Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Deterioração da indústria

O tombo da indústria brasileira será ainda maior do que se esperava, de 6,1%, e o setor de transformação deve recuar quase 10% em 2015, derrubando ainda mais o Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que revisou suas projeções e divulgou ontem novos indicadores, todos apontando deterioração. A entidade passou a prever uma retração de 2,9% na atividade do país, o pior resultado desde o Plano Collor, em 1990. Até então, a estimativa era de uma contração de 1,6% para o PIB deste ano.

Para a CNI, a insegurança econômica causada pela forte deterioração das contas públicas e as dificuldades para construir o ajuste fiscal determinaram uma recessão mais intensa do que a inicialmente esperada para 2015. “O ambiente de instabilidade se completa com a taxa de inflação anual próxima a 10% e grande volatilidade nos mercados de câmbio e de juros”, avaliou a entidade.

A indústria é o setor mais afetado pelo aprofundamento da recessão e pode levar o país para uma depressão. Para a confederação, será a segunda redução anual consecutiva do indicador, que encolheu 1,2% em 2014. A previsão anterior, feita em julho pela CNI, apontava queda de 3,8% este ano.

Ajuste amplo
Na avaliação do gerente executivo de Política Econômica da entidade, Flavio Castelo Branco, para retomar o ciclo de crescimento, o ajuste fiscal precisa ser mais amplo do que simplesmente buscar a meta de superavit primário em 2015 e 2016. “É preciso ir além, pensar no longo prazo e revisar os critérios de reajuste automático de despesas, como a política do salário mínimo. Pelo mecanismo atual, o aumento será de 10% e não estará de acordo com a realidade do país, do setor público e das empresas privadas.”

O pior indicador revisado é o do investimento, que deve recuar 13,4%, ante uma redução de 7,7% na projeção anterior. Para o economista da Tendências Rafael Bacciotti, os dados da CNI estão alinhados com as previsões da consultoria. “Projetamos queda de 2,8% do PIB este ano, com recuo de 14% nos investimentos. Para a indústria, a estimativa da Tendências é retração de 5,7%”, comparou.

A inflação, antes estimada em 8,9% pela CNI, agora é projetada em 9,6% e a queda no consumo das famílias passou de 1,2% para 2,3%. Na opinião do professor de Economia da Unicamp Fernando Sarti, a carestia e o crédito caro, com aumento da taxa de juros, derrubaram o consumo dos brasileiros. “Isso depende de massa salarial e de emprego, e os dois indicadores estão em queda”, destacou. A confederação revisou a taxa de desemprego, de 6,7% para 6,9% em 2015.

Correio Braziliense – 09/10/2015

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Inadimplência atinge mais da metade das empresas

O Brasil registrou 4 milhões de empresas inadimplentes, mais da metade das 7,9 milhões de empresas em operação, segundo critérios da Serasa Experian (é considerada em operação a empresa que teve o CNPJ consultado no último ano e que consta em atividade na Receita).

Juntas, as inadimplentes somam dívidas de R$ 92 bilhões, segundo dados de agosto da Serasa.

O volume é o maior desde julho do ano passado, início do levantamento e quando a inadimplência no setor produtivo chegava a 3,5 milhões de devedoras, com R$ 80 bilhões em débitos. Os valores mencionados não foram corrigidos pela inflação.

São dívidas em média com 30 dias de atraso e que constam no cadastro da Serasa Experian, dona do maior banco de dados de crédito do país.

As inadimplentes devem a bancos, deram cheques sem fundo, tiveram títulos protestados ou enfrentam ações judiciais porque não pagaram a fornecedores ou funcionários. Há casos ainda de empresas que entraram em recuperação judicial (processo em que pede prazo para negociar com credores).

Com o aumento dos juros, crédito restrito e queda nas vendas, essas empresas enfrentam mais dificuldades para manter as contas em dia.

“O quadro de recessão na economia afeta diretamente o ritmo de negócios e a geração de caixa das empresas”, diz Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa.

Do total de empresas inadimplentes, 46% estão no comércio (como vestuário, veículos e eletrônicos); 44% no setor de serviços (bares, restaurantes, turismo, salões de beleza) e 10% na indústria. Nove em cada dez inadimplentes são de micro e pequeno portes. Metade delas está na região Sudeste.

Economistas e empresários dizem acreditar que a tendência é de a inadimplência continuar em alta –entre empresas e entre as pessoas físicas.

“Com a queda nas vendas e os juros nas alturas não há mudança nesse cenário [de endividamento]”, diz Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo.

No setor industrial, a situação não é diferente. “As empresas estão enfrentando mais dificuldade nas vendas de prazos mais longos, em que existe mais necessidade de capital de giro”, afirma José Ricardo Roriz Coelho, diretor da Fiesp.

“E também para discutir alternativas de refinanciamento de dívidas e tomar novos créditos pela falta de perspectivas de melhora do cenário.”

Patrícia Krause, economista-chefe da Coface (empresa especializada em seguro de crédito) para a América Latina, destaca ainda o forte impacto da variação cambial, especialmente no setor industrial, e da elevação da tarifa de energia. “Estão cada vez mais recorrentes os pedidos de recuperação judicial.”

PESSOA FÍSICA

A Serasa também registrou que 3,1 milhões de consumidores entraram na lista de inadimplentes de dezembro de 2014 a agosto deste ano.

Há no país 57,2 milhões de pessoas endividadas com bancos (financiamento de carros, imóveis), com o varejo e com contas de consumo (luz, água, telefone) em atraso. Juntos esses consumidores devem R$ 246 bilhões. Desemprego e inflação elevada são os principais fatores para explicar o aumento do endividamento.

Folha de S.Paulo – 09/10/2015

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Jovens sofrem com demissões

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou ontem que o desemprego entre jovens no Brasil deverá aumentar, assim como a informalidade. De acordo com a entidade, o país registrou o segundo maior salto no desemprego de jovens entre as maiores economias do mundo, entre 2014 e 2015. A taxa de desocupação na faixa entre 15 e 24 anos, que em 2014 estava em 13,8% subiu para 15,8% no primeiro semestre deste ano — três vezes maior do que a taxa entre adultos. “A economia brasileira passa por uma desaceleração e projeções mostram que o setor do trabalho, que estava em boa direção pelos últimos 10 anos, agora apresenta outra tendência”, lamentou Azita Awad, diretora do Departamento de Emprego da OIT.

Correio Braziliense – 09/10/2015

Redação On outubro - 9 - 2015
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