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‘Brasil não descarta aderir ao Tratado Transpacífico’, diz ministro – 14/10/2015 – Mercado

ISABEL VERSIANI DE BRASÍLIA

O ministro Armando Monteiro Neto (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) afirmou nesta quarta-feira (14) que o Brasil poderá aderir ao Tratado Transpacífico (TTP), o acordo comercial fechado no início deste mês entre Estados Unidos, Japão e outros 10 países, desde que consiga “harmonizar a posição” sobre o assunto com seus parceiros do Mercosul e com o setor privado.

“O Brasil poderá amanhã aderir a esse acordo, por que não? Mas é preciso que o país construa as bases para poder fazer esse movimento”, afirmou o ministro após participar de um seminário sobre promoção comercial. “Essa questão não está colocada em uma perspectiva de curto prazo, mas nós não descartamos.”

A adesão ao acordo dependeria da aprovação dos membros do TTP.

A criação do megabloco comercial, após cinco anos de negociação, cria uma desvantagem para o Brasil no mercado global, uma vez que os países do tratado poderão agora exportar uns para os outros com eliminação de tarifas e redução de barreiras não-tarifárias.

Monteiro Neto ponderou que o acordo não é “fechado” e que, mesmo fora do TTP, o Brasil segue sendo um parceiro importante para os Estados Unidos. “O mercado americano não está fechado para o Brasil, pelo contrário, é o principal destino das exportações de manufaturados brasileiros.”

Para o ministro, a negociação em curso do Mercosul com a União Europeia para um acordo comercial vai ajudar a criar as bases para um futuro entendimento com os parceiros do TTP. Sua expectativa é que os dois blocos —Mercosul e UE— façam uma troca de ofertas para a redução de tarifas até o fim deste ano.

Ele frisou que o avanço de acordos comerciais depende também do setor privado que, no Brasil, “sempre teve interesses mais ofensivos na área agrícola e mais defensivos na área industrial”.

Economias asiáticas como a Coreia do Sul, Taiwan e Filipinas, e sul-americanas como a Colômbia, já estão na fila para aderir à parceria.

Países inclusos na Parceria Transpacífico

O TRATADO

Após cinco anos de negociações, Estados Unidos, Japão e mais dez países fecharam em Atlanta, EUA, o Tratado Transpacífico, no que o jornal americano “The New York Times” definiu como o maior acordo comercial regional da história. Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã também fazem parte do acordo.

Além da derrubada de barreiras tarifárias entre os países, o tratado prevê regras uniformes de propriedade intelectual e ações conjuntas contra o tráfico de animais selvagens e outras formas de crimes ambientais, por exemplo.

A aproximação entre esses parceiros, que abrange 40% da economia global, formalizada em 5 de outubro, pode fazer com que o Brasil tenha mais trabalho para conseguir espaço para alguns de seus produtos, como frango e açúcar, em mercados importantes.

A parceria entre esses países pode encolher as exportações brasileiras em até 2,7%, segundo estudo dos pesquisadores Vera Thorstensen e Lucas Ferraz, da Escola de Economia da FGV.

O cenário considera a eliminação das taxas de importações e de pelo menos 50% das barreiras não tarifárias —padronizações de produto conflitantes, por exemplo.

As exportações brasileiras são afetadas, segundo o estudo, porque os produtos vendidos entre os países envolvidos no tratado ficarão comparativamente mais baratos.

LIVRE-COMÉRCIO NO PACÍFICO – Países que representam 36% do PIB global fecham acordo comercial

Uol – 14/10/2015

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‘A TPP vai mudar o sistema mundial de comércio’

O maior impacto da Parceria Transpacífica (TPP), acordo comercial entre EUA, Japão e mais dez países anunciado na semana passada, não estará no aumento do volume de comércio, mas na criação de regras que aprofundarão a integração e aumentarão o fluxo de investimento e tecnologia entre os 12 países do bloco, avalia o economista Peter Petri, especialista em tratados de integração da região Ásia-Pacífico e professor da Universidade Brandeis, de Massachusetts. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual o impacto da TPP, não apenas para os seus membros, mas para a liberalização comercial em geral?
É muito relevante. Nós tivemos 20 anos em que não foram escritas novas regras para o sistema comercial mundial. Esse é o fracasso da Rodada Doha. Esses grandes acordos regionais – e a TPP é o primeiro deles, mas há outros sendo elaborados – deram uma solução. Eles estabelecem uma série de regras sobre comércio eletrônico, tecnologia, a necessidade de pequenas e médias empresas serem integradas em cadeias de produção globais. É uma ampla gama de temas ignorados pelo sistema de comércio mundial, porque o mais recente conjunto de regras foi escrito antes que essas coisas acontecessem.

A TPP fortalece ou enfraquece a OMC e o sistema multilateral de comércio?
O impacto é indireto. O primeiro impacto deve ser sobre outras negociações de mega-acordos regionais, como a Parceria Econômica Regional Compreensiva (que une a China a países da Ásia e Oceania) e o tratado entre a União Europeia e os Estados Unidos. A liberalização comercial normalmente ocorre de uma maneira competitiva. Um grupo de países faz um acordo e outro grupo de países decide se unir a ele ou fazer o próprio acordo. E essa competição se intensificará. Haverá mais países dispostos a aderir à TPP.

Qual é o potencial impacto econômico da TPP em termos de aumento do comércio?
Pelo menos no curto prazo, os números não são expressivos. Estão na casa de 1% do PIB – não 1% ao ano, o que seria enorme, mas 1% ao longo de vários anos. O principal efeito virá de como a TPP mudará o sistema comercial mundial. O efeito disso é muito grande, na ordem de vários pontos porcentuais do PIB mundial.

Como a TPP pode mudar o sistema de comércio mundial?
Acordos comerciais fazem com que cada economia seja mais produtiva. Cada uma delas produz mais daquilo na qual é boa em produzir e menos daquilo em que não é boa, o que é importado de outros países. É uma série de mudanças estruturais, pelas quais cada economia move seu capital, trabalho e outros recursos na direção de atividades mais produtivas. Isso eleva o nível de produtividade de todos. O comércio não é um jogo de soma zero.

Que países se beneficiam mais?
Em termos absolutos, os grandes países se beneficiam mais. No caso da TPP, são os Estados Unidos e o Japão. Mas proporcionalmente, em ganho porcentual, os grandes beneficiários são os menores (em termos econômicos), como Vietnã, Malásia, Peru. Eles são os que mais têm a ganhar com a elevação de seu comércio com parceiros diferentes deles.

As regras da TPP são incompatíveis com a China?
Essa é uma grande pergunta. Eu estou pessoalmente insatisfeito com o fato de que esse acordo é apresentado no contexto político americano com o discurso de que “nós temos de escrever as regras para que a China não as escreva”. Não acredito que essa seja a questão. Temos de escrever boas regras. A China é uma economia em desenvolvimento preocupada com os próprios problemas econômicos e não está em uma posição de desejar escrever regras fortes para o sistema de comércio. Mas eu espero que no futuro a China faça parte da TPP. É quase impossível pensar em uma economia transpacífica robusta e vibrante que não tenha a China como um de seus integrantes centrais.

Esses mega-acordos regionais são a maneira pela qual a liberalização comercial avançará, em vez da negociação multilateral na OMC?
Creio que por um tempo teremos ambos. Teremos negociações regionais e também teremos na OMC o que eu chamo de meganegociações setoriais. Não se discutem regiões, mas setores. A OMC acaba de concluir um acordo sobre tecnologia da informação, por exemplo. Há uma negociação sobre serviços, outra sobre compras governamentais, uma sobre bens e serviços ambientais. Temos uma situação na qual países conseguem chegar a acordos sobre pequenas coisas no âmbito multilateral ou sobre grandes coisas no âmbito regional, mas não conseguem negociar grandes coisas multilateralmente.

Qual o impacto da TPP para um país como o Brasil, que está fora do acordo?
Não muito grande (do ponto de vista comercial). Ainda não estudei o impacto sobre o setor agrícola, mas haverá algum impacto negativo se o Canadá ou os EUA ganharem acesso ao mercado japonês em produtos que hoje o Brasil fornece, por exemplo. Mas o maior efeito está no fato de que esses países estão fazendo regras melhores, que aprofundarão a integração e promoverão o fluxo de investimentos e tecnologia. E o Brasil não será parte disso. Eu espero que o efeito no Brasil seja o de estimular a decisão de ser parte disso, por meio da TPP, da Aliança do Pacífico ou de um acordo comercial bilateral com os Estados Unidos.

O Estado de S.Paulo – 14/10/2015

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Queda forte do comércio eleva temor com a China

As exportações e importações da China caíram em setembro com a continuidade da fraca demanda global, um sinal de que a segunda maior economia do mundo ainda está enfrentando dificuldades, quando o fim do ano se aproxima.

As exportações recuaram menos do que alguns economistas previam. Ainda assim, eles disseram que os dados são mais um sinal de que os dados do crescimento da China no terceiro trimestre, que devem ser divulgados na próxima semana, provavelmente ficarão abaixo da meta de Pequim, de cerca de 7% para todo o ano.

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“As exportações em setembro foram um pouco melhor que o esperado”, disse o economista Ma Xiaoping, do HSBC, para quem os dados de comércio no fim do ano tendem a melhorar devido às vendas de Natal. “Mas se você excluir fatores sazonais, não vejo muita melhora na demanda global.”

Segundo dados oficiais, as exportações chinesas em dólar caíram 3,7% em setembro ante o mesmo período do ano anterior, depois de recuar 5,5% em agosto. Já as importações em setembro caíram 20,4% em relação a um ano antes, comparado com uma queda de 13,8% em agosto, informou a agência alfandegária. O superávit comercial em setembro subiu para US$ 60,3 bilhões ante US$ 60,2 bilhões em agosto.

O Fundo Monetário Internacional divulgou que espera que a economia mundial cresça 3,1% este ano, o ritmo mais lento desde a crise financeira global e abaixo da previsão de 3,3% que o FMI fez em julho. A incerteza econômica generalizada está alimentando a volatilidade nos mercados de dívida, ações e câmbio em todo o mundo.

As exportações da China foram bem melhores que as dos vizinhos Taiwan e Coreia do Sul, que tiveram fortes quedas em setembro, o que indica que a China está se aguentando num mercado fraco, segundo economistas. “Isso mostra a competitividade das exportações chinesas”, afirma Shen Jianguang, economista da Mizuho.

Huang Songping, porta-voz da Administração Geral da Alfândega, disse que as exportações chinesas devem voltar a subir no quarto trimestre, após caírem no segundo e terceiro trimestres do ano. Ela disse ainda que a queda das importações tende a diminuir no quarto trimestre do ano, citando medidas adotadas por Pequim nas últimas semanas – incluindo procedimentos mais fáceis de importação e impostos reduzidos – destinadas a impulsionar o comércio.

As economias com sede de crescimento estão preocupadas com o cenário da China, depois que o colapso no mercado acionário e a inesperada desvalorização do câmbio sacudiram os mercados globais. Pequim já cortou os juros cinco vezes desde novembro do ano passado, reduziu repetidamente o compulsório bancário e elevou os gastos do governo, em sua tentativa de impulsionar o crescimento. Até agora, o efeito dessas medidas tem sido limitado.

As exportações chinesas, que já foram o principal motor de crescimento do país, vêm enfrentando mais obstáculos com a alta dos salários e dos preços da terra, além da ascensão de concorrentes de baixo custo do Sudeste Asiático.

Economistas disseram que as exportações em setembro provavelmente teriam sido mais fortes caso não tivesse ocorrido uma explosão no porto de Tianjin, no nordeste do país, em agosto, e o fechamento temporário de fábricas no mês passado, antes de um desfile militar em Pequim, com o objetivo de reduzir a poluição do ar.

A China não deve atingir este ano a sua meta de crescimento anual de 6% no comércio exterior, em relação ao ano passado, já menor que a meta de 7,5% estabelecida em 2014 e de 8% em 2013, ambas também não cumpridas, segundo economistas.

Os dados de exportação de ontem são os mais recentes em uma série de números econômicos fracos da China nas últimas semanas. O índice oficial de gerentes de compras do país caiu em setembro pelo segundo mês consecutivo, as reservas estrangeiras recuaram em mais de US$ 40 bilhões no mês passado e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades. (Colaboraram Olivia Geng e Grace Zhu.)

Valor Econômico – 14/10/2015

 

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Balança acumula US$ 11,2 bilhões de saldo no ano

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,028 bilhão na soma das duas primeiras semanas de outubro, conforme informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O desempenho foi resultado de exportações de US$ 5,589 bilhões e importações de US$ 4,561 bilhões no período. No ano, o superávit da balança totaliza US$ 11,276 bilhões.

As exportações nas duas primeiras semanas de outubro, comparadas ao mesmo mês fechado de 2014, interromperam a tendência de queda e cresceram marginalmente (0,2%) pelo conceito de média diária. Por dia, foram embarcados US$ 798,4 milhões, ante a média de US$ 796,9 milhões vendida em outubro de 2014.

O avanço foi puxado pelo embarque de produtos básicos, que subiu 8,2% para média de US$ 383,1 milhões por dia, com destaque para soja em grão, minério de cobre, milho em grãos, petróleo, fumo em folhas e pimenta em grão.

Em contrapartida, a venda de produtos semimanufaturados registrou nova queda de 9,6% e média diária de US$ 110,2 milhões. As principais retrações foram no embarque de ferro fundido, madeiras em estilhas, borracha sintética, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, couros e peles, ceras vegetais, semimanufaturados de ferro/aço e ferro-ligas.

Os bens manufaturados também registraram queda de 3,4% nas exportações para US$ 287,4 milhões diários. O recuo foi puxado por açúcar refinado, laminados planos de ferro ou aço, óleos combustíveis, bombas e compressores, pneumáticos, motores e geradores elétricos, máquinas para terraplanagem, motores para veículos automóveis, medicamentos e autopeças.

Valor Econômico – 14/10/2015

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Scioli promete fim de barreiras para as exportações brasileiras

O governador de Buenos Aires e candidato kirchnerista à Casa Rosada, Daniel Scioli, criticou ontem a tentativa das oposições, na Argentina e no Brasil, de “deslegitimar” o voto popular e afirmou que essa postura é resultado da “impotência” nas urnas. Ele foi recebido pela presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, e garantiu ter recebido “bons augúrios” para a reta final da campanha – o primeiro turno ocorre no dia 25 de outubro e Scioli lidera as pesquisas, mas pode ter um duelo apertado com o oposicionista Mauricio Macri caso não liquide a fatura e precise enfrentar um segundo turno.

Em rápida entrevista, após o encontro, Scioli prometeu cumprir as determinações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e eliminar as declarações juramentadas de importações (DJAI), uma das barreiras protecionistas mais criticadas pelos exportadores brasileiros no mercado vizinho. Ele também ressaltou a “pré-disposição” da Argentina em trabalhar com o Brasil na busca por um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, mas sempre “cuidando da proteção aos trabalhadores” de seu país – o que levanta dúvidas sobre o real desejo do futuro governo argentino, caso conduzido por Scioli, de fazer concessões para fechar o acordo.

Relatando ter visto Dilma bem disposta e fazendo planos para o futuro, o candidato defendeu o direito da presidente brasileira de governar “com toda a legitimidade que ela tem”. “Eu sou um fiel defensor da governabilidade e da institucionalidade. Tenho confiança em que as instituições vão atuar com responsabilidade”, afirmou. Questionado por jornalistas se era possível extrair lições da crise política no Brasil e lembrado de que se trata de um governo de continuidade, como ele se propõe a ser com Cristina Kirchner, filosofou: “Nossos governos são de continuidade, mas com as mudanças necessárias para acomodar novas demandas. Hoje há novas demandas, não se trata de mudança ou continuidade. É mais complicado que isso.”

Depois de ter passado pelo Uruguai, onde reuniu-se com o presidente Tabaré Vázquez pela manhã, Scioli foi ao Planalto acompanhado por seu principal assessor para assuntos internacionais, Rafael Folonier, e outros dois governadores kirchneristas que formariam parte do futuro gabinete presidencial. Também estava o embaixador da Argentina em Brasília, Luis Maria Kreckler, cotado para assumir o Ministério das Relações Exteriores.

Valor Econômico – 14/10/2015

Redação On outubro - 14 - 2015
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