Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Emprego na indústria cai 0,8% em agosto, oitava queda seguida, diz IBGE

O total de trabalhadores na indústria brasileira caiu 0,8% em agosto na comparação com julho, oitavo mês seguido de queda. Em relação ao mesmo mês de 2014, o recuo foi de 6,9%, 47º resultado negativo seguido nesse tipo de comparação, e o maior registrado na série histórica, em janeiro de 2001.

No acumulado do ano, a queda no emprego chegou a 5,6%. Nos doze meses até agosto, o recuo foi de 5,1%, mantendo trajetória de queda que começou em setembro de 2013.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.

Na pesquisa anterior, com dados de julho, a queda do emprego industrial tinha sido de 0,7%.

Emprego caiu em todos os setores

Em um ano, o número de trabalhadores na indústria caiu nos 18 ramos pesquisados pelo IBGE. As maiores quedas foram em máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,4%), meios de transporte (-12,4%) e outros produtos da indústria de transformação (-10,7%).

No acumulado dos oito meses do ano até agosto, o emprego industrial também registra queda em todos os ramos pesquisados.

Valor da folha de pagamento também tem queda

O valor da folha de pagamento real (ajustada pela inflação) dos trabalhadores caiu 1,3% em agosto, na comparação com julho. É o segundo mês seguido de queda.

Em relação a agosto de 2014, a queda foi de 8,4%, 15º resultado negativo nesse tipo de comparação. O recuo chegou a 6,5% no acumulado do ano e 5,6% nos 12 meses até agosto.

O número de horas pagas aos trabalhadores caiu 0,9% de julho para agosto, sexto mês seguido de queda. Em um ano, o recuo foi de 7,5%, 27ª taxa negativa nesse tipo de confronto e o maior desde o início da série histórica, em janeiro de 2001.

Produção industrial caiu 1,2% no mês

No início do mês, o IBGE divulgou que a produção industrial brasileira registrou queda de 1,2% em agosto na comparação com julho, terceiro resultado negativo seguido e o pior para o mês desde 2011.

Na comparação com agosto de 2014, a produção caiu 9%, pior resultado da série para os meses de agosto nessa base de comparação.

Desemprego em agosto chegou a 7,6%

Em agosto, o desemprego subiu a 7,6%, o maior para o mês desde 2009, segundo dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), divulgada pelo IBGE no mês passado.

O mês também teve fechamento de 86.543 vagas de trabalho com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Trabalho. Foi o quinto mês seguido com corte de empregos.

IBGE vai acabar com Pimes

Em 2016, o IBGE vai acabar com a Pimes e com a PME. Das três pesquisas mensais com dados de emprego, apenas a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua continuará.

Segundo o instituto, a Pnad Contínua é mais abrangente que as outras duas pesquisas.

A última coleta da Pimes está programada para acontecer em dezembro deste ano, com divulgação prevista para fevereiro.

Uol – 16/10/2015

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Fabricantes de materiais miram exportação

A desvalorização do real tem possibilitado que parte dos fabricantes de materiais de construção compense, por meio das exportações, a queda da demanda doméstica, ainda que não na totalidade. Uma das estratégias para aumentar a fatia das vendas externas no faturamento é a concessão de descontos no preço, em dólar, dos produtos.

A fabricante de cadeados e fechaduras residenciais e para móveis Papaiz, por exemplo, reduziu em 7% os preços em dólar de seus produtos exportados. A combinação do câmbio atual com o mercado interno “mais difícil” leva a empresa a reforçar suas exportações, de acordo com a presidente e porta-voz do grupo, Sandra Papaiz. A fatia exportada passou dos 15% do ano passado para 20% do total.

Os embarques ao exterior da Udinese, negócio do Grupo Papaiz que faz peças de esquadrias para portas e janelas, cresceram de 8% para quase 15%. “As empresas brasileiras têm de encontrar novos caminhos. Quando algumas portas se fecham, outras vão se abrindo. Não podemos ficar parados”, afirma a executiva.

Até setembro, o Grupo Papaiz cresceu 3% no combinado dos três negócios – Papaiz, Udinese e Cicap (empresa de locação de galpões). A projeção para o ano era de alta de 5%. “Estou confiante que, se não atingirmos os 5%, vamos ter expansão de pelo menos 3%”, diz a presidente do grupo. Na avaliação da executiva, a indústria brasileira “vai ganhar força e recuperar espaço” em 2016, com a queda das importações resultante da alta do dólar.

Com a desvalorização do real, as exportações da fabricante de revestimentos cerâmicos Cecrisa têm respondido por 20% do resultado da empresa, ante 10% no ano passado. A Cecrisa exporta para 50 mercados, com destaque para a América Latina e os Estados Unidos. “Continuamos a buscar crescimento nas exportações”, conta o presidente da Cecrisa, José Luis Pano. O foco da empresa são revestimentos de alto padrão com a marca Portinari.

Neste ano, o faturamento combinado de vendas internas e exportações da Cecrisa ficará estável em relação ao de 2014, ante a projeção inicial de alta de 10%. Não será possível crescer, de acordo com Pano, devido à queda da comercialização de revestimentos cerâmicos para as construtoras. “As vendas para o varejo de padrão mais elevado estão indo bem”, diz o executivo. Pano afirma esperar aumento do faturamento no próximo ano, em função das exportações e da demanda do varejo especializado.

A Eliane Revestimentos Cerâmicos projeta faturamento bruto de R$ 920 milhões neste ano, 6% acima dos R$ 870 milhões de 2014. Esse é o patamar de expansão registrado até o acumulado de setembro e fica abaixo dos 10% estimados anteriormente. “Estamos cautelosos em relação ao mercado interno, então tentamos compensar as vendas no externo”, diz o presidente da Eliane, Edson Gaidzinski Jr.

As exportações cresceram 23% de janeiro a setembro. No mercado internacional, a Eliane vende produtos principalmente na América do Norte. Além das exportações de revestimentos produzidos no Brasil, a empresa compra materiais, por exemplo, da Turquia, para revenda com sua marca em mercados como o Canadá, segundo Gaidzinski.

O executivo reiterou que o foco das atenções da Eliane está “90% na empresa e 10% na macroeconomia”. “Temos de buscar modelos diferentes. Não posso ficar reclamando da crise”, diz o presidente. Em 2015, a Eliane passou a adotar orçamentos trimestrais, em decorrência da variação do câmbio e da taxa básica de juros Selic. O planejamento trimestral será utilizado também no próximo ano.

Valor Econômico – 16/10/2015

 

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Para diminuir custos, empresas levam produção para dentro de casa

Se cortar custos e aumentar a produtividade já era parte da estratégia das empresas brasileiras, na crise essas duas metas viraram um mantra, repetido exaustivamente por empreendedores e executivos. Como parte desse movimento, há companhias aumentando suas apostas na verticalização e levando para dentro de casa processos que antes estavam nas mãos de terceiros.

Algumas passaram a correr atrás disso depois que a situação econômica começou a apertar. Outras já estavam com projetos engatilhados há mais tempo e estão se beneficiando agora dos ganhos de margem que, em momentos de retração, podem fazer a diferença.

É o caso, por exemplo, da divisão de agronegócios da Algar, que responde por 43% da receita do grupo mineiro. Em setembro, a empresa encerrou o contrato com a fornecedora de embalagem para o óleo de soja e passou a fabricar internamente, depois de investir R$ 40 milhões em uma fábrica, que tem capacidade de produzir 25 milhões de unidades por mês. “Quando esse projeto começou o sentimento de crise ainda não era tão profundo como é hoje, mas digamos que foi tudo providencial”, diz Murilo Braz Sant’Anna, CEO da Algar Agro. “Em momentos de baixo crescimento, o mercado não está disposto a te dar margem e remunerar com preço. É preciso fazer a tarefa dentro de casa.” Embora não revele quanto conseguiu economizar com a mudança, Sant’Anna ressalta que a embalagem representa 25% do custo do produto.

Outra companhia que também está buscando fazer mais dentro de casa é a fabricante de biscoitos e massas M.Dias Branco. A empresa investiu R$ 250 milhões no primeiro semestre deste ano, valor que contemplou a construção de dois novos moinhos de trigo e aquisição de outra unidade. Na divulgação de resultados do segundo trimestre, a indústria informou que 78,1% da farinha consumida pela companhia é produzida em moinhos próprios, índice que era de 72,4% no mesmo período do ano passado. Para gorduras, o porcentual aumentou de 59,9% para 92,5% no mesmo período. A empresa informou, em relatório trimestral, que a maior verticalização da produção trouxe reduções de custo.

“É uma vantagem competitiva para as fabricantes de biscoito ser donas de moinho. Elas têm controle do preço da matéria-prima e têm um custo mais competitivo”, explicou o presidente da consultoria de gestão Naxentia, Vincent Baron.

Na pequena cidade de Pomerode, em Santa Catarina, a alemã Netzsch Moagem investiu R$ 20 milhões para produzir internamente peças que eram obtidas com um grupo de cerca de 50 fornecedores. Agora, a fábrica onde são produzidos equipamentos para a indústria de alimentos, de tinta e para agronegócios, tem 9,5 mil m² – área que é três vezes maior que a original. “O investimento foi feito para reduzir custos e aumentar o controle da empresa sobre a qualidade do produto”, afirmou o diretor geral da empresa, Giuliano Albiero. “Nosso custo de produção caiu 8%.”

Antes da inauguração da fábrica, em julho, entre 70% e 80% das peças eram feitas em fábricas de parceiros. Hoje esse número caiu para cerca de 30%. O prazo médio de produção caiu de quase quatro meses para dois meses com a verticalização. Albiero destaca, no entanto, que não vale a pena para a indústria produzir todas as suas peças. “Nosso negócio é suscetível à economia. Se aumentamos a capacidade, temos de sustentar essa estrutura mesmo se não houver demanda.”

A 30 km de Pomerode, em Jaraguá do Sul, a fabricante de motores WEG já adota essa estratégia há muito tempo. No passado, a empresa já teve de produzir tudo que fosse possível dentro de casa, por falta de fornecedores na região. “Hoje é uma estratégia. Tudo que tem tecnologia e podemos agregar valor fazemos na nossa fábrica”, disse o diretor superintendente da WEG Motores, Luis Alberto Tiefensee. Ele explica, no entanto, que a empresa precisa de escala para viabilizar a produção dos componentes internamente. Assim, algumas de suas subsidiárias nascem abastecidas por fornecedores locais e, só depois que o negócio ganha escala, a companhia investe na verticalização.

Terceirização. As associações da indústria têm defendido mudanças nas regras para terceirização, que permitirão aos empresários contratar de terceiros até mesmo a atividade-fim da companhia e não apenas serviços sem relação direta com o negócio, como limpeza ou segurança. “Em geral, é mais eficiente. Isso permite a formação de empresas ultra especializadas”, disse André Rebelo, assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o assessor econômico da Fiesp, muitas empresas não terceirizam atividades porque há insegurança jurídica sobre esse tema no Brasil. “Defendemos que seja liberado e cada empresa vai fazer suas contas, pesar prós e contras e tomar sua decisão”, disse Rebelo.

O projeto de lei que libera a terceirização da atividade-fim foi aprovado em abril na Câmara dos Deputados. O texto segue em análise no Senado.

Estadão – 16/10/2015

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Pirelli pode adotar PPE se mercado não mudar

Empresa esgotou recursos como férias, layoff e corte de temporários

Unidade de Santo André cortou 121 em julho e deu férias a 2 mil A Pirelli também pode aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) se o mercado não reagir. “Esgotamos outros recursos como férias, reduções de produção, layoff e demissões de contratados temporariamente”, afirma o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli, Roberto Falkenstein, referindo-se à unidade de Santo André (SP), bastante afetada porque lá são fabricados os pneus de caminhões e máquinas agrícolas, segmentos mais atingidos pela queda nas vendas.

A unidade de Campinas (SP), onde são feitos pneus de passeio, também utilizou layoff e corte de temporários. Embora admita a possibilidade de adoção do PPE, Falkenstein afirmou que ela não está definida nem apontou qual fábrica lançaria mão primeiro do recurso.

A Pirelli também faz pneus de passeio em Feira de Santana (BA) e para caminhões e motocicletas em Gravataí (RS). “A produção dos pneus para moto começou o ano ruim e esboçava reação, mas já há de novo anúncio de parada na produção em Manaus”, diz Falkenstein.

Automotive Business entrevistou o diretor de pesquisa e desenvolvimento durante o lançamento do Cinturato P1 Plus, primeiro pneu a receber o selo do Inmetro (veja aqui).

A empresa detém cerca de 50% do mercado original de fábrica para carros de passeio. No segmento de reposição são 20%. Sua rede tem 2 mil lojas entre oficiais e multimarcas credenciadas. Segundo a companhia, 97% dos pneus que vende no País são fabricados na América Latina.

NOVO CAMPO DE PROVAS CUSTARÁ R$ 70 MILHÕES

A Pirelli se prepara para investir R$ 70 milhões em um novo campo de provas em Elias Fausto (SP). A companhia ainda depende do licenciamento ambiental, que pode sair nos próximos 30 dias. Se ocorrer, dará a largada à construção de uma estrutura bem mais completa que a atual (em Sumaré, SP) e em uma área dez vezes maior. Serão três anos de obras.

O novo campo terá um circuito completo, com reta de dois quilômetros. Permitirá o teste de vários carros ao mesmo tempo, avaliações de pneus para moto e até para máquinas agrícolas.

Automotive bussiness

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Campanha Salarial: Setor de Parafusos também oferece 9,88% à FEM-CUT/SP

Negociações com os setores de Estamparia, Forjaria, Fundição e G10 continuam. Já o Sindipeças não houve avanço

Nesta semana, continuam as mobilizações em defesa da reposição integral da inflação no período da data-base, 1º de setembro (9,88%), da renovação e ampliação de direitos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nas bases dos sindicatos filiados à FEM no Estado.

Dados preliminares mostram que cerca de 70 mil metalúrgicos no ABC, Sorocaba, São Carlos, Cajamar, Itu e Salto já fecharam acordos no valor de 9,88% com as empresas dos Grupos 2 (máquinas e eletrônicos) e 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros).

Nos setores do Grupo 3 (que reúne os sindicatos patronais de autopeças, forjaria e parafusos), o Sindicato da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares no Estado de São Paulo (Sinpa) entrou em contato com a FEM na quarta-feira (14) e ofereceu a mesma proposta dos Grupos 2 e 8 de reajuste salarial de 9,88%, parcelada em duas vezes, sendo 7,88% em setembro e 2% em fevereiro. O índice também será aplicado no 13º salário e nas férias.

Nestes setores patronais também serão contemplados alguns avanços sociais na Convenção Coletiva de Trabalho negociados com a Federação.

Em negociação
Até o fechamento desta edição, a FEM continuava a consulta com os setores patronais do Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria (Sindiforja), Fundição, Estamparia, e G10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros).

Nestes setores, as propostas não contemplaram a categoria metalúrgica e oscilaram entre 8%, 9% e 9,88% (sem aplicação nas férias e 13º salário).

O presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, informa que a Federação continuará fazendo a consulta com esses setores patronais, no sentido de avançar na construção da CCT.

Sindipeças
Já o Sindipeças é o único setor patronal que não apresentou nenhuma contraproposta.
O setor manteve o reajuste escalonado entre 7% e 8%, que foi rejeitado pela FEM e nas assembleias dos trabalhadores metalúrgicos.

Confira quadro das propostas – atualizado no dia 14 de outubro

Proposta dos 9,88% parcelada e aprovada em assembleias
Grupo 2 (máquinas e eletrônicos)
Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)

Setores que continuam em negociação com a FEM
Estamparia
Forjaria
Fundição
Parafusos (proposta dos 9,88% será avaliada em assembleia)
G10

Sem avanço

Sindipeças – 7% e 8% de forma escalonada e ainda parcelado em duas vezes e propôs conversar em janeiro (não se manifestou em alterar a proposta)

Por: Viviane Barbosa, Assessora de Imprensa da FEM-CUT/SP – Publicação: 14/10/2015

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Plano contra desemprego deve crescer, diz ministro do Trabalho

O ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, prevê maior adesão das empresas ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego ), com a aprovação da medida provisória que criou o programa no Congresso.

“Na medida em que o Congresso concluir a votação, vamos ter ambiente de maior segurança [jurídica] e maior adesão das empresas. Muitas demonstraram interesse, mas aguardavam uma decisão legislativa,” disse Rossetto.

Em quatro meses, foram firmados 16 acordos que apoiam 18.825 trabalhadores. Há outros 35 pedidos em análise, para 13.354 empregados.

Ao aderir ao PPE, a empresa pode reduzir salários e jornada em troca de garantia no emprego. Metade da redução salarial é bancada pelo governo, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalho), no limite de até R$ 900,84.
O custeio com os 16 acordos chega a R$ 64,3 milhões. Se as 35 adesões em análise forem aprovadas, subirá para R$ 94,2 milhões.

Sem detalhar números, o ministro afirmou que há recursos no orçamento do FAT para custear parte da redução dos salários e bancar a extensão do PPE até 2017.

Na quarta-feira, a Câmara aprovou a MP que cria o PPE, mas ampliou o prazo de adesão para o final de 2016. No projeto original, a entrada no programa deveria ocorrer até dezembro deste ano. A Câmara dos Deputados também aumentou a duração do programa de um para dois anos. O texto segue para o Senado.

Rossetto rebateu críticas de que o programa é burocrático. “É um programa simplificado, mas exige três critérios: os trabalhadores têm que aceitar; a empresa tem de estar em dia com tributos federais e comprovar os efeitos da crise, com indicador de redução líquida de emprego”, afirmou. “Sem esses critérios, não há adesão ao programa.”

Para ele, o programa não prevê perda de arrecadação. “O resultado fiscal é positivo porque os benefícios à Previdência e ao FGTS seguem sendo recolhidos [na vigência do acordo]. Todos os direitos trabalhistas são recolhidos.”

Sobre o ponto mais polêmico do texto, incluído durante a tramitação na comissão, que acabou retirado do texto na votação em plenário, o ministro ressaltou que “é correta a posição da Câmara em retirar dois artigos estranhos ao PPE com enorme grau de conflito”.

O trecho retirado estabelecia que as condições de trabalho combinadas em convenção coletiva prevaleceriam sobre a lei, desde que não contrariassem ou inviabilizassem direitos previstos na Constituição ou em convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho).


O PPE EM NÚMEROS
16 acordos firmados para 18.825 trabalhadores

35 pedidos em análise para 13.354

R$ 64,386 milhões para custear metade da redução salarial nos acordos firmados

R$ 29,809 milhões serão usados para os demais em análise, se forem aprovados

7 dias é o tempo que demora em média o tempo para aprovar a adesão ao PPE, quando a documentação está completa e correta.

Folha de S.Paulo – 16/10/2015

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Uma visão histórica e moderna da terceirização

Segundo dados publicados pelo Dieese e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no mês de junho, o outsourcing atinge cerca de 12,7 milhões de trabalhadores, os quais ganham, em sua maioria, até dois salários mínimos. Olhando esses dados é possível imaginar porque muitos atores sociais defendem o fim da terceirização. O tema é polêmico, frequentemente revisitado, pouco entendido e por vezes viesado.

A prática da terceirização no Brasil tem duas importantes vertentes traçadas aos anos 20. No âmbito comercial, o desenvolvimento da profissão de guarda-livros, antecessora dos escritórios de contabilidade. No âmbito industrial, a prática da produção a façon por pequenas oficinas, para o interesse de empresas de maior porte.

Trazido à segunda metade do século 20 nos Estados Unidos, o conceito de outsourcing tomou um novo traçado, pouco elogiável, porque passou a ser utilizado por empresas de porte, para contornar as exigências legais de não discriminação étnica, religiosa ou sexual na contratação de mão de obra.

O outsourcing é simplesmente um meio para se atingir o fim maior, que é a rentabilidade da empresa

O resultado foi o surgimento de empresas de pequeno e médio porte, que contratavam essa mão de obra, logicamente, de baixa qualificação, para executar os menial jobs, a baixo custo, para o interesse de grandes empresas. No Brasil, apesar de o outsourcing não prestar para inclusão no mercado de trabalho das classes marginalizadas, a ideia trazida em maior escala se valeu do conceito americano de reduzir os custos de produção.

Isso do ponto de vista de gestão empresarial. Mas considerando que o Brasil segue a ideia jurídica francesa de proibição da prática de merchandage, ou seja, intermediação de mão de obra, a consequência nefasta desse processo foi a separação artificial do que passou a ser designado atividade-fim e atividade-meio na contratação de serviços.

Dentro do cenário de ausência de previsão legal, coube ao Poder Judiciário trabalhista, famoso pela visão protecionista, dar os contornos do que seria atividade-fim e atividade-meio. O resultado dessa insegurança jurídica, do excesso de proteção dos tribunais e desse conceito de separação de atividades é que o outsourcing atualmente está restrito a alguns pouco ramos do mercado.

Sem considerar que a ideia dos oposicionistas é simplesmente banir o outsourcing do mapa, porque, segundo eles, os trabalhadores terceirizados experimentam prejuízos, seja financeiro e mesmo de condições de trabalho, se comparados aos empregados contratados diretamente. O fato é que a globalização da economia e da sociedade tornou obsoleta e sem sentido essa classificação do outsourcing por meio da atividade, buscando novos horizontes.

A visão contemporânea é que empresas de todos os matizes podem transferir a terceiros a produção de produtos e serviços que sejam melhor executadas pelas contratadas especializadas. Estas, podendo atender a distintas empresas, tem o benefício da escala, que se traduz em menor custo unitário, com a redução das despesas às empresas contratantes, e na sequência da cadeia, favorecendo o consumidor final, razão de ser de qualquer empresa.

Com isso, os avanços tecnológicos que facilitam a execução das tarefas e também reduzem o custo de produção poderiam ser melhores empregados porque as empresas especializadas conseguem obter rapidamente o know how de utilização e possuem escala na atividade que permite e justifica o investimento na velocidade que são criados.
Essa é a ideia em inúmeros países, como Alemanha, Japão e Espanha, cuja sistemática objetiva o ganho de eficiência na produção em todos os seus graus, de modo que o outsourcing é simplesmente um meio para se atingir o fim maior, que é a rentabilidade da empresa.

É a esse patamar que o Brasil deve atingir, alterando a legislação de modo a adequá-la às necessidades sociais, e não o contrário como tem ocorrido quando se tenta enjaular o fato social em atividade-fim e atividade-meio. Mas não se trata de um caminho fácil a trilhar quando se vê que grande parte dos atores sociais segue o sentido diametralmente oposto.
A visão contemporânea da terceirização é que a globalização dos mercados que propiciou inegáveis progressos quer às economias avançadas, quer a aquelas emergentes, levou ao aumento da complexidade nas relações de trabalho, em distintas geografias, sendo que a legislação e o Poder Judiciário devem se adaptar a isso.

Eclea Zugman Hauber e Fernando Rogério Peluso são, respectivamente, docente no Insper-MBA Executivos e Educação Executiva, com bacharelato, licenciatura plena e especialização na FFCL-USP; e docente no Insper, especialista e mestre em direito do trabalho

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

Valor Econômico – 16/10/2015

Redação On outubro - 16 - 2015
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