Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Dilma vai à Colômbia e assina acordo para exportar veículos

Depois de adiar o compromisso em quatro dias por causa da crise política, a presidente Dilma Rousseff faz hoje a primeira visita oficial à Colômbia, após a reeleição do presidente Juan Manuel Santos no ano passado. Dilma deve anunciar acordos para incrementar a relação comercial com o país vizinho e reafirmar o apoio brasileiro à negociação de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Colômbia é a terceira maior economia da América do Sul, mas é o sétimo parceiro comercial do Brasil no continente. O principal acordo a ser anunciado facilita a exportação de veículos automotivos produzidos no Brasil. O objetivo é zerar a tarifa de importação para uma cota de até 12 mil a 13 mil veículos – a alíquota em vigor com a Colômbia é de 16%. A Anfavea (entidade que reúne as montadoras instaladas no Brasil) espera que o governo feche com a Colômbia acordo semelhante ao firmado com o México, que elevou as exportações brasileiras de automóveis em 50% neste ano.

Também poderá ser anunciado um acordo de facilitação de investimentos para proteção a investidores dos dois países, além de um compromisso para que empresas brasileiras concorram em igualdade de condições nas licitações para compras do governo colombiano.

Uma eventual aceleração do cronograma do acordo de livre comércio entre os dois países, que só entra em vigor em 2018, não deve ser discutida nessa viagem. O Brasil argumenta que este prazo foi estipulado em 2005, quando a realidade das trocas comerciais entre os dois países era outra. Nesses dez anos, a corrente de comércio bilateral registrou crescimento de 165%.

Dilma vai reforçar o aval brasileiro à negociação de paz conduzida por Juan Manuel Santos com as Farc. A presidente tenta fazer com que o Brasil atue com mais protagonismo na mediação dos conflitos na América do Sul.

De acordo com o Itamaraty, a contribuição brasileira no processo de paz da Colômbia com as Farc deve se materializar, entre outros aspectos, na transferência da tecnologia social do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

Valor Econômico – 09/10/2015

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Acordos internacionais que tratam do Mercosul são aprovados em Plenário

Dois acordos internacionais foram aprovados em Plenário na sessão desta quinta-feira (8): o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 215/2015, que cria o Fundo de Promoção de Turismo do Mercosul; e o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 352/2015, referente ao Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Egito, firmado na Argentina, em 2010. As duas matérias vão à promulgação.

A criação do Fundo de Promoção de Turismo do Mercosul tem objetivo de aumentar o fluxo de turistas de outros países para o Mercosul, por meio da participação conjunta em eventos turísticos internacionais, instalação de escritórios regionais, entre outras ações. A medida já foi aprovada por Argentina, Paraguai e Uruguai.

O fundo será formado por doações dos países membros do bloco. A primeira contribuição anual será de US$ 603 mil, repartida entre os países da seguinte forma: 65% pelo Brasil, 20% pela Argentina, 7,5% pelo Paraguai e 7,5% pelo Uruguai. Também poderão compor o fundo as contribuições voluntárias dos países membros, de outros países e de organismos e entidades.

O Fundo de Promoção de Turismo do Mercosul funcionará pelo prazo de cinco anos, contados a partir da primeira contribuição feita por um dos países. Após esse prazo, o Grupo Mercado Comum (GMC), órgão decisório executivo do bloco, avaliará o cumprimento dos objetivos e sua possível continuidade.

Egito
Já o acordo entre o Mercosul e o Egito é voltado para ampliar as oportunidades de comércio. O Comitê Conjunto do Mercosul será responsável por administrar o acordo com o país árabe e assegurar sua implementação adequada, bem como aprofundar a cooperação entre as partes.

Entre outros assuntos, o acordo determina que os bens originários de qualquer dos signatários (Egito, Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina) receberão no território dos outros participantes o mesmo tratamento dado aos bens nacionais, seguindo regras do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), de 1994.

CEB/Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

 

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Forte queda da exportação alemã acende alerta na UE

O pilar da força econômica da zona do euro começa a mostrar rachaduras. A indústria alemã está sentindo o impacto do enfraquecimento da demanda nos países emergentes. As exportações alemãs tiveram a maior queda desde o pior momento da recessão de 2009, enquanto as encomendas à indústria e a produção industrial contrariaram as expectativas e apresentaram declínio.

As exportações alemãs caíram 5,2% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo divulgou ontem a Agência Federal de Estatísticas do país. Essa é o maior recuo desde a recessão de 2009. As importações tiveram declínio de 3,1%, o que encolheu o superávit comercial de € 25 bilhões para € 15,3 bilhões.

A enxurrada de más notícias alemãs – como a crise dos refugiados e os problemas enfrentados pela Volkswagen e pelo Deutsche Bank – é ainda mais preocupante porque os 19 países da zona do euro enfrentam dificuldade para sustentar uma recuperação econômica que não consegue ganhar força.

“A Alemanha é um sinal de alerta para a Europa”, afirmou Pau Morilla-Giner, chefe de investimentos da London & Capital Asset Management, em Londres. “É o país mais exposto ao que acontece fora do continente.”

O enfraquecimento do comércio com a China e a Rússia, por exemplo, levou a Hamburger Hafen und Logistik, que opera cerca de três em cada quatro contêineres no porto de Hamburgo, a reduzir sua previsão de lucro para 2015, devido do declínio no volume de operações. A cidade é o elo da Alemanha com a Ásia, um crucial centro de transferência de contêineres trazidos por navios de águas profundas provenientes da região do Pacífico para embarcações menores destinadas aos portos no mar Báltico, incluindo o de São Petersburgo, na Rússia.

Os ventos contrários mundiais levaram os principais institutos econômicos alemães a reduzir ontem a sua previsão de crescimento para este ano, de 2,1% para 1,8%. Embora tenham mantido a projeção para 2016, também de 1,8%, salientaram que a economia está em estado de “recuperação atenuada”.

O quadro não é todo ruim, segundo Jens Kramer, economista do NordLB, em Hanover, para quem os dados comerciais ruins da ontem camuflam o papel cada vez maior que os consumidores alemães vêm desempenhando para impulsionar a economia.

“É visível que tanto as importações quanto as exportações caíram”, disse Kramer. “A China, onde a demanda doméstica parece tropeçar, é um fator importante para nós, enquanto economia voltada à exportação. Mas o crescimento alemão foi impulsionado pelo consumo privado, e isso não acompanha os números de hoje. No momento, não tiraria muitas conclusões desses dados.”

“[Alguns indicadores] como as pesquisas do setor de serviços e a venda no varejo indicam condições domésticas mais resistentes que podem ir contra o cenário global mais fraco”, disse o economista Dominic Bryant, do BNP Paribas.

Em termos anuais, as vendas ao exterior apresentam alta em torno a 13% entre janeiro e julho, segundo cálculos de Bryant. “Parte do declínio [de agosto], portanto, poderia ser uma correção do forte desempenho anterior”, disse Bryant.

O aumento gradual dos investimentos da zona do euro pode ajudar a economia da Alemanha nos próximos meses. A expansão da economia da região deve se acelerar para 0,5% neste trimestre, em comparação ao avanço de 0,4% nos três meses anteriores, de acordo com estimativas atualizadas do Instituto Ifo, da Alemanha, e das agências nacionais de estatísticas da França, Insee, e da Itália, Istat, divulgadas ontem.

“Temos um mau momento mundial, e a situação não vai tão bem fora da Europa, mas as exportações dentro da zona do euro ainda estão em um bom patamar”, disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do HSH Nordbank, em Hamburgo, por telefone. “Não há motivo para pânico.”

Valor Econômico – 09/10/2015

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Líderes vão discutir cenário atual da América Latina

Líderes empresariais, políticos e de organismos multilaterais de toda a América Latina se reúnem na próxima semana no Rio de Janeiro para discutir como construir uma “América sem Fronteiras”. Este será o tema da XXVI Assembleia Plenária do Conselho Empresarial da América Latina ( Ceal), nos dias 15 e 16 de outubro. Com discussões que vão de democracia a investimentos, passando por educação, serviços, inovação e agronegócio, a conferência busca a integração da região.

— Este encontro tem o objetivo de promover o entendimento para buscar uma América Latina mais conjugada. A economia da América Latina corresponde a US$ 9 trilhões, enquanto Estados Unidos e União Europeia têm Produto Interno Bruto ( PIB) de US$ 18 trilhões, cada um, e a China, de US$ 16 trilhões. É um peso razoável no contexto internacional e que tende a subir — afirma o presidente internacional do Ceal, Ingo Plöger.

Ele destaca que, apesar da previsão do Fundo Monetário Internacional ( FMI) de que a região de América Latina e Caribe terá recessão de 0,3% este ano, as potencialidades a médio prazo e a importância da região em questões como segurança alimentar e energética e investimentos em infraestrutura sugerem que este é o momento para avançar na integração.

TPP NA PAUTA
Um dos painéis do encontro vai discutir os grupos formados por diferentes países do continente, como a Aliança do Pacífico ( Chile, Peru, Colômbia e México), o Mercosul ( Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) e a Aliança para a Prosperidade ( El Salvador, Guatemala e Honduras). Também estará na pauta o novo Acordo de Parceria Transpacífica ( TPP, na sigla em inglês), que reúne EUA, Japão e mais dez países, sendo três da América Latina: México, Peru e Chile. O TPP foi fechado na última segunda- feira.

— O TPP é uma movimentação do tabuleiro do comércio internacional. É muito cedo para falar em ganhos e perdas, mas certamente é um movimento forte e terá consequências grandes nos países envolvidos — diz Plöger.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador Luiz Fernando Pezão confirmaram participação no encontro.

O Globo – 09/10/2015

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Inflação baixa fez BC dos EUA adiar alta de juros em setembro

O Fed (banco central dos Estados Unidos) acreditava que a economia estava próxima de justificar um aumento de juros em setembro, mas integrantes decidiram que era prudente esperar por evidências de que a desaceleração da economia global não está tirando os EUA dos trilhos.

Um outro ponto de preocupação do BC, segundo a ata da reunião do comitê de política monetária dos dias 16 e 17 do mês passado, foi a inflação baixa.

“Alguns [membros do comitê do BC] indicaram que sua confiança de que a inflação voltaria gradualmente à meta de 2% ao ano no médio prazo não aumentou, em grande parte devido aos acontecimentos econômicos e financeiros recentes no mundo, que pressionam ainda mais a inflação para baixo no curto prazo.”

Em agosto, a inflação americana estava em 0,2% nos 12 meses até agosto –a meta do BC é um índice perto de 2%.

EFEITO CHINA

Um dos motivos para a baixa inflação dos EUA é a queda nos preços de commodities, especialmente do petróleo, que sofrem, em parte, com a desaceleração da economia chinesa.

As turbulências do mercado financeiro chinês em agosto e suas repercussões na economia global foram apontadas pelo Fed como motivo de preocupação.

Como a China é um grande consumidor de matérias-primas, uma desaceleração mais acentuada trará prejuízos para países que são exportadores desses produtos (o Canadá, por exemplo). Esses mercados, por sua vez, devem reduzir suas compras de produtos americanos, afetando a maior economia global.

Janet Yellen, a presidente do Fed, já indicou que os juros (praticamente zerados desde dezembro de 2008) devem subir ainda neste ano.

O BC dos EUA tem ainda dois encontros neste ano. O primeiro já neste mês e o segundo em dezembro.

Folha de S.Paulo – 09/10/2015

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Preços dos importados nos EUA têm queda menor em setembro

SÃO PAULO  –  Os preços dos importados nos Estados Unidos cederam 0,1% em setembro, depois de um recuo de 1,6% um mês antes, informou o Departamento do Comércio do país.

A tendência de queda continuada nos preços dos importados não combustíveis mais que compensou o aumento nos preços dos combustíveis, explicou o organismo em nota.

Em setembro, o índice de preços para os importados não combustíveis diminuiu 0,3%, depois de diminuição de 0,4% em agosto. O combustível importado, por sua vez, aumentou 1,4%, uma reversão da direção tomada no oitavo mês deste ano, quando caiu 11,1%.

O levantamento mostrou ainda que os preços das exportações declinaram 0,7% em setembro, seguindo uma baixa de 1,4% um mês antes.

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Forte queda da exportação alemã acende alerta na UE

O pilar da força econômica da zona do euro começa a mostrar rachaduras. A indústria alemã está sentindo o impacto do enfraquecimento da demanda nos países emergentes. As exportações alemãs tiveram a maior queda desde o pior momento da recessão de 2009, enquanto as encomendas à indústria e a produção industrial contrariaram as expectativas e apresentaram declínio.

As exportações alemãs caíram 5,2% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo divulgou ontem a Agência Federal de Estatísticas do país. Essa é o maior recuo desde a recessão de 2009. As importações tiveram declínio de 3,1%, o que encolheu o superávit comercial de € 25 bilhões para € 15,3 bilhões.

A enxurrada de más notícias alemãs – como a crise dos refugiados e os problemas enfrentados pela Volkswagen e pelo Deutsche Bank – é ainda mais preocupante porque os 19 países da zona do euro enfrentam dificuldade para sustentar uma recuperação econômica que não consegue ganhar força.

“A Alemanha é um sinal de alerta para a Europa”, afirmou Pau Morilla-Giner, chefe de investimentos da London & Capital Asset Management, em Londres. “É o país mais exposto ao que acontece fora do continente.”

O enfraquecimento do comércio com a China e a Rússia, por exemplo, levou a Hamburger Hafen und Logistik, que opera cerca de três em cada quatro contêineres no porto de Hamburgo, a reduzir sua previsão de lucro para 2015, devido do declínio no volume de operações. A cidade é o elo da Alemanha com a Ásia, um crucial centro de transferência de contêineres trazidos por navios de águas profundas provenientes da região do Pacífico para embarcações menores destinadas aos portos no mar Báltico, incluindo o de São Petersburgo, na Rússia.

Os ventos contrários mundiais levaram os principais institutos econômicos alemães a reduzir ontem a sua previsão de crescimento para este ano, de 2,1% para 1,8%. Embora tenham mantido a projeção para 2016, também de 1,8%, salientaram que a economia está em estado de “recuperação atenuada”.

O quadro não é todo ruim, segundo Jens Kramer, economista do NordLB, em Hanover, para quem os dados comerciais ruins da ontem camuflam o papel cada vez maior que os consumidores alemães vêm desempenhando para impulsionar a economia.

“É visível que tanto as importações quanto as exportações caíram”, disse Kramer. “A China, onde a demanda doméstica parece tropeçar, é um fator importante para nós, enquanto economia voltada à exportação. Mas o crescimento alemão foi impulsionado pelo consumo privado, e isso não acompanha os números de hoje. No momento, não tiraria muitas conclusões desses dados.”

“[Alguns indicadores] como as pesquisas do setor de serviços e a venda no varejo indicam condições domésticas mais resistentes que podem ir contra o cenário global mais fraco”, disse o economista Dominic Bryant, do BNP Paribas.

Em termos anuais, as vendas ao exterior apresentam alta em torno a 13% entre janeiro e julho, segundo cálculos de Bryant. “Parte do declínio [de agosto], portanto, poderia ser uma correção do forte desempenho anterior”, disse Bryant.

O aumento gradual dos investimentos da zona do euro pode ajudar a economia da Alemanha nos próximos meses. A expansão da economia da região deve se acelerar para 0,5% neste trimestre, em comparação ao avanço de 0,4% nos três meses anteriores, de acordo com estimativas atualizadas do Instituto Ifo, da Alemanha, e das agências nacionais de estatísticas da França, Insee, e da Itália, Istat, divulgadas ontem.

“Temos um mau momento mundial, e a situação não vai tão bem fora da Europa, mas as exportações dentro da zona do euro ainda estão em um bom patamar”, disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do HSH Nordbank, em Hamburgo, por telefone. “Não há motivo para pânico.”

 

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Lagarde cita Brasil ao lado de Equador e Venezuela

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, citou o Brasil ao lado de Venezuela e Equador em contraposição a países como Chile, Peru, Colômbia e México. “Há pelo menos dois ou três países em território negativo em termos de crescimento”, disse Lagarde, ressaltando que o Brasil e a Venezuela são os principais exemplos. O FMI estima que o PIB brasileiro encolha 3% neste ano, e o venezuelano, 10%.

Em seguida, ela elogiou Chile, Peru, Colômbia e México por seus esforços em promover reformas, que “vão transformar para melhor as suas economias”. Em 2015, esses países devem crescer por volta de 2,5%, um resultado que não é brilhante, mas bem superior à retração média de 0,3% esperada para a América Latina.

“Se você olhar para Venezuela, Equador e Brasil, você pode tirar certas conclusões que não se aplicam de modo nenhum para economias como Chile, Colômbia, México, Paraguai e outras”, afirmou. “Eu não quero concluir, de modo geral, se a América Latina está aqui ou lá.”

Para Lagarde, a região “é uma série múltipla de diferentes casos” que dependem da economia, do modelo de crescimento, de produtos primários ou semiacabados, da situação política, da governança, da força da lei ou da segurança “associada pelos investidores como destinos legítimos para os seus investimentos”.

A diretora-gerente não fez comentários específicos sobre a situação da economia brasileira, deixando de elaborar os possíveis pontos de contato entre o Brasil e a Venezuela e o Equador. O país comandado por Rafael Correa também terá variação negativa do PIB neste ano, de 0,6%. Lagarde ressaltou que a América Latina é um “mosaico diverso de países” e que cada um tem a sua história e especificidades.

Ao falar de Peru, Chile, Colômbia e México, Lagarde enfatizou o papel das reformas “muito, muito fortes” que foram promovidas. “Eles vão usufruir os benefícios dessas mudanças”, afirmou a executiva, observando que o ‘timing’ é um pouco difícil, porque as reformas ocorrem num cenário de queda dos preços de commodities.

A diretora-gerente fez elogios às reformas promovidas pelo Peru, o país anfitrião da reunião deste ano do FMI e do Banco Mundial. Essas iniciativas, segundo ela, colocam o país entre os países de melhor desempenho da América Latina, citando mais uma vez México, Chile e Colômbia. Lagarde observou que há sempre mais para ser feito, mas saudou as reformas na educação e no serviço público, assim como o arranjo fiscal peruano, que deixa o país numa boa posição.

A diretora-gerente mostrou-se aberta a um novo mandato no comando do FMI, mas ressaltou que essa é uma decisão que cabe aos membros. Questionada se a reunião anual que está ocorrendo nesta semana, em Lima, seria a última sob o seu comando, Lagarde afirmou, inicialmente, que essa pode ser a última, mas ressaltou, logo em seguida, que está aberta ao fato de que também pode não ser. “Isso não cabe a mim decidir. É uma decisão que cabe aos membros”, afirmou. “Eu estou aberta para servir.” Posteriormente, ela foi perguntada mais enfaticamente se estaria disposta a disputar um novo mandato. “Se estivesse, eu não contaria”, ironizou.

O mandato de Lagarde termina em julho de 2016. Ela está no cargo desde 5 de julho de 2011 e substituiu Dominique Strauss-Kahn, que deixou o comando do FMI após ser denunciado por assédio a uma camareira de um hotel, em Nova York, em 2011.

Os mandatos de diretor-gerente duram cinco anos e a escolha é feita pelos 24 integrantes da diretoria executiva.

Nascida na França, em 1956, Lagarde é a primeira mulher a comandar o FMI.

Valor Econômico – 09/10/2015

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País eleva tom na OMC e diz que o pacote da Rodada Doha depende da agricultura

O Brasil elevou mais o tom ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC), advertindo aos parceiros que não será capaz de aceitar um pacote de resultados modestos na Rodada Doha, no fim do ano, se não obtiver a garantia de que as negociações para reduzir o protecionismo agrícola vão prosseguir no ano que vem.

A delegação brasileira vem aumentando gradualmente os avisos a parceiros, à medida que se aproxima a conferência de 160 ministros de Comércio, marcada para dezembro em Nairóbi (Quênia). O clima está esquentando na OMC. Os EUA, que excluem cortar tarifas e também subsídios à produção agrícola, querem declarar encerrada a Rodada Doha em Nairóbi. Já a China e a India insistem em continuar negociando com base nos mandatos atuais de Doha, para não ter de fazer mais concessões.

Para o Brasil, o que importa é que negociações na agricultura continuem, dentro ou fora da Roda Doha, que já dura 15 anos em meio a persistentes impasses. O embaixador brasileiro junto à OMC, Marcos Galvão, enfatizou ontem, diante de 160 países-membros, que o Brasil está frustrado, porque até agora não se começou a tratar concretamente do ponto crucial em relação às distorções no comércio agrícola: os subsídios internos à produção, que só podem ser resolvidos na OMC, além de múltiplas e crescentes barreiras ao acesso a mercado para produtos agrícolas.

O representante brasileiro reclamou que o persistente protecionismo na agricultura continua a dificultar progressos na OMC. Galvão lembrou que, na conferência ministerial de Báli, há dois anos, foi definido um pacote de resultados, mas países continuariam a tratar, em Genebra, de questões essenciais da rodada, como agricultura, produtos industriais, serviços e desenvolvimento.

Agora, estima que mais um compromisso será quebrado, com a agricultura sendo sempre a vítima recorrente. “Isso é o que realmente compromete a credibilidade de nosso trabalho nessa organização e mina a confiança entre nós”, afirmou Galvão.

Para se juntar ao consenso de um resultado extremamente modesto em Nairóbi, o Brasil coloca como “condição sine qua non” que haja o compromisso coletivo de que reais negociações vão prosseguir a partir de janeiro de 2016. “O Brasil definitivamente não pode aceitar que os objetivos mais importantes do nosso trabalho simplesmente sejam abandonados”, disse Galvão.

Vários países têm insistido em “novas abordagens” para a combalida Rodada Doha, como incluir novos temas na negociação. Segundo Galvão, o acordo de facilitação de comércio já foi um desses temas, mas nem assim houve depois avanços na agricultura. “Não vamos de novo pagar adiantado na forma de inclusão de novos temas para negociação antes mesmo de termos tratado dos antigos”, avisou o embaixador brasileiro. Entre os temas novos mencionados estão regras para o comércio eletrônico, mas para o Brasil é melhor não sobrecarregar a agenda e complicar ainda mais a situação.

Galvão aconselhou àqueles que realmente acham que é urgente e essencial para a OMC a inclusão de novos temas na agenda de negociação, que estejam preparados primeiro para assumir o mesmo senso de urgência para tratar da agricultura.

Valor Econômico – 09/10/2015

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PEDRO LUIZ PASSOS

Um mero espectador
Alheio aos grandes acordos comerciais, país ignora o que poderia serum empurrão para sair da crise

O cenário brasileiro não poderia ser mais adverso: economia em recessão, ajuste fiscal sem solução e colapso do investimento, do emprego e das exportações.

O debate sobre como sair dessa situação é intenso, mas restrito à agenda interna. Pouco se fala da agenda externa, desprezando-se o que poderia ser um empurrão para sairmos da crise.

Redefinir a política de comércio exterior exige coragem, começando pela remoção dos privilégios da proteção contra a concorrência externa, usufruídos por setores econômicos. O descaso com o comércio exterior agora cobra um preço elevado.

A corrente de comércio do país está estagnada há mais de uma década em torno de 20% do PIB, enquanto passa de 40% nas maiores economias emergentes.

Perdemos um longo tempo em negociações multilaterais da OMC, que nunca avançaram, e priorizamos o comércio com África e América Latina, regiões menos dinâmicas que os blocos de Europa, Ásia e EUA.

A novidade é ressurge em duas mega negociações capitaneadas pelos EUA: com a União Europeia, ainda aberta, e com 11 países do Pacífico, fechada dias atrás. O avanço do Tratado Transpacífico, que reúne 40% do PIB global, evidencia a urgência do tema para o Brasil.

Mais: mostra que grandes acordos comerciais dizem, sim, respeito a nós brasileiros e expõe o alheamento do governo a essa tendência, o que acentuará a irrelevância do país no comércio mundial. Amarrado ao Mercosul, o Brasil continua olhando de esgueira para entendimentos com economias de peso.

O país também desprezou a reorganização da produção e distribuição com base em cadeias globais de valor, que hoje dominam mais de dois terços do comércio mundial.O Brasil tem participação diminuta nessas cadeias, dado o baixo conteúdo de bens e insumos importados (11% em média) incorporados às exportações de manufaturados.

Ficamos para trás nesse processo, ao insistir com o defasado sistema de tarifas de importação e ao multiplicar restrições ao livre-comércio. Também não desenvolvemos a contento a educação, a infraestrutura, as tecnologias de informação etc. –cruciais para a competitividade.

Tudo o que fizermos agora parecerá pouco diante do formidável atraso acumulado. Não nos resta alternativa senão conceder prioridade máxima à mudança da política externa, envolvendo medidas como a redução unilateral, com prazo predefinido, das tarifas de importação e dos instrumentos de proteção, sinalizando nossa disposição de aproximação com parceiros relevantes.

Adicionalmente, a agenda para a área externa deve considerar alguns princípios. Primeiro, a negociação de acordos preferenciais com países desenvolvidos e emergentes capazes de trazer impactos reais para a renda nacional, ao permitir a abertura de mercados de exportação e facilitar a importação de bens de alta tecnologia.

Segundo, a inserção agressiva nas cadeias globais de valor para alavancar as exportações e aumentar as importações de bens intermediários de menor custo e maior conteúdo tecnológico. A redefinição dos interessesna OMC é também necessária,focando o tratado sobre tecnologia da informação e a nova rodada de serviços. E deve-se rever o Mercosul para desobrigar os países a negociar acordos em conjunto.

De tudo isso, uma coisa é certa: o povo brasileiro não está entre os beneficiários de nossa inapetência na economia global, mas, sim, alguns grupos empresariais.

Cabe ao governo redirecionar a economia para uma agenda necessária e do interesse da nação, retirando-nos da posição de mero espectador.

PEDRO LUIZ PASSOS, 64, empresário, é conselheiro da Natura. Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.

Folha de São Paulo – 09/10/2015

 

Redação On outubro - 9 - 2015
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