Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Câmbio favorece exportações da Bosch

O grupo alemão Bosch, um dos líderes globais em fornecimento de tecnologia e serviços, conta com o câmbio no Brasil para elevar exportações e atenuar um pouco a queda da demanda no mercado brasileiro neste ano.

No rastro da desvalorização de 40% do real só em 2015, a Bosch está conseguindo exportar algumas autopeças do Brasil até para a China. As vendas para o mercado chinês ainda têm volume simbólico. Mas ilustram como o cambio atual melhorou a competitividade e impulsiona vendas externas mesmo para um cliente improvável e famoso pela própria produção barata.

Entre janeiro e agosto, as exportações da Bosch do Brasil – cuja principal fábrica está localizada em Campinas (SP) – aumentaram 20%. Grande parte das transações é intra-grupo, do Brasil para a Europa. Depois vem as vendas para os EUA, de produtos como bobina de ignição.

Tambem é do Brasil que o grupo abastece a América Latina com seus produtos comerciais. “Esse é o lado benéfico do câmbio, dando um pouco de fôlego para as empresas que estão preparadas para exportar”, diz Carlos Eduardo Abdalla, diretor de comunicação corporativa da Bosch no Brasil.

A expectativa é de que as exportações representem 27% do faturamento da Bosch no Brasil em 2015, comparadas a 22% no ano passado. O índice ainda está bem distante dos quase 50% de antes da crise economica global iniciada em 2008.

Em 2014, a Bosch na América Latina faturou R$ 4,9 bilhões, dos quais R$ 4,2 bilhões no Brasil. Espera manter o mesmo valor no país, porque não será possível crescer em 2015. Além de autopeças, a Bosch fornece soluções para mobilidade, tecnologia industrial, bens de consumo, energia e tecnologias prediais.

O grupo alemão inaugurou ontem seu novo campus global de pesquisa em Renningen, perto de Stuttgart, onde reunirá 1.700 “mentes criativas” focadas em pesquisa aplicada, com interesse em rapidamente apresentar produtos inovadores ao mercado.

A companhia alemã investiu € 310 milhões no campus com 14 prédios, reunindo diferentes disciplinas da ciência e da tecnologia. No total, investe € 5 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento, representando cerca de 10% de suas vendas. O resultado é que registra 18 patentes por dia, em média.

Na inauguração, o principal executivo Volkmar Denner destacou uma série de projetos em desenvolvimento, como a possibilidade condução automática do carro nas estradas por volta de 2020.

A chanceler Angela Merkel, depois de inaugurar o campus, acompanhou uma demonstração do robô agrícola Bonirob. O aparelho foi desenvolvido por uma “start-up” da companhia, chamada Deepfield Robotics. Do tamanho de um carro compacto, o robô ajuda na plantação e melhoramento da colheita. Deve ser apresentado ao mercado em novembro na grande feira agrícola de Hannover. O preço será de € 250 mil a unidade.

Valor Econômico – 15/10/2015

 

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Crise é maior no setor de eletrodomésticos

A crise no varejo é mais intensa no setor de eletrodomésticos, com queda de 11,7% este ano. Só em agosto, o tombo foi de 18,8% frente ao mesmo período do ano passado. O ambiente de juros altos e queda na renda deve fazer com que o setor de varejo de eletroeletrônicos enfrente pelo menos dois anos difíceis. E força a mudanças no planejamento das empresas. A avaliação é de Ana Paula Tozzi, presidente da GS& AGR Consultores, especializada em varejo.

O segmento é muito dependente do crédito, que está mais escasso e caro. E sofre com a queda da renda, consequência da alta do desemprego e da inflação.

Segundo ela, para fazer frente a esse cenário desfavorável, a saída é fechar lojas deficitárias, oferecer serviços atrelados à venda de produtos e investir mais fortemente no comércio eletrônico:

— As lojas que já estão abertas há dois anos e não têm bom desempenho devem ser fechados, porque essa melhora não virá em 2015 e 2016.

Eliminação de pontos deficitários e redução de custos têm sido o foco da ViaVarejo, dona de Ponto Frio e Casas Bahia. Diante da queda de 22,7% nas receitas no terceiro trimestre, a empresa disse que, de julho a setembro, fechou 31 pontos que dão prejuízo. Desde janeiro, 42 lojas fecharam as portas, enquanto 26 novas foram abertas. O Magazine Luiza, também forte nas linhas de móveis e eletroeletrônicos, teve queda de 10,1% nas receitas no segundo trimestre e viu seu lucro encolher mais de 80%. Mas a empresa afirmou que não alterou seu plano de abrir até 30 novas lojas este ano e que não fechou nenhum ponto de venda.

ESTOQUE ELEVADO NA INDÚSTRIA

Os dados da indústria dão uma medida dos problemas do varejo. De acordo com Lourival Kiçula, presidente da Eletros, entidade que reúne fabricantes de eletroeletrônicos e linha branca, a produção encolhe em todos os segmentos: 30% no de televisores e de 10% a 15% entre os produtos da linha branca ( máquinas de lavar, secadoras e microondas) e eletroportáteis ( como liquidificadores e batedeiras).

— Entre os fabricantes de ar- condicionado, os estoques são enormes e não haverá mais produção este ano — afirma Kiçula.

Lenon Borges, da Ativa Investimentos, concorda que o crédito mais caro e o desemprego “pressionam” o setor e lembra que, como esses produtos contaram com incentivos nos últimos anos, as famílias renovaram seus equipamentos.
— E hoje, com menos renda e as incertezas, as famílias não vão trocar seus eletrodomésticos.

Segundo Borges, a renda menor atinge, ainda, os supermercados. O Pão de Açúcar, por exemplo, viu as receitas líquidas crescerem 7,3% no trimestre passado ante o mesmo período de 2014, abaixo da inflação acumulada em 12 meses, enquanto as receitas da rede de “atacarejo” Assaí, subiram 23%.
— As famílias planejam mais as compras e procuram preços mais baratos, é uma realidade diferente dos outros segmentos.

O Globo – 15/10/2015

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Setor de petróleo e gás demite 30,5 mil no primeiro semestre

A crise na Petrobras, atingida pela Operação Lava- Jato, da Polícia Federal ( PF), e a queda no preço do petróleo no mercado internacional já resultaram no fechamento de 30,5 mil vagas no setor de petróleo e gás no primeiro semestre deste ano no país. O número, que representa um recuo de 18,4% em relação ao mesmo período do ano passado, foi compilado pelo professor Rodrigo Leandro de Moura, da Fundação Getulio Vargas ( FGV), a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua ( Pnad), do IBGE. Mas o número de demissões deve crescer, prevê Moura.

Das 34,5 mil vagas fechadas entre janeiro e junho, 22,6 mil são do setor de extração de petróleo. O restante ( 7,8 mil) é do segmento de fabricação de produtos derivados de petróleo, como refino.

— A tendência é que os números continuem piorando, com mais demissões. A conjuntura da economia brasileira não ajuda, e o cenário externo, com o preço do petróleo, também vem obrigando as empresas a demitirem — disse Moura, que vai apresentar os dados na sexta- feira no evento “Impactos da Crise no Setor de óleo e Gás”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis ( IBP), no Rio de Janeiro.

Moura lembra ainda da redução dos investimentos da Petrobras. A estatal cortou US$ 11 bilhões de seus investimentos entre 2015 e 2016, para um total de US$ 44 bilhões.

— O menor investimento da Petrobras repercute na perspectiva das outras empresas, que vão gerar menos vagas — disse Moura.

O consultor John Albuquerque Forman, presidente da consultoria JF, lembrou que todas as empresas estão buscando reduzir gastos com o preço do petróleo em baixa — ontem, o barril fechou em queda de 0,18%, cotado a US$ 49,15. Ele citou segmentos, como o de sísmica, que estão com atividades paradas. O analista disse ainda que atualmente há sobra de sondas de exploração no mercado.

— Há uma conjunção de fatores. Além do cenário externo, há o preço do petróleo.

Então, se o valor do barril cair ainda mais, as empresas terão de ser ainda mais seletivas, o que vai resultar em mais cortes de vagas. Mas isso não acontece só no Brasil. Isso está ocorrendo em todo o mundo. As empresas do setor estão hoje trabalhando apenas em projetos que permitem maior rentabilidade. Ou seja, só estão investindo em ativos de qualidade.

Ele disse ainda que o corte de vagas em refino ocorre por causa da redução das atividades em projetos como o Comperj, no Rio, e as refinarias do no Nordeste.

O Globo – 15/10/2015

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Adesão a plano que protege emprego ganha prazo maior

A Câmara dos Deputados finalizou na noite desta quarta-feira (14) a votação da medida provisória) que cria o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), com o objetivo de desestimular demissões de trabalhadores em empresas com dificuldades financeiras por causa da crise.

O texto final estabelece que “podem aderir ao PPE as empresas de todos os setores em situação de dificuldade econômico-financeira, que celebrarem acordo coletivo de trabalho específico de redução de jornada e de salário”.

A proposta prevê redução de até 30% da jornada de trabalho e do salário dos trabalhadores, mas as condições devem ser aprovadas em acordo coletivo.

Uma parte do salário do trabalhador será complementada pelo governo, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Já aderiram ao programa, criado em julho, empresas como Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen e Caterpillar.

As companhias que aderirem ao programa ficam proibidas de demitir “arbitrariamente ou sem justa causa” empregados com jornada de trabalho reduzida.

Da mesma forma, o empregador não pode contratar funcionário para exercer as mesmas atividades do trabalhador atingido pelo programa, a não ser em caso de reposição.

O programa vale até 2017 e os prazos de adesão ao programa, que no texto enviado pelo governo iam até dezembro deste ano, agora passam a ser até dezembro do ano que vem.

Ao longo da tramitação na comissão especial que analisou a MP, o relator, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), incluiu algumas outras modificações. Entre elas, a prioridade de adesão ao programa a empresas que cumpram a cota de contratação de pessoas com deficiência.

O ponto mais polêmico do texto, também incluído durante a tramitação na comissão, acabou retirado do texto na votação em plenário.

O trecho estabelecia que as condições de trabalho combinadas em convenção coletiva prevaleceriam sobre a lei, desde que não contrariassem ou inviabilizassem direitos previstos na Constituição Federal ou em convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

FAT

Ao permitir a redução de 30% da jornada com consequente redução de 30% do salário, o governo se comprometeu a complementar 50% da perda do trabalhador com recursos do FAT.

A complementação será limitada a 65% do maior benefício do seguro-desemprego, que hoje é de R$ 1.385,91. O teto da complementação do governo é, portanto, de R$ 900,84.

O texto agora precisa passar pelo crivo dos senadores no plenário.

Folha de S.Paulo – 15/10/2015

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Metalúrgicos ameaçam parar a partir do dia 28

Categoria não abre mão de ao menos 10% de reajuste. Ato na quarta (14) reuniu mil trabalhadores

Os metalúrgicos filiados à Força Sindical e à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo deram um ultimato aos patrões, ontem, e ameaçam entrar em greve no dia  28  caso não recebam, até esta data, uma  resposta aos vários pedidos da categoria, entre eles o mais importante que é a reposição da inflação (cerca de 10%). A decisão foi tomada ontem na primeira assembleia regional chamada pelo sindicato, na Zona Sul.

“Nada neste país veio de graça para os trabalhadores e temos de avançar nas conquistas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Força Sindical, Miguel Torres.

Ontem, mil trabalhadores compareceram à manifestação na Avenida  Nações Unidas. Esta, explicou Miguel, foi a primeira de várias reuniões programadas para os próximos dias. A próxima ocorrerá na terça-feira, em Itaquera, na Zona Leste. Na quarta-feira, o encontro será em Mogi das Cruzes, na região metropolitana. Na quinta-feira, os debates acontecerão no Jaraguá, Zona Oeste. Na semana seguinte, no dia 27, o Jaçanã, na Zona Norte, receberá os debates.  Já no dia 28, a Mooca, Zona Leste, será a sede da reunião.

Também no dia 28, às 18h, uma assembleia geral, na sede do sindicato, localizada na Sé (região central), vai decidir pela paralisação. “Não vamos aceitar retrocesso na nossa campanha salarial”, afirmou Miguel.

Para o dirigente, a crise no país é fruto de uma junção de fatores que incluem alta do desemprego, da inflação, dos juros, da falta de confiança no governo e da corrupção. “Vamos fazer uma grande mobilização para buscar o aumento, a valorização dos pisos e a manutenção das cláusulas sociais daOs metalúrgicos filiados à Força Sindical e à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo deram um ultimato aos patrões, ontem, e ameaçam entrar em greve no dia  28  caso não recebam, até esta data, uma  resposta aos vários pedidos da categoria, entre eles o mais importante que é a reposição da inflação (cerca de 10%). A decisão foi tomada ontem na primeira assembleia regional chamada pelo sindicato, na Zona Sul.

“Nada neste país veio de graça para os trabalhadores e temos de avançar nas conquistas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Força Sindical, Miguel Torres.

Ontem, mil trabalhadores compareceram à manifestação na Avenida  Nações Unidas. Esta, explicou Miguel, foi a primeira de várias reuniões programadas para os próximos dias. A próxima ocorrerá na terça-feira, em Itaquera, na Zona Leste. Na quarta-feira, o encontro será em Mogi das Cruzes, na região metropolitana. Na quinta-feira, os debates acontecerão no Jaraguá, Zona Oeste. Na semana seguinte, no dia 27, o Jaçanã, na Zona Norte, receberá os debates.  Já no dia 28, a Mooca, Zona Leste, será a sede da reunião.

Também no dia 28, às 18h, uma assembleia geral, na sede do sindicato, localizada na Sé (região central), vai decidir pela paralisação. “Não vamos aceitar retrocesso na nossa campanha salarial”, afirmou Miguel.

Para o dirigente, a crise no país é fruto de uma junção de fatores que incluem alta do desemprego, da inflação, dos juros, da falta de confiança no governo e da corrupção. “Vamos fazer uma grande mobilização para buscar o aumento, a valorização dos pisos e a manutenção das cláusulas sociais da convenção coletiva.”

A campanha é unificada com outros 53 sindicatos  que representam cerca de 750 mil metalúrgicos, todos com data-base em 1 de novembro. Novas rodadas de negociação serão realizadas entre hoje e amanhã, às 9h, na sede da Federação dos Metalúrgicos, em Higienópolis, Centro.

TRABALHO DECENTE/ Além de dar início às assembleias regionais, a manifestação de ontem serviu também para marcar a campanha Trabalho Decente, comemorado mundialmente no dia  7 de outubro.

“O trabalho decente envolve tudo o que diz respeito ao mundo do trabalho: salário digno, melhores condições, assédio moral e pressão pela produção. Os trabalhadores ainda sofrem muitas agressões, principalmente as mulheres, o que mostra que temos muito o que avançar em todos os setores”, concluiu Miguel Torres.

Diário de SPaulo – 15/10/2015

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Engenheiros sem emprego

A partir de meados do ano passado, a confiança, ingrediente indispensável para investimentos, foi abatida pela Operação Lava-Jato, que paralisou a maioria das obras de infraestrutura. As contas públicas destruídas puseram um freio nos gastos do governo e programas como o Minha Casa Minha, Vida tiveram os recursos cortados. Diante desse cenário, a Câmara Brasileira da Indústria de Construção (Cbic) calcula que meio milhão de trabalhadores terão sido demitidos até o final do ano, o que representa 17% da mão de obra empregada pelas construtoras.

A engenheira Raíssa Castelo Nery Martins, 27 anos, faz parte dessa estatística. Ela, que se formou em 2013 e, depois de estagiar foi efetivada por uma grande empreiteira em São Paulo, perdeu o emprego em abril deste ano e até agora não conseguiu colocação na área. “Eles subdividiram a empresa para que, caso falisse, não fosse tudo de roldão”, disse.

Ela trabalhava na área de infraestrutura. “Tinha também as áreas de construção civil, shoppings, indústrias, aeroportos”, contou. “A construção civil praticamente parou. Tenho feito free lancers, que me permitem pagar o plano de saúde, gasolina e só. Vivo com os meus avós e meu pai paga a pós-graduação para mim. O mercado está muito instável e mesmo quem tem projetos, prefere esperar a situação melhorar, para ver como é que fica”, falou.

Para o presidente da Cbic, José Carlos Martins, os problemas macroeconômicos são os principais responsáveis pela paralisação do mercado de construção. “O boom da construção acabou. As obras que terminam não são repostas. As obras públicas têm o pagamento atrasado e, com a diminuição de ritmo e a possibilidade de quebra do empresário, a dispensa do trabalhador é inevitável. Está arriscado a perder o emprego do servente de obras, ao dono da empresa, passando pelo engenheiro”, sentenciou.

Correio Braziliense – 15/10/2015

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Fim da desigualdade de gênero poderia melhorar economia

Há uma combinação extensa de fatores que contribuem para a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, a maioria enraizada em aspectos culturais e comportamentais que não mudam da noite para o dia. O número crescente de grupos de discussões trazendo o assunto para as agendas das empresas no Brasil, entretanto, indica que hoje há, ao menos, a percepção de que investir na diversidade em todos os níveis é importante para os resultados das companhias.

Um amplo estudo da consultoria McKinsey quer avançar esse debate, quantificando a contribuição que o fim da desigualdade de gênero traria para a economia como um todo. Ele também identificou quais os principais aspectos econômicos, sociais, culturais e legais que impedem o avanço nessa área. No Brasil, os entraves relacionados ao mercado de trabalho estão entre os mais fortes.

No país, as mulheres são 44% da força de trabalho, mas contribuem com apenas 35% do Produto Interno Bruto (PIB), número similar à média global e a da América Latina. A diferença se dá porque a carga horária das mulheres é, no geral, menor do que a dos homens e porque as profissionais estão distribuídas em setores e segmentos menos produtivos e cargos mais baixos.

Se o país conseguisse atingir seu potencial completo de inclusão de mulheres até 2025 – igualando a participação delas na força de trabalho com sua porcentagem na população, de 51%, equilibrando a participação em setores mais produtivos e aumentando a carga horária – isso representaria um incremento de 30% do PIB à economia brasileira.

Outro cenário desenhado pelo estudo projeta a inclusão de forma a refletir o conjunto de melhores práticas da região latino-americana, ou seja, uma meta mais próxima e possível para o país. Nesse caso, a contribuição seria de 14% do PIB. “Seria como adicionar um novo Nordeste à economia”, afirma Tracy Francis, sócia-diretora da McKinsey no Brasil.

Globalmente, se mulheres participassem da economia da mesma forma que os homens até 2025 – o potencial completo – o PIB mundial receberia US$ 28 trilhões, o equivalente às economias dos EUA e da China combinadas. Caso todos os países refletissem as melhores práticas de suas regiões, esse incremento seria de US$ 12 trilhões.

Desenvolvido em parceria com ONGs, empresas, acadêmicos de universidades como Harvard e representantes de organizações como o FMI e a ONU, o estudo identificou os 15 indicadores que mais contribuem para a desigualdade de gênero em 95 países que possuem 93% da população feminina mundial.

Deles, 40 países têm níveis altos em pelo menos metade dos indicadores. A América Latina teve desempenho mediano. Um terço dos indicadores se refere à participação da mulher no mercado de trabalho, que está intimamente ligada à igualdade de gênero na sociedade – uma não será alcançada sem a outra, diz o estudo.

No Brasil, alguns dos maiores índices de desigualdade são relacionados ao ambiente profissional, como a discrepância entre salários, a participação de mulheres na força de trabalho como um todo e a presença delas em cargos de gerência, direção e comando. A desigualdade é considerada alta ou extremamente alta pela pesquisa em todos esses pontos.

O mais grave, contudo, é o trabalho não remunerado, como cuidar da casa, de filhos ou de membros mais velhos da família, que ainda é realizado majoritariamente pelas mulheres. “Quando se observa os gargalos, a dupla jornada é extremamente importante. Setenta por cento do trabalho não remunerado é feito pelas mulheres. Para resolver isso, é preciso cooperação entre governo, empresas e indivíduos”, diz Tracy. Ações como oferta de creches e a ampliação de políticas de licença- maternidade e paternidade são potenciais intervenções sugeridas pela consultoria.

Valor Econômico – 15/10/2015

Redação On outubro - 15 - 2015
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