Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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IGP-DI avança para 1,42% em setembro e tem alta de 9,31% em 12 meses

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou para 1,42% em setembro, depois de se situar em 0,40% um mês antes, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV). Alimentos in natura e itens influenciados pela desvalorização cambial estão entre os principais responsáveis por esse movimento. Em setembro do ano passado, o indicador tinha aumentado apenas 0,02%.

O resultado do IGP-DI veio bem acima do esperado pelos analistas de mercado. A mediana das expectativas expressas no boletim Focus, do Banco Central (BC), apontava alta de 0,88%. No ano, o IGP-DI acumula alta de 7,03%; em 12 meses, teve elevação de 9,31% em 12 meses.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,02% em setembro, vindo de uma alta de 0,44% um mês antes, influenciado principalmente por alimentos in natura e também por itens mais sensíveis ao câmbio, como soja, milho e minério de ferro. Com isso, de um mês para outro, subiram tanto os preços agropecuários (0,58% para 3,40%) quanto os industriais (0,38% para 1,49%).

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,42% em setembro, seguindo elevação de 0,22% em agosto. Das oito classes de despesa avaliadas, a maior contribuição partiu de Alimentação (-0,11% para 0,32%), sobressaindo o item hortaliças e legumes (-10,28% para -7,56%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em setembro incremento de 0,22%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,59% de alta. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,47% e aquele referente ao custo da mão de obra não teve variação.

Valor Econômico – 07/10/2015

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Inflação acelera para 0,54% em setembro e chega a 9,5% em 12 meses

A inflação em setembro ficou em 0,54%, o que representa uma ala percentual de 0,32 ponto percentual em relação a agosto, quando tinha sido de 0,22%. No acumulado em 12 meses, chega a 9,49%, estourando o limite máximo da meta do governo.

Em setembro de 2014, a inflação tinha sido de 0,57%.

No acumulado de 2015, a inflação ficou em 7,64%, acima dos 4,61% em igual período do ano passado e também acima do teto da meta do governo. É o maior valor registrado no acumulado de janeiro a setembro desde 2003, quando atingiu 8,05%.

A meta do governo é de manter a inflação em 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados nesta quarta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Vilão da vez foi o botijão de gás
O vilão da alta de preços em setembro foi o botijão de gás, importante na despesa das famílias, que respondeu por cerca de um quarto do índice.

O gás para uso residencial ficou 12,98% mais caro nos pontos de distribuição para o consumidor, percentual inferior ao reajuste de 15% autorizado pela Petrobras nas refinarias, com vigência a partir de 1º de setembro.

Em algumas regiões pesquisadas o preço do produto aumentou bem menos do que o reajuste concedido pela Petrobras, de 15%. Por exemplo, no Rio de Janeiro, a alta ficou em 9,49%.

Em outras, porém, o preço superou em muito o reajuste. É o caso de Vitória, onde atingiu 20,08%; em Goiânia, foi de 19,68%; e em Brasília, onde atingiu 19,23%.

Cebola fica 19% mais barata no mês
A cebola, que já figurou entre as maiores altas de preço neste ano, ficou 18,85% mais barata de agosto para setembro. Mesmo assim, a cebola acumula alta de 89,95% de janeiro a setembro e de 76,68% em 12 meses.

Outro antigo vilão, o tomate também ficou mais barato no último mês: queda de 13,86% no preço. No acumulado deste ano, ainda mantém avanço de 5,99% e, em 12 meses, de 12,84%.

Por outro lado, a batata-inglesa subiu 7,26% de agosto para setembro. De janeiro a setembro, a alta é de 13,93%; e 12 meses, de 69,1%.

No geral, os alimentos consumidos em casa tiveram leve queda, de 0,05%. Já os consumidos fora de casa subiram 0,77%.

Curitiba, Goiânia e Porto Alegre: inflação passa de 10% em 12 meses
Em três capitais brasileiras, a inflação acumulada em 12 meses supera os 10%. Em Curitiba, chega a 11,12%. Em Goiânia, a 10,74%. E em Porto Alegre, a 10,51%.

Já Vitória, Salvador e Belém registram a menor alta de preços nos últimos 12 meses: 8,1%, 8,13% e 8,13%, respectivamente.

Inflação e juros
A inflação alta tem sido uma das principais dores de cabeça para o Banco Central nos últimos anos.

A taxa de juros é um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços.

Folha de São Paulo – 07/10/2015

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Atividade do comércio no País ficou estagnada em setembro

Consumidores brasileiros adotaram um pouco mais de cautela na hora de gastar no mês passado. Dados divulgados ontem pelo Serasa Experian mostram que o índice que mede a atividade do comércio no País ficou estagnado em setembro em relação a agosto, na série ajustada.

Na comparação com setembro de 2014, o movimento de consumidores nas lojas caiu 2,6% e subiu 1,4% no acumulado de 2015 até o nono mês do ano. No entanto, a entidade pondera que a alta é a pior em 12 anos.

De acordo com a Serasa, entre os motivos para o desempenho ruim, estão o crescimento do desemprego, a queda da massa real de rendimentos, a confiança baixa, taxa de juros elevada, além do crédito caro e escasso, fatores que estão inibindo a intenção de compra dos consumidores.

Maiores quedas

Os segmentos mais afetados em setembro, de acordo com o balanço, foram os de veículos, motos e peças, com registro de queda de 1,9%; tecidos, vestuário, calçados e acessórios, com declínio de 1,5%; material de construção, que mostrou retração de 0,4%; e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,3%).

Os únicos setores do varejo que apresentaram resultado positivo, relata a entidade, foram as atividades de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática (0,6%) e o de combustíveis e lubrificantes (0,3%).

DCI – 07/10/2015

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Governo aceita mudar proposta para o Sistema S, mas não chega a acordo

O governo desistiu da proposta, apresentada no mês passado, de redução em 30% das alíquotas do Sistema S e Sebrae incidentes sobre a folha de pagamento das empresas e da elevação da alíquota previdenciária patronal em 0,9%, informou fonte oficial credenciada. A medida faz parte do pacote de ajuste do Orçamento de 2016.

O governo considera essencial contar com o dinheiro do Sistema S para obter a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, mas aceita uma outra fórmula que seja acordada com os empresários.

O problema é que até agora não há acordo com relação à fórmula alternativa. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aceita que R$ 5 bilhões do Sistema S e Sebrae sejam utilizados para financiar despesas governamentais, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Essa proposta, no entanto, não conta com a concordância da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “E o presidente da CNI [Robson Andrade] ainda faz acordo? Não tem acordo”, disse ontem Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em pronunciamento divulgado nas redes sociais “Se o governo quer esse dinheiro, mande lei ao Congresso e nós vamos à luta.”

Se o governo não chegar a um acordo com os dirigentes das entidades empresariais, terá que apresentar alternativas que permitam alcançar a meta fiscal de 2016, com novos cortes de gastos, aumento de receitas tributárias ou receitas extraordinárias. “Temos um problema de R$ 6 bilhões para o primário do ano que vem”, disse ao Valor uma fonte credenciada do governo. O uso do dinheiro do Sistema S e Sebrae é a única medida do pacote de ajuste do Orçamento de 2016 que ainda não foi formalizada e encaminhada ao Congresso Nacional. Com ela, o governo esperava obter R$ 6 bilhões.

A proposta de usar parte dos recursos do Sistema S e Sebrae para reduzir o buraco nas contas da União em 2016 foi apresentada ao governo pelo relator da proposta orçamentária, deputado Ricardo Barros (PP-PR), com o apoio da presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), de acordo com fontes do governo.

O entendimento é que os recursos do Sistema S são públicos, pois resultam de tributação sobre a folha de pagamentos, são transferidos aos preços dos produtos e terminam sendo pagos por toda a população. Além disso, as entidades que recebem e administram os recursos registram, atualmente, um elevado saldo em caixa, o que demonstraria que a redução de 30% da receita do sistema não causaria impacto danoso.

Depois que a proposta foi apresentada pelo governo, houve uma reação muito forte dos presidentes das entidades empresariais. Com isso, o então ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante iniciou conversas para construir uma alternativa. A primeira proposta partiu do presidente da CNI, que admitiu utilizar R$ 5 bilhões do Sistema S e Sebrae em programas do governo. A ideia de Andrade é que a despesa total do Pronatec seja bancada por esses recursos. Atualmente, as entidades empresariais cobrem 50% dessas despesas.

O governo reduziu fortemente os gastos previstos com o Pronatec em 2016, que ficarão em R$ 2,4 bilhões. Assim, com a proposta da CNI, o Sistema S contribuiria com apenas R$ 1,2 bilhão para o programa (50% do gasto previsto). Para chegar aos R$ 5 bilhões admitidos por Andrade, o sistema teria que financiar outras despesas governamentais no montante de R$ 3,8 bilhões.

Nas negociações, um dos problemas é definir a maneira como será garantido o compromisso com o pagamento dos programas governamentais, pois os recursos do Sistema S e Sebrae não passam pelo Orçamento da União. As alternativas discutidas foram a assinatura de um convênio, ou de uma carta de intenção, mas até agora não se chegou a um formato consensual, de acordo com fontes do governo.

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FMI prevê retração de 3% no Brasil

O Brasil terá este ano o segundo pior desempenho econômico entre as maiores nações — perdendo apenas para a Rússia, que sofre com a queda do preço do petróleo e com as sanções por causa do conflito na Ucrânia —, afirmou ontem o Fundo Monetário Internacional ( FMI), cujo encontro anual acontece esta semana em Lima, no Peru. O relatório Panorama da Economia Mundial, publicado pelo Fundo, prevê que a economia brasileira tenha uma retração de 3% este ano e de 1% em 2016.

Essa estimativa é mais pessimista que a do próprio mercado brasileiro. O último boletim Focus, elaborado pelo Banco Central com analistas de instituições financeiras, prevê queda de 2,85% do Produto Interno Bruto ( PIB) este ano. E o Banco Mundial, que também divulgou suas projeções em Lima ontem, estima retração de 2,58% este ano e de 0,61% em 2016. Já a agência de classificação de risco Moody’s está em linha com o FMI: citando a deterioração da condição fiscal e a turbulência política, a entidade divulgou ontem estimativas de queda de 3%e 1% no PIB de 2015 e 2016, respectivamente.

“No Brasil, os negócios e a confiança dos consumidores continuam a recuar, em grande parte, por causa da deterioração das condições políticas, o investimento está declinando rapidamente, e o necessário aperto na orientação da política macroeconômica está colocando pressão descendente sobre a demanda interna”, afirma o relatório do Fundo.

Com relação à economia global, o FMI reduziu sua previsão de crescimento de 3,3% para 3,1%. Para 2016, a revisão foi de 3,8% para 3,6%. Segundo o relatório do organismo, a desaceleração da China, a queda nos preços das
commodities e a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos ( que tornaria os títulos do Tesouro americano mais atraentes, retirando recursos de outros países) são os principais motivos para essa queda nas projeções.

BRASIL E VENEZUELA AFETAM REGIÃO
Para o ano que vem, apenas Brasil e Rússia têm projeções de queda no PIB. E os cortes nas estimativas brasileiras foram mais profundos que no caso russo. O FMI ressaltou ainda que a forte redução nas expectativas para o Brasil terá impacto significativo em toda a América Latina, que também vai amargar recessão este ano, de 0,3%. Na região, no entanto, o pior resultado será o da Venezuela, que terá retração de 10% este ano e de 6% em 2016. Mas o país não está destacado entre as grandes economias globais.

— Se nos fixarmos no Brasil e na Venezuela, vemos dois países com contração forte neste ano e com recessão no ano que vem, e isso reduz o crescimento médio do continente — disse o economista- chefe do Fundo, Maurice Obstfeld, afirmando que não há uma história única nem uma solução única para os países da região.

Obstfeld ressaltou que a queda do preço das commodities ( produtos básicos com cotação global, como soja, petróleo e minério de ferro) afeta todos os países da região, mas alguns conseguiram enfrentar melhor os problemas, principalmente aqueles que fizeram um bom colchão fiscal, como Peru, Chile e Colômbia.

Augusto de la Torre, economista do Banco Mundial para a América Latina, vê “um certo mistério” na crise econômica que o Brasil, já que o ajuste de que o país necessitava não era tão difícil. Para ele, a situação política pode explicar parte da piora das perspectivas econômicas.

— Olhando de maneira objetiva, a magnitude do ajuste externo e interno que o Brasil tem de fazer não é tão grande, é muito menor do que em muitos outros países. E o Brasil tem um sistema cambial muito flexível, que está absorvendo o processo de reacomodação macroeconômica de forma eficiente. Então, há um certo mistério de por que o Brasil está em um debate sobre política econômica tão intenso. Parece- me que isso se deve mais a fatores de caráter político e de expectativas — afirmou De la Torre.

Ele disse que “respeita muitíssimo” o esforço do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que “tem um dos trabalhos mais difíceis do planeta”. Mas De la Torre ressaltou não entender o motivo do baixo desempenho do país, uma vez que a forte desvalorização cambial gerou forte competitividade para os produtos brasileiros:
— O investimento privado não está respondendo muito rápido, apesar de um aumento de competitividade tão grande.

O economista ressaltou que a situação da América Latina é muito mais sólida que no passado. E, otimista, disse acreditar que, em “alguns meses”, o Brasil vai começar a encontrar o caminho da recuperação:

— O Brasil é um país tão grande, tem tanto potencial. Nenhuma multinacional pode se dar ao luxo de dar as costas ao Brasil.

ÍNDIA TERÁ MAIOR EXPANSÃO: 7,3%
A estrela do crescimento global será a Índia, com expansão de 7,3% neste ano e de 7,5% em 2016. A China deve crescer 6,8% e 6,3%, respectivamente. O Fundo aumentou ligeiramente a previsão de crescimento dos Estados Unidos neste ano, de 2,5% para 2,6%, mas a projeção para 2016 passou de 3% para 2,8%. Os países da zona do euro devem crescer 1,5% neste ano e 1,6% em 2016, enquanto os emergentes terão expansão de 4% e 4,5%, respectivamente.

“Para mercados emergentes e as economias em desenvolvimento como um todo, nossa previsão é de que 2015 marcará o quinto ano consecutivo de crescimento em declínio”, afirma o documento, que defende o investimento em infraestrutura como forma de fomentar as economias emergentes, bem como a necessidade de fazer reformas de educação, trabalho e aumento da produtividade.

O economista- chefe do FMI disse que não trabalha com a possibilidade de uma recessão global e afirmou que está “confortável” com as projeções de crescimento para a China, de 6,8% este ano e de 6,3% em 2016, apesar de os últimos dados apontarem queda na atividade econômica do país.

— Os dados de manufatura podem ter vindo mais fracos, mas vemos ainda um forte crescimento no setor de serviços — disse Obstfeld, lembrando que a China consome cerca de 50% das commodities do mundo.

O Globo – 07/10/2015

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Impacto do TTP no Brasil será profundo e exige uma reação

Maior acordo comercial da história. Maior bloco econômico do mundo. Após cinco anos de negociações, foi concluído o Tratado Transpacífico (TTP), megabloco que reúne as três pontas do oceano Pacífico: 5 países americanos (EUA, Canadá, México, Peru e Chile), 5 asiáticos (Japão, Malásia, Vietnã, Cingapura e Brunei) e 2 da Oceania (Austrália e Nova Zelândia).

É o acordo preferencial mais amplo e profundo já negociado. Vai reduzir a zero 90% das tarifas dos bens comercializados entre os seus membros em 2017.

Prevê ainda a integração das áreas de serviços, proteção a investimentos, compras governamentais, comércio eletrônico, telecomunicações, propriedade intelectual, concorrência, sanidade animal e vegetal, facilitação de comércio e regras trabalhistas e ambientais.

Na área agrícola, cria mecanismos de consulta entre reguladores dos países para resolver questões ligadas a saúde, qualidade e segurança dos alimentos –a chamada “coerência regulatória”, que visa aproximar leis e regulamentos dos países-membros.

Esse aspecto pode ter um impacto muito maior do que a redução das tarifas de importação. Carnes, açúcar e lácteos serão os produtos mais impactados no Brasil.

Com seus 30 capítulos, o TTP é um acordo de terceira geração que vai criar fortes preferências e convergências nas múltiplas áreas citadas. A sua conclusão marca, agora oficialmente, o deslocamento da onda central da globalização do Atlântico para o Pacífico no século 21. O TTP é a estrutura institucional que vai moldar as cadeias de suprimento no Pacífico.

Além disso, a magnitude do novo bloco obrigará Europa e China a se movimentarem mais rapidamente no grande xadrez global. A UE tem poucos acordos na Ásia e precisa acelerar. A China é atingida no coração da região onde estão os seus principais mercados e cadeias de valor.

No caso do Brasil, os impactos serão profundos. A maior parte do comércio de manufaturas do Brasil se dá nas Américas e mais de 50% das exportações do agronegócio dirigem-se hoje à Ásia. Ou seja, seremos impactados dos dois lados do Pacífico.

Curiosamente, o Brasil foi pioneiro na construção da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dos primeiros projetos de megablocos comerciais. Quinze anos atrás negociávamos a Rodada Doha, da OMC, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e o acordo Mercosul-União Europeia. As três iniciativas fracassaram.

Espero que esse forte recado do Pacífico sirva para o Brasil se mexer. Temos importância, tamanho, experiência e pessoas capacitadas para negociar. Falta-nos apenas decisão e organização. Os ministros da Agricultura, da Indústria e Comércio e das Relações Exteriores conhecem profundamente a matéria. Que tomem a iniciativa, ao lado do setor privado, para recuperarmos a década perdida.

Folha de S.Paulo – 07/10/2015

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Passadas as medidas do ajuste fiscal, País voltará a crescer ‘rapidamente’, diz Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que, passadas as medidas do ajuste fiscal, a economia brasileira voltará a crescer “rapidamente” e, vencida essa primeira etapa, os juros também começarão a cair “rapidamente”. “Juntos vamos conseguir criar oportunidades para economia retomar seu fôlego e voltar a crescer rapidamente”, afirmou, citando o papel do Congresso Nacional, que ainda terá que aprovar várias medidas.

Levy falou durante abertura do 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão e fez um discurso mais otimista do que o de costume. O ministro vem sendo cobrado por parlamentares e setores do governo a apresentar uma “luz no fim do túnel” da crise, e não falar apenas do ajuste fiscal necessário para isso. “No momento, parece escuro e difícil, mas capacidade de resposta da economia surpreende”, completou.

Em seu discurso, Levy disse ainda que, quando o país estiver “engrenado”, será possível adotar mudanças estruturais para garantir que o crescimento contínuo da economia. “Vale a pena o esforço para passarmos por essa transição”. O ministro afirmou que o objetivo de crescer é parte fundamental de todas as ações de política econômica, que exigem sacrifícios. “É muito importante nesse contexto que as nossas contas públicas estejam em ordem é um elemento fundamental para trazer tranquilidade para pessoas desenvolverem seus planos e seus sonhos”, afirmou.

Levy lembrou que outros ajuste fiscais foram feitos, como no início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e que a economia brasileira sempre respondeu rapidamente. “Tenho certeza que nesse momento também vamos ter o mesmo resultado que no passado”. Ele ressaltou que a transição para o crescimento exige sacrifícios que, para ele, as pessoas estão dispostas a fazer. “A presidente está trabalhando para passar as medidas necessárias”, acrescentou.
Para Levy, algumas ações tomadas no começo do ano começam a ter resultado, como as exportações, que darão contribuição positiva para o crescimento neste ano. Ele lembrou que o câmbio valorizado traz novas oportunidades para as empresas brasileiras, principalmente para o setor industrial. “Ao produzir aqui o que antes era importado, estamos criando novas oportunidades de emprego”, ressaltou.

Em sua fala, Levy disse ainda que a liberdade de expressão é um elemento central da sociedade brasileira. “Compartilho com as demais lideranças aqui presentes a firma convicção do ambiente democrático deve ser incentivado”, acrescentou.

O Estado de S.Paulo – 07/10/2015

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País não terá nota rebaixada neste ano, indica Moody’s

As condições econômicas e políticas no Brasil devem apresentar melhora até meados de 2016 para que o país evite novo rebaixamento da sua nota de crédito, afirmou nesta terça-feira (6) Mauro Leos, vice-presidente e analista sênior da agência de classificação de risco Moody’s.

“Somos realistas sobre as condições que podemos esperar para este e o próximo ano. Ao mesmo tempo, esperamos que, pouco a pouco, as coisas comecem a se ajustar e, a partir do meio de 2016, fiquem um pouco melhores”, disse Leos, em São Paulo.

A classificação de risco do Brasil foi rebaixada pela Standard & Poor’s em setembro, colocando o país no grau especulativo, que reúne países menos confiáveis.

Na Moody’s, o país tem o grau de investimento, mas está a um passo de perdê-lo. A perspectiva, contudo, é estável, indicando que a revisão da nota não é iminente.

Segundo o analista, as chances de a agência revisar a nota do Brasil neste ano são baixas. “Estamos em outubro, só há 90 dias para o final do ano. Algo completamente inesperado teria de acontecer para que mudássemos nossa visão [em 2015].”

Segundo ele, o fracasso do governo em implementar políticas que sustentem os objetivos fiscais e econômicos, aliado a um nível de incerteza político maior que o esperado, são fatores que poderiam levar ao rebaixamento brasileiro.

“Não estamos esperando que as coisas melhorem facilmente. Teremos ainda instabilidade política e ambiente econômico ruim em 2015 e 2016”, disse, citando a contração da economia, a inflação e a taxa de juros em alta como os principais desafios.

CAPACIDADE DE RESPOSTA

Após as declarações do analista da Moody’s, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, em Brasília, que a capacidade de resposta da economia brasileira é grande e pode surpreender inclusive os analistas estrangeiros.

“Já vivi outras situações, no governo inclusive, que em um momento parece escuro e difícil, mas a nossa economia é maior do que a gente pensa e sua capacidade de resposta nos surpreende, e tenho certeza de que vai surpreender a muitos.”

Segundo Levy, as pessoas podem ter segurança que o governo esta criando condições fiscais para que as respostas da economia sejam positivas e que o país possa criar uma rota de desenvolvimento permanente. “Não vamos bater em limites de crescimento como ocorreu no passado”, afirmou.

Folha de S.Paulo – 07/10/2015

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Banco Mundial prevê recessão de 2,56% para o Brasil em 2015

A economia brasileira deverá ter recessão de 2,56% em 2015 e de 0,61% em 2016, estima o Banco Mundial, em relatório publicado nesta terça-feira com projeções para a América Latina. Com essas previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil terá o segundo pior desempenho da região, atrás apenas da Venezuela, que deverá registrar retração de 7,37% e 3,75%.

Para a América Latina e a região do Caribe, o Banco Mundial espera um crescimento zero neste ano e uma expansão de 1,0% no ano que vem. A instituição diz, no entanto, que há uma “elevada incerteza em torno dessas projeções” para a economia latino-americana.

“Este seria o quinto ano seguido em que a região vem apresentando índices abaixo das expectativas iniciais, o que significa que novos fatores, principalmente internos, estão prolongando os efeitos das condições externas em processo de deterioração, em especial a acentuada desaceleração na China e a queda nos preços das commodities”, afirma o banco.

Em 2015, a América Latina caminha para seu quinto ano consecutivo de desaceleração econômica, o que tem começado a ter um impacto negativo no mercado de trabalho, diz Augusto de la Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. “Mais recentemente, estamos observando uma deterioração na qualidade do emprego, na medida em que os trabalhadores assalariados se tornam autônomos e a mão de obra se transfere das grandes empresas para outras menores”, disse.

Contudo, ressalta o economista, o que mais se destaca é o fato de que os trabalhadores também estão deixando o mercado de trabalho, uma propensão que é especialmente marcante entre os jovens com baixo nível de escolaridade. “À medida que eles voltam para casa ou para a escola, sem um salário, a renda das famílias mais pobres poderá ser mais afetada”, afirmou.

Segundo o relatório, os melhores desempenhos da América Latina serão vistos no Panamá (+5,90% em 2015 e +6,00% em 2016) e na República Dominicana (+5,00% em 2015 e +4,60% em 2016). Na América do Sul, os destaques ficam por conta da Bolívia (+4,00% em 2015 e +4,10% em 2016), do Paraguai (+3,90% em 2015 e 4,00% em 2016) e da Colômbia (+2,85% em 2015 e 2,93% em 2016).

Além de Brasil e Venezuela, o Equador também deve ter recessão neste ano e no próximo, com retrações de 0,80% e 1,90%, respectivamente. A Argentina terá crescimento de 0,67% em 2015 e expansão de 0,90% em 2016. Com a recuperação dos Estados Unidos, o México deve crescer 2,35% neste ano e 2,96% no próximo.

O Estado de S.Paulo – 07/10/2015

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Dobrando a aposta

Merval Pereira – 07/10/2015

A presidente Dilma teve ontem um dia cheio de derrotas no Legislativo e no Judiciário e dobrou sua aposta na judicialização da disputa política, ao autorizar que o advogado- geral da União, Luís Adams, entrasse com uma ação no Supremo Tribunal Federal ( STF) à noite para tentar evitar que o Tribunal de Contas da União ( TCU) faça hoje a sessão de análise das contas do último ano do primeiro mandato da presidente Dilma.

Se a ação governista contra o TCU já indignara até mesmo setores tidos como simpáticos ao governo, pela truculência da intervenção de três ministros de Dilma, tentando constranger os ministros do TCU, a apelação ao STF deve provocar protestos políticos graves hoje — dia marcado para a decisão que, ao que tudo indica, será unânime contra a presidente Dilma.

Pela manhã de ontem, a base aliada não conseguiu reunir número suficiente para abrir a sessão do Congresso que analisaria os vetos presidenciais, tema crucial para o governo, que pretende ver mantidas as decisões de vetar aumentos de despesas aprovados pelo Congresso, especialmente o aumento dos servidores do Judiciário.

Hoje pela manhã haverá nova tentativa de votação, mas o fato é que, na primeira oportunidade para demonstrar que a reforma ministerial devolvera ao Palácio do Planalto o controle das ações no Congresso, a resposta da nova base foi decepcionante para o governo.

Além disso, o líder do PMDB Leonardo Picciani viu ser contestada sua atuação dentro da própria base. Um movimento de deputados de pequenos partidos governistas decidiu abrir dissidência, anunciando uma independência em relação ao governo e à base aliada. A atitude pode dar dor de cabeça aos coordenadores políticos do governo que, como diz o novo chefe da Casa Civil Jaques Wagner, vão ter que gastar muita conversa para estabilizar o apoio legislativo que permita ao governo manter seus vetos e não apenas evitar eventuais manobras para a aprovação de um impeachment, mas também aprovar os componentes do ajuste fiscal, especialmente a CPMF.

Esse é um tema fundamental para garantir ao país o grau de investimento de outras agências de risco, pois o que está sendo levado em conta neste momento é a capacidade do governo de levar adiante o ajuste fiscal.

Em outra frente de luta na judicialização da disputa política pelo mandato da presidente Dilma, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou à noite investigação contra a campanha de Dilma e Temer, atendendo a um pedido do PSDB. É a primeira vez que o TSE abrirá uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo ( Aime) contra um presidente empossado.

O instrumento está previsto na Constituição, mas nunca foi usado. A decisão por si só é uma derrota política para o governo, que contou com apenas dois dos sete votos do plenário. Embora não signifique que a condenação do governo por abuso de poder político e econômico seja uma consequência automática, é a primeira vez que se autoriza uma devassa dessas dimensões nas contas de uma campanha presidencial vitoriosa.

As provas já obtidas na Operação Lava- Jato, assim como as delações premiadas que tenham a ver com o financiamento da campanha eleitoral, poderão ser requisitadas pelo TSE, inclusive a delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, que se recusou a depor ao TSE mas, ao Ministério Público em Curitiba, garantiu que financiou com dinheiro desviado da Petrobras a campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff, sob uma pressão explícita de seu tesoureiro Edinho Silva, hoje ministro da Comunicação Social.

O governo, ao apelar para o STF em diversas facetas das disputas políticas, está jogando uma cartada arriscada em defesa do mandato da presidente Dilma, pois está colocando em teste a lealdade do sistema judiciário brasileiro às leis do Estado de Direito.

O Globo – 07/10/2015

Redação On outubro - 7 - 2015
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