Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Tuper investe na fabricação de tubos de condução com grooved e pintura

Especialista em soluções em aço, a Tuper está ampliando seu portfólio de produtos com investimentos na linha de tubos de condução. A partir de agora, além da tubulação preta e galvanizada, a empresa oferece ao mercado tubos de condução com grooved (ranhuras) e pintura. Com a iniciativa, a Tuper passa a ser pioneira na internalização dos processos, realizados em sua fábrica em Santa Catarina.

De acordo com o diretor da Unidade de Negócios, James Mauro, o mercado já utiliza tubos pintados e com grooved, mas a novidade está no fato de a empresa ser a primeira fabricante a verticalizar a produção. “Estamos assumindo os processos internamente e garantindo que o cliente receba o tubo pronto para instalação, com tecnologia, rastreabilidade, segurança e qualidade asseguradas pela Tuper. Com isso nos diferenciamos dos demais fornecedores que precisam contratar o serviço em terceiros ou realizar o processo na própria obra”, explica.

O grooved é a ranhura laminada ou usinada nas extremidades dos tubos, formando sulcos para encaixe dos acoplamentos que fazem a conexão (emenda) da instalação. É utilizado para instalações de água potável e redes contra incêndio (hidrantes e sprinklers). Os tubos pintados podem ser utilizados em instalações de água potável, redes de incêndio (hidrantes e sprinklers), condução de óleo, gás, ar comprimido e outros fluídos, além de fios e cabos – no caso de eletrodutos.

Segundo James Mauro, a novidade da Tuper beneficia principalmente instaladores, construtoras e donos de empreendimentos. “A nossa solução traz ganhos em relação aos prazos da obra, agilidade, condição econômica e limpeza. O produto também é ecologicamente correto, pois evita a aplicação de produtos químicos na obra, o que, em muitos casos, envolve equipes e equipamentos não totalmente qualificados”, diz.

Fabricados em aço carbono, os tubos de condução pretos, galvanizados, pintados com rosca ou com grooved entregues pela Tuper são cobertos pelas certificações compulsórias impostas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como a NBR 5580 e a NBR 5590 SCH. No caso dos eletrodutos, a empresa segue as normas NBR 5597 e NBR 5598. Além disso, a confecção do grooved segue o padrão da norma ANSI AWWA C606 e ISO 6182. A pintura passa por controle de testes de aderência e espessura de camada.

As certificações compulsórias são exigências legais que dizem respeito à fabricação, importação e comercialização de produtos e priorizam questões como segurança, saúde e meio ambiente, assegurando as características dos projetos e suas instalações.

Além de atender às exigências das normas técnicas da ABNT, a Tuper também segue as portarias do Inmetro. Os tubos fabricados pela empresa passam por rigorosa avaliação e auditoria em quesitos como acabamento, dimensões e tolerância, garantia de solda (por meio de testes de achatamento e expansão, Eddy Current e estanqueidade), espessura e uniformidade do revestimento de zinco e resistência à corrosão (400g/m2 de zinco – NBR 5580 e 550g/m2 de zinco – NBR 5590 ou 300g/m2 de zinco no caso dos eletrodutos).

Os tubos de condução contam ainda com o Certificado de Registro e Classificação Cadastral (CRCC) da Petrobras – o que credencia a empresa como fornecedora da estatal -, o Certificado de Registro Cadastral da Sabesp (concessionária de serviços de saneamento básico em São Paulo) e o selo do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), além da ISO 9001 (Qualidade) e ISO 14001 (Meio Ambiente).

Todas as informações relativas à especificação para rastreabilidade dos tubos estão estampadas nos produtos, como forma de municiar o cliente com detalhes que devem ser levados em conta na hora de escolher um fornecedor. Nos tubos Tuper constam a marca do fabricante e os atestados de conformidade (selos das certificadoras ABNT e Inmetro), normas pertinentes ao tubo (NBR), especificações das medidas, tipo de classe (leve, média, pesada), tipo de rosca e lote de produção. (Assessoria de Imprensa)

Fonte: Guia Oil & Gas

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D&D Company marca presença na Tubotech 2015

A D&D Company, presente nas mais importantes feiras do setor industrial em todo o país, não fica de fora quando o assunto é novidade e tecnologia, e pela terceira vez participará da Tubotech, o 3° maior evento do setor de tubos do mundo que ocorrerá de 06 a 08 de de outubro no São Paulo Expo (Antigo Pavilhão Imigrantes) das 11:00h às 19:00h. A feira será vitrine para exposição de todo o portfólio de produtos em aços inoxidáveis oferecidos pela empresa, destacando-se a linha de tubos e micro tubos, arames e elementos filtrantes, sem deixar de lado sua principal linha de perfis especiais e barras maciças. Com uma equipe comercial de especialistas em aço inox, os visitantes de diversos setores poderão contar com total suporte para soluções práticas e inovadoras com a aplicação de nossos produtos.

“Para a D&D Company participar da Tubotech nesse momento econômico delicado é importante para suprir as necessidades dos compradores que estão cada vez mais exigentes e que buscam por soluções competitivas, processos eficientes e produtos que garantem melhor desempenho em relação aos custos/benefícios. Estamos preparados para isso,  garante o diretor comercial Paulo José Diebe.”

Fonte: D&D

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Metalúrgica Gerdau estuda fazer aumento de capital

A Metalúrgica Gerdau estuda realizar um aumento de capital na casa de R$ 1,5 bilhão, apurou o Valor. Os recursos seriam utilizados para pagamentos de dívidas, grande parte contraídas com o BTG Pactual. Procurados pelo Valor, Metalúrgica e BTG Pactual não deram entrevista.

Conforme informações de mercado, a Metalúrgica – holding que controla a siderúrgica Gerdau – poderá iniciar nos próximos dias uma oferta de ações com esforços restritos que, para empresas já listadas em bolsa, funciona como um aumento de capital mais rápido. Nessa oferta, a empresa precisa dar direito de preferência aos atuais acionistas por um período de 5 dias, enquanto no aumento de capital tradicional esse prazo é de 30 dias. Nesse molde de operação, muito utilizada em debêntures e autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ações há um ano, existe restrição do número de investidores que podem comprar as ações.

A operação da Metalúrgica seria necessária devido ao alto endividamento da empresa, em comparação com o valor de suas ações no mercado. A holding vale na bolsa cerca de R$ 1,2 bilhão. A família controladora deverá acompanhar a operação para não ter sua fatia diluída, respondendo por 65% da oferta. A operação deverá ser coordenada pelo BTG, que é também seu credor e receberá pagamentos com o dinheiro levantado. Existe ainda a possibilidade de o BTG entrar comprando papéis na oferta, ajudando a completar os recursos necessários para a operação, uma vez que as condições de mercado não são favoráveis. O resultado final será que o banco trocará a dívida por participação acionária.

O banco estaria sondando o mercado para avaliar a demanda pelos papéis da Metalúrgica. Já há alguns meses, por conta da queda das ações tanto da Metalúrgica quanto da Gerdau S.A. e de seus níveis de endividamento, o mercado especula com a possibilidade de medidas serem adotadas pelas empresas para melhorarem suas estruturas de capital. Há especulação sobre a possibilidade de a Metalúrgica fazer uma oferta para a venda de uma parte das ações que possui da controlada Gerdau ou até mesmo um aumento de capital nessa companhia.

Ano passado, a BNDESPar exerceu uma opção de venda de ações ordinárias (ON) da Gerdau, que recebeu após a compra da espanhola Sidenor, em 2006. A opção dava o direito à BNDESPar de vender as ações por R$ 29,97, um preço muito acima do valor dos papéis no mercado, na casa dos R$ 8 à época. A operação alcançou R$ 1 bilhão e cerca de 6% das ações da Gerdau. Para fechar essa operação, a Metalúrgica se financiou por meio de um “total return swap” com o BTG.

Assim, a Metalúrgica ficou exposta à variação das ações e o banco guardou para ela a titularidade das ações, recebendo remuneração para isso. A Metalúrgica teve, ainda, que emitir uma nota promissória de R$ 700 milhões, que serviu como uma garantia ao BTG, devido à diferença entre o valor da opção e a cotação na bolsa. O aumento de capital em estudo pela holding pode estar sendo pensado para equacionar essa operação, que envolveu a nota promissória.

O contrato de swap feito com o BTG está sendo avaliado pela CVM depois que minoritários fizeram uma queixa afirmando que a Metalúrgica havia utilizado o swap para afastar a necessidade de fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) ordinárias ao aumentar participação na Gerdau. Se a autarquia entender que a Metalúrgica deverá fazer a oferta por ações ordinárias da controlada, o mercado considera a possibilidade de a controladora vender papéis PN da Gerdau para fazer caixa.

Valor Econômico – 01/10/2015

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Faturamento da indústria de máquinas cai 10,7% em agosto, diz Abimaq

SÃO PAULO  –  O faturamento líquido da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 6,9 bilhões em agosto, queda de 10,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a julho deste ano, houve queda de 3,3% no faturamento das companhias de bens de capital mecânicos.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que representa o setor.

No acumulado dos oito primeiro meses do ano, o faturamento líquido da indústria nacional soma R$ 58,2 bilhões, 7,4% abaixo do mesmo período do ano passado.

A entidade aponta que a queda observada nos últimos meses no mercado interno, combinada com exportações menores, levam a uma previsão de que 2015 feche com a terceira queda consecutiva na receita líquida do setor.

Segundo a associação, as exportações da área caíram 31,9% em julho, na comparação anual, somando US$ 558,3 milhões. Enquanto isso, as importações totalizaram US$ 1,59 bilhão, queda de 18,9% em um ano.

Com isso, o setor teve déficit comercial de US$ 1 bilhão em agosto e acumula déficit de US$ 8,4 bilhões no ano, o que representa uma redução de 17,6% na comparação com os oito primeiros meses de 2014.

A Abimaq mostra ainda que o setor de máquinas e equipamentos operou com uma utilização de 66,1% de sua capacidade instalada em agosto, 13,2% abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado e 0,7% inferior ao visto em julho. Em média, o indicador está em 67,2% em 2015, abaixo dos 75,4% de 2014.

No fim de agosto, o setor tinha 330,43 mil pessoas empregadas, uma redução de 8,6% em relação a agosto do ano passado e de 1,2% ante julho.

Valor Econômico – 30/09/2015

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Desembolsos do BNDES para financiamento de equipamentos industriais caem 18,8%

A queda nos investimentos durante a recessão está fazendo desidratarem os valores liberados para empréstimos à compra de máquinas e equipamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dados obtidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo” apontam que os desembolsos para o financiamento à compra de equipamentos industriais – máquinas e ferramentas em geral, sem contar caminhões e maquinário agrícola – atingiram R$ 14,2 bilhões de janeiro a julho, 18,8% abaixo dos R$ 17,5 bilhões de igual período de 2014. Esses empréstimos integram a Finame, linha automática para a compra de bens de capital.

Os números indicam que o processo de redução nos desembolsos verificado no primeiro semestre do ano foi mantido em julho – e, provavelmente, em agosto, cujos dados serão divulgados em breve pelo BNDES. No primeiro semestre, os desembolsos totais da Finame, incluindo caminhões, ônibus e tratores, recuaram 38,1% em relação aos primeiros seis meses de 2014.

Semana passada, ao comentar os dados sobre o mercado de crédito divulgados pelo Banco Central (BC), economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) destacaram, em relatório, que o crédito com recursos direcionados, como os empréstimos do BNDES, está atuando de forma “pró-cíclica”, agravando ainda mais a retração dos investimentos, que já estava em curso.

“Diferentemente de 2008, quando o BNDES assumiu um protagonismo fundamental na minimização do impacto da crise financeira global, o banco tem reduzido bruscamente a concessão de novos empréstimos, seja via redução da oferta, seja via redução da demanda, causada pela forte queda do investimento na economia”, diz o relatório do Iedi.

De janeiro a junho de 2009, a Finame liberou R$ 10,162 bilhões, em valores da época, que não podem ser bem comparados com os R$ 19,047 bilhões do primeiro semestre deste ano, mas, naquele ano, os desembolsos acumulados nos últimos 12 meses encerrados em junho cresciam 9%, ou seja, enquanto a economia e os investimentos caíam por causa da crise de 2008, o BNDES crescia. Desta vez, em junho deste ano, no acumulado em 12 meses, os desembolsos da Finame apresentam tombo de 20%.

Em parte, isso ocorre porque este ano começou com o BNDES aumentando juros e reduzindo a fatia do crédito subsidiado no valor total dos projetos, diante da necessidade de reduzir os aportes do Tesouro no banco, como parte do ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. No Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI) – criado como saída da crise de 2008 e que direciona recursos para bens de capital via Finame -, as taxas, que até 2014 iam de 4,0% a 8,0% ao ano, passaram para de 6,5% a 11,0%. Os prazos mudaram de 36 a 120 meses para de 36 a 96 meses.

Para a indústria de bens de capital, a queda na demanda por investimentos tem sido ainda pior do que as restrições de crédito por parte do BNDES. “O drama todo é que achávamos que as novas regras do PSI iriam impactar, mas os investimentos caíram tanto que não há demanda”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, após participar de evento do Rio há duas semanas.

A Romi, cujos clientes, sobretudo médias e pequenas empresas, são grandes usuários da Finame, não vê problemas na restrição de crédito. Segundo Fábio Taiar, diretor de relações com investidores da companhia, mesmo após o encarecimento dos juros nas linhas do BNDES, na virada de 2014 para 2015, elas continuaram sendo bem mais atrativas do que a média do mercado, referenciadas na taxa básica Selic (hoje em 14,25% ao ano). Ou seja, no quadro geral de encarecimento do crédito neste ano, os juros da Finame subiram menos do que a média.

Por isso, Taiar concorda com o presidente da Abimaq, avaliando que o cenário macroeconômico, marcado pela incerteza com os rumos da crise política e da política econômica, está influenciando mais as decisões de investimento do que as taxas dos financiamentos. “Tem muita incerteza no cenário, o que leva à frenagem brusca dos investimentos”, afirmou Taiar.

Segundo o executivo, os negócios da Romi são “altamente cíclicos”, ou seja, sobem e descem em função dos altos e baixos da atividade econômica. O resultado é que a companhia vem registrando prejuízo desde o quarto trimestre do ano passado. No primeiro semestre, acumulou prejuízo líquido de R$ 15,4 milhões, contra lucro de R$ 2,3 milhões na primeira metade do ano passado. (Estadão Conteúdo)

Fonte: DCI

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Câmara aprova texto-base da MP que beneficia empresas eletrointensivas

BRASÍLIA  –  A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da Medida Provisória (MP) 677, que garante energia mais barata aos consumidores eletrointensivos do Nordeste. Em negociação com o governo, o texto foi alterado para estender a indústrias do Sudeste e do Centro-Oeste de três segmentos – ferroliga, silício metálico e magnésio – o mesmo benefício, com a criação de mais um fundo.

O plenário da Casa ainda tem que analisar destaques, que podem modificar trechos da MP. Em favor da redução nos custos das companhias, governistas e oposicionistas, principalmente deputados de Estados que se beneficiarão, defenderam a medida provisória, que foi aprovada em votação simbólica.

Apenas o PSOL orientou a bancada a votar contra o texto, argumentando que não há oposição quando se trata de grandes corporações e que o dinheiro público tinha que ser aplicado na pequena empresa.

O tucano Domingos Sávio (MG) afirmou que a MP “não tira um centavo do Tesouro e não aumenta a conta de luz de ninguém; e é uma engenharia financeira inteligente”. Apesar de criticar que apenas algumas empresas foram escolhidas, o deputado Moroni Torgan (DEM-CE) defendeu o texto, pois “chegou a hora de pensarmos o desenvolvimento do Nordeste”.

A MP prorroga contratos das empresas nordestinas para compra de energia mais barata com a Chesf, subsidiária da Eletrobras, mediante a criação de um fundo para projetos de energias renováveis.

Após acordo com o governo, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que relatou a medida incluiu a criação de outro fundo, chamado Fundo de Energia do Sudeste e do Centro-Oeste (Fesc).

Bem como no caso da Chesf e do fundo do Nordeste, os recursos do Fesc serão de titularidade da concessionária geradora de serviço público, no caso, Furnas. A diferença entre o custo e o preço cobrado das indústrias é que formará o novo fundo, cujos dinheiro será investido na geração e transmissão de energia elétrica.

Os contratos terão início em 1º de janeiro de 2016 e término em 26 de fevereiro de 2035. Os montantes de energia a serem contratados equivalem às parcelas de energia vinculadas à garantia física da hidrelétrica Itumbiara.

Oliveira também agregou ao texto da MP emenda que autoriza transformar a dívida em dólares das Centrais Elétricas de Goiás (Celg) para reais, utilizando a cotação de janeiro deste ano. Esse artigo foi aprovado na comissão e, agora, também pela Câmara.

Após a votação dos destaques, a medida provisória seguirá para o Senado. O texto precisa ser aprovado nas duas Casas até 20 de outubro para não perder a validade.

Valor Econômico – 01/10/2015

 

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Um alerta sobre o elevado endividamento de empresas

O Fundo Monetário Internacional voltou a repisar o alerta: os países emergentes devem se preparar para o risco de falências das empresas muito endividadas em dólar, em um momento de instabilidade em alta. Ao longo de dez anos, a dívida desses países quadruplicou, passando de US$ 4 trilhões em 2004 para US$ 18 trilhões no ano passado, um aumento que se acelerou após 2009, com a enorme liquidez despejada nos mercados pelo afrouxamento monetário do Federal Reserve e, depois, pelo Banco Central Europeu e Banco do Japão. As empresas, por seu lado, trocaram uma parte de seu endividamento, deslocando-a dos empréstimos para títulos da dívida. Com isso, a fatia da dívida em bônus nos débitos totais deu um salto de 9% para 17% no período. Agora a liquidez em alguns mercados está diminuindo para os emergentes, adverte o Fundo, e pode, em um ambiente incerto como o atual, quando o Fed prepara-se para elevar os juros, simplesmente “evaporar”.

A facilidade em tomar empréstimo a taxas de juros baixas aumentou a alavancagem das empresas, que passam a correr riscos maiores quando os juros voltarem a subir e a liquidez se estreitar. Empresas de países emergentes, como o Brasil, cessaram a captação de bônus aos primeiros sinais da desvalorização cambial. A perda do grau de investimento colocou um obstáculo adicional às emissões, ampliando a cautela de investidores já ariscos, enquanto que o custo do crédito subiu junto com os preços do seguro contra calote, particularmente agudo no caso do Brasil.

A desaceleração dos países emergentes, após um período de grande expansão do crédito externo e, em vários países importantes, também do crédito doméstico – conjunção que, segundo o FMI, esteve presente em todas as crises recentes – esmaeceu o brilho que tinham aos olhos de investidores em busca de maiores retornos.

Um dos efeitos foi que endividar-se ficou bem mais caro – na verdade mais caro até que no período do “taper tantrum”, quando o Fed insinuou que encerraria o período de estímulos monetários adicionais e as turbulências tomaram conta dos mercados. Os bônus de empresas emergentes então mal chegaram a pagar 6,5% e agora, pelo EMBI Global do JP Morgan, o custo médio atingiu 6,65%.

Um segundo efeito foi que com o aumento do risco e a baixa performance econômica, principalmente da China e do Brasil, os investidores começaram a retirar dinheiro de suas aplicações. Segundo o Institute of Internacional Finance (IIF), que reúne os grandes bancos internacionais, o terceiro trimestre do ano marcou a maior saída de capitais dos emergentes desde a crise de 2008. Foram US$ 40 bilhões (ante US$ 100 bilhões em 2008), divididos entre US$ 21 bilhões em bônus e US$ 19 bilhões em ações.

O ímpeto de valorização do dólar trouxe um problema adicional para as empresas com dívidas importantes em moeda forte. No caso do Brasil, a desvalorização do real foi exagerada e em grande parte impulsionada por fatores domésticos: da relutância em realizar um ajuste fiscal à crise política que ameaça pôr fim ao governo da presidente Dilma. Embora o país tenha reservas confortáveis e o grosso do endividamento seja de longo prazo, a disparada do dólar elevou a alavancagem das companhias para muito além da zona de conforto.

Segundo a empresa de rating Fitch, a alavancagem média das empresas brasileiras deverá encerrar o ano em 4,5 vezes, medida pela razão entre dívida líquida e o resultado antes do Ebitda (Valor, 26 de setembro), quando um índice de 3 é considerado prudente por analistas e investidores. Em junho de 2014, era de 2,4 vezes. Estimativas do Bank of America Merrill Lynch são mais preocupantes, ao indicar alavancagem de 5, pouco acima do nível de 2002, quando Lula se elegeu presidente.

A fatia que corre mais riscos financeiros é formada pelas empresas que possuem débitos em dólar, não fizeram hedge, nem são exportadoras. Esse conjunto, considerado bastante limitado pelo Banco Central, detinha em junho de 2014, 16,8% do total das dívidas, envolvendo uma exposição de 2,9% do PIB.

A situação econômica doméstica de lá para cá piorou muito e novas e prolongadas valorizações do dólar alargarão ainda mais as despesas, enquanto as receitas caem em um ambiente recessivo. Há dificuldades à vista. Até há pouco, os avisos da escalada dos riscos do endividamento das empresas feitos pelo FMI e BIS não chamaram muita atenção no Brasil. Agora acenderam o sinal de alerta.

Valor Econômico – 01/10/2015

Redação On outubro - 1 - 2015
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