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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Déficit de manufaturados pode cair para R$ 80 bilhões no ano

O déficit da balança comercial de manufaturados deve cair este ano e ficar perto dos US$ 80 bilhões, disse o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Em 2014, o país registrou saldo negativo recorde de US$ 109,4 bilhões.

“Acho que vamos reduzir significativamente o déficit da balança de manufaturados. Há queda dos preços de bens industriais em decorrência da desaceleração do comércio internacional, mas há sinais indicando aumento das exportações de manufaturados”, disse Monteiro, após participar da abertura da conferência do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), ontem no Rio.

O resultado da balança comercial reflete, segundo ele, o aumento do volume de exportações. “Muitos têm atribuído o resultado à redução das importações, o que é verdade, mas não se registra que o Brasil é um dos poucos países que aumentaram volume físico exportado este ano. Tivemos um aumento do volume físico de quase 8%. ” Para os EUA, disse o ministro, o aumento das exportações de manufaturados este ano é de 5%.

Monteiro destacou, ainda, que a balança comercial deve fechar o ano com superávit de US$ 15 bilhões. Para 2016, a expectativa é alcançar US$ 30 bilhões. Até setembro, a balança acumula US$ 11 bilhões de superávit. “Se tivéssemos os preços de commodities que vigoravam no ano passado, o resultado da balança comercial este ano já seria superior a US$ 35 bilhões.”

O ministro também falou sobre a Parceira Transpacífico (TPP) e disse que o movimento deve “motivar” a União Europeia a fechar o acordo de livre comércio com o Mercosul, travado há anos. “Acho que, graças a esse acordo, vamos poder acelerar nosso acordo com a União Europeia. Creio que se torna prioritária essa ação de integração entre a Europa e Mercosul. Eleva o grau de interesse de ambos os blocos.”

Para Monteiro, a União Europeia vai precisar fortalecer esse eixo de integração com a América do Sul e o Brasil já “está pronto” para a negociação. “Já estamos prontos e vamos iniciar as trocas de ofertas. A expectativa é que isso aconteça no próximo mês”, disse. O ministro destacou, ainda, que o acordo com a União Europeia não exclui a possibilidade de o Brasil vir a integrar a Parceria Transpacífico.

O ministro destacou que os EUA são o principal destino das exportações de manufaturados brasileiros e que este ano o país já exportou para o mercado americano mais de US$ 20 bilhões.

“Estamos removendo barreiras não tarifárias que hoje, para acesso de bens industriais, são mais importantes que as tarifárias. É o caso das normas técnicas que são exigidas dos produtos brasileiros. Precisamos fazer um trabalho para harmonizar e criar uma convergência no plano regulatório para melhorar a condição de acesso dos produtos brasileiros”, disse o ministro.

Valor Econômico – 16/10/2015

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Fabricantes de materiais miram exportação

A desvalorização do real tem possibilitado que parte dos fabricantes de materiais de construção compense, por meio das exportações, a queda da demanda doméstica, ainda que não na totalidade. Uma das estratégias para aumentar a fatia das vendas externas no faturamento é a concessão de descontos no preço, em dólar, dos produtos.

A fabricante de cadeados e fechaduras residenciais e para móveis Papaiz, por exemplo, reduziu em 7% os preços em dólar de seus produtos exportados. A combinação do câmbio atual com o mercado interno “mais difícil” leva a empresa a reforçar suas exportações, de acordo com a presidente e porta-voz do grupo, Sandra Papaiz. A fatia exportada passou dos 15% do ano passado para 20% do total.

Os embarques ao exterior da Udinese, negócio do Grupo Papaiz que faz peças de esquadrias para portas e janelas, cresceram de 8% para quase 15%. “As empresas brasileiras têm de encontrar novos caminhos. Quando algumas portas se fecham, outras vão se abrindo. Não podemos ficar parados”, afirma a executiva.

Até setembro, o Grupo Papaiz cresceu 3% no combinado dos três negócios – Papaiz, Udinese e Cicap (empresa de locação de galpões). A projeção para o ano era de alta de 5%. “Estou confiante que, se não atingirmos os 5%, vamos ter expansão de pelo menos 3%”, diz a presidente do grupo. Na avaliação da executiva, a indústria brasileira “vai ganhar força e recuperar espaço” em 2016, com a queda das importações resultante da alta do dólar.

Com a desvalorização do real, as exportações da fabricante de revestimentos cerâmicos Cecrisa têm respondido por 20% do resultado da empresa, ante 10% no ano passado. A Cecrisa exporta para 50 mercados, com destaque para a América Latina e os Estados Unidos. “Continuamos a buscar crescimento nas exportações”, conta o presidente da Cecrisa, José Luis Pano. O foco da empresa são revestimentos de alto padrão com a marca Portinari.

Neste ano, o faturamento combinado de vendas internas e exportações da Cecrisa ficará estável em relação ao de 2014, ante a projeção inicial de alta de 10%. Não será possível crescer, de acordo com Pano, devido à queda da comercialização de revestimentos cerâmicos para as construtoras. “As vendas para o varejo de padrão mais elevado estão indo bem”, diz o executivo. Pano afirma esperar aumento do faturamento no próximo ano, em função das exportações e da demanda do varejo especializado.

A Eliane Revestimentos Cerâmicos projeta faturamento bruto de R$ 920 milhões neste ano, 6% acima dos R$ 870 milhões de 2014. Esse é o patamar de expansão registrado até o acumulado de setembro e fica abaixo dos 10% estimados anteriormente. “Estamos cautelosos em relação ao mercado interno, então tentamos compensar as vendas no externo”, diz o presidente da Eliane, Edson Gaidzinski Jr.

As exportações cresceram 23% de janeiro a setembro. No mercado internacional, a Eliane vende produtos principalmente na América do Norte. Além das exportações de revestimentos produzidos no Brasil, a empresa compra materiais, por exemplo, da Turquia, para revenda com sua marca em mercados como o Canadá, segundo Gaidzinski.

O executivo reiterou que o foco das atenções da Eliane está “90% na empresa e 10% na macroeconomia”. “Temos de buscar modelos diferentes. Não posso ficar reclamando da crise”, diz o presidente. Em 2015, a Eliane passou a adotar orçamentos trimestrais, em decorrência da variação do câmbio e da taxa básica de juros Selic. O planejamento trimestral será utilizado também no próximo ano.

Valor Econômico – 16/10/2015

 

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Câmbio cria oportunidade de exportação para a África

O real desvalorizado frente ao dólar cria oportunidade para exportadores brasileiros no continente africano. Há demanda para setores como vestuário, alimentos, construção civil e oportunidade de investimentos em segmentos como infraestrutura e saúde, entre outros, segundo Rui Mucaje, presidente da Câmara de Comércio Afro-brasileira (Afrochamber).

Para Mucaje, os olhos dos exportadores brasileiros ainda estão muito voltados à Europa e Ásia, mas há grande interesse em estreitar relações com países africanos. Nesse sentido, diz ele, há vários esforços dos países para conhecer melhor o Brasil e também facilitar o comércio, com medidas como redução do tempo de transporte entre América do Sul e África. Ele destaca que, atualmente, a Ásia representa cerca de 33% dos embarques brasileiros, enquanto os mercados africanos ficam com apenas 4,3%.

Em 2014, o comércio bilateral entre Brasil e o continente africano fechou com déficit de US$ 7,3 bilhões, pouco mais que os US$ 6,3 bilhões de 2013. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o saldo negativo é bem menor (US$ 228,6 milhões, resultado influenciado pela queda na importação de petróleo e nafta. Na pauta de exportação brasileira aos africanos predominam alimentos, entre produtos agrícolas e carnes.

Mucaje defende, porém, que as relações comerciais sejam alongadas. Ele conta que há muitas empresas interessadas em exportar para países africanos. “Não há dúvida que o ambiente está propício, mas a relação comercial precisa ser avaliada no médio e longo prazo.” Há mercados na África, diz Mucaje, nos quais predominam os produtos asiáticos mas, com o câmbio atual, é possível que o produto brasileiro ganhe competitividade.

“Há muitas empresas interessadas em fazer somente uma operação”, diz. “A ideia é mudar isso. Propiciar que uma empresa exporte agora, crie fidelização e mais tarde tenha uma unidade na África, porque há demanda para isso.”

Valor Econômico – 16/10/2015

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Desvalorização do real em relação ao dólar afeta países da América Latina

A forte desvalorização da moeda brasileira durante 2015 afeta diretamente os países da América Latina. Segundo autoridades da região, o enfraquecimento do real prejudica os negócios realizados pelos vizinhos do Brasil.

Há pouco tempo, no começo deste ano, um dólar era cotado a pouco mais de R$ 2,50. Hoje, dez meses depois, a moeda americana é negociada por R$ 3,80, após atingir picos acima dos R$ 4,00 em setembro. Ontem, o dólar fechou a 3,8005 na venda. O valor atual supera o dobro do que era visto no começo desta década, quando a moeda americana podia ser comprada por cerca de R$ 1,60.

O resultado mais palpável desta mudança no câmbio é o encarecimento de produtos estrangeiros e a melhora de competitividade das mercadorias brasileiras, agora mais baratas para compradores internacionais. Mas, essa alteração também é sentida por outros países, ligados ao Brasil tanto geograficamente, quanto economicamente.

“Claro que é pior [a desvalorização do real] para a Bolívia. Com os produtos brasileiros mais baratos, passa a ser necessário pagar mais pelos produtos bolivianos, o que afeta a indústria e a manufatura do país”, disse Emilio Von Bergen, presidente da Bolívia no Conselho Empresarial da América Latina (CEAL). Ele também lembrou que a divisa boliviana não sofre com variações cambiais, mantendo cotação estável frente o dólar.

Durante todo o ano passado, o Brasil importou quase US$ 3 bilhões em produtos bolivianos e exportou pouco mais de US$ 1 bilhão em mercadorias para o vizinho sul americano. A quantia negociada entre ambos coloca os brasileiros entre os principais parceiros comerciais da Bolívia, situação que se repete em grande parte das nações latino americanas.

O presidente do México no CEAL, Mark Mcguiness, afirmou que “a desvalorização afeta o México porque a desvalorização do peso nesse período [2015] foi bem inferior à do real, o que deixa os produtos brasileiros mais competitivos”. Já o representante da Colômbia no Conselho, Miguel Cortés, disse que a depreciação da divisa colombiana foi quase tão grande quanto a da moeda brasileira e, por isso, não houve grande impacto na economia do país.

Ingo Ploger, presidente internacional do CEAL, acredita que o real está “se recolocando dentro de patamar onde deveria estar, entre R$ 4 e RS 5 por dólar”. Em seguida, ele completou: “com essa desvalorização, os produtos brasileiros se tornam mais competitivos em relação a muitos outros e passam a ser mais comprados, inclusive pelos países da América Latina”.

Ploger também ressaltou que recentemente houve desvalorização de outras divisas da região, como as moedas de Colômbia, Peru e México.

À frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro concordou que o câmbio exerce influência importante para o fortalecimento das vendas brasileiras. Para este ano, o ministro espera saldo positivo da balança comercial (exportações menos importações) em US$ 15 bilhões. A estimativa para 2016 é superior, de superávit próximo dos US$ 30 bilhões. Até a segunda semana outubro, o País gerou um superávit US$ 11,276 bilhões em 2015.

Rebaixamento

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou, ontem, a nota de risco brasileira, mas não retirou o grau investimento do País. É a primeira alteração desde que a agência Standard & Poor’s retirou o “selo de bom pagador” do Brasil no começo do mês passado, o que causou, entre outros efeitos, forte elevação cambial. Apesar da mudança negativa, a Fitch destacou o desempenho do setor externo brasileiro.

O presidente do capítulo brasileiro no CEAL, Roberto Giannetti, comentou que o rebaixamento “tem motivos políticos e econômicos que estão completamente interligados”. Para a autoridade, o governo precisa fazer uso de parte das reservas internacionais do País, que atualmente acumulam cerca de US$ 370 bilhões, “para fazer um ajuste fiscal de maneira muito menos indolor, reduzindo a dívida bruta, que é o grande problema para as agências”. / O repórter viajou ao Rio a convite Conselho Empresarial da América Latina.

DCI – 16/10/2015

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Inflação recua e EUA reduzem déficit fiscal

O índice de preços ao consumidor (IPC) nos EUA caiu 0,2% em setembro. O maior recuo em oito meses foi consequência da queda da gasolina, mas um avanço nos preços de outras mercadorias e serviços sugere que a inflação deve aumentar, o que torna o cenário mais incerto em relação a quando o Federal Reserve (Fed, o BC americano) vai dar início ao aumento das taxas de juros.

No mercado de trabalho a boa notícia foi que os novos pedidos de seguro-desemprego caíram na semana passada para o menor nível dos últimos 42 anos. Outro dado positivo anunciado ontem veio em nota do Departamento do Tesouro informando que o déficit orçamentário do governo dos Estados Unidos caiu para o menor patamar desde 2007. O déficit recuou 9% no ano fiscal 2015 em relação ao período anterior, para US$ 439 bilhões, ou 2,5% do PIB.

Segundo o Departamento do Trabalho, o núcleo da inflação – que não leva em conta alimentos e energia – avançou 0,2% em setembro, o dobro da taxa apurada um mês antes.

Os preços da energia caíram 4,7% em setembro, seguindo recuo de 2% em agosto. Em 12 meses, a queda foi de 18,4%. Por sua vez, os preços dos alimentos subiram 0,4%, depois de aumento de 0,2% em agosto. Com isso, registraram o maior avanço desde maio de 2014.

O Fed busca sinais de que a inflação esteja iniciando um caminho de volta à meta de 2% para determinar a primeira alta nos juros desde 2006. Os custos no setor de habitação, com a demanda por aluguel de residências mantendo-se sólida, devem ser o principal fator no processo de alta da inflação.

O Departamento do Trabalho disse que os pedidos de seguro-desemprego recuaram na semana passada em 7 mil, para uma taxa ajustada sazonalmente de 255 mil. A média das quatro últimas semanas, uma medida menos volátil, caiu para 265 mil, a menor marca desde dezembro de 1973.

Valor Econômico – 16/10/2015

Redação On outubro - 16 - 2015
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