Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Produção trimestral da Vale bate recorde

RIO – A produção própria de minério de ferro da Vale atingiu 88,225 milhões de toneladas no terceiro trimestre, uma alta de 2,9% em comparação a igual período do ano passado, quando foram produzidas 85,731 milhões de toneladas do insumo. Foi a maior produção trimestral da história da companhia, informou a mineradora, que divulgou nesta segunda-feira seus dados operacionais.

Na comparação com as 85,290 milhões de toneladas produzidas no segundo trimestre de 2015, houve alta de 3,4%.
A Vale informou que, como parte de estratégia previamente anunciada, as operações menos eficientes, incluindo unidades de beneficiamento nas operações de Feijão, Jangada, Pico, Fábrica e Brucutu, totalizando capacidade anualizada de 13 milhões de toneladas, foram paralisadas no terceiro trimestre deste ano.

“No entanto, os ganhos de produtividade em outras operações parcialmente compensaram a paralisação da produção nas unidades de beneficiamento”, informou a empresa, afirmando que também houve redução na compra de minério de terceiros no terceiro trimestre deste ano.

Já a produção própria de pelotas no terceiro trimestre foi de 12,196 milhões de toneladas, 6,6% maior que em igual período do ano passado, quando a produção foi de 11,44 milhões de toneladas. Em comparação com o segundo trimestre (12,237 milhões de toneladas), houve baixa de 0,3% na produção de pelotas.

No acumulado do ano até setembro, a produção de minério de ferro atingiu 248,038 milhões de toneladas, 5% acima do observado em igual período do ano passado, e recorde também nessa comparação. A produção de pelotas somou 35,821 milhões de toneladas em nove meses, o que representou um avanço de 14,4% na mesma comparação.
Carajás
A produção própria de minério de ferro da Vale no sistema Norte de Carajás, no Pará, atingiu 33,889 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano. O montante foi recorde na região para o terceiro trimestre, sendo 5,4% acima do observado em igual período em 2014 e 7,2% superior ao registrado no segundo trimestre deste ano.

O volume representou acréscimo de 2,3 milhões de toneladas ante o segundo trimestre de 2015 e de 1,7 milhão de tonelada na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Esse desempenho foi possível principalmente devido ao “ramp-up” (aceleração de produção) das minas de N4WS e N5S, como também a ações de melhor utilização da capacidade.

Segundo a Vale, somente a produção na mina de N4WS atingiu 10,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, 11,2% maior do que observado no segundo trimestre deste ano.
Valor Econômico – 19/10/2015

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Montadoras asiáticas já têm 27% das vendas

Duas décadas após desembarcar no Brasil, as montadoras asiáticas já dividem com as tradicionais marcas americanas a preferência do consumidor. De 2014 para cá, a participação dos asiáticos no agora sétimo maior mercado do mundo subiu de 22,2% para 26,9%.

O avanço do bloco é puxado pela Honda, única montadora que cresce no país, com horas extras na fábrica de Sumaré (SP) e alta superior a 17% nas vendas, no embalo do lançamento, em março, do HR-V, utilitário esportivo líder de seu segmento. Hyundai e Toyota já estiveram melhor, mas ainda assim caem menos que os concorrentes e, por isso, ganham espaço.

Valor Econômico – 19/10/2015

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Queda de salário real chega com força à indústria

Não é novidade que a indústria tem sido a ponta mais dramática da retração da economia. Os dados da produção no setor têm batido recordes negativos e agora chegaram de forma mais contundente aos salários do chão de fábrica.

A Pesquisa Industrial Mensal – Emprego e Salários (Pimes), divulgada pelo IBGE, mostra que, pela primeira vez em 11 anos, o salário médio real pago ao trabalhador está menor no acumulado em 12 meses. O emprego já estava em queda desde 2012, e isso foi gradualmente desacelerando o gasto com a folha de salários. Primeiro, a remuneração começou a subir menos. Depois de altas anuais de 6,4%, 3,3%, 4,4% e 1,3% entre 2010 e 2013, essa despesa encerrou negativa (-1,1%) no ano passado, queda que agora já está em 5,1% no acumulado em 12 meses até agosto.

Mas o desemprego continua sendo um problema e surpreendendo negativamente. “Chama a atenção a proximidade da queda do emprego com a da produção industrial. Isso é raro, porque é caro demitir, então a retração da produção costuma ser mais acentuada do que a do emprego”, diz Rafael Fagundes Acagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). De janeiro a agosto, o emprego no setor caiu 5,6% e a produção, 6,9%. “É uma diferença pequena”, diz Acagnin.

Na comparação com agosto de 2014, o número de vagas diminuiu 6,9%, queda mais forte da série histórica iniciada em 2001. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por sua vez, estima que, em 2015, 250 mil pessoas serão demitidas, o que representa 10% da força de trabalho da indústria paulista.

“Mesmo quando se considera a já fraca base de comparação de 2014, o emprego e remuneração na indústria seguem se deteriorando. Tudo caminha para a confirmação um terceiro trimestre pior do que o segundo. A situação da indústria é expressivamente fraca”, diz relatório do banco Fator.

Já a queda real dos salários, observada não só na indústria, mas em todos os setores, deve continuar a afetar o consumo das famílias, uma das linhas do PIB que mais enfraqueceram nos últimos trimestres. Segundo a Serasa Experian, em agosto deste ano o recuo foi de 4,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado. No segundo trimestre, em relação ao primeiro, a queda foi de 2,1%, segundo o IBGE.

Com tudo isso, a economia continua dando sinais de enfraquecimento mais acentuado. O IBC-Br do Banco Central apontou queda de 0,76% em agosto. O dado fez o Goldman Sachs revisar a previsão de queda do PIB no terceiro trimestre em comparação com o segundo. Antes, o banco de investimentos estimava retração de 0,6%. Agora, prevê queda de 1,1%.

“A economia brasileira continuará sofrendo com altas taxas de juros e de inflação, piora do mercado de trabalho, fraca demanda externa, baixo preço de commodities, incerteza política e confiança extremamente fraca”, diz o chefe do departamento de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

Resta saber se o menor custo de mão de obra será repassado aos preços, contribuindo para o processo de desinflação. Por enquanto, isso não aparece nos dados de inflação no atacado, pressionados pelo câmbio. O IGP-10 de outubro, divulgado sexta-feira, mostrou que os preços industriais subiram 2,12% no mês, percentual muito superior à alta de 0,61% registrada em setembro.

Valor Econômico – 19/10/2015

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PMEs do país atingem só 30% da produtividade de grandes empresas

A produtividade do trabalho das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil, que empregam o grosso da mão de obra no país, é menor do que a de países como a Argentina, de acordo com o Centro de Comércio Internacional (ITC, na sigla em inglês), vinculado à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Uma das conclusões do relatório “SME Competitiveness Outlook” é que os trabalhadores das pequenas e médias empresas brasileiras, menos qualificados e com salários menores, atingem somente cerca de 30% da produtividade registrada nas grandes companhias do país. Na Argentina, a relação é de 40% na Argentina. Na Europa, de 70%.

No geral, a produtividade das pequenas empresas na América Latina é apenas 16% a 36% do registrado nas grandes empresas. Na Europa, ela fica entre 63% e 75%. No entanto, o estudo aponta “forte desempenho empreendedor” entre PMEs na América Latina, superando o desempenho de asiáticos e de outras regiões. Sua posição, porém, no mercado global é frequentemente minada pela fragilidade do ambiente de negócios local, o que pode incluir desde incertezas políticas, corrupção, enorme burocracia, poucos resultados concretos na ação para qualificar empregados etc.

Para Aracha Gonzalez, diretora do ITC, como na maioria das economias as pequenas e médias empresas empregam o maior numero de trabalhadores, reduzir o “gap” da produtividade teria pelo menos dois efeitos diretos: aumentar a contribuição para o PIB e elevar salários, melhorando a distribuição de renda. Poderia assim, segundo ela, alterar a estrutura da demanda interna e expandir o mercado para produtos de maior valor agregado. O ITC conclui que a competitividade das PMEs passa pela melhora do ambiente economico nacional.

Valor Econômico – 19/10/2015

 

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Emprego industrial recua 0,8% em agosto

O emprego na indústria recuou 0,8% na passagem de julho para agosto, na série livre de influências sazonais, informou na sexta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o emprego industrial acumula recuos de 5,6% no ano e de 5,1% em 12 meses.

Já na comparação com agosto de 2014, o emprego industrial caiu 6,9% em agosto deste ano.

Segundo o órgão, foram registradas reduções no contingente de trabalhadores em todos os 18 ramos pesquisados na comparação interanual, com destaque para meios de transporte (-12,4%), máquinas e equipamentos (-10,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,4%), alimentos e bebidas (-3,3%) e produtos de metal (-10,3%).

O número de horas pagas pela indústria recuou 0,9% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. É o sexto resultado negativo consecutivo do índice. Com isso, o indicador acumula queda de 6,2% no ano e recuo de 5,8% em 12 meses.

Já no confronto com agosto de 2014, a redução nas horas pagas pela indústria foi de 7,5%, a 27ª taxa negativa nesse tipo de comparação e a maior queda da série histórica da pesquisa, com dados desde dezembro de 2001 neste recorte.

Segundo o IBGE, todos os 18 setores investigados registraram queda no indicador na comparação com agosto do ano passado. Os destaques foram meios de transporte (-14,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,9%), máquinas e equipamentos (-9,7%), produtos de metal (-10,5%), borracha e plástico (-10,5%) e alimentos e bebidas (-2,7%).

O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria caiu 1,3% em agosto ante julho, já descontados os efeitos sazonais. Com o resultado, o índice acumula queda de 6 5% no ano e redução de 5,6% em 12 meses.

Em relação a agosto do ano passado, a folha de pagamento real teve uma retração de 8,4% neste ano.

DCI – 19/10/2015

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Tata Steel cortará 1.200 empregos, diz sindicato

Maytaal Angel

A Tata Steel, maior fabricante de aço na Grã-Bretanha, deve cortar cerca de 1.200 empregos na fábrica de Scunthorpe, que emprega cerca de 6.500 pessoas, disse uma fonte de um sindicato nesta sexta-feira, conforme o governo convocou um comitê de crise para o setor.

“Isto é mais um golpe para nossas comunidades do aço e demonstra o estado precário da indústria britânica do aço”, disse Roy Rickhuss, secretário geral do sindicato Community.

Um porta-voz da Tata Steel disse: “fizemos numerosas mudanças estruturais em nosso negócio na Grã-Bretanha nos últimos meses e anos para nos tornarmos mais competitivos”.

Fonte: Exame

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“Liminar que derrubou decisão do TST é comemorada por advogados”

Foi com certo clima de comemoração que os advogados que assessoram empresas receberam a liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli (foto), do Supremo Tribunal Federal, para suspender a decisão do Tribunal Superior do Trabalho que havia estipulado a correção dos créditos trabalhistas pelo índice da inflação. À Conjur eles explicam que, por causa da determinação, algumas companhias já estimavam um aumento de até 40% no valor da dívida decorrente das ações movidas por ex-empregados — o que, na avaliação deles, é péssimo no atual cenário de crise econômica.

Assinada pelo ministro na noite desta quarta-feira (14/10), a liminar passa a valer a partir desta sexta-feira (16/10), quando foi publicada no Diário da Justiça. A decisão foi proferida em um mandado de segurança proposto ao STF pela Federação Nacional dos Bancos. A entidade argumentou ao Supremo que a decisão proferida pelo TST ao julgar uma ação trabalhista contra o município de Gravataí (RS) não se restringiu ao caso concreto.

No julgamento, em agosto, a corte declarou inconstitucional a correção dos créditos trabalhistas pela Taxa Referencial, a mesma usada para correção das cadernetas de poupança. E determinou a aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Na decisão, o TST levou em consideração a posição adotada pelo Supremo em duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratavam do índice de correção dos precatórios devidos por entes públicos.

Após julgar o caso, o TST pediu ao Conselho Superior do Trabalho para atualizar a tabela de atualização monetária da Justiça do Trabalho, estendendo a decisão a todas as ações trabalhistas. Para Toffoli, ao proceder dessa maneira, a corte foi além do efeito da decisão.

Na liminar, o ministro destacou que o fato de a sistemática processual no âmbito da Justiça especializada exigir, para o acesso da via extraordinária, o esgotamento de instância perante o TST não transfere ao órgão superior a competência exclusiva do Supremo para apreciar a existência de repercussão geral da matéria constitucional.

A advogada Maria Aparecida Pellegrina, que assinou o mandado de segurança, afirmou que o TST realmente avocou uma competência do STF e decidiu como se fosse a “última instância de discussão relativa a todo e qualquer processo que tramita na Justiça do Trabalho”. De acordo com ela, o IPCA-e corrige de forma mais rigorosa o valor da moeda ao longo do tempo, por isso “atinge de forma abrupta o cotidiano financeiro das empresas, em um momento de crise econômica acentuada e crescente”.

“A liminar, minuciosamente explicitada, restabelece a segurança jurídica a todos os jurisdicionados, o que é extremamente importante para os grandes, médios e pequenos empregadores, que se constituem a sustentação econômica do Brasil, assim como o microempresário. A tanto, acrescente-se que a modulação prestada na decisão do TST retroagiria ao ano de 2009, com impactos imponderáveis”, afirmou.

Para a advogada, o trabalhador não sofrerá prejuízo em razão da liminar. “O trabalhador até o presente momento está amparado pela correção monetária da TRD, sendo certo que os créditos trabalhistas, pós-correção, estão garantidos com juros moratórios de 1% ao mês.”

Advogados aguardavam o STF
Advogados da área trabalhista que assessoram empresas acompanharam com atenção o desenrolar do caso e comemoraram a liminar do STF.Caroline Fernandez, do escritório Fernandez e Stoky Advogados, disse que a medida cautelar foi correta “tendo em vista que a competência para declarar a inconstitucionalidade por arrastamento de uma determinada lei e, em especial, concedendo repercussão geral à respectiva decisão cabe tão somente ao Supremo”.

“O egrégio Tribunal Superior do Trabalho, ao proferir decisão neste sentido, estaria, em verdade, usurpando a competência do Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição Federal, para proceder ao controle de constitucionalidade de lei com eficácia erga omnes”, destacou.

Para a advogada Márcia Dinamarco (foto), do Innocenti Advogados Associados, as empresas estavam muito preocupadas, pois, além da crise econômica, as dívidas trabalhistas seriam altamente majoradas, podendo acarretar um aumento do número de falências. “A manutenção da correção pelo IPCA trará um impacto enorme para os empregadores, pois os débitos trabalhistas serão majorados em aproximadamente 40%”, afirmou.

“O STF é o órgão de cúpula que tem por finalidade assegurar o fiel cumprimento das disposições constitucionais. Nessa qualidade, está acima do TST. Então, as decisões desse tribunal podem ser revista pelo STF para verificação de contrariedade ou não a dispositivo constitucional e de decisões que foram emanadas anteriormente. Foi nesse contexto que o ministro Toffoli entendeu que o TST teria ampliado os efeitos e a aplicação do decidido nas ADIs 4.357 e 4.425, ao determinar a correção dos débitos trabalhistas pelo IPCA-E, pois o decidido em referidas ADIs restringia-se aos precatórios. Portanto, o TST teria usurpado a competência do STF, ao ampliar os efeitos do que fora decidido”, explicou ainda.

Advogados, ressaltou que a liminar restabeleceu a segurança jurídica. “As empresas teriam um forte impacto no valor das reclamações trabalhistas que já estão em andamento. A maioria dos clientes já estava mantendo contato com escritórios que realizam cálculos, para fazer a adequação dos valores dos processos e, com isso, fazer ajustes no provisionamento, o que traria impacto negativo no resultado”, frisou.

João Pedro Eyler Póvoa, do Bichara Advogados, também destacou a importância da liminar. “A decisão liminar foi correta já que o Supremo nas ADIs sobre o regime de precatórios não tratou da hipótese discutida pelo TST, relativa a débitos trabalhistas, mas tão somente débitos da fazenda pública. Assim, o TST não poderia ter determinado a alteração da tabela de correção pelo IPCA-E já que esta hipótese é diversa da que foi submetida à análise do STF nas ADIs 4357 e 4425, que tratava unicamente da atualização da dívida da Fazenda Pública no período entre a inscrição do débito em precatório e seu efetivo pagamento.”

Clique aqui para ler a liminar do STF.
Clique aqui para ler a decisão do TST.

Fonte: Conjur.

 

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Brasil é um dos países com mais acúmulo de benefícios e outras rendas”

ISABEL VERSIANI
DE SÃO PAULO

O Brasil é um dos poucos países do mundo a não restringir o acúmulo de benefícios previdenciários.

As regras em vigor permitem que uma viúva ou viúvo receba pensão e aposentadoria mesmo que ainda esteja trabalhando e receba também um salário.

Na Inglaterra a pensão por morte pode ser acumulada com aposentadoria por um período máximo de dois anos, comparam os pesquisadores Paulo Tafner, Carolina Botelho e Rafael Erbisti.

Na Noruega, a acumulação é possível desde que a segunda fonte de renda equivalha a no máximo 50% do valor do benefício. Nos Estados Unidos, o aposentado que volta ao trabalho tem o seu benefício reduzido pela metade.

Do total de pessoas que recebem pensão no Brasil, 17% recebem aposentadoria e 22% recebem renda do trabalho. Outros 5% recebem aposentadoria e trabalham.

Essa brecha cria uma pressão sobre os gastos, que vêm aumentando expressivamente, mesmo com regras aprovadas recentemente pelo Congresso impondo limites importantes às pensões.

As mulheres recebem pensão em maior número e o aumento da sua participação no mercado de trabalho elevou o acúmulo de benefícios.

Além disso, Tafner destaca que os casamentos em que o homem é bem mais velho que a mulher são os que mais têm crescido, o que eleva o prazo médio de pagamento das pensões às beneficiárias.

“As regras têm que ser ajustadas à realidade”, afirmou Tafner.

Neste ano, nova lei limitou o acesso à pensão por morte. Cônjuges que ficam viúvos com menos de 21 anos de idade agora só recebem o benefício por três anos.

Esse prazo vai aumentando gradualmente de acordo com a idade e só é vitalício para quem perde o parceiro (ou parceira) com 44 anos ou mais.

10 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE APOSENTADORIA

1- Ainda existe tempo mínimo de contribuição?

Sim. Para se aposentar por tempo de contribuição, são necessários 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens. Por idade, o tempo mínimo é de 15 anos

2- Como receber benefício integral?

Pela nova fórmula, até o final de 2018 a soma da idade com os anos de contribuição deve ser 85 (mulheres) e 95 (homens)

3- E se já contribuí por 30 anos, mas minha idade não é suficiente?

Se não quiser esperar, pode escolher o fator previdenciário

4- O que é fator previdenciário?

Um índice, recalculado todo ano, que reduz o valor do benefício para quem se aposenta mais cedo. Pela tabela atual, por exemplo, um homem de 59 anos e 35 anos de contribuição teria o benefício multiplicado por 0,815. Se esperar mais um ano, terá o benefício integral

5- Há casos em que o fator previdenciário é melhor que a nova fórmula?

Sim. Por exemplo, pela tabela de 2015, podem ganhar benefício maior que o integral um trabalhador de 60 anos que contribuiu por 41 anos, ou um de 65 que contribuiu por 34

6- Se o fator previdenciário for vantajoso, posso optar por ele?

Sim. Vale sempre a fórmula mais vantajosa ao trabalhador

7- Qual o benefício integral?

É a média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho de 94, corrigidos pelo INPC, limitada ao teto do INSS, de R$ 4.663,75

8- Como se aposentar por idade?

Se tiver no mínimo 15 anos de contribuição, a mulher pode se aposentar aos 60 anos e o homem, aos 65. O valor do benefício aumenta com o número de anos de contribuição

9- Como saber qual a fórmula mais vantajosa?

Se não tiver o tempo mínimo de contribuição, a única opção é a aposentadoria por idade.

Se tiver o tempo mínimo de contribuição, consulte primeiro a tabela do fator previdenciário (guiagoverno.com/tabela-pratica-do-fator-previdenciario-2015/).

Se o índice for superior a 1, essa é a fórmula mais vantajosa. Se for inferior a 1 e você cumprir as condições da fórmula 85/95, opte por ela

10- Se já me aposentei pelo fator previdenciário, posso mudar para o 85/95?

Não

Fonte: Folha de São Paulo.

Redação On outubro - 19 - 2015
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