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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Dilma: Mercosul apresentará no fim de novembro ofertas comerciais à UE

ESTOCOLMO  –  O Mercosul deverá apresentar sua lista de ofertas para o acordo comercial com a União Europeia (UE) na última semana de novembro, disse a presidente Dilma Roussef nesta segunda-feira em Estocolmo, em encontro com o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.

“Esperamos apresentar as ofertas comerciais à União Europeia na data acertada com a Comissão Europeia do Comércio, ou seja, na última semana de novembro”, disse a presidente, em uma entrevista conjunta com o premiê sueco.

O governo brasileiro vem anunciando há meses que as ofertas (lista de produtos com tarifa zero de importação) poderiam ser apresentadas rapidamente.

“Estamos muito otimistas em relação a esse acordo”, disse Dilma, ressaltando que “do ponto de vista do Mercosul ele está pronto para ser assinado”. Segundo a presidente, a União Europeia tem dados “sinais bem positivos” no sentido de concluir um acordo com o Mercosul.

“Não há dúvida alguma” de que o país deseja que o bloco europeu firme acordos com o Mercosul e também com os Estados Unidos, afirmou Löfven, ao ser questionado se o acordo em discussão entre a UE e os Estados Unidos (o chamado TTIP) poderia ser concluído antes das discussões com o Mercosul, que se arrastam há mais de uma década.

A presidente Dilma encerra sua viagem à Suécia nesta noite. Ela embarca para Helsinque, na Finlândia, após visitar a planta da SAAB, fabricante sueca dos caças Gripen NG adquiridos pelo Brasil.

Valor Econômico – 19/10/2015

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A TPP mostrou que o rei está nu, diz Rubens Barbosa

O Brasil está isolado das negociações comerciais no mundo, o que ficou bastante visível após a assinatura da Parceria Transpacífico (TPP), avalia o presidente do conselho da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Rubens Barbosa. “A TPP mostrou que o rei está nu”, diz.

Para Barbosa, o país precisa reassumir a posição de liderança no Mercosul, que deve “parar de ser órgão de beneficência”. Segundo ele, “é preciso recuperar noção de que ação externa tem que visar em primeiro lugar interesses brasileiros”, diz o ex-embaixador do Brasil em Washington.

Alguns avanços foram feitos no setor externo, afirma ele, como os acordos de investimento assinados com o México e a Colômbia e medidas de facilitação do comércio, como o Portal Único. São ações tímidas, porém, em relação ao escopo dos tratados discutidos na área internacional, afirma.

Para Barbosa, a sociedade ainda não acordou para o fato de que o cenário mudou e será cada vez mais desafiador para o país. A China desacelera, um novo ciclo de alta de preços de commodities não deve acontecer tão cedo e há migração do interesse do investidor estrangeiro dos países em desenvolvimento para os desenvolvidos.

Para Barbosa, o câmbio mais desvalorizado até tornou os ativos brasileiros mais baratos, mas os compradores estrangeiros ainda estão pouco interessados em fechar negócios diante das incertezas que dominam o front doméstico. “E é uma atitude que tem a ver com a política, e não com a economia”.

Neste cenário, o fluxo de investimento direto encolheu 12% até agosto, em relação ao mesmo período de 2014, na conta que não considera os lucros reinvestidos no Brasil. Ainda que os problemas domésticos estejam refletidos nesse número, comenta, essa não deixa de ser uma tendência global. “Temos que colocar os números em perspectiva. O que está acontecendo não é um problema só do Brasil, apesar da crise aqui, mas dos emergentes como um todo”.

Lidar com essa realidade vai exigir uma nova agenda. A Sobeet listou quatro pontos que considera essenciais e que devem ser debatidos em seminário sobre investimentos no exterior, a ser realizado no dia 27. No evento, a Sobeet pretende discutir a necessidade de postura mais ativa na atração de investimentos, de melhora do ambiente de negócios, com reformas urgentes, como a do sistema tributários, além de um marco regulatório que permita a participação de investidores estrangeiros nas concessões de infraestrutura. Por último, a Sobeet pretende também questionar por que as empresas instaladas no Brasil, onde há forte presença de multinacionais, estão tão distantes das cadeias globais de valor.

“Nesse ponto, o problema da competitividade fica óbvio”. O papel de oferecer soluções, diz Barbosa, ficará a cargo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que deve encerrar o evento. Para Barbosa, a desvalorização do câmbio deve ajudar a indústria a recuperar mercados no exterior e a retomar fatia do consumo doméstico que estava sendo abastecida por importados, mas é evidente que apenas um real mais fraco é insuficiente para resolver os problemas do país.

Em sua avaliação, o debate hoje está muito concentrado em temas conjunturais, com alcance limitado, que não vão resolver o problema das contas públicas no médio prazo. “Só se fala no Orçamento de 2016, no impeachment. Mas vamos ter que enfrentar um custo muito mais alto pela frente”. O país precisa, segundo ele, de reformas estruturais que ataquem problemas como o fato de que algumas tarifas intermediárias são maiores do que as cobradas sobre o produto final, o que prejudica principalmente o setor manufatureiro.

Barbosa critica também a política de conteúdo nacional no pré-sal. “Até a Petrobras teve prejuízo, porque é impossível arcar com essa exigência. Quem tenta, fica muito menos competitivo”, diz.

O rebaixamento da nota de classificação de risco do Brasil pela Fitch para BBB-, com viés negativo, apenas um degrau acima do rating especulativo, apenas evidencia o quanto essa agenda é necessária. “Se perdermos o grau de investimento por outra agência [a Standard & Poor’s rebaixou o Brasil], vamos ter fuga maior de capitais. Estamos recebendo sinais de que temos que fazer o dever de casa, não dá mais para adiar”, diz.

Valor Econômcio – 19/10/2015

 

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China cresce 6,9% no 3º trimestre, pior resultado desde 2009

A economia da China cresceu 6,9% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2014, informou o governo chinês nesta segunda-feira (19). É a menor taxa de expansão verificada desde o primeiro trimestre de 2009.

O desempenho indica que as medidas de estímulo adotadas pelo governo nos últimos meses ainda não foram suficientes para reanimar a economia do país. A desaceleração vem sendo maior do que a esperada.

Pequim trabalha para que a economia registre expansão de “cerca de” 7% em 2015.

De janeiro a março, a alta no PIB (Produto Interno Bruto) foi de 7,3%. Nos dois trimestres seguintes, o aumento foi menor, de 7%.

No mês passado, já diante de sinais de enfraquecimento da economia, um porta-voz do órgão de estatísticas chinês afirmou que uma alta de 6,5% ainda seria considerada como um desempenho dentro da meta.

Apesar de decepcionante, o resultado foi ligeiramente melhor que o antecipado por economistas. As projeções apontavam para elevação de apenas 6,7% de julho a setembro, segundo o “Financial Times”.

Mesmo se a economia do país fechar o ano com o crescimento de 7%, o resultado ficará bem abaixo do verificado nos últimos anos. Em 2014, a economia cresceu 7,3%, o pior desempenho desde 1989 e abaixo da meta de 7,5% que havia sido fixada por Pequim.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta alta de 6,8% no PIB chinês este ano. A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), de 6,7%.
A queda no crescimento da China ocorre num momento em que o país tenta migrar de um modelo econômico dirigido pela exportação para um voltado ao consumo interno.

A transição vem sendo desafiadora. Os resultados fracos da indústria e o temor do estouro de uma bolha no mercado acionário têm forçado o governo chinês a agir.

Os juros foram reduzidos. Houve diminuição nas exigências das taxas de reserva dos bancos para aumentar o volume de crédito na praça. O governo ainda intensificou os gastos públicos e forçou a desvalorização da moeda frente ao dólar.

Para analistas, a queda das exportações nos últimos meses já indicava que a expansão do PIB seria menor do que a vista nos trimestres anteriores. Os embarques caíram 3,7% em setembro ante o mesmo período de 2014. Em agosto, a queda fora de 5,5%.

Os resultados ruins são resultado do aumento dos custos no país, em especial da mão de obra, o que torna alguns produtos menos competitivos. Há ainda a menor demanda mundial, que reduz os pedidos.

Folha de S.Paulo – 19/10/2015

Redação On outubro - 19 - 2015
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