Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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IGP-10 avança para 1,88% em outubro e tem alta de 9,83% em 12 meses

SÃO PAULO  –  O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) disparou 1,88% em outubro, após registrar alta de 0,61%, com forte aumento nos preços do atacado, em especial daqueles vinculados à variação do dólar. No mesmo período do ano passado, o indicador subiu apenas 0,02%, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o IGP-10 acumula alta de 7,88% no ano e de 9,83% em 12 meses. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% nos IGPs – registrou elevação de 2,62% em outubro, seguindo incremento de 0,82% um mês antes. Os preços dos produtos agropecuários deixaram aumento de 1,35% para 3,94% e os produtos industriais, de 0,61% para 2,12%.

Na separação por estágios de produção, os Bens finais subiram 1,47%, após elevação de 0,10% em setembro, por causa do subgrupo alimentos processados. Os Bens intermediários subiram 2,15%, seguindo acréscimo de 0,94% e as Matérias-primas Brutas avançaram 4,62%, superando o incremento de 1,56% de setembro. Contribuíram para essa aceleração os itens soja em grão (4,37% para 8,87%), minério de ferro (-1,06% para 4,61%) e milho em grão (2,24% para 12,58%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – com peso de 30% – passou de uma alta de 0,15% em setembro para 0,59% um mês depois. Das oito classes de despesas avaliadas, o destaque ficou com Alimentação (-0,33% para 0,58%), em que hortaliças e legumes tiveram uma deflação menor (-12,14% para -7,18%).

Com alta mais marcada entre setembro e outubro, apareceram Habitação (0,33% para 0,67%) e Transportes (0,36% para 0,75%). Mudaram de rumo Vestuário (-0,14% para 0,73%) e Educação, leitura e recreação (-0,02% para 0,47%). Nesses grupos, sobressaíram gás de bujão (1,32% para 10,90%), tarifa de ônibus urbano (0,94% para 1,42%), roupas (-0,21% para 0,76%) e passagem aérea (0,42% para 9,10%), respectivamente.

Em contrapartida, com incremento menos acentuado, figuraram Saúde e cuidados pessoais (0,65% para 0,52%), Comunicação (0,36% para 0,19%) e Despesas diversas (0,21% para 0,08%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) reduziu o ritmo de alta, de 0,36% para 0,23%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviçoss subiu 0,50% e aquele referente ao custo da mão de obra não teve variação.

Valor Econômico – 16/10/2015

 

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Transportes puxa alta do IPC-S na segunda quadrissemana de outubro

SÃO PAULO  –  O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a 0,66% na segunda quadrissemana de outubro, de 0,63% na primeira, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Três dos cinco grupos que compõem o índice registraram taxas maiores, com destaque para transportes (0,73% para 1,17%), fortemente influenciado pela alta da gasolina (0,68% para 1,71%).

Também subiram habitação (0,67% para 0,71%) e o grupo educação, leitura e recreação (0,48% para 0,54%), puxados, respectivamente, por causa do gás de bujão (10,49% para 11,35%) e salas de espetáculo (1,18% para 1,98%), respectivamente.

Em contrapartida, as taxas de alimentação (0,72% para 0,52%), saúde e cuidados pessoais (0,57% para 0,54%), vestuário (0,78% para 0,68%), despesas diversas (0,10% para 0,06%) e comunicação (0,18% para 0,15%) cederam.

Nessas classes de despesa, os destaques partiram de hortaliças e legumes (-5,22% para -8,60%), perfume (0,49% para -0,08%), roupas (0,79% para 0,67%), alimentos para animais domésticos (0,26% para -0,32%) e mensalidade para tv por assinatura (1,41% para 1,28%), respectivamente.

Individualmente, os itens que mais puxaram a alta do IPC-S no período foram gás de bujão, tarifa de ônibus urbano, gasolina, refeições em bares e restaurantes e plano de saúde.

O indicador é apurado em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Brasília.

Valor Econômico – 16/10/2015

 

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Estudo da Fazenda defende mais impostos e reformas estruturais

O Ministério da Fazenda divulgou ontem um estudo sobre a necessidade de o país tomar medidas de curto prazo no ajuste fiscal, por meio principalmente do aumento de impostos, e estabelecer políticas estruturais, como a reforma da Previdência, para garantir a estabilidade da economia em médio e longo prazos.

Segundo a equipe da Fazenda, o quadro econômico em 2015 guarda paralelos com os ciclos de ajuste feitos entre 1999 e 2000 (anos FHC) e, em menor proporção, entre 2003 e 2004 (anos Lula). O documento considera que a “firmeza da política fiscal” em 2003 permitiu dissipar incertezas quanto ao compromisso com as contas públicas e proporcionou a recuperação da economia em 2004. Atualmente, diz o texto, há um quadro de desequilíbrio que exige realinhamento das principais variáveis econômicas, inclusive fiscais.

O estudo repete, em vários trechos, o teor dos discursos recentes do ministro Joaquim Levy ao defender que o Brasil de 2015 tem vantagens importantes em relação ao passado, como a existência de reservas internacionais e melhores níveis de emprego, e que elas podem ser aproveitadas para garantir uma virada econômica, considerando uma política fiscal robusta que permita ao país “ir além da simples retomada cíclica”. Para a Fazenda, o risco de insolvência externa, hoje, não é significativo. Além disso, o potencial da indústria para recuperar o mercado doméstico é maior que no passado.

Apesar do tom otimista, a pasta ressalta que o setor externo só gera alta sustentada da demanda “quando caem prêmios de risco e inflação”. Também afirma que a proteção proporcionada pelas reservas não deve se tornar uma razão para complacência, “porque a pressão externa não desapareceu, como mostrado pela mudança da nota da dívida soberana e de inúmeras empresas a partir de agosto de 2015” pela Standard & Poor’s.

Para a Fazenda, devem ser tomadas, paralelamente ou logo depois das políticas legislativas que fortalecerão o Orçamento de 2016, medidas estruturais que permitam a expansão da oferta no país. Os ajustes do passado, afirma a pasta, foram de curto prazo e não vieram acompanhados dessas reformas. “Persistiram desde a segunda metade dos anos 2000 ineficiências e distorções estruturais que exigirão atenção para permitir que a retomada do crescimento, que seguirá o equacionamento do Orçamento da União de 2016, se mostre sustentável”, afirma o texto.

Entre as medidas estruturais defendidas, estão as reformas da Previdência, do ICMS e do PIS/Cofins, além de nova lei de execução fiscal. “Esse conjunto de ações, junto com outras iniciativas, tenderão a levar o país para a rota do crescimento em tempo relativamente curto”, diz o estudo.

A respeito do comportamento dos preços, a Fazenda diz que “a desinflação em episódios de realinhamento do câmbio é essencial para que ele possa realmente estimular o crescimento”. A economia, segundo o documento, tem respondido às medidas tomadas no começo de 2015, apesar do relativo descompasso na parte fiscal. “No começo do ano liberaram-se os preços da energia e deu-se curso à regra do câmbio flutuante inaugurada em 1999. Em paralelo, a política monetária atuou de forma consistente para garantir que o realinhamento de preços fosse acompanhado de desinflação o mais cedo possível, para possibilitar a convergência das expectativas de inflação para a meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional”, afirma o texto.

A Fazenda lembra que o déficit em conta corrente vem diminuindo e que não há pressão excessiva sobre as empresas, em parte devido à possibilidade de elas usarem os “swaps cambiais”. Afirma ainda que há entrada líquida de capital positiva ao longo de 2015 e que as expectativas de inflação estavam se movendo até agosto na direção da meta de 4,5% e deixando as proximidades do teto da banda. Além disso, há estabilização do resultado primário estrutural, ainda que em nível muito negativo. O texto cita também o pagamento de despesas de anos anteriores, como subsídios do BNDES.

O Ministério da Fazenda fala até da Petrobras, afirmando que,no curto prazo, a empresa tem feito ajustes para cortar investimentos, mas que no médio prazo pode recuperar a capacidade de grande motriz da economia nacional.

Defende também que o impulso fiscal tem sido neutro e não contracionista e que a queda do PIB nos últimos trimestres não se deu por um aperto fiscal excessivo, mas por outras razões, “ligadas a ambiguidades mais gerais sobre a política econômica e outros aspectos do funcionamento do governo”.

O estudo defende ainda a necessidade de mais impostos e que a necessidade de receitas para sustentar o esforço fiscal é importante, “porque o impacto da inflação sobre as despesas da Previdência Social em 2016 será expressivo”. “Não havendo impacto maior na redução das renúncias, mostra-se indispensável um esforço adicional no lado dos tributos”, afirma o texto.

“A estabilização fiscal se manifesta pela aprovação do Orçamento de 2016 visando a um resultado primário de 0,7% do PIB e receitas adequadas para suportar esse esforço. Como observado em ocasiões anteriores, vencido o impasse fiscal, a retomada da demanda pode ser rápida, especialmente considerando os níveis deprimidos atuais”.

Valor Econômico – 16/10/2015

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Decisão da Fitch gera ‘guerra de notas’ entre Fazenda e Planejamento

Rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Fitch colocou novamente em evidência a disputa que existe entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa

BRASÍLIA – Pela segunda vez consecutiva, a decisão de uma agência de risco de rebaixar a nota de crédito do Brasil colocou em evidência a disputa que existe entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Assim que o Palácio do Planalto soube do rebaixamento pela Fitch, esperou um pronunciamento oficial do Ministério da Fazenda sobre o assunto. A pasta, porém, não produziu nenhuma nota sobre o assunto. Levy também evitou comentar a questão durante o dia.

A ausência de resposta da Fazenda fez com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República emitisse um comunicado sobre o assunto. O texto distribuído foi produzido pelo Planejamento.

Menos de duas horas depois, o ministério comandado por Levy decidiu, enfim, emitir uma nota própria pelo assunto.

Enquanto o texto produzido pela equipe de Barbosa era genérico e falava apenas que o governo estava tomando tomas as medidas para retomar o crescimento, a de Levy voltava a se comprometer com a meta do superávit primário de 0,7% do PIB, uma questão considerada crucial pelo ministro da Fazenda.

No mês passado, quando a Standard & Poor’s retirou o grau de investimento do País uma situação parecida aconteceu. Primeiro uma nota oficial foi enviada pela Secretaria de Comunicação e, em seguida, houve uma da Fazenda. Levy, que havia passado o dia em silêncio, também decidiu, de última hora, dar uma entrevista ao vivo para o Jornal da Globo sobre o assunto.

Estadão – 16/10/2015

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Fisco trabalha para reduzir efeito da crise

Receita informou que vem trabalhando intensamente na tentativa de minimizar os efeitos da crise econômica na arrecadação federal. Órgão intensificou medidas punitivas para fraudes e casos ilícitos.

Segundo o órgão, de janeiro a setembro foram lavrados autos de infração no valor de R$ 87,975 bilhões, sendo apenas no Estado de São Paulo, a quantia de R$ 57 bilhões, (+29% em relação a 2014).

Entre as medidas da Receita para intensificar a fiscalização estão: exclusão de parcelamentos especiais, de benefícios e/ou incentivos fiscais e do Simples Nacional; inscrição no Cadin; e arrolamento e bloqueio de bens e representação fiscal para fins penais.

DCI – 16/10/2015

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Modelo brasileiro esgotou e é preciso se inspirar na Ásia

MERCADO

ENTREVISTA JOSE GABRIEL PALMA PARA ECONOMISTA CHILENO, PERÍODO DE BONANÇA DAS COMMODITIES FOI A ‘DÉCADA PERDIDA’ PARA A AMÉRICA LATINA, E NÃO OS ANOS 1980

ELEONORA DE LUCENA – DE SÃO PAULO

O modelo econômico neoliberal adotado pelo Brasil já deu o que tinha que dar, seu prazo de validade expirou.

Agora é preciso mais ambição, olhar o que fez a Ásia e mudar o modelo.

Os novos parâmetros devem ser reindustrializar o setor exportador, reenergizar a manufatura e adotar uma política pró-crescimento. São necessárias ações para diversificar mais a economia, regular as finanças e dar transparência às instituições e à política.

É o que defende o economista chileno José Gabriel Palma, 68, professor da Universidade de Cambridge e pesquisador das universidades de Santiago e Valparaíso.

“Mais do mesmo não nos levará a nenhum lugar”, diz.

Na sua visão, a desvalorização do real é positiva.

“Um real sobrevalorizado só ajuda especuladores e rentistas.”

Nesta entrevista, o economista afirma ainda que a grande década perdida na América Latina “não foi a dos anos 1980, mas a do superciclo das commodities”.

Folha- O Brasil passa por uma crise política e uma recessão.

Como o sr. analisa os desdobramentos dessa situação?

José Gabriel Palma – Poucas vezes tivemos uma desaceleração tão anunciada. Quando tantos se deslumbravam com o PIB brasileiro de 2010 [alta de 7,5%], apouca sustentabilidade desse avanço era evidente.

Quando os mercados globais se tranquilizaram em 2003, pela surpreendente orientação neoliberal do governo Lula, começou um período de “alucinação internacional com o Brasil.

No Brasil, como no resto da América Latina, a filosofia das reformas consistiu em jogar a toalha em relação à estratégia de industrialização anterior. Isso porque a maioria dos políticos e economistas interpretou a crise de 1982 como uma prova conclusiva de que a região estava num beco sem saída.

O que o governo deveria fazer para retomar o crescimento?

É uma lástima que o escândalo de corrupção da Petrobras distraia tanto a atenção pública do problema de fundo: o modelo neoliberal já deu o que tinha que dar e, como um vinho que se transforma em vinagre, já passou faz tempo da sua data de validade “Mais do mesmo” não nos levará a nenhum lugar. Para o bem ou para o mal, o que o modelo neoliberal pode dar já deu [no Brasil e no Chile].

O Brasil já produz itens primários em nível mundial.

Já gera abundantes vagas em serviços. Já tem um varejo e finanças sofisticados. Muito do que sobreviveu de sua indústria é interessante. Agora é preciso mostrar mais ambição, como fez a Ásia, e dar o passo seguinte para reindustrializar o setor exportador, reenergizar o resto da manufatura com políticas industriais efetivas e uma política macro pró-crescimento.

É preciso diversificar mais a economia, regular de verdade as finanças, colocando-as a serviço do setor real, dar transparência às instituições e à política em especial.

A experiência asiática indica que para crescer de forma sustentável é necessário investir ao menos 30% do PIB.

Como no Brasil -e no Chile só 1% se apropria de algo assimda renda, financiar esse nível de investimento deveria ser perfeitamente viável.

Porém, isso é pouco provável, pois nesses países o que mais interessa é a especulação financeira e o que mais abundam são falhas de mercado, privilégios, pouca competência e uma inteligência “progressista” cheia de conflitos de interesse.

Quem se beneficia?

Esse contexto premia especuladores, rentistas, comerciantes, traficantes de influências políticas e de informação privilegiada. Por sua vez, castiga o investimento real, a diversificação produtiva, a absorção tecnológica e industrialização do setor exportador. É uma lástima que agora no Brasil o escândalo de corrupção da Petrobras distraia tanto a atenção públicado problema de fundo:o modelo neoliberal já deu o que tinha que dar e, como um vinho que se transforma em vinagre, já passou faz tempo da sua data de validade.

Quais devem ser os efeitos da forte desvalorização do real?

A depreciação é muito positiva, do pouco de positivo queocorre no Brasil. Um real sobrevalorizado só ajuda especuladores e rentistas.Eo melhor momento para desvalorizar a moeda é quando a economia está em recessão -o efeito inflacionário é minimizado e se pode sentir seus reais efeitos.

Países latino-americanos perdem a oportunidade de mudar seus modelos enquanto ocorreu o boom das commodities?

Na América Latina, a grande década perdida não foi a dos anos 1980, mas a do chamado superciclo das commodities. Durante os anos da bonança exportadora e financeira, na América Latina houve um crescimento medíocre. Do lado do gasto, cinco sextos desse crescimento era simples expansão do consumo.

Do lado do produto, dois terços era simples expansão do emprego. Essa bonança permitiu a um conjunto de populistas de “centro-esquerda” aumentar o gastosocial, para que,assim, todo o resto pudesse permanecer igual.

Como nos dizia um filósofo alemão, talvez o Brasil confirme que a forma mais efetiva de dominação é aquela na qual se subcontrata a dominação dos representantes dos dominados.

Tanto assim que poucos se importaram com o desempenho muito pobre de sua economia desde o início das reformas econômicas.

Folha de São Paulo – 16/10/2015

Redação On outubro - 16 - 2015
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