Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

O Brasil e a freada chinesa

NOTAS & INFORMAÇÕES

O governo brasileiro tem motivos especiais para se preocuparcom o menor crescimento chinês. Há preocupações em todo o mundo, porque a China, segunda maior potência econômica, gigantesca na exportação e na importação, tem sido uma das locomotivas da economia global. Mas o interesse brasileiro em relação ao ritmo da expansão chinesa é muito particular. Mesmo com redução do valor importado, o mercado chinês ainda é a principal fonte da receita comercial do Brasil: US$28,90 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, 20% dos US$144,49 bilhões faturados com as vendas ao exterior no período. A excessiva dependência desse mercado, a natureza do comércio bilateral e a escassa participação brasileira em acordos internacionais são tópicos importantes dessa história.

O valor das vendas à China, de janeiro a setembro, foi 16,1% menor que o de um ano antes. As exportações brasileiras para todo o mundotêm ido mal, há mais de um ano, e nesses nove meses ficaram 16,3% abaixo do valor de igual período de 2014.

As duas variações, -16,1% e -16,3%, são muito parecidas.

Por que dar importância especial à redução do valor vendido ao mercado chinês?Um pouco mais de atenção à composição dos números tomará mais claro o problema.

Neste ano, até setembro, as exportações de produtos básicos ficaram em US$ 67,54 bilhões, 21,9% abaixo do valor de um ano antes. No caso dos industrializados a redução foi muito menor, de 10%. A variação foi assim distribuída: queda de 7,9% no faturamento obtido com semimanufaturados e de 10,7% na receita contabilizada com manufaturados.

O Brasil vende à China principalmente produtos básicos.

A receita proporcionada pela exportação de matérias-primas, nesses nove meses, correspondeu a 82,8% do valor vendido ao mercado chinês. Os básicos destinados ao mercado chinês equivaleram a 16,56% do total das exportações brasileiras. É uma enorme dependência de um único mercado e, mais que isso, de exportações de matérias-primas a um país.No mesmo período, a receita conseguida com as vendas a países compradores de maiores volumes de produtos industrializados caiu bem menos – com exceção dos embarques destinados a mercados da Europa, ainda com baixo ritmo de expansão.

Até setembro, o País enviou aos Estados Unidos produtos no valor deUS$18,32 bilhões, com redução de 8,7% em relação ao faturamento de um ano antes.

Mais de metade do faturamento – US$ 10,36 bilhões, ou 56,87% – veio dos manufaturados. Os semimanufaturados renderam US$ 3,26 bilhões, ou 17,88% do total. A receita das exportações industriais correspondeu, portanto, a 74,75%, três quartos, praticamente, do total conseguido com as vendas ao mercado americano.

Os produtores de bens industriais são normalmente menos afetados pela desaceleração mundial – hoje, especialmente da China – do que os exportadores de primários. Isso ocorre apesar do baixo poder de competição
da maior parte da indústria, menor que o da agropecuária. Os preços dos primários são em geral mais prejudicados quando pioram as condições internacionais.

Não há nada errado em exportar produtos primários, especialmente quando o país é competitivo nessa  classe de produtos, como o Brasil. Mas o País podería exportar um volume bem maior de bens industrializados e, além disso, ser muito menos dependente do mercado chinês. Mas para isso seria preciso mudar a política econômica e a diplomacia comercial. Seria preciso criar melhores condições de competitividade e cuidar do acesso a mais mercados.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse estar correndo atrás do tempo perdido nessa política e buscando novos acordos comerciais. A troca de ofertas entre Mercosul e União Européia deve ocorrer até o fim de novembro, segundo ele. Mas isso dependerá, seria bom acrescentar, da disposição do governo argentino, um dos entraves principais à maior inserção do bloco no mercado global.

Estado de São Paulo 21/10/2015

continue lendo:

Empresas têm histórico de investimentos em inovação

A presença histórica do capital francês no Brasil conta com características especiais, que o tornam positivo no desenvolvimento econômico do Brasil. De acordo com dados do Banco Central referentes a 2013, a França ocupa a 5ª posição entre as nações com maior estoque de capital, com US$ 37,594 bilhões, atrás apenas dos EUA, Bélgica, Espanha e Reino Unido. A principal diferença da França com relação à maioria dos países é que boa parte das empresas aqui instaladas são indústrias de transformação (US$ 13,340 bilhões), energia (US$ 4,403 bilhões) e automotiva (US$ 2,882 bilhões), setores que necessariamente se apoiam em permanente processo de inovação, pesquisa e desenvolvimento para suas atividades.

No fim do ano passado, o grupo Saint-Gobain, que está há 78 anos no Brasil, anunciou investimento de R$ 55 milhões na construção de seu primeiro centro transversal de P&D no hemisfério sul, a ser instalado em Capivari (SP). O foco da unidade será em pesquisas que visam desenvolvimento de produtos industriais e para a construção civil, buscando alta performance e habitat sustentável. Haverá também a formação de parcerias com startups, universidades e agências de inovação governamentais de apoio à ciência e será criado um programa global para estreitar a relação de novos empreendedores em busca do desenvolvimento tecnológico conjunto.

Em agosto, a Brasilit, controlada pela Saint-Gobain, inaugurou fábrica em Seropédica (Região Metropolitana do Rio). O investimento foi de R$ 55 milhões, com geração de 200 postos de trabalho. Segundo Thierry Fournier, presidente do grupo no Brasil, Argentina e Chile, o Brasil é um dos cinco mercados mais estratégicos para a companhia no mundo. “Estamos otimistas com a capacidade de recuperação da economia brasileira e, por isso, vamos continuar investindo em inovação, pesquisa e novas unidades no país”, afirma.

Para Luis Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet), iniciativas semelhantes devem prosseguir, mesmo em momentos de baixa atividade econômica no mercado interno. “O investimento francês nunca abandonou o Brasil, já foi testado em outras épocas de crises”, diz Lima.

Pesa a favor do Brasil o fato de ser o maior mercado da América Latina e ao mesmo tempo servir como base como um centro exportador. “Os franceses foram competentes em adotar uma estratégia de plantas complementares”. Lima cita o exemplo da Peugeot-Citroën, que mantém fábricas no Brasil e na Argentina, com produção específica de modelos em cada unidade, o que acaba gerando uma sinergia no Mercosul.

Presente no Brasil há mais de 60 anos, o grupo farmacêutico Sanofi está investindo € 200 milhões naquele que será o maior centro de distribuição de medicamentos da empresa no mundo, a ser finalizado em 2020, em Guarulhos (SP). O depósito terá 36 mil m2 e deverá reforçar a posição da empresa nos setores de genéricos e medicamentos em geral. “Nos últimos dez anos, investimos ainda US$ 125 milhões em nossa unidade de pesquisa clínica, em São Paulo, a segunda maior da Sanofi no mundo”, afirma Pius Hornstein, diretor-geral da companhia no Brasil.

O Sanofi aposta ainda na transferência de capital intelectual para formação de parcerias com institutos de saúde brasileiros em pesquisas para o desenvolvimento de vacinas. No momento, estão em curso duas iniciativas. A primeira, com o Instituto Butantan para estudos de uma vacina contra a influenza. A outra ação é com o Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz para a introdução de uma vacina inativada contra a pólio no calendário nacional de vacinação.

Já para o setor hoteleiro, o momento é de aproveitar as oportunidades advindas da desvalorização do real e da proximidade da Olimpíada. “O Brasil concentra 80% dos nossos projetos”, afirma Patrick Mendes, CEO da AccorHotels América do Sul. O investimento previsto é de R$ 700 milhões até 2020, com geração de cerca de 800 empregos.

Valor Econômico – 21/10/2015

continue lendo:

Após troca de ofertas, negociação UE-Mercosul deve durar 10 meses

HELSINQUE  –  O início da troca de ofertas entre o Mercosul e a União Europeia para obter um acordo de livre comércio irá ocorrer em novembro e o processo de negociações deve durar entre oito e dez meses, disse hoje em Helsinque, na Finlândia, o ministro Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).

A abertura da troca de ofertas entre os blocos deve ser lançada em uma reunião ministerial em novembro. “Isso marca o início do processo que esperamos que resulte no acordo de livre comércio” disse o ministro, integrante da comitiva que acompanha a presidente Dilma Rousseff em sua viagem de três dias à Suécia e à Finlândia.

“Conseguimos o mais difícil, que foi harmonizar as ofertas intrablocos”, declarou Monteiro, se refe rindo ao fato de que o Mercosul conseguiu chegar a uma posição comum, apesar das “sensibilidades da Argentina”. Em razão das características e do perfil da indústria argentina, diz o ministro, “ela ainda é menos competitiva do que a indústria bra sileira”. “Consequentemente, a posição da Argentina era mais defensiva do que a nossa”, afirmou Monteiro.

Segundo o ministro, o processo da troca de ofertas entre o Mercosul “pode se completar em oito a dez meses”.

“Na medida em que se aceita o início da troca, isso já antecipa claramente a possibilidade de êxito do acordo”, completou Monteiro.

O acordo para a criação de uma zona de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está sob impasse há anos.

A presidente Dilma encerra nesta noite sua visita de apenas um dia à capital finlandesa. Seu último compromisso é um encontro com o primeiro-ministro da Finlândia, Juha Sipilä, antes de embarcar para o Brasil.

Valor Econômico – 21/10/2015

continue lendo:

Estoque de IED totaliza US$ 37 bi

Presente nos mais variados segmentos da economia brasileira, da indústria de ponta ao varejo, do setor energético ao financeiro, o estoque de investimentos franceses no Brasil soma cerca de US$ 37 bilhões e um total de 500 mil postos de trabalho. Com isso a França ocupa o quinto lugar no ranking por país de Investimento Direto Estrangeiro (IDE).

A crise tem trazido ao Brasil representantes da diplomacia francesa, que vêm reafirmar o interesse de longo prazo, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade para novas aquisições e rodadas de investimento, principalmente no segmento industrial, aproveitando o enfraquecimento da moeda brasileira. “Diante da conjuntura de crise e da disparada do dólar, empresários franceses têm vindo para entender o que se passa, mas também atrás de novas possibilidades”, diz Stephane Tabarie, conselheiro econômico da França no país, baseado na embaixada em Brasília.

Tabarie destaca que, mesmo no ano passado, com as incertezas do cenário eleitoral e deterioração da economia, o mercado brasileiro foi relevante para a internacionalização francesa. “No ano passado, o Brasil ficou em quinto lugar entre os países que mais receberam capitais franceses, tendo sido de longe a economia emergente que mais atraiu investimentos”, diz o diplomata.

Tabarie cita o caso da Alstom, que recentemente inaugurou duas fábricas, uma em Minas e outra em São Paulo, como um exemplo da disposição francesa para seguir apostando suas fichas aqui. E o investimento anunciado de R$ 1 bilhão pela Engie, ex- GDF Suez, do setor energético e capital franco-belga, a ser realizado em 2016.

À frente da subsidiária brasileira do BNP Paribas, Sandrine Ferdane chama a atenção para a presença “madura” do banco no país, com representação no país há 65 anos e há 20 com licença do Banco Central para atuar no sistema financeiro brasileiro. “Os franceses são pacientes, ao contrário de outras empresas que atuam com a política do ‘stop and go’. Temos uma história de longo prazo, por isso é preciso ser sólido e ter rentabilidade para enfrentar a atual fase de recuperação da economia”, diz Sandrine. “Somos o segundo gestor internacional de ativos no país, administrando uma carteira de R$ 30 bilhões, além de atuarmos como banco de investimento”, diz a executiva.

Nos últimos anos, o BNP Paribas manteve a sua atuação nas captações externas feitas por empresas brasileiras no mercado internacional, mas também ampliou a presença nas emissões de títulos no mercado brasileiro, em reais. “Além de sermos o banco das empresas francesas que decidem investir no Brasil, também procuramos ajudar as brasileiras na Europa”, diz Sandrine.

Também no segmento financeiro, no país desde 1997, a Coface atua e tem ajudado a formatar o segmento de seguro de crédito no mercado financeiro brasileiro, com apólices que protegem os credores da possibilidade de default em operações de financiamento. Atualmente, 70% do faturamento anual de R$ 120 milhões no país decorrem de operações de crédito feitas em reais, o restante das operações sendo ligadas às exportações.

A Coface do Brasil domina o segmento no Brasil. “Temos um market share de 45% no seguro de crédito feito no Brasil, o que significa uma presença marcante”, informa Marcele Lemos, presidente da Coface do Brasil, que conta com uma participação minoritária do Banco do Brasil e do BNDES, que juntos detêm 25% do capital na operação brasileira da companhia.

“Como esse mercado ainda é pouco conhecido, temos feito parcerias com bancos locais, fundos de recebíveis, câmaras de comércio e associações de classe para divulgar as vantagens dos seguros de crédito, particularmente importante nos momentos de maior incerteza”, afirma Marcele.

Mesmo empresas de menor porte têm se aventurado pelo mercado brasileiro, caso da pequena MCA, uma empresa familiar originária da região da Bretanha, no oeste da França, onde possui apenas 50 funcionários. Com representação no país desde 2009, sua especialidade é realizar o projeto e a instalação de linhas de produção automatizadas para embalar alimentos e outros produtos perecíveis a serem comercializados em redes de varejo.

Diretor da agência oficial de investimentos Business France (Ubifrance) em São Paulo, Benoit Trivulce recebe anualmente 400 companhias francesas que buscam informações sobre o país. “Não vimos uma diminuição no interesse dos franceses. Apesar da crise, muitos seguem interessados em vir para cá como uma opção estratégica de longo prazo”, diz Trivulce.

Valor Econômico – 21/10/2015

Redação On outubro - 21 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.