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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Novo bloco pode afetar exportações brasileiras

A Parceria Transpacífico, acordo comercial que une Estados Unidos e outros 11 países da costa do Pacífico, acendeu um sinal de alerta na indústria brasileira, que prevê impacto negativo nas exportações aos países do bloco e reforça o isolamento do Brasil.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que acompanha “com preocupação” as negociações para o mega-acordo comercial e teme a perda de competitividade no mercado norte-americano e nos países da Ásia incluídos no acordo.

A Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) une Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Peru e Colômbia, Japão, Austrália, Vietnã, Brunei, Malásia e Cingapura em um acordo que derruba barreiras tarifárias e não tarifárias e reúne 40% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O acordo foi anunciado na segunda-feira (5).
De acordo com a CNI, no último ano o Brasil exportou para essas economias US$ 31 bilhões em produtos manufaturados, o que corresponde a 35% de toda a pauta de exportação industrial do país.

“Com a assinatura do tratado, esses países terão cada vez menos barreiras, tarifárias e não tarifárias, no comércio intrabloco”, diz a CNI.

A CNI tem cobrado que o Brasil expanda suas tentativas de acordos comerciais, independentemente da ação do Mercosul. Uma das preferências dos empresários é justamente acelerar tratativas com os Estados Unidos – não de um acordo comercial, impedido pelas regras do bloco sul-americano, mas de derrubada de barreiras não tarifárias.

O próprio ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, tem defendido essa postura, alegando que os Estados Unidos têm uma tarifa média de importação de 5%, o que, na prática, funciona como uma abertura comercial.
DCI – 07/10/2015

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Brasil trava comércio sul-americano

A fraqueza da economia brasileira está afetando duramente o comércio exterior dos países da América do Sul, segundo relatório divulgado ontem pela Unctad, órgão nas Nações Unidas voltado a estudos sobre comércio e desenvolvimento. Segundo o documento, o Brasil reduziu em 7,9% a compra de mercadorias e serviços dos vizinhos em 2014, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou apenas 0,1%. Neste ano, a previsão da Unctad é de queda de 1,5%.

O documento é pessimista também em relação à economia mundial, que não deverá crescer mais do que 2,5% em 2015, o mesmo patamar do ano passado. A desaceleração dos países emergentes, que devem avançar 4,1% neste ano, ante 4,5% no ano passado, será o principal fator de contenção. Os desenvolvidos terão alta de 1,9%, maior que a de 1,6% verificada em 2014.

O organismo observa, no entanto, que as políticas de expansão monetária adotadas pelos países ricos não foram suficientes para retomar o crescimento econômico global. Isso se reflete no comércio internacional que, de 2012 a 2014, aumentou entre 2% e 2,5%, significativamente abaixo da taxa média anual de 7,2% registrada no período anterior à crise de 2008. A incapacidade de muitas nações desenvolvidas de recuperar o dinamismo criou o que a Unctad denomina um “novo anormal”, a tendência de ritmo “morno” de crescimento global, com risco de uma estagnação prolongada.

Correio Braziliense – 07/10/2015

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País afunda latinos

O Banco Mundial reviu para baixo a previsão de crescimento do Brasil no relatório publicado ontem. A projeção de queda de 0,7%, feita em abril, passou para recessão de 2,56% neste ano. Para 2016, a previsão é de recuo de 0,61%.

Com essas previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil terá o segundo pior desempenho da América Latina, atrás apenas da Venezuela, que deverá registrar retração de 7,37% e 3,75% neste ano e no próximo.

Para a região, o Banco Mundial espera um crescimento zero em 2015 e uma expansão de 1% em 2016. A economia latino-americana, no entanto, caminha, em 2015 para o quinto ano consecutivo de desaceleração, o que começa a ter um impacto negativo no mercado de trabalho, diz Augusto de la Torre, economista-chefe do banco para a América Latina e o Caribe.

“Estamos observando uma deterioração na qualidade do emprego, na medida em que os trabalhadores assalariados se tornam autônomos e a mão de obra se transfere das grandes empresas para outras menores”, disse.

Ele ressalta também o fato de os trabalhadores estarem deixando o mercado de trabalho, uma propensão que é especialmente marcante entre os jovens com baixo nível de escolaridade. “À medida que eles voltam para casa ou para a escola, sem um salário, a renda das famílias mais pobres poderá ser mais afetada”, afirmou.
Na América do Sul, os destaques de crescimento, em 2015 e 2016, ficam por conta da Bolívia (4% e 4,1%), do Paraguai (3,9% e 4%) e da Colômbia (2,85% e 2,93%).

Além de Brasil e Venezuela, o Equador também deve ter recessão neste ano e no próximo, com retrações de 0,8% e 1,9%, respectivamente. A Argentina terá crescimento de 0,67% em 2015 e expansão de 0,9% em 2016.

Emergentes desaceleram
A recessão no Brasil neste ano e no próximo e a desaceleração da China estão entre os principais motivos para a revisão no crescimento dos países emergentes feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O organismo reduziu de 4,2% para 4% a previsão de expansão das economistas em desenvolvimento neste ano e de 4,7% para 4,5% em 2016.

No caso da América Latina, o relatório do Fundo, divulgado ontem, inverteu o avanço de 0,5% neste ano, previsto em julho, para queda de 0,3%. No ano que vem, a região crescerá 0,8% e não mais 1,7%, como projetado anteriormente. O corte nas projeções da região, de acordo com o Maurice Obstfeld, economista-chefe do Fundo, é puxado pela retração do Brasil e da Venezuela.

Ontem, em Lima, Obstfeld classificou o cenário local como “muito desanimador” devido a queda do preço internacional das commodities, mas avisou que os efeitos nos países são diferentes. Colômbia,. Chile e Peru, por exemplo, devem crescer acima da média regional.

No caso da Venezuela, que enfrenta verdadeira convulsão econômica e política, o FMI estima queda de 10% do Produto Interno Bruto neste ano, e de 6%, no ano que vem. No caso do Brasil, os recuos previstos são de 3% e de 1%, respectivamente. De acordo com o Fundo, “a confiança de empresários e dos consumidores brasileiros continua em queda devido à deterioração das condições políticas”. O órgão demonstrou preocupação em relação a situação fiscal do Brasil e avisou que o cenário é “desafiador”.

Incertezas

Na avaliação do economista Silvio Campos Neto, da consultoria Tendências, é natural que o Brasil puxe a queda do crescimento da região. ‘O tamanho do país é relevante, e esse recuo robusto, de 3% no PIB, pesa de forma significativa na América Latina e no conjunto dos emergentes, apesar de a China e da Índia ainda registrarem expansão acima da média”, explicou.

Campos Neto lamentou a falta de sinais de melhora na economia brasileira. “O lado político não cria, minimamente, uma perspectiva sólida. A condição básica para a retomada é a acomodação das incertezas. Mas há muito ruído no radar, como ameaça de impeachment, a operação Lava-Jato, e a possibilidade de rejeição das contas de 2014 do governo pelo TCU (Tribunal de Contas da União)”, disse.

Nesta semana, pela segunda vez na história, o FMI e o Banco Mundial (Bird) realizam o encontro anual de outono (no Hemisfério Norte) em um país latino-americano. A primeira vez foi no Rio de Janeiro, em 1967.

Correio Braziliense – 07/10/2015

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O isolamento brasileiro

NOTAS & INFORMAÇÕES

Impulsionar o crescimento, propiciar a geração e a preservação de empregos, estimular a inovação e a produtividade, reduzir a pobreza, promover a transparência nas relações econômicas e fortalecer os mecanismos
de proteção do trabalho e do meio ambiente. Estes serão, segundo o governo norte-americano, alguns dos resultados mais importantes do maior acordo de livre-comércio da história, envolvendo Estados Unidos, Japão e mais 10 países banhados pelo Pacífico, que respondem por cerca de 40% da produção mundial e a brigam uma população de quase 800 milhões de pessoas.

O acordo, que vinha sendo negociado há oito anos e foi designado como Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), deverá estimular o comércio internacional, beneficiando também países fora da região por ele abrangida.

O Brasil, porém, que nos últimos anos concentrou sua política de comércio exterior em países mais afinados ideologicamente com o governo do PT, sobretudo sul-americanos e alguns africanos, pouco terá a ganhar com isso.

Poderá até perder para outros países o espaço que atualmente tem na área de livre-comércio agora constituída. A Austrália, por exemplo, terá preferência no mercado americano de açúcar,o que tomará mais difícil a exportação do produto brasileiro para os EUA.

Embora ainda tenha de ser aprovado pelos Parlamentos dos países do novo bloco comercial, a conclusão do acordo é uma grande vitória política do presidente Barack Obama. Os EUA e a China, as duas maiores economias do mundo, disputam a hegemonia no Extremo Oriente, que o governo de Pequim considera área de sua influência natural. Tendo como seu principal aliado na região o Japão, que é a terceira maior potência econômica mundial, o governo de Obama conseguiu conquistar a adesão de outros países asiáticos para a TPP, reduzindo a influência
chinesa na área. Já aderiram à parceria Malásia, Brunei, Cingapura e Vietnã (os demais países do bloco são Chile, Peru, México, Canadá, Austrália e Nova Zelândia). Coréia do Sul, Taiwan e Filipinas estão prontos para fazer parte do grupo.

O acordo permitirá reduzir barreiras comerciais, estabelecer padrões ambientais e trabalhistas e proteger a propriedade intelectual. A Casa Branca estima que, com a plena execução dos termos do acordo, serão eliminadas até 18 mil tarifas que afetam as exportações americanas. Automóveis, máquinas, tecnologia de informação, bens de consumo, produtos agrícolas e químicos estão entre os itens cujo comércio será estimulado pela eliminação ou redução de tarifas de importação.

Com o fracasso das negociações de amplos acordos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC ),muitos países buscaram entendimentos diretos com seus principais parceiros para facilitar o comércio bilateral, regional ou inter-regional. Países latino-americanos cujos governos não ficaram presos a preconceitos ideológicos buscaram com intensidade esse tipo de acordo. Além dos três que já fazem parte da TPP, também a Colômbia poderá vir a
integrá-la.

Com a alta do dólar e a queda da demanda interna,empresas brasileiras voltaram a se interessar pelo mercado externo. No setor manufatureiro, porém, elas enfrentam os problemas que se acumularam durante agestão petistaese agravaram com o avanço dos produtos chineses no mercado interno e nos mercados em que era forte a presença brasileira. As indústrias perderam competitividade e levarão tempo para reconquistá-la.

O pior é que a política comercial, que poderia auxiliá-las, ficou subordinada às amarras do Mercosul.

E, quando teve liberdade para negociar, o governo do PT concentrou sua ação comercial em regiões pouco dinâmicas ou de pouco peso no comércio mundial, isolando-se das grandes correntes comerciais. O Brasil fechou acordos com 14 países que respondem por 7%do comércio mundial. Enquanto isso, a Colômbia buscou os maiores mercados e conclui 16 acordos com países que representam 55% das trocas mundiais.

E quer fazer parte da TPP.

Estado de São Paulo – 07/10/2015

Redação On outubro - 7 - 2015
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