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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Economias de Brasil, China e EUA enfraquecem, diz OCDE

Brian Love

O crescimento parece estar diminuindo na maioria das principais economias do mundo, incluindo Estados Unidos e em especial na China, afirmou nesta quinta-feira (8) a Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE).

A OCDE disse que seu indicador mensal, uma medida sintética que busca capturar momentos de virada no clima econômico, mostrou moderação do crescimento em geral. Entretanto, a zona do euro ficou estável, com o crescimento na verdade se firmando na França e na Itália, e também na Índia.

Tomando a leitura de cem como média de longo prazo, a China foi o país que mais caiu: para 97,2, ante 97,6 na leitura anterior, disse a OCDE. A economia dos EUA caiu para 99,2, ante 99,5; o Japão, para 99,8, de 99,9; e o Reino Unido, a 99,5, ante 99,7.

Entre os pontos positivos, a zona do euro como um todo permaneceu em 100,7, com a Alemanha também permanecendo em 100. A leitura da França subiu para 100,8, contra 100,7 anteriormente, e a da Itália passou a 101,0, ante 100,9.

Entre as grandes economias emergentes, a leitura da Índia passou a 99,9, contra 99,8 antes. Mas o Brasil recuou para 98,8, ante 98,9. China e Rússia também caíram. (Reuters)

Fonte: UOL

 

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Brasil precisa melhorar as condições de negócios, afirma Lagarde

LIMA  –  A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, cita o Brasil entre os países que precisam melhorar as condições de negócios e fazer reformas na educação, no mercado de trabalho e no mercado de produtos para aumentar a produtividade. Em sua Agenda Global de Políticas, ela diz como essas mudanças podem pavimentar o caminho para níveis mais elevados de renda, sugerindo medidas para buscar a retomada do crescimento de suas economias.

“A implementação de reformas estruturais para enfrentar os desafios do crescimento está ganhando urgência”, disse Lagarde. “Mas algumas reformas geram efeitos negativos no curto prazo, pois vão contra interesses velados e pressões populistas”, afirmou no documento a ser apresentado nesta quinta-feira.

Nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento é preciso atuar sobre os gargalos à infraestrutura no setor de energia, afirmou a diretora, citando a Índia, a Indonésia, a África do Sul e a Tanzânia. Na sequência, ela colocou o Brasil, a Rússia, o Senegal, países do Oriente Média e da Ásia Central entre os que precisam melhorar os ambientes de negócios. O Brasil voltou a aparecer no documento ao lado da China, da Índia e da África do Sul entre aqueles que necessitam de reformas na educação, no mercado de trabalho e no mercado de produtos.  São recomendações que o FMI faz seguidamente nos últimos anos.

Lagarde afirmou ainda que a recuperação da economia americana e a aproximação de uma elevação nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) sinalizam um novo aperto nas condições da economia global. Segundo ela, a esperada desaceleração da China e a recente volatilidade do mercado estão gerando efeitos de contágio maiores do que o que foi antecipado.

A diretora-gerente ressaltou também que os preços das commodities caíram bastante e devem permanecer baixos por um período prolongado.

“As perspectivas de crescimento estão sendo repetidamente revistas para baixo e aumentaram as preocupações sobre uma situação de ‘nova mediocridade’ na economia global”, enfatizou Lagarde. “Muitos mercados emergentes estão vivendo baixas grandes depois de anos de crescimento obtidos graças a condições externas favoráveis”, completou ela, referindo-se a período em que havia preços melhores de commodities, ao crédito advindo após a crise americana de 2008, ao boom nos investimentos e ao forte crescimento na China.

De acordo com Lagarde, o fim dessas condições gerou riscos maiores aos mercados emergentes, como situação financeira mais apertada, desaceleração da entrada de capitais e pressões nas moedas que estão acrescentando tensões aos balanços de grandes corporações que foram alavancadas e estão mais expostas a moedas estrangeiras. “A interação entre esses ventos domésticos e externos deixa essas economias vulneráveis às mudanças globais. Isso pode criar efeitos de contágio nas economias avançadas”, advertiu.

Valor Econômico – 08/10/2015

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CNI fará pressão contra reconhecimento chinês

A Confederação Nacional da Industria vai mobilizar associações setoriais para mostrar ao governo que não há condições de o Brasil reconhecer a China como economia de mercado, como quer Pequim, inclusive com base nas condições estabelecidas pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento.

“Basta ver a realidade da China e comparar”, afirmou o diretor de Relações Industriais da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. Em 2001, quando a China entrou na Organização Mundial do Comércio (OMC), a portaria 59 da Secex estabeleceu que reconhecer um país como economia de mercado deveria levar em conta o nível de interferência estatal sobre operações de cambio, grau do controle governamental sobre empresas, graus em que os salários são negociados livremente entre trabalhadores e empresas, entre outros pontos.

Pequim avisou ao Brasil e outros parceiros que quer ser reconhecido como economia de mercado a partir de 11 de dezembro de 2016, quando vencem os 15 anos previstos em seu protocolo de entrada na OMC. A cláusula permite que países adotem metodologia bastante flexível para aplicar sobretaxa antidumping a seus produtos, alegando preços deslealmente baixos.

Para os chineses, essa possibilidade acaba de vez no fim de 2016. A CNI tem, porém, estudo jurídico preparado desde 2013 pelo escritório Campos Fialho Advogados, mostrando que não existe clareza na cláusula que vai acabar, sobre reconhecimento automático para os chineses.

Dar o status aos chineses significa passar a usar nas investigações antidumping os preços de mercado da China, que embute subsídios, juros e outras facilidades estabelecidas pelo governo chinês.

“O impacto pode ser pouca margem de dumping, ou mesmo não achar dumping nenhum, e importações com preços deslealmente baixos entrariam livremente no Brasil, afetando gravemente a industria nacional”, disse Abijaodi. “Estaríamos entregando nosso mercado para os chineses com seus produtos baratos em troco de nada.”

Outra questão importante é que cerca de 40 de 100 sobretaxas antidumping em vigor no Brasil são contra produtos chineses e duram cinco anos. E não está claro se, reconhecendo a China como economia de mercado, imediatamente as sobretaxas seriam suspensas.

Enquanto os chineses avisam ao Brasil que, se não obtiverem o status no fim de 2016, vão recorrer a OMC, a CNI acha que o Brasil em todo caso estará preparado para se defender.

Valor Econômico – 08/10/2015

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China começa a despejar dívida soberana dos EUA

Bancos centrais ao redor do mundo estão vendendo títulos do Tesouro americano no ritmo mais rápido já registrado e provocando a mudança mais drástica no mercado das chamadas “Treasurys”, de US$ 12,8 trilhões, desde a crise financeira global.

As vendas da China, Rússia, Taiwan e Brasil são o sinal mais recente da desaceleração econômica que assola os mercados emergentes e ameaça contaminar a economia dos Estados Unidos. No passado, esses quatro países compraram grandes volumes de títulos da dívida soberana dos EUA.

Poucos analistas esperam que essa tendência cause uma alta nos rendimentos dos papéis. As compras de dívida americana pelo setor privado de outros países vêm crescendo em meio ao pessimismo com o cenário econômico mundial. E as empresas e instituições financeiras dos EUA também continuam comprando Treasurys, junto com bancos centrais de alguns outros países.

Ainda assim, muitos investidores dizem que a reversão nas compras de títulos dos EUA deve ampliar as oscilações de preços desses bônus e, também, pode preparar o caminho para uma alta dos rendimentos quando a economia global se aprumar.

Muitos acreditam que as compras de Treasurys feitas pelos bancos centrais durante os últimos dez anos “ajudaram a deprimir o rendimento de longo prazo dos títulos”, diz Stephen Jen, sócio-gerente da SLJ Macro Partners LLP e ex-economista do Fundo Monetário Internacional. “Agora, temos uma espécie de situação contrária.”

As vendas líquidas por bancos centrais estrangeiros de títulos do Tesouro americano que vencem pelo menos daqui a um ano atingiram US$ 123 bilhões no período de 12 meses encerrado em julho, segundo Torsten Slok, economista-chefe internacional do Deutsche Bank Securities, o maior recuo desde que os dados começaram a ser compilados, em 1978. Um ano atrás, BCs estrangeiros compraram um total líquido de US$ 27 bilhões em notas e títulos do governo americano.

Nos últimos dez anos, os altos superávits comerciais e a receita com a venda de commodities permitiram a muitos países emergentes, inclusive o Brasil, acumular um grande volume de reservas em moeda estrangeira Muitos compraram dívida americana porque o mercado de Treasurys é o mais líquido e o dólar é a moeda de reserva do mundo.

As compras estrangeiras desses papéis chegaram a alcançar US$ 230 bilhões no ano encerrado em janeiro de 2013, mostram dados do Deutsche Bank.

Mas, à medida que o crescimento econômico mundial perdeu força, os preços das commodities despencaram e o dólar se valorizou – puxado pela expectativa de que o banco central americano vai elevar os juros -, o capital fugiu dos mercados emergentes, forçando alguns bancos centrais a levantar dinheiro para comprar suas moedas locais.

O Banco Popular da China, em particular, intensificou suas vendas nos últimos meses. Em 11 de agosto, a instituição surpreendeu os investidores ao desvalorizar o yuan. A venda generalizada da moeda chinesa que se seguiu – deflagrada pelo receio de que o governo fosse enfraquecer ainda mais o yuan para estimular o crescimento – pegou o banco central um tanto desprevenido, dizem fontes.

Para impedir que o dólar ultrapasse a cotação de 6,40 yuans, o BPC vem comprando a moeda chinesa e vendendo a americana. Estimativas internas mostram que o BPC gastou pelo menos US$ 120 bilhões só em agosto para sustentar o yuan, dizem pessoas próximas ao banco central.

A China não está sozinha. O volume de Treasurys na carteira do banco central da Rússia recuou em US$ 32,8 bilhões no ano encerrado em julho, segundo os dados mais recentes do Tesouro dos EUA. Em Taiwan, a queda foi de US$ 6,8 bilhões. O Brasil, um dos maiores detentores de Treasurys do mundo, reduziu suas aplicações nesses papéis somente em US$ 1,9 bilhão no período, para US$ 256,7 bilhões, segundo o Tesouro americano.

Alguns outros bancos centrais elevaram suas posições. A Índia, por exemplo, registrou um aumento de quase 46%, para US$ 116,3 bilhões. O próprio Federal Reserve detinha US$ 2,45 trilhões em títulos do Tesouro no fim de setembro e não deve vender esses ativos tão cedo.

Operadores de mercado dizem que as vendas da China foram um fator determinante para manter o rendimento das notas de dez anos do Tesouro dos EUA próximo de 2% ao ano. O rendimento fechou em 2,061% ontem, comparado com 2,173% no fim de 2014 e 3,303% no fim de 2013. Os rendimentos caem quando os preços dos títulos sobem.

Alguns analistas há anos vêm alertando que os constantes déficits fiscais dos EUA tornam o mercado de Treasurys vulnerável à redução nas compras de outros países. Mas muitos investidores também dizem que detentores de longa data dos bônus, como a China, não vão vendê-los de um modo que provoque turbulências no mercado.

James Sarni, por exemplo, sócio-gerente sênior da californiana Payden & Rygel, que administra US$ 95 bilhões, diz que não está perdendo o sono por causa da China. “Embora eles possam decidir vender mais Treasurys, as transações serão provavelmente feitas de uma maneira prudente.”

De fato, os rendimentos dos títulos permaneceram baixos nos últimos dez anos e sofreram uma queda acentuada desde a crise de 2008, graças, em parte, à forte demanda de governos e do setor privado por uma dívida considerada segura.

Nos 12 meses encerrados em julho, investidores privados de outros países compraram títulos de longo prazo do Tesouro americano no volume mais alto em mais de três anos.

Nos EUA, fundos mútuos de renda fixa e aqueles negociados em bolsa que aplicam em dívida do governo atraíram US$ 20,4 bilhões líquidos até setembro e podem, no ano todo, registrar o maior influxo desde 2009, segundo a Lipper, que acompanha os dados dessas instituições.

Valor Econômico – 08/10/2015

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Para o Vietnã, TPP traz vantagens e desafios

O Vietnã espera um estímulo duplo com a recém-firmada Parceria Transpacífico (TPP), uma vez que o maior acesso ao mercado dos Estados Unidos ajudará o país a atrair mais grupos industriais globalizados e o acordo comercial levará a reformas em sua economia ineficiente e minada pela corrupção.

Com 90 milhões de habitantes, o Vietnã saiu de uma prolongada crise bancária para se tornar a economia do Sudeste Asiático que mais cresce, atraindo uma variedade de grupos do setor industrial, que vão da companhia de tecnologia Samsung a fornecedores para as marcas Nike e Uniqlo.

Diante do aumento dos salários na China, o principal centro manufatureiro do mundo, as empresas estão sendo atraídas pelos custos mais baixos com a mão de obra no Vietnã – cerca de metade do nível chinês – e por sua localização no coração da Ásia.

A expansão industrial ajudou a economia vietnamita a crescer 6,5% nos primeiros nove meses do ano (anualizados), o ritmo mais acelerado desde 2010, enquanto os investimentos estrangeiros diretos aumentaram 8% no mesmo período, para US$ 9,7 bilhões.

A TPP e um recém-concluído acordo comercial com a União Europeia (UE) vão ajudar o Vietnã a melhorar sua capacidade exportadora e atrair ainda mais investimentos externos, segundo afirmam economistas e industriais.

Autoridades de mentalidade reformista do governo vietnamita veem os acordos comerciais como “cavalos de Troia” que podem ser usados para promover a liberalização de uma economia ainda amarrada por gargalos de infraestrutura, corrupção e companhias estatais ineficientes.

Mas as exigências da TPP para as 12 nações signatárias, que incluem EUA, Japão e Austrália, de abertura de suas economias a uma maior concorrência estrangeira e de aprimoramento das regras do mercado de trabalho e dos padrões ambientais, serão de implementação difícil para o Vietnã e implicam em riscos políticos e econômicos.

“O Vietnã já obteve ganhos enormes na produção de roupas e calçados e esses acordos ajudarão a melhorar sua vantagem comparativa, à medida que fábricas levarem adiante planos de deixar a China, criando mais empregos e promovendo uma transferência maior de tecnologia”, diz Johanna Chua, economista do Citigroup.

Frederic Neumann, economista do HSBC, está confiante de que a TPP proporcionará ganhos para as empresas do setor industrial no Vietnã e outros países de baixos custos que fazem parte do grupo, como o México e o Peru.

“Setores como o de autopeças ainda são altamente protegidos nos EUA”, diz Neumann. “A Tailândia vem conduzindo bem sua indústria automobilística, mas a sua não participação na TPP permitirá ao Vietnã e ao México realizar incursões no mercado americano.”

Mas os benefícios da TPP para o Vietnã apresentam desafios. Entre os maiores estão o cumprimento dos termos rígidos do capítulo do tratado relacionado ao mercado de trabalho, que pela primeira vez tornará quaisquer violações dos padrões da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sujeitas a penalidades comerciais.

O Vietnã terá de fazer emendas em seu sistema sindical controlado pelo Partido Comunista para permitir que todos os trabalhadores formem sindicatos independentes – uma tarefa árdua segundo as autoridades americanas. O país terá de atender as condições antes da entrada em vigor da TPP, o que poderá ser difícil no momento que a liderança vietnamita entra em um período de transição antes do congresso quinquenal do Partido Comunista, em janeiro.

Vu Huy Hoang, ministro do Comércio e Indústria do Vietnã, disse que Hanói está preparada para atender os padrões.

Mas compromissos verbais não deverão ser suficientes. A pressão dos EUA por normas trabalhistas mais rígidas foi conduzida em parte pela política e o desejo do presidente Barack Obama de conseguir o apoio de muitos democratas que se opunham à TPP e à agenda comercial mais ampla de Obama.

O Vietnã deverá enfrentar um intenso escrutínio, especialmente porque o acordo inclui uma cláusula para a criação de comissão independente de especialistas para o monitoramento dos progressos nas reformas trabalhistas por pelo menos dez anos após a entrada em vigor da TPP.

Valor Econômico – 08/10/2015

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Hillary Clinton critica acordo de comércio dos EUA

Prioridade da agenda externa do presidente Barack Obama, a Parceria Transpacífica (TPP) encontrou nesta quarta-feira a poderosa oposição da pré-candidata democrata à presidência Hillary Clinton. Aprovado por representantes de 12 países na segunda-feira, o tratado ainda precisa do aval do Congresso americano, onde enfrentará resistência do partido de Obama e de alguns integrantes da oposição republicana.

Com a declaração de Hillary, a TPP passou a ser atacada por todos os democratas que declararam sua aspiração de conquistar a vaga de candidato presidencial da legenda. Entre os republicanos, o tratado é criticado por Donald Trump, que lidera as pesquisas entre os que pretendem disputar a eleição do próximo ano.

“Eu disse desde o começo que nós temos de ter um acordo comercial que crie bons empregos americanos, aumente os salários e promova nossa segurança nacional, e eu ainda acredito que essas são as expectativas elevadas que temos de satisfazer”, declarou Hillary em entrevista à rede de TV PBS. “Eu não acredito que ela (a TPP) atenderá às expectativas que eu defini”, afirmou a pré-candidata. “Por enquanto, eu não sou a favor do que ouvi.”

O texto final do acordo ainda não é público e só deverá ser divulgado dentro de aproximadamente um mês. Depois de receber o tratado, os parlamentares terão 90 dias para votá-lo. Parlamentos dos outros países envolvidos na negociação também terão de decidir se aprovam ou não os termos do acordo.

Como secretária de Estado de Obama, Hillary ajudou a elaborar a política de “rebalanceamento” para a Ásia do presidente, que tem na TPP sua perna econômico-comercial. O acordo une países de ambos os lados do Pacífico que representam 40% do PIB global e um terço do comércio mundial. Segunda maior economia do mundo, a China está fora do tratado, que tem entre seus objetivos fortalecer os laços dos EUA com aliados da Ásia e conter a influência de Pequim na região.

A TPP já havia sido criticada pelo senador Bernie Sanders, que disputa com Hillary a nomeação do Partido Democrata para as eleições de 2016. O pré-candidato subiu nas pesquisas com um discurso crítico a Wall Street e às grandes corporações e simpático aos sindicatos e consumidores, o que forçou a ex-secretária de Estado a se mover um pouco para a esquerda.

Antes da entrevista à PBS, Hillary havia declarado durante discurso em Ohio que também via com preocupação o fato de a TPP não ter dispositivos que combatem a manipulação do câmbio pelos países participantes do tratado. A proposta foi discutida, mas acabou eliminada por resistência de governos asiáticos.

A pré-candidata afirmou ainda que “as companhias farmacêuticas podem ter mais benefícios e os pacientes, menos”. A TPP protege por um período de cinco anos informações relativas a drogas biológicas, desenvolvidas a partir de organismos vivos. Segundo a entidade Médicos Sem Fronteiras, esse capítulo encarecerá o preço de remédios e dificultará o acesso a determinados tipos de drogas por países em desenvolvimento.

Para aprovar o tratado no Congresso, Obama contará mais com os republicanos – favoráveis à abertura comercial – do que com seu próprio partido. A oposição foi fundamental para que o presidente conseguisse, em junho, a autoridade de negociação comercial que abriu caminho para a conclusão da TPP.

“Quanto mais as pessoas conhecerem o acordo, mais elas ficarão convencidas de que essa é a coisa certa a fazer para trabalhadores e empresas americanas”, disse Jeff Zients, diretor do Conselho Nacional de Economia da Casa Branca, em conferência telefônica com jornalistas. “Estamos confiantes de que ele ganhará apoio de ambos os partidos no Congresso.”

Impacto. O governo divulgou nesta quarta-feira um estudo que mostra o potencial impacto da TPP nas exportações de cada Estado americano, em um esforço para conquistar apoio da opinião pública ao tratado. Zients ressaltou que o acordo reduz ou elimina 18 mil tarifas incidentes sobre as exportações de bens e serviços dos Estados Unidos aos outros 11 países que participam da nova área de livre-comércio. “Esse é o maior corte de impostos sobre as exportações americanas em uma geração.”

Depois de ver o fechamento de fábricas e sua transferência para a China, os sindicatos americanos encaram com suspeita as negociações de abertura econômica. O temor é que os Estados Unidos percam mais empregos e que a liberalização comercial acentue a já elevada desigualdade de renda.

Zients disse que a TPP fará exatamente o contrário, ao expandir as oportunidades de emprego no setor exportador, onde o salário é em média 18% superior ao de outros segmentos.

O Estado de S.Paulo – 08/10/2015

Redação On outubro - 8 - 2015
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