Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Alta da gasolina deve elevar IPCA em 0,2 ponto

A fraqueza da atividade econômica, que tem reduzido o consumo de combustíveis – só em agosto, houve redução de 11,2% no consumo de gasolina comum-, não deverá evitar o repasse para os consumidores do aumento da gasolina anunciado pela Petrobras para as refinarias. Na avaliação dos economistas consultados pelo Valor, o reajuste virá e deverá adicionar pressão à inflação. Um outro fator que contribui para essa visão é que o início do período de entressafra da cana-de-açúcar deverá pressionar os preços do etanol hidratado e do álcool anidro, que têm participação de 27% na composição do combustível fóssil.

O último reajuste da gasolina, de 3%, tinha sido feito no início de novembro do ano passado. Em vigor desde ontem, a correção de 6% da gasolina aos distribuidores deve chegar com intensidade de 4,5% às bombas e adicionar 0,21 ponto percentual ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, nos cálculos da LCA Consultores. Segundo o economista Fabio Romão, o maior impacto, de 0,17 ponto, ocorrerá sobre o mês de outubro, e não deve ser mais fraco em função do cenário de recessão econômica.

“A gasolina não tem uma elasticidade tão grande em seu consumo como, por exemplo, o veículo automotor. É difícil imaginar que o aumento da gasolina vá reduzir de maneira importante a demanda pelo combustível”, diz Romão, que elevou de 0,54% para 0,71% sua estimativa para a alta do IPCA neste mês, após a decisão da Petrobras.

A projeção para a inflação oficial de 2015 foi mantida em 9,7%, porque a LCA esperava uma correção mais forte da gasolina aos distribuidores no fim do ano, de 7%, mas a surpresa foi compensada pelo reajuste de 4% do diesel, que não estava no cenário. Ao consumidor, esse aumento deve ser de 2,7%, mas o impacto direto no IPCA é muito pequeno, afirma Romão.

Flávio Serrano, economista-sênior do Haitong, aumentou sua estimativa para o avanço do IPCA no ano em 0,2 ponto, para 9,6%, devido ao reajuste da gasolina. A previsão para outubro também mudou. O indicador deve subir entre 0,65% e 0,70% neste mês, avalia Serrano, enquanto a projeção anterior era de alta de 0,50%.

Se considerada somente a correção nas refinarias, a gasolina teria alta de cerca de 4,5% dentro do IPCA de outubro, calcula o economista do Haitong. O aumento, no entanto, deve ficar entre 5% e 6%, porque, além do reajuste da Petrobras, a redução da oferta de álcool em meio ao período de entressafra também representa uma pressão sobre os preços da gasolina.

Cada aumento de 10% do álcool anidro eleva a gasolina em 1,2%, estima Serrano, e, daqui até o fim do ano, a expectativa é que o etanol usado na mistura do combustível fóssil fique cerca de 20% mais caro. “Em sua maioria, os preços de produtos agropecuários são mais determinados pelas condições de oferta. Mesmo com a demanda em baixa, o etanol vai subir”, disse.

Para Serrano, a recessão até pode mitigar um pouco o avanço da gasolina que ocorre em função da sazonalidade mais desfavorável no fim do ano, mas não há como o reajuste nas refinarias ser totalmente absorvido pelos distribuidores, principalmente depois de todos os aumentos de custos do setor nos últimos anos.

Valor Econômico – 01/10/2015

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‘Nova matriz’ desancorou inflação, conclui estudo

A política monetária brasileira foi excessivamente frouxa durante os anos 2012 e 2013, quando perdurou a experiência da chamada “nova matriz macroeconômica”, e isso teve claras implicações inflacionárias. A avaliação consta de estudo do professor titular licenciado do Departamento de Economia da USP Carlos Eduardo Gonçalves, que mostra que a adoção do regime de metas para inflação não foi suficiente para evitar variações no regime monetário brasileiro.

A política contracíclica adotada em 2009 evitou uma queda da inflação. Mas as medidas expansionistas foram mantidas em 2010, ano eleitoral, lembra o professor, apesar do sinal de superaquecimento da economia: o PIB cresceu 7,5%. Em 2012, um ano após o início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, Gonçalves argumenta que foi dado o “golpe de misericórdia” sobre o tripé macroeconômico, formado por superávit primário, metas para inflação e câmbio flutuante. Um novo paradigma foi introduzido, com membros do governo admitindo que o quadro macroeconômico tradicional passaria por mudanças.

Sob o título de nova matriz macroeconômica, o crédito público cresceu rapidamente, as intervenções visando depreciação cambial se ampliaram, uma política fiscal mais solta foi adotada e uma “indevida” política monetária frouxa foi perseguida. A grande vantagem do regime de metas é ter uma regra simples e compreensível para todos de como o Banco Central atua: juro acima do neutro quando a inflação estiver acima da meta e juro abaixo do neutro com inflação abaixo da meta.

Mas o estudo, intitulado “Too Tight and Too Loose: Monetary Police in Brazil in the Last Decade”, que avalia a política monetária desde a adoção do regime de metas em 1999, mostra que desvios da regra aconteceram e com claros custos inflacionários. O professor parte de um modelo econométrico de curto prazo para estimar a taxa neutra de juros, que no escopo do trabalho é aquela que resulta em hiato do produto zero (diferença entre o PIB observado e o PIB potencial) e inflação na meta estipulada pela autoridade monetária.

No período estudado, Gonçalves encontrou períodos em que a taxa de juros se desviou na direção errada, ou seja, juros acima do neutro com inflação abaixo da meta, como visto em 2006, período batizado pelo autor de a “fúria de Bevilaqua”, em referência ao então diretor de Política Econômica Afonso Bevilaqua. E juro abaixo do neutro com inflação acima da meta, cenário mais comum, pois constatado em 2010, 2012 e 2013. E um dos períodos de maior desvio para o quadrante juro baixo com inflação alta aconteceu com a adoção da nova matriz macroeconômica.

O que o estudo mostra é que apesar da escolha do regime de metas, há evidências fortes de mudanças no regime monetário vigente. “Na nova matriz há desvios muito grandes da taxa de juros neutra com relação ao que o modelo estima. Isso tem importância? Tem uma correlação desses desvios com a inflação mais à frente”, diz.

Gonçalves repetiu o mesmo estudo, modelos e testes de modelo para avaliar a política de metas de inflação no Chile e não encontrou os desvios vistos por aqui. O único momento em que juro ficou abaixo do neutro com inflação para cima, no Chile, foi durante a crise de 2008/2009, mas isso é “absolutamente compreensível”. Em todo o resto do período, a resposta testada pelo modelo foi condizente com o que preconiza o regime de metas.

A pergunta que fica é por que em alguns países o regime funcionou melhor e em outros não? O que aconteceu no Brasil e não se viu no Chile? Segundo Gonçalves, não há uma resposta técnica para isso, mas seu palpite é que as personalidades no comando do BC acabaram influenciando o modelo de política, que foi diferente do tradicional regime de metas. Constatado o erro, no entanto, o desvio foi revertido e desde o fim do ano passado o BC voltou a atuar conforme a regra desenhada pelo modelo.

“Se você tem um BC independente, com mandado descasado entre presidente e presidente da República e cota para diretores de carreira, da academia e de mercado, seguramente se reduz esse risco”, diz Gonçalves. Diferentes participantes, com diferentes formações e interesses tenderiam a “vigiar” melhor uns aos outros proporcionando, em tese, melhor aderência ao regime monetário vigente.

De acordo com Gonçalves, quando a inflação começou a acelerar em 2012, membros do governo e alguns economistas lançaram o argumento de que a culpa recaía sobre o mercado internacional. Mas a evidência aponta que a inflação internacional estava em trajetória de queda desde 2011. “O que desancorou a inflação foi a percepção de uma mudança de regra de política monetária a partir de 2012”, explica Gonçalves.

Curiosamente, diz o estudo, depois da crise, mas antes da nova matriz, a inflação no Brasil seguiu mais ou menos o mesmo padrão mundial. Mas isso mudou depois de 2012. “Somando descrédito à tese dos choques externos adversos, o usual vilão conhecido como choque de oferta, as commodities agrícolas, já apontavam para baixo no fim de 2011. E durante o período da nova matriz, de 2012 a 2013, elas foram, de fato, um aliado”, diz o texto.

Valor Econômico – 01/10/2015

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Mesmo com reajuste, parlamentares insistem em Cide maior

Mesmo com o reajuste de preços da gasolina e do diesel, representantes do setor de etanol, parlamentares ligados ao ramo sucroenergético e a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), continuam defendendo a alta da Cide sobre gasolina, mas em patamar menor do que estava em negociação antes da decisão da Petrobras.

Presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), se reuniu ontem com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), em mais um capítulo das negociações para que o governo eleve a Cide sobre a gasolina – ação que aumentaria a competitividade o etanol em relação a esse combustível. O grupo reúne mais de 200 deputados e senadores.

A proposta que esteve em estudo pelo Ministério da Fazenda elevaria o tributo de R$ 0,10 para R$ 0,60 por litro, sendo que os recursos arrecadados seriam repartidos com Estados e municípios, o que agrada a governadores e prefeitos. Isso dependeria apenas de decreto da presidente Dilma Rousseff – sem precisar de aval do Congresso, como a proposta de recriação da CPMF, principal item do pacote de ajuste fiscal, que encontra resistência de parlamentares.

“O governo está preocupado com a dificuldade em aprovar a CPMF. A [alta da] Cide é a solução. Mas o governo também está de olho na inflação. Não quer que ultrapasse dois dígitos e, por isso, está monitorando. Com isso, não precisa ser esse patamar. O setor já admite um menor”, afirmou Souza, sem especificar qual seria a nova proposta. Segundo parlamentares, os ministros Kátia e Braga não descartam a ideia de aumentar a Cide mesmo após o reajuste de preços anunciado na noite de terça-feira, que já terá um impacto nos preços dos produtos, principalmente por causa do diesel – combustível usado por indústrias e para transporte de mercadorias.

O setor de etanol argumenta que passa por uma crise e a alta da Cide para gasolina estimularia as empresas do ramo sucroenergético voltarem a investir e a gerar empregos, além de reduzir a importação de petróleo em tempos de grande valorização do dólar.

A proposta também foi defendida pelo relator do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Mas, na mesma audiência no Congresso, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que o plano é aprovar a CPMF, que tem menor impacto na inflação.

Valor Econômico – 01/10/2015

 

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Swap pesa e déficit nominal supera 9%

Os prejuízos do Banco Central (BC) no programa de swaps cambiais, que oferece proteção a empresas contra a alta do dólar, já chegam perto de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e respondem por cerca de 30% do aumento da dívida bruta do governo geral ocorrida no último ano, segundo estatísticas fiscais divulgadas ontem. Em 12 meses até agosto, o custo dos swaps soma R$ 111,666 bilhões. O montante representa quatro vezes o déficit primário estimado no Orçamento de 2016. A cifra também supera em quase 14 vezes o superávit primário previsto para 2015, de R$ 8,7 bilhões.

Esse gasto com swap representa quase um quarto da conta de pagamento de juros do setor público, de R$ 484,448 bilhões, ou 8,45% do PIB, em 12 meses, até agosto. A despesa também pressiona o déficit nominal, que soma R$ 528,294 bilhões, ou 9,21% do PIB, recorde histórico na série iniciada em 2001. Descontando o efeito dos swaps, o déficit nominal seria de 7,26% do PIB, ainda assim um dos mais elevados do mundo emergente.

swap

Dados parciais para setembro mostram que a fatura com os swaps vai subir ainda mais. A perda do BC nessas operações caminha para marcar novo recorde histórico, R$ 44,9 bilhões, elevando o custo em 2015 a R$ 119,2 bilhões. A perda efetiva dependerá da evolução da cotação do dólar. Desde ontem o mercado de cambio tem ficado menos pressionado.

O crescente custo fiscal dos swaps vem fomentando discussões, entre especialistas, sobre a política cambial do BC. Alguns deles defendem a venda das reservas para reduzir o custo fiscal do programa de swaps e evitar que o país sofra novo rebaixamento na sua classificação de risco, já que os swaps aumentam o pagamento de juros que aumenta o déficit nominal e a dívida bruta, que bateu novo recorde em agosto a 65,3% do PIB. Uma estratégia seria a troca de swaps por dólares da reserva.

A postura do BC, no entanto, foi e continua sendo de defesa do programa. O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, explicou que o programa tem o propósito de oferecer hedge ao setor privado, ou seja, proteção contra a alta de dólares para empresas que têm dívidas e compromissos em moeda estrangeira. “Isso minimiza os impactos sobre o setor produtivo, sobre a renda, produção, emprego e arrecadação. Esse é o propósito do swap, que não podemos perder de perspectiva, e ele tem contribuído nesse sentido”, disse.

Maciel voltou a dizer que é importante ter um olhar abrangente em termos de custo do swap. “Tem que ser visto em conjunto com outros impactos do câmbio na economia. Nesse sentido, há um aspecto favorável, que é a valorização das reservas. Isso significa ganho fiscal, redução da dívida líquida e é repassado, ao fim de cada semestre, para o Tesouro, e isso confere grau de liberdade ao Tesouro para a gestão da dívida pública.”

Como uma forma de rebater as críticas pelo custo do programa de swap, o BC passou a divulgar, na Nota de Política Fiscal, o resultado de suas operações cambiais. Uma forma de mostrar, grosso modo, que para cada R$ 1 real que perde com swaps cambiais, ganha quase R$ 4 nas reservas internacionais. No ano, até agosto, último dado disponível, o swap custava R$ 74,267 bilhões, mas as reservas subiam em R$ 227,852 bilhões. A diferença é que esse ganho nas reservas não tem impacto fiscal, ao contrário das perdas com swap. O ganho da variação cambial com as reservas sensibiliza a dívida líquida, que caiu a 33,7% do PIB no mês passado.

Por outro lado, as perspectivas para a evolução da dívida bruta, principal indicador de sustentabilidade fiscal, tiveram profunda mudança em apenas três meses. A combinação de desvalorização cambial, aprofundamento da recessão e redução das metas de superávit primário levaram o BC a prever aumento de 8,7 pontos percentuais do PIB na dívida bruta, que encerraria 2015 em 67,6% do PIB. Em junho, projetava alta de 4,2 pontos, para 63,1% do PIB. Isso considerando o cenário de mercado, que trabalha com déficit primário de 0,2% do PIB em 2015. Se for entregue o superávit de 0,15%, a dívida bruta piora um pouco menos e fica em 67,2%.

O gasto com o programa de swaps também aparece no custo de carregamento da dívida líquida do setor público (DLSP). A taxa de juros implícita bate novo recorde – 29,3% no acumulado em 12 meses até agosto. Um ano antes estava em 16,2%. Olhando apenas a dívida do governo federal, que está dentro da DLSP, o custo é de 39,8%, também recorde. Em agosto do ano passado era de 19,1%.

Olhando apenas o mês de agosto, o resultado primário foi deficitário em R$ 7,31 bilhões, menor que os R$ 14,460 bilhões de agosto de 2014. Com isso, quando medido em 12 meses, o déficit primário cai de 0,89% do PIB para 0,76% do PIB. No resultado de setembro é possível que nova melhora nessa métrica aconteça, já que em setembro de 2014, o déficit primário foi de expressivos R$ 25,5 bilhões.

Segundo Maciel, essa melhora interanual denota esforço em termos fiscais dentro de um quadro de redução de receitas “de forma significativa”. De janeiro a agosto, as receitas, em termos reais, caem 4%, mas isso se fez acompanhar de redução de despesas, em termos reais, de 2%. “É possível ver um esforço no sentido de buscar o melhor desempenho fiscal”, disse.

Ainda assim, Maciel apontou que o déficit fiscal acumulado de janeiro a agosto, R$ 1,105 bilhão, “indica que há muito por fazer em termos de ajuste fiscal e efetivamente ações e propostas estão sendo elaboradas com esse intuito”.

O resultado do ano reflete um déficit do governo central de R$ 15,216 bilhões e um superávit dos governos regionais e suas estatais de R$ 14,112 bilhões. A questão é que esse superávit tende a cair ao longo dos próximos meses.

Valor Econômico – 01/10/2015

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Minas perde R$ 3 bilhões com ICMS

A arrecadação do ICMS em Minas Gerais deve fechar o ano cerca de R$ 3 bilhões a menos do que o previsto por causa do aprofundamento da retração da economia do país. O déficit orçamentário que estava previsto para 7,2 bilhões caminha agora para alcançar uma marca entre R$ 9 bilhões a R$ 10 bilhões, disse ontem o secretário da Fazenda, José Afonso Bicalho. A situação para 2016 também foi reestimada para pior. De um déficit orçamentário previsto para R$ 3,6 bilhões, o governo do Estado projeta agora um buraco de R$ 8,9 bilhões.

Segundo Bicalho, a estimativa era que a arrecadação com o ICMS, principal fonte de receita estadual, atingiria R$ 40,5 bilhões em 2015. “Mas nós estamos vendo que isso deve chegar a R$ 37 bilhões, R$ 37 bilhões e pouco”. As previsões para este ano foram definidas em abril. “Naquele momento, em abril, nós ainda tínhamos uma expectativa de que a economia não estaria tão desarranjada”, disse o secretário.

No segundo quadrimestre, a receita de Minas ficou em R$ 47,4 bilhões e as despesas em R$ 50,5 bilhões. No mesmo período de 2014, o quadro era muito melhor: receita total de R$ 46 bilhões e despesa total de R$ 45,2 bilhões.

Valor Econômico – 01/10/2015

Redação On outubro - 1 - 2015
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