Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Pequena indústria cai no cheque especial

A escassez de crédito para pessoas físicas está levando as micro e pequenas indústrias a recorrer ao limite do cheque especial, aponta pesquisa do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi), realizada em parceria com o Datafolha.

Em sua 31ª edição, a pesquisa mostra a dificuldade do setor em obter capital de giro. Segundo o levantamento, 23% das empresas do setor recorreram ao limite do cheque especial para financiar o funcionamento da empresa no dia a dia em setembro.

De acordo com o levantamento, 35% das empresas enfrentaram dificuldade de acesso a linhas de crédito. A pesquisa aponta que 57% dos afirmaram que o capital de giro disponível é insuficiente, o que os obriga a medidas emergenciais para solucionar o problema.

O presidente do Simpi, Joseph Couri, o setor vive um momento de aprofundamento da crise, no qual os indicadores “apontam para uma piora no endividamento das empresas, o que é muito ruim”.

O índice de demissões do segmento registrou alta em setembro, passando para 27% o número de empresas em que houve fechamento de vagas, contra 19% em agosto. Para 68% dos empresários, o futuro do negócio está em risco devido à crise. Para 26% há risco de fechamento iminente do negócio – dentro de até três meses.

Valor Econômico – 14/10/2015

 

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Ministério da Fazenda divulga lista dos 500 maiores devedores da União

O Ministério da Fazenda divulgou ontem a lista dos 500 maiores devedores da dívida ativa da União. Em conjunto, essas empresas devem R$ 392,260 bilhões. Desse total, R$ 228,978 bilhões estão em cobrança, R$ 103,309 bilhões estão parcelados e R$ 43,732 bilhões estão suspensos por decisões judiciais. Os R$ 16,240 bilhões restantes estão em garantia.

A Vale encabeça o ranking, com um total de R$ 41,911 bilhões. A maior parte da dívida da mineradora (R$ 32,885 bilhões), no entanto, está suspensa por decisão judicial. Em seguida, aparece a Carital Brasil (antiga Parmalat), com R$ 24,918 bilhões. Depois, a estatal Petrobras, com R$ 15,6 bilhões.

debito

O Bradesco é o primeiro banco da lista. Aparece em 7º lugar, com R$ 4,871 bilhões em dívidas. Desse total, R$ 3,434 bilhões estão em cobrança e R$ 1,335 bilhão restante está suspenso por decisão judicial.

A petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht, aparece em 18º lugar, com R$ 2,684 bilhões em dívidas. A Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar) está em 38º lugar, com R$ 1,5 bilhão. Em 44º, está o Itaucard, com R$ 1,355 bilhão. O J. P. Morgan está em 79º lugar, com R$ 841 milhões.

Também compõem a lista empresas como a Vasp (em 6 º lugar), com R$ 6,216 bilhões em dívidas; a Varig (em 8º lugar), com R$ 4,658 bilhões, e o Banco Nacional (em 19º lugar), com R$ 2,614 bilhões.

A equipe econômica do governo tem buscado apertar o cerco contra grandes devedores. Na semana passada, a Receita Federal publicou uma portaria que determinava o monitoramento permanente de patrimônios com o objetivo de combater “artimanhas” para driblar a cobrança de grandes dívidas tributárias.

Questionada sobre o motivo da divulgação da lista, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional afirmou que ela “possibilita uma visão consolidada dos maiores devedores da Fazenda Nacional” e que é um objetivo dessa gestão do Ministério da Fazenda “promover um incremento da recuperação de créditos inscritos em Dívida Ativa da União, na busca pela justiça fiscal”.

Procuradas, Braskem e Vale afirmaram que refinanciaram as suas dívidas por meio de programas da própria União e estão colocando seus débitos em dia. O Itaucard não se pronunciou oficialmente, mas fontes do banco afirmaram que ele também aderiu a programas de refinanciamento e pagou a quantia que devia. O Bradesco se recusou a comentar o assunto.

Nas Indústrias de Papel Ramenzoni, que aparece em 4º lugar na lista do Ministério da Fazenda, um funcionário disse que a responsável pelo assunto não estava na empresa. As demais companhias citadas na reportagem não foram encontradas até o fechamento desta edição. (Colaboraram Estevão Taiar e Flavia Lima, de São Paulo)

Valor Econômico – 14/10/2015

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Vendas no varejo têm pior agosto em 15 anos

RIO  –  O volume de vendas no varejo caiu 0,9% em agosto, na comparação com julho, quando houve recuo de 1,6%, já descontados os efeitos sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Este é o pior resultado para o mês desde o ano 2000, quando houve queda de 1%. Também foi o sétimo resultado negativo consecutivo, período em que o varejo acumulou perda de 6,4%.

As 19 instituições financeiras e consultorias consultadas pelo Valor Data previam um recuo de 0,6% em agosto. O intervalo das projeções era de queda de 1,2% a alta de 0,4%.

De julho para agosto, houve predomínio de resultados negativos entre as atividades, conforme o IBGE. Veículos e motos, partes e peças, por exemplo, declinaram 5,2%; Livros, jornais, revistas e papelaria diminuíram 2,6%; Material de construção caiu 2,3%; Móveis e eletrodomésticos baixaram 2%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram decréscimo de 0,1%. Na outra ponta, tiveram avanços Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,6%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1%).

Considerando a comparação com agosto de 2014, o volume de vendas do varejo diminuiu 6,9%, quinta taxa negativa consecutiva nessa comparação. É o pior resultado para o mês desde 2001. No ano, as vendas cederam 3% e, nos últimos 12 meses, declinaram 1,5%.

A receita nominal do varejo, por sua vez, caiu 0,2% entre julho e agosto, mas teve alta em relação a um ano antes, de 1,1%. No acumulado de 2015, a receita nominal subiu 3,7% e, no acumulado de 12 meses, aumentou 4,9%.

No varejo ampliado, que inclui veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas declinou 2% em agosto, depois de elevação de 0,5% em julho. O resultado se iguala à queda de 2% de agosto em 2008, o pior para o período desde o início desta série, em 2003.

Ante agosto de 2014, o volume de vendas do varejo ampliado cedeu 9,6%, pior resultado da série para o mês. No ano, houve baixa de 6,9% e, em 12 meses, decréscimo de 5,2%.

Quanto à receita nominal do varejo ampliado, o IBGE apontou recuo de 0,9% entre julho e agosto e de 2,5% perante o oitavo mês de 2014. No ano, houve declínio de 0,6% enquanto, em 12 meses, elevação de 0,8%.

Valor Econômico – 14/10/2015

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Exportação como alternativa

O setor industrial tem vivido dias difíceis desde março de 2014, quando iniciou uma trajetória de declínio na produção. De lá para cá, foram meses de quedas consecutivas, que não só abalaram as estruturas dos rendimentos internos, mas também os índices de empregos formais. Agravado pela crise, pela queda no consumo e pelo aumento de taxas e impostos, o setor passa por uma das piores fases de sua história.

Mesmo com esse cenário complicado, sou otimista quanto à recuperação da economia, até por uma questão histórica. Alguém se lembra da chamada “Década Perdida”? Ela aconteceu em meados dos anos 80 e boa parte dos 90, quando os altos índices de inflação, motivados pela correção monetária do período, refletiram diretamente os incentivos da indústria.

Assim, é possível traçar um paralelo entre a situação daquela época e a atual. A prática de realizar desligamentos de funcionários, aguardando melhores condições para voltar a contratar, era comum. Tudo era cíclico: novas crises geravam novas demissões, novas fases traziam novos investimentos, crescimento e serviços, e, novamente, cenários mais motivadores.

A partir daí nasceu uma alternativa que também deve ser pensada no atual período: a exportação. Na “década perdida”, essa opção foi considerada um “seguro contra a inflação”, que era acionado sempre que necessário. A atividade da exportação trouxe a elevação da qualidade dos serviços das empresas de olho no mercado internacional.

Apesar de menos lucrativa, a exportação era uma ótima maneira de se preservar os executivos importantes. Assim, evitava-se a migração de funcionários-chave para a concorrência, além de assegurar a manutenção do conhecimento e a experiência. Vejo na exportação uma saída para a preservação do capital humano. Com a valorização do dólar, produtos brasileiros ficam mais atraentes, mas isso não isenta o governo dos incentivos.

DCI – Arthur Vasconcellos – 14/10/2015

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Governo barra tentativa de flexibilizar lei trabalhista

Governo e oposição fecharam acordo para retirar da Medida Provisória (MP) 680/2015, que institui o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), emenda de PSDB, PSD e PMDB que alteraria a CLT para permitir que negociações entre empresas e sindicatos possam prevalecer sobre a legislação trabalhista – o “negociado sobre o legislado”.

Com a emenda, uma empresa poderia negociar com o sindicato para, por exemplo, suspender as férias dos funcionários, desde que isso fosse aprovado em assembleia. Empresários defendem a medida para privilegiar os acordos com os trabalhadores, mas parte dos sindicatos – e do governo – são contra por entenderem que isso pode tornar precárias as relações de trabalho.

A oposição desistiu de apoiar a emenda por pressão do deputado Paulinho da Força (SD-SP), que, segundo relatos, reclamou de estar junto de PSDB, DEM e PPS no impeachment, mas não ter apoio recíproco em uma pauta que afeta diretamente sua base eleitoral. “O Paulinho fez uma chantagem, disse que a Força Sindical não aceita”, afirmou o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), autor de uma das emendas.

Paulinho disse que a discussão não foi nestes termos. “O impeachment é inegociável. O que mostrei para a oposição é que essa é a forma errada, até acho interessante o negociado sobre o legislado, mas no meio de uma MP parece golpe, tem que chamar os trabalhadores e empresários para discutir antes”, afirmou.

Depois do recuo da oposição, o governo convenceu o deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), que foi relator da MP na comissão mista, a desistir da emenda. “Como já sabemos que não vamos ter votos suficientes sem os partidos de oposição, o PMDB vai apoiar a retirada”, disse. A exclusão, porém, precisa ser aprovada em plenário por meio de destaque supressivo.

Segundo o pemedebista, a emenda foi acolhida, a princípio, por sugestão do Ministério do Planejamento. Mas depois a Pasta retirou o apoio e disse que a posição final do governo era a do Ministério do Trabalho, contrário à mudança. “A presidente [Dilma Rousseff] vive uma situação de tanta instabilidade política que não pode ouvir os setores mais modernos do governo sob o risco de perder apoio de entidades que lhe dão sustentação”, afirmou Vilela.

O relatório do pemedebista, aprovado ontem pela Câmara sem os destaques, muda ainda parte das regras do PPE ao estender o prazo de adesão para até 31 de dezembro de 2016 – o governo tinha proposto que acabasse este ano – e permitir que a empresa fique por 24 meses no plano – a ideia inicial era 12 meses. O PPE foi lançado pelo governo para preservar empregos durante a crise econômica.

Empresas com dificuldades financeiras podem reduzir, em acordo com os trabalhadores, a jornada de trabalho dos funcionários em até 30%, com redução proporcional do salário e o compromisso de não demitirem sem justa causa. O governo, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), pagará até metade da redução de salário, com limite de R$ 900,85. O que, além de reduzir as demissões, diminui os gastos com seguro-desemprego.

A Câmara concluiu ainda ontem a aprovação da MP 678, que amplia o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para obras de segurança pública com a exclusão de apenas um artigo, que mudava a forma de registro da inadimplência das operações de crédito e tornaria mais cara a cobrança, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O texto, que segue para o Senado, amplia ainda o uso do RDC para obras de mobilidade, autoriza a terceirização de serviços em estabelecimentos prisionais, a renegociação de dívidas do Proálcool (sem compromisso de sanção), permite que coligadas usem créditos tributários do Programa de Inclusão Digital (interrompido em agosto), muda regras de cartórios para que o protesto ocorra no local de residência do protestado e a prorroga o prazo para que as cidades acabem com os lixões em quatro anos, até 2018. (Colaborou Felipe Marques, de São Paulo)

Valor Econômico – 14/10/2015

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Negociações mais difíceis

A perda do emprego não é a única moeda com que o trabalhador brasileiro paga pela crise da economia no país, que, diga-se de passagem, não foi provocada por ele. Mesmo quem continua empregado tem perdas.

Marcada pela forte retração da atividade econômica — o Produto Interno Bruto (PIB) recua 3% este ano —, pela inflação que se aproxima dos 10% anuais e por imbróglio fiscal que a tudo contamina, inclusive a confiança de empresários e consumidores, a crise não tem ainda previsão confiável quanto à duração. Mas os efeitos negativos sobre a renda das pessoas são cada dia mais perceptíveis.

Especialistas em mercado de trabalho alertam para a rapidez com que se tornaram mais difíceis as negociações salariais em 2015. Temendo fazer parte da estatística do desemprego, que, em setembro, chegou aos 8,3%, segundo o IBGE, e afetados pela corrida dos preços, os consumidores adiam compras e evitam compromissos de médio prazo. Com isso, os empresários desaceleram a produção e apertam como podem a planilha de custos para garantir a sobrevivência do negócio.

Como não há perspectiva de melhoria da situação em horizonte alcançável pelo senso de responsabilidade do empreendedor, a falta de confiança na economia acelera a deterioração do mercado de trabalho. Um dos resultados desse quadro vai direto para o bolso do trabalhador.

Recente levantamento da Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revela que, de janeiro a agosto, as negociações salariais das principais categorias profissionais do país tiveram resultados piores do que as do ano passado. Os ganhos reais obtidos até recentemente ficaram no passado.

Este ano, a maioria dos acordos tem tido reajustes médios mensais que apenas cobrem a inflação ou ganho de no máximo 1%. Em julho, foram obtidos os piores resultados do ano, com a média dos acordos salariais apresentando recuo de 0,3% em relação à inflação acumulada até o mês. Situação oposta à de 2014, quando houve aumento real em todos os meses e poucas categorias tiveram perdas reais (descontada a inflação).

Pior: para o semestre atual, quando grandes categorias de trabalhadores, como bancários, petroleiros e metalúrgicos, negociam os acordos anuais, as dificuldades não serão menores, já que a inflação se agravou e a recessão também. Isso aumenta a distância entre o que as categorias reivindicam e o que as empresas podem conceder sem comprometer o equilíbrio financeiro, o que sinaliza negociações mais difíceis.

A perda generalizada da renda das pessoas, mesmo das que ainda estão empregadas, passa, a certa altura, a ser ao mesmo tempo consequência e causa — consequência da recessão e do desemprego, causa do agravamento desses dois males. O círculo vicioso é mais uma razão para que as lideranças do país acelerem o processo de recolocação da economia nos trilhos do equilíbrio fiscal e da retomada do crescimento responsável, com menos intervenções e mais modernidade; menos custo Brasil, mais competitividade.

Correio Braziliense – 14/10/2015

Redação On outubro - 14 - 2015
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