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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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CNI projeta para 2015 a maior recessão desde o plano Collor

BRASÍLIA  –  A Confederação Nacional da Indústria (CNI) espera para este ano a maior retração do Produto Interno Bruto (PIB) desde o plano Collor, em 1990. O “Informe Conjuntural”, que contém as estimativas do setor para as principais variáveis macroeconômicas, divulgado nesta quinta-feira, traz a previsão de uma queda de 2,9% no PIB do Brasil em 2015.

“É uma avaliação mais negativa do que já tínhamos em julho”, disse o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flavio Castelo Branco. Na última edição do estudo, divulgada no início de julho deste ano, a expectativa era de uma queda de 1,6% no PIB. “A recessão está sendo mais intensa do que era esperado”, disse o economista.

“O setor industrial é o que mais se recente dessa recessão. Ela se manifesta com mais intensidade no setor industrial porque ele é mais sensível às condições de competitividade”, afirmou Castelo Branco. A nova projeção da CNI é de uma queda de 6,1% no PIB industrial. Em julho, a CNI esperava uma retração de 3,8%.

Esse movimento deve ser puxado por uma forte queda nos investimentos. A projeção da CNI para a formação bruta de capital fixo prevê um recuo de 13,4% na variável, ante estimativa anterior de queda de 7,7%. “A retração de investimentos reflete a falta de horizonte e baixa confiança da indústria”, disse Castelo Branco.

O quadro recessivo deve levar a taxa de desemprego dos 4,8% apurados em 2014 para 6,9% da população economicamente ativa no fim deste ano. Antes, a CNI previa que o desemprego fechasse o ano em 6,7%. Sobre a inflação, a avaliação da entidade patronal é que ela “deve beirar os dois dígitos, bem acima do teto da meta, de 6,5%”, disse o economista. A previsão da CNI é que ela deve terminar o ano em 9,6%. A projeção anterior era de 8,9%.

Para reverter o quadro negativo, “é absolutamente necessário a consecução de um ajuste fiscal”, apontou Castelo Branco. A expectativa da entidade patronal é que o setor público tenha um déficit primário de 0,05% do PIB, ante expectativa anterior de superávit de 0,4% do PIB. “O equilíbrio das contas públicas é essencial para o crescimento”, disse.

E para ele, este equilíbrio é “um pouco mais amplo do que a discussão de superávit primário em 2015 e 2016. É preciso ir além, pensar em ajuste fiscal de longo prazo, o que implica a revisão de critério e mecanismos que determinam o crescimento automático de despesas que nós temos”.

Esses mecanismos, apontou ele, são aqueles vinculados ao reajuste do salário mínimo, como os benefícios previdenciários, que são gastos obrigatórios e só podem ser cortados com alterações legais, muitas delas na constituição. “Se não atacar os gastos obrigatórios, o ajuste fiscal não vai ocorrer”, disse ele.

O lado positivo do “Informe Conjuntural” é a estimativa de melhora na balança comercial, cujo saldo deve ser de US$ 10 bilhões em 2015, estima a CNI. Antes, a previsão era de US$ 5 bilhões. Contudo, o saldo só deve melhorar por conta de uma retração maior nas importações do que nas exportações. “Isso se deve à própria fraqueza da economia e devemos rever esse quadro para que a contribuição do setor externo seja realmente positiva”, avaliou Castelo Branco.

A CNI prevê que as vendas para o exterior sejam de US$ 188 bilhões neste ano (ante previsão anterior de US$ 202 bilhões) enquanto as importações devem ser de US$ 178 bilhões. No “Informe Conjuntural” anterior, a expectativa era de importações de US$ 197 bilhões. Em 2014, as exportações foram de US$ 225,1 bilhões e as importações de US$ 229 bilhões.

Valor Econômico – 08/10/2015

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Nosso maior problema está na política, diz acionista da Klabin

O empresário Horácio Lafer Piva, acionista da Klabin, fez ontem uma série de críticas ao momento atual do Brasil, especialmente no que se refere à esfera política, mas disse que é otimista em relação ao futuro do país, sobretudo por causa do papel cada vez relevante que mercados emergentes terão no crescimento de empresas com sede em países maduros. “Onde pega? Na política. Aí está nosso maior problema. Nosso pouco caso [da sociedade]

e o descompromisso dos nossos governantes é mortal”, afirmou. Piva, que é membro do conselho de administração da Klabin, falou a uma plateia de executivos do setor de celulose e papel, em evento da ABTCP.

Para o empresário, é positivo termos uma democracia jovem. “Mas o congresso é absolutamente disfuncional, de muitos municípios e poucos escrúpulos”, afirmou. Em sua avaliação, o PT foi “pego” em sua bandeira principal, a ética, e não soube lidar com a situação. “A simbologia positiva, da esperança vencendo o medo, se perdeu e houve a fragmentação da base nas mãos de nanicos e espertos”, acrescentou.

Para Piva, os governos petistas não introduziam as mudanças estruturais para as quais a sociedade estava pronta. “Quem não estava pronto é o PT, que reaparelhou o Estado e sacrificou a maior conquista social do país, que foi o controle da inflação”, disse.

Em sua avaliação, no momento o PMDB apenas prolonga a “agonia da presidente e os partidos de oposição também perderam seu eixo, não sabem para onde ir”. “O nosso problema é que estamos aprisionados em uma agenda horrível, resumida às relações entre o Legislativo e o Executivo. “Sem uma reforma, não vamos avançar. Sem avançar na política, não vamos fazer o que sabemos que é necessário na economia”, afirmou.

O empresário disse ainda que o Brasil é um “absoluto retardatário da competitividade”. “Nossa necessidade seria ver como andar rápido e escolher o certo. Ou faz os dois juntos ou vai ficar comendo pó nos próximos anos”, apontou. Em sua avaliação, essa situação se deve à falta de senso de urgência e à falta de percepção de que o tempo na economia pede mais rapidez do que na esfera política.

“A segunda questão é: o Brasil não tem agenda, não sabe o que quer ser quando crescer. Não consegue dar ideia clara ao mercado do que quer ser e perde muitas oportunidades”, avaliou Piva. Como entraves ao desenvolvimento do país, ele citou a questão tributaria – “a arrecadação só cresce em cima de impostos de má qualidade” – e a questão trabalhista, “cada vez mais assustadora”.

Ele afirmou que é preciso ter claro que a agenda [do país] transcende o ajuste no setor público. “Se olharmos 2015 e 2016, o Brasil certamente é problema. Mas se formos mais à frente, esse é um país de riqueza extraordinária”, ponderou. E destacou que os mercados maduros, sedes das grandes multinacionais, precisam de mercados emergentes, com crescimento de consumo maior que o vegetativo da população – são Brasil, China e Índia.

E acrescentou: “Se nos propuséssemos a lutar pelo regaste do crescimento como meta, acabar com o desperdício de oportunidade, esse país explodia. É um país pronto, mas que não acontece. É absolutamente paradoxal isso aqui”. Apesar da paralisia, disse que a perspectiva é de que o país não ande para trás no médio e longo prazos. “O mundo não vai permitir ao Brasil retroceder. Há muito dinheiro no mundo para o Brasil, onde sobram oportunidades. Estamos condenados a andar para a frente, mesmo que sejam dois passos para frente e um passo para trás”. Disse estar “muito preocupado, mas que é muito otimista”.

Valor Econômico – 08/10/2015

 

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“Grandes empresas puxam queda da construção civil”

Todos os dados relativos à evolução da construção civil, exibidos nas pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do sindicato da habitação (Secovi) divulgadas nos últimos dias, mostram o agravamento dos problemas, com a diminuição da atividade do setor, do uso de capacidade, da produção e das vendas, bem como do emprego. Mas a situação é ainda mais difícil no segmento das grandes empresas e no nível do emprego – os cortes de pessoal só são menores do que os da indústria de transformação.

O número de empregados com carteira assinada na construção civil diminuiu 25 mil em agosto, 177,7 mil no ano e 385,2 mil em 12 meses – redução de 11,77%, mais que o dobro do corte na indústria de transformação e o maior entre os oito setores analisados pelo Ministério do Trabalho. Isoladamente, a construção representou 39% do total de corte de postos de trabalho com carteira entre setembro de 2014 e agosto de 2015.

As grandes empresas apresentaram indicadores piores que os das pequenas e das médias no tocante às expectativas quanto ao nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas, número de empregados e intenção de investimento. Esses itens fazem parte da última Sondagem Indústria da Construção, da CNI. As quedas foram mais intensas do que as esperadas.

Grandes empresas foram atingidas pelo corte de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida. O cenário atual retrata o “fim do ciclo imobiliário”, segundo a FGV. Sem verbas federais, as empresas enfrentam aperto financeiro: 47% das pesquisadas para o Índice de Confiança da Construção (ICST) informaram que é mais difícil obter crédito (há um ano, eram 22,5%).

Indicadores recentes sugeriam que o setor se aproximava do “fundo do poço”, enfatizou Ana Maria Castelo, da FGV. Mas em setembro o ICST registrou 65,9 pontos (-35,1% em relação a setembro de 2014 e -43,2% em relação à média histórica de 116 pontos). Abaixo de 100 pontos, o campo é negativo.

Assim como a CNI, os especialistas da FGV constataram a deterioração dos resultados. A situação atual dos negócios é muito ruim. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as vendas de imóveis novos caíram 59,7% entre junho e julho, para 1.042 unidades, segundo o Secovi. Mas, se a oferta diminuiu, os estoques ainda são altos.

Fonte: Agência Estado.

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MAN programa reajuste de preços e negocia PPE

A MAN, montadora de veículos comerciais pesados da marca Volkswagen, decidiu reajustar em 7,5% os preços de toda sua linha de caminhões a partir de 1º de janeiro, um aumento que ainda será comunicado aos clientes e revendedores da empresa.

Segundo o presidente da companhia, Roberto Cortes, o objetivo é repassar metade do aumento de 15% dos custos de produção, provocado pela escalada, principalmente, nos preços da energia, de produtos siderúrgicos e dos insumos importados, dada a forte valorização do dólar.

No mês passado, a MAN apresentou uma nova linha de produtos, incluindo no portfólio versões menos equipadas de caminhões para ter preços competitivos na briga por licitações públicas e vendas a transportadoras. Cortes, no entanto, diz que todos os modelos terão preços mais altos. No início deste ano, a montadora já tinha aumentado em 5% os preços dos veículos.

Não se sabe como o mercado vai reagir, mas a estratégia de anunciar uma nova tabela, a três meses de terminar 2015, pode ajudar a MAN a antecipar vendas e diminuir o tombo sofrido neste ano.

Nesta semana, a MAN começou a negociar com o sindicato dos metalúrgicos do Sul Fluminense, onde está instalada sua fábrica, a adesão ao PPE, o programa de proteção ao emprego que permite às empresas cortar jornadas e custos trabalhistas. Em, contrapartida, companhias habilitadas ao PPE ficam impedidas de demitir sem justa causa ou de forma arbitrária.

Pela proposta em negociação, a montadora pretende reduzir em 20% a carga de trabalho, o que lhe permitiria ter economia proporcional no pagamento de salário. Para o operário, a perda salarial cairia pela metade – para 10% -, dada a complementação do governo com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A Mercedes-Benz e a Ford, concorrentes da MAN, assim como a Volkswagen, já acertaram a participação no programa com o sindicato dos metalúrgicos do ABC. A Volks também fechou esse acordo nas fábricas de Taubaté, onde é produzido o subcompacto Up!, e de São Carlos, que fabrica os motores. Segundo a Anfavea, entidade que representa as montadoras, os acordos fechados já atingem 33 mil trabalhadores dessa indústria.

Na terça-feira, a Anfavea informou que a produção do setor teve em setembro o pior resultado mensal em quase sete anos. Com a demanda no menor nível em oito anos e os estoques acima do normal, as fabricantes seguirão parando a produção neste mês.

A produção de carros e caminhões da Ford volta a ser suspensa amanhã no ABC, na mesma região onde as atividades industriais da Volkswagen estão desde a semana passada interrompidas – nesse caso, porém, em virtude de problemas com o fornecimento de bancos, de acordo com o sindicato.

A partir de hoje, a Ford também vai paralisar a produção de motores no parque industrial de Camaçari, na Bahia. Essa parada vai se estender por toda a próxima semana. Já em Catalão, no sul de Goiás, a Mitsubishi demitiu 500 operários na última sexta-feira, conforme informação do sindicato, que atualizou a estimativa anterior, que apontava um corte de 400 pessoas na fábrica dos modelos Pajero, ASX e Lancer. A marca confirma o ajuste, mas não detalha o número de demitidos. Desde o início do ano, 10,9 mil vagas foram extintas nas montadoras de veículos e tratores agrícolas.

Valor Econômico – 08/10/2015

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Olavo Machado – Presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Sistema Fiemg) Com razões para comemorar e lamentar, transcorreu segunda-feira, 5/10, o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. De bom, positivo e entusiasmador, a constatação de que temos hoje cerca de 13 milhões de MPEs espalhadas por todo o território nacional — um “exército” de unidades produtivas, que geram cerca de 1/3 do PIB brasileiro, R$ 2 trilhões, e milhões de empregos no agronegócio, comércio, serviços e indústria.

Importantes em condições normais de temperatura e pressão, as MPEs costumam ser ainda mais relevantes em tempos de crise, pois, muitas vezes, são a única opção para os desempregados e — é bom registrar — só este ano, 3,5 milhões de trabalhadores já perderam os seus postos. Ademais, expressivo contingente de micro e pequenas empresas é obra exatamente dos desempregados, que investem seu FGTS, quase sempre sua única reserva, para criar trabalho para si mesmo e para outros.

A lamentar, a omissão dos governos — municipal, estadual e federal — em relação aos micro e pequenos empreendedores. Falta financiamento, disponibilidade de linhas de crédito e taxas de juros adequadas. Na verdade, esse grupo de empresas, apesar de sua extrema relevância, está muito distante das “empresas campeãs”, privilegiadas pelos bancos oficiais nos últimos anos com uma enxurrada de bilhões e bilhões de reais em operações de crédito subsidiado e sem dar a contrapartida no aumento de produção e na manutenção do emprego, como fazem os micro e pequenos empreendedores. Enfim, faltam políticas públicas voltadas para a capacitação dos micro e pequenos empresários e sobra burocracia em quesitos fundamentais comolicenciamento ambiental, inovação, desenvolvimento de tecnologia, qualificação de mão de obra e prazos para abrir e fechar empresas.

As estatísticas também mostram recordes crescentes na taxa de mortalidade das MPEs. Pesquisa do Sebrae-SP, de 2011, indica que a mortalidade de empresas ao final do primeiro ano de constituição é de 27%; no final do segundo ano, é de 37%; de 46% no terceiro; e de 58% no final do quinto ano.

Como consequência, estamos longe de atingir as estatísticas europeias e americanas. Na Europa, de maneira geral, as MPEs geram mais de 50% do PIB. Em alguns países, entre eles algumas das maiores economias do mundo, como a Alemanha e a Itália, esse percentual supera os 60%. Nos Estados Unidos, são famosos os “cases” de empresas que nascem em pequenas garagens e encontram ambiente propício para crescer. A Microsoft e a Apple são sempre lembradas como exemplos emblemáticos do jeito americano de tratar suas micro e pequenas empresas.

No Brasil é diferente. No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, deparei-me com um busdoor que anunciava uma escola especializada em preparar pessoas para concursos no serviço público, com a seguinte mensagem: “Viva sem crise — faça concurso”. No dia seguinte, na capa de um grande jornal nacional, li uma chamada com o título “Quer um salário de R$ 30 mil?”, seguido do seguinte texto: “Seleções estaduais são oportunidade para concurseiros. No Rio Grande do Norte, o Tribunal de Contas oferece vagas para auditor, com remuneração de R$ 29,9 mil”.

O contraste é violento e revoltante. Enquanto concursos públicos oferecem remunerações milionárias, os empresários brasileiros, que produzem e geram riqueza e empregos, estão condenados a salários muitas vezes menores. Dados da Pnad trimestral do IBGE mostram que, na média, donos de empresas no Brasil ganham R$ 5.026. Em Minas, o valor é ainda menor, de R$ 3.970. A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho revela que o microempresário brasileiro recebe remuneração média de R$ 4,9 mil e o pequeno, R$ 9,2 mil mensais. Quase a totalidade, exatos 98% das empresas do Simples, faturam anualmente menos de R$ 300 mil.

Em Minas, microempresários têm remuneração média de R$ 2.838,84, valor 10 vezes menor que o salário de um auditor do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte; os pequenos empresários recebem R$ 6.531,70, montante 4,6 vezes inferior; o médio empresário, R$ 11.701,06, quase três vezes menos; e o grande empresário, R$ 10.977,82, ou seja, três vezes menos que os auditores do TC do Rio Grande do Norte.

Precisamos mudar este jogo, e, para isso, o primeiro passo é compreender que, na economia, especialmente na indústria, ninguém deve ser condenado a permancer eternamente micro ou pequeno. Este é apenas um estágio, o estágio inicial. Isso é o que o governo precisa entender e colocar em prática por meio de uma legislação que respeite a relevância das MPEs e lhes permita sobreviver e crescer de forma sustentável.

Fonte: Estado de Minas – 08/10/2015

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Acidentes de trabalho podem ser evitados com prevenção.

Dados divulgados em janeiro de 2015 pelo Anuário Estatístico do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) relativos a 2013 revelam que foram registrados cerca de 717,9 mil acidentes de trabalho no INSS. Consideram-se acidentes do trabalho aqueles nos quais a lesão, doença ou morte do empregado estão diretamente ligados ao exercício da função na empresa, de acordo com a Previdência Social. A definição também inclui acidentes sofridos a serviço da empresa ou no trajeto entre a residência e o local de trabalho.

O número teve aumento de 0,55%, levando em conta os dados de 2012. Ainda segundo a pesquisa, os trabalhadores entre 25 e 34 anos são as maiores vítimas de acidentes de trabalho. As principais áreas em que se registraram os acidentes foram Indústria Extrativa, Fabricação de Produtos Minerais não metálicos, Transporte e Construção Civil.

A melhor forma para evitar acidentes é prevenir que eles aconteçam. É com este objetivo que existe, nas empresas, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), que reúne representantes indicados pelo empregador e membros eleitos pelos trabalhadores. “A Cipa faz reuniões mensais para traçar metas de segurança no trabalho; serve para apontar e direcionar as informações para os gestores”, explica o coordenador de segurança patrimonial e do trabalho do Sistema Jornal do Commercio, J. Carlos.

Questões como ruídos, iluminação, assentos, fiação elétrica, riscos de incêndio, entre outros, estão inseridas na competência da comissão. A Cipa está prevista na Norma Reguladora 5, que detalha a quantidade de membros em relação ao número de funcionários da empresa. Após a eleição, os membros passam por cursos de capacitação antes da posse.

Os equipamentos de proteção individual (EPI) também são essenciais para a prevenção de acidentes. “De acordo com a exposição que cada trabalhador tem, se identifica o perigo, faz a uma avaliação e define qual vai ser o equipamento mais eficaz, como cinto de segurança em casos de trabalhos acima de 2 metros do solo, protetor auricular para presença de ruído”, exemplifica o engenheiro de segurança do trabalho do Sesi-PE, André de Paula.

Segundo ele, existem programas que explicam ao trabalhador os riscos e perigos que existem em suas atividades. Os ramos da indústria que apresentam mais risco são a construção civil, extração de petróleo, metalmecânica, entre outros.

Para o diretor de Segurança e Saúde do Trabalho do Sindicato da Construção Civil de Pernambuco (Marreta), Luiz Carlos Galdino, é necessário que os técnicos e engenheiros de segurança contratados pelas construtoras se empenhem no exercício de suas funções para prevenir acidentes. “Eles são profissionais qualificados, então têm que estar no canteiro de obras, em contato com os trabalhadores”, afirma.

De acordo com Galdino, quatro trabalhadores já morreram em Pernambuco por causa de acidentes no trabalho, como choque elétrico e queda. Ainda segundo levantamento do Marreta, o número de acidentes corriqueiros já passa de 1,2 mil. As áreas que mais oferecem risco na construção é o setor de edificações e o trabalho em ambientes confinados.

O Sinduscon-PE também desenvolve o treinamento do trabalhador, com informações sobre saúde e práticas de prevenção de acidentes, com visita aos canteiros de obras e a elaboração do perfil do trabalhador da construção civil. Nos cursos, são abordadas questões de saúde, o uso correto dos equipamentos de proteção individual, entre outros.

Consequências de acidentes

Em relação às principais lesões ou doenças relacionadas ao trabalho, a que esteve no topo da lista da última pesquisa do Ministério de Previdência Social, de 2014, foi a fratura do punho e da mão, com 32.140 casos (11,48%). Dorsalgia (dor nas costas) vem em segundo (21.530 casos), seguida por fratura da perna incluindo tornozelo (20.831). Lesões do ombro e fratura do pé completam o top 5 dos mais incidentes. A lista com 20 itens ainda inclui amputação, reações ao stress, depressão, entre outros.

De acordo com informações da Previdência, nos primeiros 15 dias após o acidente de trabalho, o trabalhador fica sobre responsabilidade da empresa, após apresentação de atestado médico. A partir do 16º dia, ele pode dar entrada no INSS no pedido de perícia médica. O perito do INSS irá avaliar se a lesão ou doença incapacita a pessoa para a atividade que ela exerce.

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

Fonte: NE10, por Ana Maria Miranda, 06.10.2015

Redação On outubro - 8 - 2015
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