Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Dólar amplia queda com alívio externo e menor pessimismo local

SÃO PAULO  –  O dólar ampliou a queda frente ao real diante da menor aversão a risco no exterior e de um quadro de menor pessimismo no mercado local.

A sinalização da Moody’s de que a agência deve esperar até o fim deste ano e começo do ano que vem para revisar o rating soberano brasileiro e a expectativa de que o Congresso mantenha os vetos da presidente Dilma Rousseff às chamadas pautas-bomba, que, se aprovadas implicariam em um aumento dos gastos do governo, contribuem para reduzir a pressão de alta do dólar no mercado local.

A recuperação das moedas emergentes no mercado externo, diante da perspectiva de que o Federal Reserve poderá adiar a alta da taxa de juros nos Estados Unidos, também ajudou a trazer um alívio no movimento de venda do real, que foi uma das moedas que mais se desvalorizaram recentemente e que, portanto, tem mais espaço para correção.

Com o câmbio acima do nível de equilíbrio, alguns plays já começam a ver oportunidade de compra da moeda brasileira. Circulou hoje no mercado uma recomendação da mesa local do Goldman Sachs de que o dólar pode voltar para o patamar de R$ 3,73, podendo atingir o patamar de R$ 3,46, com uma resistência de alta a R$ 4,07.

Às 12h47, o dólar comercial caía 1,50% cotado a R$ 3,8391. Já o contrato futuro para novembro recuava 1,85% para R$ 3,874.

Valor Econômico – 06/10/2015

 

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Moodys:Ao contrário de vizinhos, Brasil não mostra sinais de retomada
SÃO PAULO – Ao contrário do que se vê em países vizinhos como Chile, Peru e Colômbia, o Brasil, na visão da agência de classificação de risco Moody’s, não mostra sinais de retomada do crescimento, o que aumenta as pressões sobre a nota do país.
O analista sênior para América Latina da Moody’s, Mauro Leos, disse, em apresentação em São Paulo, que ainda há pressões significativas sobre o Brasil e que o rating do país pode cair se o governo falhar em aplicar políticas adequadas para sustentar a questão fiscal e se a já complicada situação política mostrar maior instabilidade.
Para o próximo ano, o cenário ainda é incerto, mas a Moody’s não espera grandes avanços. “Não esperamos mudança na tendência fiscal neste ano ou no próximo”, disse. A agência avalia que o Brasil precisa crescer 2% e alcançar superávit de 2% ao ano para equilibrar a dívida.
Valor Econômico – 06/10/2015

 

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Mercado financeiro eleva projeções para inflação oficial e câmbio no fim do ano

As estimativas dos analistas do mercado financeiro para a inflação deste e do próximo ano continuam a aumentar, acompanhando a depreciação do câmbio e uma elevação adicional nos preços administrados, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central.

A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2015 subiu de 9,46% para 9,53%. Em 12 meses, a mediana saiu de 6,05% para 6,11%. Para 2016, o aumento foi de 5,87% para 5,94%, nona alta consecutiva.

A mediana para 2017 caiu ligeiramente de 4,9% para 4,86%, após ter subido em quatro das últimas seis semanas. Para 2018, houve pequena alta, de 4,53% para 4,54%.

Em relação ao dólar, a mediana das estimativas para o fim do ano subiu pela quinta vez, de R$ 3,95 para R$ 4. A projeção para dezembro de 2016 foi mantida em R$ 4.

A estimativa para a alta dos preços administrados subiu de 15,50% para 15,5% neste ano e de R$ 5,92% para 6% no próximo. Esse ajuste se segue aumento de 6% dos preços da gasolina nas refinarias anunciado na semana passada pela Petrobras e que deve adicionar mais 0,2 ponto ao IPCA em 2015. Analistas não acreditam que a recessão vai amenizar alta do preço na bomba. Apesar dessa piora nos preços, as projeções para a taxa Selic foram mantidas em 14,25% neste ano e em 12,5% em 2016.

Pela décima-segunda semana consecutiva os analistas reduziram a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. A queda passou de -2,80% para – 2,85%, segundo o boletim Focus. Após oito revisões para baixo, a projeção de 2016 parou de cair e foi mantida em -1%. Em quatro semanas, a estimativa para o PIB deste ano caiu 0,40 ponto e a queda prevista para 2016 dobrou -há um mês era de 0,50%.

Os analistas elevaram as estimativas para o déficit primário do setor público consolidado (União, Estados, municípios, estatais) neste ano, de 0,2% para 0,3% no PIB, e do próximo de 0,05% para 0,2% do PIB.

A projeção para 2017 também caiu. O mercado espera agora um superávit primário de 0,7% do PIB, de 1% previsto antes. As apostas do mercado estão bem longe da meta estipulada pelo governo, de resultado positivo de 0,15% do PIB neste ano e de 0,70% em 2016.

Valor Econômico – 06/10/2015

 

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Pesquisa mostra nova queda da atividade

A atividade do setor privado brasileiro caiu pelo sétimo mês consecutivo, a mais longa sequência de quedas desde a crise financeira, segundo dados da Markit. O Índice Consolidado dos dados de produção do setor industrial e de serviços recuou de 44,8 pontos em agosto para 42,7 em setembro, de acordo com o Índice Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês).

A queda foi puxada principalmente pelo PMI de serviços, que caiu para 41,7 pontos, de 44,8 pontos em agosto, ritmo da contração maior que o registrado no mês anterior. Os entrevistados relataram uma demanda mais fraca, situação econômica desafiadora e dificuldades de fluxo de caixa. Abaixo de 50, o indicador mostra contração.

Segundo Pollyana de Lima, economista da Markit, a demanda por serviços foi a mais fraca desde a crise financeira, o que contrastou com o ritmo um pouco mais lento de queda que tem sido observado nas condições de negócio da indústria. Ainda assim, afirma, “a queda na produção permanece grave mesmo assim”.

Com a desvalorização do câmbio, os custos de insumos das empresas de serviços aumentaram pela taxa mais acentuada desde o início da pesquisa em março de 2007. Segundo a Markit, “cerca de 40% dos prestadores de serviços relataram cargas de custos mais elevadas, culpando frequentemente a desvalorização do real”.

Valor Econômico – 06/10/2015

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Talvez seja a hora de comprar Brasil…

Por Antonio Delfim Netto

A sociedade brasileira revela uma divisão, um inconformismo e uma intolerância preocupantes, basicamente gerados pela acelerada deterioração do protagonismo do Poder Executivo reeleito há menos de um ano.

O fenômeno é particularmente sentido na profissão dos economistas, onde vicejam seitas que cultivam falsos ídolos (o “mercado”, o “planejamento”, o “liberalismo”, o “socialismo” e “tutti quanti”) e se propaga a “salvação” por caminhos que a história já mostrou que não levam a nenhum lugar. Ou negam qualquer papel para o Estado, ou o elevam ao nível de divindade: um ente sobrenatural onisciente, causa de si mesmo e que, portanto, deve ser onipresente.

É verdade que a economia está longe de ser uma “ciência”. Mas está ainda mais longe de ser um conhecimento dispensável para a boa administração de qualquer sociedade e que pode ser substituído pelo experimentalismo voluntarista e inconsequente.

O discurso de Dilma, no dia 2 de outubro, foi o melhor que ela já fez

O desenvolvimento econômico não é um fenômeno puramente econômico. É um fenômeno termodinâmico controlado por forças humanas que se imaginam separadas da natureza: um grupo humano se apropria de um espaço físico e o defende como seu, concentra a energia nele dispersa (água, lenha, carvão etc.) e a dissipa transformando os recursos naturais nela existentes nos bens e serviços de que ele necessita para sustentar-se e crescer. À medida que tem sucesso, cresce o seu número, aumentam e refinam-se suas necessidades e ampliam-se exponencialmente as dificuldades de coordenar a atividade de milhares de eventuais produtores para atender à totalidade dos trabalhadores e consumidores.

A necessidade dessa coordenação é um invariante com relação à forma de organização da sociedade: se capitalismo “real”, ou socialismo “real”. No socialismo “ideal”, felizmente, ela não existe, porque, infelizmente, ele também não existe!

Há séculos a economia mostrou que qualquer sociedade “real” tem de encontrar, ou inventar, mecanismos que lhe permitam decidir com clareza: 1) o que precisa ser produzido. Isso é, quais são as necessidades e preferências dos seus membros. Se tiver que atender à “soberania” do consumidor (que é detalhe fundamental da sua liberdade de escolha), enfrentará um problema global de complexidade não suspeitada por aqueles que não tiveram tempo, nem disposição para pensá-lo; 2) como cada bem ou serviço será produzido. Em outras palavras, com que tecnologia (que depende da acumulação do conhecimento) serão produzidos os bens e serviços determinados pelas preferências dos cidadãos. Trata-se de um problema técnico: como produzir cada unidade dos bens desejados com o menor uso possível dos recursos (energia e natureza) de que dispõem; e 3) a quem e como alocar os bens e serviços produzidos. Trata-se de um problema resolvido sempre pela minoria (por mais que essa se disfarce em maioria) que detém o poder político.

Esses problemas são os mesmos em qualquer sociedade. A antropologia mostra que os homens tentaram resolvê-los ao longo da história pelo mais diversos mecanismos centralizados (um soba, um feiticeiro, um sacerdote, um guerreiro, um bandido, um papa, um santo, um rei, um profeta, um partido milenarista ou um partido portador do futuro), sempre com resultados insatisfatórios. Enquanto forem o que são, diferentes, e enquanto nem mesmo a longa privação da liberdade se revelar capaz de incorporar no seu DNA (a hipótese lamarckiana), um comportamento comunitário instintivo, continuarão a sê-lo. Se forem capazes, já não serão homens, serão formigas…

É por isso que desde que saiu da África, há 100 mil anos, o homem vem selecionando (no sentido quase biológico) e escolhendo formas de organização social cada vez mais civilizadas, que combinam uma relativa liberdade e uma relativa igualdade de oportunidades com um sistema produtivo descentralizado relativamente eficiente (os “mercados”) para que possa gozá-las e continuar construindo a sua humanidade.

Nessa longa evolução, o “capitalismo” é apenas um instante e não deve ser naturalizado. É injusto e inacabado, mas outra construção humana – o sufrágio cada vez mais universal – vai continuar a aperfeiçoá-lo com o empoderamento dos cidadãos, o que mitiga o poder do capital.

Esse é o caminho que o Brasil escolheu na Constituição de 1988. Construir um Estado forte, mas constitucionalmente limitado. Capaz de garantir as condições de eficiência dos mecanismos de mercado para a solução descentralizada os problemas de coordenação, a que nos referimos acima, mas capaz, também, de regulá-los para impedir que o uso abusivo do seu poder econômico (que está no DNA do capital) controle o poder político.

O discurso de Dilma, no dia 2, foi, na minha opinião, o melhor que ela já fez. Algo próximo de um “mea-culpa”, que transmitiu honesta tranquilidade. Objetivo e com sinais evidentes que não só internalizou a gravidade da situação, mas também a necessidade de reassumir o seu protagonismo para o bem futuro de um país civilizado. Aos nossos ortodoxos e heterodoxos, eu diria que, talvez, seja hora de comprar Brasil…

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

E-mail: ideias.consult@uol.com.br

Valor Econômico – 06/10/2015

Redação On outubro - 6 - 2015
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