,9%.

Em 2004, por exemplo, ano em que a renda também passou por um ciclo de retração, a taxa média de participação chegou a 57,2%. Naquele ano, diante de uma queda de 1,2% na renda média real, a força de trabalho cresceu 1,9%.

Sem essa “ajuda”, a taxa de desemprego teria avançado ainda mais no mês passado, já que a ocupação, que mede a quantidade de empregos gerados no período, despencou 1,8%. O indicador manteve-se estável em relação a agosto, em 7,6%, 2,7 pontos percentuais acima do patamar de setembro de 2014.

Economistas ouvidos pelo Valor ainda não veem entre as variáveis uma explicação para o avanço moderado da PEA. Eles afirmam, contudo, que o ritmo intenso de retração da renda deve eventualmente elevar a taxa de participação – e pressionar, portanto, ainda mais a taxa de desemprego.

Em termos dessazonalizados, a desocupação aumentou de 7,3% em agosto para 7,4%, de acordo com a LCA Consultores. “A taxa do mês passado não é estável”, diz Fabio Romão, economista da instituição, lembrando que as contratações de temporários para o fim do ano e a procura tradicionalmente mais fraca por novas vagas fazem com que o desemprego cai no último quadrimestre do ano.

Parte expressiva das perdas na ocupação deveu-se ao fechamento de postos no setor de serviços. Ele respondeu por praticamente metade da queda de 1,8% no indicador, ainda segundo cálculos da LCA, levando em consideração os quatro segmentos divulgados pelo IBGE. A indústria também deu contribuição negativa importante, de 0,79 ponto percentual – queda de 4,3% no volume de empregados.

Notícias ruins para o comércio, o aumento das demissões e a diminuição da renda disponível para o consumo podem representar algum alívio para a inflação de serviços, pondera o economista-chefe da Haitong, Jankiel Santos, e reforçam as expectativas de que o Banco Central mantenha a taxa básica de juros no atual patamar no curto prazo.

Para Santos, ainda que a reação da PEA à queda da renda esteja mais defasada, ela deve acontecer nos próximos meses, levando a taxa de desemprego a patamares cada vez maiores. A LCA Consultores, por exemplo, espera taxa média de 6,8% neste ano e de 8,4% em 2016. O rendimento médio real cairia 2,9% e a massa salarial encolheria 4,1%. Mais pessimista, a Tendências estima desocupação de 7% e de 9%, na mesma ordem, segundo o economista Rafael Baciotti.

Adriana Beringuy, técnica da coordenação de emprego e renda do IBGE, destaca ainda a retração do emprego com carteira assinada, de 3,5% em relação a setembro do ano passado, 409 mil vagas a menos. “Você perde trabalhadores que têm todas as prerrogativas que esse tipo de vínculo oferece”, afirmou, referindo-se ao sistema de proteção social associado ao mercado formal, que inclui seguro-desemprego e FGTS.

O volume de postos sem carteira assinada caiu ainda mais, 6,2%. Ao lado do serviço militar, o emprego por conta própria foi o único que cresceu, 2,6%. Uma das categorias mais frágeis da ocupação, já que representa, muitas vezes, um “último recurso” de quem tem dificuldade para encontrar emprego e precisa de uma fonte de renda, ele já representa 19,5% de todos aqueles empregados, quase um ponto percentual acima do nível de setembro do ano passado.

A massa de rendimentos, por sua vez, recuou expressivos 6,1%, após queda de 5,2% em agosto e 3,3% em julho, na comparação com iguais períodos de 2014.

Valor Econômico – 23/10/2015

 

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Indústria vê sinais positivos e pessimismo do setor diminui

Expectativas menos desfavoráveis sobre produção e emprego nos próximos três meses levaram ao aumento de 2,4% na prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI), da FGV, em outubro, para 67,6 pontos, feito o ajuste sazonal. Em setembro, o índice fechado caiu 2,9% ante o mês anterior. A projeção puxou o resultado preliminar do Índice de Expectativas (IE), que subiu 7,2% em outubro, ante setembro.

A leve melhora na confiança na indústria ocorre em meio a outros sinais positivos e sugere que o fundo do poço para o setor pode estar próximo. A sondagem mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou a primeira queda dos estoques do setor industrial do ano, registrada em setembro, além do crescimento do otimismo com relação às vendas externas e a elevação da intenção do investimento, a primeira alta em 2015.

Para a FGV, no entanto, o aumento na confiança, não implica otimismo dos empresários, apenas pessimismo menor. O sentimento decorre da possibilidade de um movimento mais forte de substituição de importações, devido à alta do dólar, disse o superintendente-adjunto de ciclos econômicos do Ibre-FGV, Aloisio Campelo Junior.

A valorização do dólar ajudou a tornar as expectativas do empresariado quanto à produção menos negativas. Acredita-se que a moeda americana deve permanecer no atual nível por algum tempo, por causa do cenário macroeconômico. Isso deve dar tempo para que o setor não somente aproveite a oportunidade para ganhar mercado interno, mas também eleve o ritmo de exportações, afirmou o especialista.

Essa avaliação do setor é perceptível ao se observar a trajetória dos resultados preliminares de confiança e expectativas por categorias de uso da indústria da transformação. Segundo Campelo, houve melhora nas expectativas de bens de capital e de bens intermediários.

No caso das expectativas menos desfavoráveis para o emprego, Campelo comentou que o setor industrial já promove demissões e “layoffs” há bastante tempo. O que pode ter ocorrido no resultado preliminar em outubro, avalia, é uma percepção das empresas de que as demissões devem continuar, mas em ritmo menos intenso que em meses anteriores. “Não estamos saindo do cenário negativo. Temos, na prévia, proporção maior de empresas querendo demitir do que contratar. Mas essa parcela de companhias dispostas a demitir diminuiu em relação ao mês passado”, disse o economista.

Para Campelo, o dólar em alta é uma vantagem, mas a indústria brasileira ainda é muito focada no mercado interno. “Há, por outro lado, um fator negativo do dólar em elevação, pois muitas empresas têm dívida nessa moeda, e não sabemos como elas vão lidar com isso em seus balanços. Acho que o aumento na prévia do indicador é uma boa notícia. Mas, não é certo que teremos um momento de virada.”

Outro aspecto mencionado pelo técnico foi a atual profundidade da queda na confiança industrial. Para Campelo, o aumento sinalizado na prévia pode se converter em uma alta, no fechamento do mês, a ser divulgado no dia 28. Entretanto seria uma elevação apenas depois de várias quedas fortes, que conduziram o índice no mês passado ao menor patamar (66 pontos) da série histórica, iniciada em abril de 1995. “Mesmo com a elevação, o indicador ainda estaria bem abaixo de cem pontos”, notou ele, lembrando que a marca de cem pontos divide pessimismo e otimismo.

O técnico frisou também que a trajetória das expectativas na confiança industrial é bastante volátil. Ou seja: é incerto se esse patamar de expectativas menos negativas irá se manter até o fim do ano, com impacto positivo na confiança da indústria.

Para o especialista, somente um aumento sustentável na demanda interna, impulsionada por melhora no consumo das famílias e nos indicadores de mercado de trabalho, poderia conduzir uma reversão da confiança industrial para o campo do otimismo, em comparação ao quadro de “diminuição de pessimismo” observado atualmente, avalia.

Valor Econômico – 23/10/2015

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Contra queda de vendas no Brasil, Electrolux eleva preço e corta custo

SÃO PAULO  –  A fabricante sueca de eletrodomésticos Electrolux notou uma queda significativa da demanda por seus produtos no Brasil entre julho e setembro, o que pressionou o volume de vendas e os lucros na América Latina. Além disso, a companhia tomou medidas de redução de custos e aumentos de preços para compensar a depreciação do real no país.

A Electrolux divulgou nesta sexta-feira o resultado do terceiro trimestre. O lucro líquido somou 1,01 bilhão de coroas suecas (US$ 119,5 milhões), alta de 8,7% em relação a igual período de 2014. A receita líquida também subiu 8,7%, para 31,27 bilhões de coroas suecas, com impacto do câmbio e crescimento orgânico.

O lucro operacional totalizou 1,51 bilhão de coroas suecas, alta de 8,2% na comparação anual.

As vendas de eletrodomésticos na região que engloba Europa, Oriente Médio e África e na América do Norte — representativas de 65% das vendas do grupo — tiveram bom crescimento orgânico e forte melhora nos lucros. A companhia espera expansão entre 1% e 2% do mercado europeu de eletrodomésticos em 2015 e crescimento entre 4% e 6% nos Estados Unidos.

Na América Latina, a receita líquida caiu 17%, afetada pela piora das condições de mercado e pelo câmbio. Houve retração orgânica de 5,1% no trimestre. O lucro operacional caiu pela metade, para 110 milhões de coroas suecas.

Boa parte da deterioração do lucro operacional foi reflexo da desaceleração no Brasil. A companhia disse que o ambiente no país continua a ser desafiador, mas foi mitigado parcialmente por um desempenho financeiro mais forte na Argente e Chile.

Valor Econômico – 23/10/2015

 

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Volvo fecha trimestre com lucro e receita maiores

SÃO PAULO  –  A sueca Volvo informou avanço de 98,9% no lucro líquido do terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 3,07 bilhões de coroas suecas (US$ 363,2 milhões).

A empresa, que faz caminhões, ônibus, motores marítimos e equipamentos de construção, informou que a receita de julho a setembro subiu 9%, em relação a um ano antes, para 73,3 bilhões de coroas suecas.

O resultado foi beneficiado por efeitos cambiais favoráveis e medidas de cortes de custos.

A segunda maior fabricante de caminhões do mundo registrou 42.648 pedidos de veículos no terceiro trimestre, queda de 15% em relação ao ano passado. A demanda menor na América do Norte e o mercado fraco no Brasil foram parcialmente compensados por uma recuperação dos pedidos na Europa.

As vendas na América do Sul, incluindo o Brasil, recuaram 33%, para 4,3 bilhões de coroas suecas.

A Volvo também anunciou a previsão de mercado total de caminhões no mundo para 2015 em 310 mil unidades, próximo ao nível recorde. Para 2016, a companhia espera que a demanda continue em um bom nível, apesar de menor – em cerca de 280 mil caminhões.

No Brasil, a projeção para o mercado total de caminhões em 2015, envolvendo todas as marcas, é de 40 mil unidades. A companhia indicou o mesmo volume de vendas no país para 2016.

Segundo Jan Gurander, diretor financeiro da companhia, o mercado brasileiro deve permanecer em níveis baixos por pelo menos dois anos.

Valor Econômico – 23/10/2015

 

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Após ciclo de expansão, setor entra em rota de crise

A indústria cimenteira do país enfrenta uma nova rota de contração do consumo, após mais de uma década de crescimento contínuo. O temor é reviver um desempenho igual, ou até pior, ao do início da década de 80, quando acabou o surto de crescimento promovido pelo “Milagre Econômico” dos anos 70, com obras de infraestrutura e programas de investimentos do governo militar. Na época, depois de triplicar, o recorde de demanda de 27 milhões de toneladas em 1980 teve forte queda durante quatro anos. Só se recuperou para os mesmos níveis no começo da década de 90.

Para este ano, a expectativa das cimenteiras é uma retração de até 12% no consumo, após um período de crescimento sucessivo que teve início em 2004, vindo a alcançar a marca de 72 milhões de toneladas no ano passado.

Durante a retomada, chegou a haver falta de cimento em 2007 em muitas lojas de materiais de construção em algumas regiões do país, que teve de recorrer a importações para equilibrar o abastecimento do mercado.

Uma onda de investimentos das empresas existentes e de novos entrantes veio a seguir e elevou em 50% a capacidade do setor desde então. Com novos projetos e expansões de fábricas em andamento, se efetivados, haverá mais 21 milhões de toneladas de capacidade fabril até o fim de 2016.

O cenário atual da economia do país, com contração do PIB neste e no próximo ano, sinaliza tempos difíceis para o setor, avalia José Otavio de Carvalho, presidente-executivo do SNIC, entidade que reúne as fabricantes de cimento do país. A previsão, informa Carvalho, é de mais 10% de queda do consumo no próximo ano, levando a atividade a voltar ao nível de 2010, com vendas abaixo de 60 milhões de toneladas – um recuo expressivo frente ao volume que atingiu em 2014.

A razão, explica Carvalho, é a falta de reposição de obras no segmento de infraestrutura, redução drástica de lançamentos de imóveis na área imobiliária, acentuação da queda da massa salarial do país e encolhimento da ordem de 30% na concessão de crédito para financiar compra de imóveis que se viu de janeiro a agosto deste ano. “Ainda é impossível ver o fundo do poço. Imagino que a recuperação da economia será demorada e dolorida, impondo perda de mercado de um quarto ao setor em três anos”, afirma.

cimento

A retração acontece principalmente nas obras de infraestrutura (recuo em torno de 20%), de edifícios residenciais e comerciais e na autogestão – reformas e puxadinhos de residenciais, que geram o chamado consumo formiguinha. Desemprego e queda da massa salarial, aliados à redução de crédito, afetam as decisões de gastos nesse tipo de obra.

Em setembro, as vendas de cimento tiveram retração de 14,7%, na comparação com mesmo mês do ano passado. Foram comercializadas 5,46 milhões de toneladas. Um ano atrás, as empresas locais despacharam no mercado nacional 6,4 milhões de toneladas.

O volume acumulado de vendas de janeiro a setembro, apontou o SNIC, foi de 49,2 milhões de toneladas. Esse número representou recuo de 7,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em doze meses, de outubro de 2014 até setembro, as vendas atingiram 66,8 milhões de toneladas, um decréscimo de 5,7% frente a igual período – outubro de 2013 a setembro de 2014.

Carvalho observa: “Os últimos meses do ano passado ainda foram bons, algo que não vamos ver neste último trimestre de 2015”.

Na sua avaliação, que acompanha há muito tempo a indústria cimenteira, o risco é ver de novo o fim de um período de pujança que levou empresas a investir pesado, além da entrada de novos investidores, e depois carregar longos anos de ociosidade da indústria. “Tivemos 25 anos de estagnação, com pequeno fôlego na primeira fase do plano real, até a nova retomada – 2004/2005”.

Para Carvalho, o problema é que o país, no momento, vive uma série de incertezas, que passa por uma crise política que não se sabe qual o desfecho que terá e como vai afetar ainda mais a economia do país. “A situação atual é bastante crítica. A meu ver, ela se mostra pior que a dos início dos anos 80 no aspecto político e de governo para se fazer o gerenciamento da crise vivida pelo país”.

A região Nordeste, segundo avaliações, tende a ser a que sofrerá o maior baque de demanda de cimento. Foi onde se observou um dos maiores índices de crescimento de consumo do produto, alcançando 20% de expansão, puxado por obras de infraestrutura e pelo programa Bolsa Família. Tanto que atraiu a maioria dos investimentos a partir de 2007.

Além de postergar a realização de vários projetos iniciados e tornar inviáveis muitos outros anunciados, que somam mais de 20 milhões de toneladas de capacidade, as empresas deverão sofrer com o aumento de custos sobre a atividade de produção. Dois deles – energia térmica (coque importado e óleo), e energia elétrica – representam 55% do custo de fabricação do cimento, observa Carvalho. Além disso, há o custo de capital investido, que é intensivo. Os novatos podem sofrer mais do que quem já tem uma posição mais antiga e consolidada, pois têm financiamentos.

Companhias já conviem com uma inflação interna superior a 15% nos custos de produção, informa um executivo do setor. Carvalho disse que há casos em que chega a 20%. Por isso, fabricantes tiveram que revisar estruturas, reduzir custos e buscar combustíveis alternativos por estarem pressionadas pelo impacto do dólar nos insumos importados – é o caso do coque de petróleo.

Grandes empresas, como Votorantim, InterCement e a Lafarge- Holcim têm investimentos em andamento e anunciados. Todavia, a cautela deverá prevalecer.

Valor Econômico – 23/10/2015

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Apesar do recuo no consumo, empresas investem na produção

Ao mesmo tempo em que o setor amarga a retração do consumo doméstico desde o ano passado, parte das indústrias catarinenses de artigos de vestuário decidiu investir para consolidar ou ganhar posições no mercado mais disputado. Segundo o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Sérgio Pires, o foco dos projetos está na inovação e qualidade dos produtos e na atualização e expansão do parque fabril.

A Ogochi, fabricante de roupas masculinas com sede no município de São Carlos, inaugurou no mês passado a sua sexta unidade, desta vez em Planalto Alegre. O investimento foi de R$ 1 milhão em recursos próprios e faz parte da estratégia da empresa de ampliar a presença no mercado brasileiro e colocar um pé nas exportações nos próximos anos, a começar pela América do Sul, Portugal e Espanha, diz a diretora administrativa e financeira, Aureane Mignon.

“Há um potencial muito grande de crescimento no país”, afirma o presidente da empresa, Sidney Ogochi. “A crise faz uma depuração do mercado, com a retirada de quem não tem eficiência”, acrescenta. De acordo com ele, a fabricante inaugurou três unidades industriais em dois anos e em 2015 vai crescer 20% em comparação com a receita líquida de R$ 56,8 milhões apurada em 2014.

Com 550 funcionários, incluindo os 70 contratados para a nova planta, a Ogochi já vendeu toda a produção de 1,5 milhão de peças de roupas programada para este ano e para o ano que vem a projeção é fabricar 2 milhões de peças.

“Já estamos vendendo o inverno de 2016”, disse Aureane. Segundo ela, a empresa distribui seus produtos em 2,5 mil lojas multimarcas no país e pretende chegar a 3,5 mil até 2020.

A Fakini Malhas, com sede em Pomerode, especializou-se em vestuário infantil e infanto-juvenil e investiu R$ 6 milhões em expansões e modernização de equipamentos desde o início de 2014. Neste período aumentou a capacidade instalada em 25%, para 1 milhão de peças por mês, diz o diretor comercial, Francis Fachini. “Estamos rodando a 80% da capacidade neste ano”, relata o executivo.

Associada ao movimento Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), a Fakini decidiu acelerar o calendário de lançamentos neste ano e antecipou em 30 a 60 dias os períodos de vendas das coleções para chegar antes dos concorrentes aos 5 mil pontos de vendas multimarcas com os quais trabalha. A empresa também criou uma coleção intermediária entre as roupas de primavera-verão e alto verão, voltada para o início das férias escolares e para as festas de fim de ano.

Conforme Fachini, a empresa de 900 funcionários teve alta de 18% nas vendas no primeiro semestre em comparação com igual período de 2014, por conta principalmente do aumento dos negócios no Nordeste. Para o acumulado do ano ele espera uma expansão menor, de 15%, devido ao cenário mais complicado dos últimos meses. O executivo não revela o valor do faturamento.

As exportações, que até o início dos anos 2000 absorviam 70% da produção, mas se limitavam à venda de peças com etiquetas de terceiros, foram retomadas neste ano com marca própria e devem encerrar 2015 com uma participação de 2% a 3% nas receitas, prevê o diretor. Até 2017, a meta é que elas alcancem pelo menos 5% do faturamento.

Ex-aluna da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Naly Cabral também participou como estudante do SCMC e depois de formada, em 2013, abriu em Araraquara (SP) a Cycleland, especializada em moda urbana focada nos adeptos do ciclismo. Hoje a empresa continua comprando fios e tecidos de fornecedores catarinenses e produz cem peças por mês, vendidas em lojas multimarcas no Brasil e até por meio de uma loja online na Inglaterra.

Valor Econômico – 23/10/2015

Redação On outubro - 23 - 2015
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