Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Brasileiros querem retomar espaço nas exportações para a Colômbia

Um grupo de 45 empresários brasileiros vai se reunir na próxima semana com colegas colombianos durante a visita oficial da presidente Dilma Rousseff ao país.

O objetivo é aumentar o volume de negócios em setores como têxtil, químico e de máquinas e equipamentos.

O Brasil perde terreno nas importações colombianas, segundo levantamento da CNI. Entre 2005 e 2014, a presença nacional no mercado vizinho caiu de 6,7% para 3,7%, enquanto a da China passou de 4,4% para 12,6%.

A entidade aponta que, pelo acordo entre os dois países, 94% das exportações colombianas entram no Brasil sem pagar a tarifa externa comum, mas só 61% dos produtos brasileiros são exportados para lá com taxa zero.

O Mdic diz que, mesmo com a menor participação nacional, entre 2005 e 2014, o comércio do Brasil com a Colômbia aumentou de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,1 bilhões. Nesse período, houve superavit comercial com o vizinho.

“É preciso superar ainda barreiras técnicas e sanitárias, por exemplo”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI.

O executivo lembra que, apesar de a alta do dólar ser uma vantagem para os brasileiros, a moeda colombiana tem se desvalorizado, o que prejudicaria a importação.

Em 12 meses, a depreciação do peso colombiano ante o dólar foi de 34,5%. O real teve desvalorização de 38%.


MOTOR LATINO

A Agrale espera ampliar seus negócios na Colômbia. “Estamos retomando a nossa participação com mais força com o dólar favorável ao exportador”, diz Hugo Zaterra, presidente da fabricante de máquinas agrícolas e chassis de ônibus.

Com a economia brasileira em crise, a empresa planeja produzir mais linhas direcionadas aos vizinhos para aumentar suas exportações para o mercado latino. A Agrale começou a operar uma fábrica na Argentina, em 2008.

“Depois dos argentinos, os colombianos são os que mais nos interessam para exportação”, diz Zaterra.

Além de três fábricas no Rio Grande do Sul e da unidade argentina, a empresa inaugurou uma planta de produção de chassis em São Mateus (ES), com cerca de 200 empregos diretos.

13%
foi a queda no faturamento do grupo no ano passado

1.600
é o número de funcionários da empresa

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – 01/10/2015

continue lendo:

Emergentes puxam para baixo o comércio global

A queda na demanda de importações por China, Brasil e outras economias emergentes intensifica a desaceleração do comércio global neste ano, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). A entidade reduziu para 2,8% a estimativa de crescimento das exportações e importações de mercadorias em volume em 2015, ante expectativa de 3,3% em abril.

Pela primeira em anos as importações e exportações dos países desenvolvidos deverão crescer mais que as dos emergentes, refletindo tendências opostas para os blocos.

Isso significa que, para o Brasil e outros emergentes, os mercados que devem ser cada vez mais buscados nos países desenvolvidos.

As importações dos desenvolvidos tendem a subir 3,1% (2,9% em 2014). Já as dos emergentes crescerão 2,5% (ante 1,8% em 2014).

No lado das exportações, os países desenvolvidos devem ter crescimento de 3% (2% em 2014), enquanto as dos emergentes aumentam 2,4% (3,1% em 2014).

emergenet

Além da menor demanda dos emergentes, as novas projeções da OMC refletem outros fatores que pesaram sobre a economia global no primeiro semestre. Incluem a queda nos preços do petróleo e de outras commodities primárias, fortes flutuações de taxas de câmbio, volatilidade nos mercados financeiros, incertezas sobre a política monetária nos EUA e recentes dados econômicos ambíguos que jogam dúvidas sobre o desempenho da economia mundial e do comércio neste segundo semestre.

A OMC, dirigida pelo brasileiro Roberto Azevêdo, alerta para risco forte de que as projeções sofram novos rebaixamentos. Isso pode ocorrer em caso de uma desaceleração maior nos emergentes, de fluxos financeiros desestabilizadores com a alta de juros nos EUA, e de custos inesperados com a crise de refugiados na Europa.

Azevêdo cita outra dificuldade: a insuficiência de crédito para o comércio exterior. Calcula que a falta de financiamento chega a US$ 1 trilhão na Ásia e a US$ 120 bilhões na África, o que causa perda de oportunidades comerciais.

Para o professor Bernard Hoekman, ex-economista-chefe para comércio do Banco Mundial e hoje professor no Instituto de Estudos Europeus, em Florença, o comércio mundial de mercadorias não é mais motor de crescimento desde 2010, e o “novo normal” significará que taxas altas de expansão das trocas dificilmente se repetirão tão cedo. O que vai crescer é sobretudo o comércio mundial de serviços.

O comércio mundial em valor, em dólares, vem caindo na maioria dos países desde o ano passado. A queda foi de 12% no ano até julho, em nível mundial. Isso reflete em parte a valorização do dólar no período, de 15% nominais, além da queda de preço das commodities.

Enquanto a maior revisão nas importações foi na América do Sul, no caso das exportações a maior baixa ocorre agora na Ásia. Os embarques da região crescerão só 3,1%, ante 5% previstos em abril. Isso se deve principalmente ao comércio fraco na própria Ásia, puxado pela desaceleração na China.

A revisão das importações da Asia é ainda maior, com expansão agora estimada em 2,6%, quase metade dos 5,1% previstos em abril, devido às menores importações da China, que vêm caindo.

Para a OMC, a composição das importação da China sugere que uma parte da desaceleração pode estar relacionada à atual transição do modelo de crescimento, de investimentos para consumo interno. Houve forte queda na quantidade de maquinário importado (-9%) e metais (minério de ferro e aço, -10%; cobre, -6%) em agosto.

Ao mesmo tempo, a China bateu recorde de importações de cereais (alta de 130%) e oleaginosas (alta de 33%).

Para 2016, a OMC projeta crescimento de 3,9% do comércio global, ante 4% calculados em abril.

Novos rumos para a América Latina

Por Caio Megale

Durante a década passada, a América Latina viveu uma fase de ouro. A maioria dos países da região cresceu a uma média anual de 5% ao ano, alguns um pouco mais, como o Peru, outros um pouco menos, como o Brasil (o México foi uma exceção, crescendo em torno de 2,5%). Há um debate (especialmente no Brasil) se o que impulsionou o crescimento foram as reformas dos anos 90 e início dos 2000 ou o forte ganho dos termos de troca, impulsionados pela China e pela alta dos preços de commodities. Não vou entrar na discussão: digo que foi uma média ponderada entre os dois fatores, o leitor pode escolher os pesos.

Sem dúvida houve conquistas do período de crescimento forte. Em primeiro lugar, houve um inequívoco avanço na redução da pobreza. Em 2002, quase 65% da população latino-americana era pobre ou extremamente pobre, de acordo com critérios da ECLAC (Economic Commission for Latin America and the Caribbean). Em 2012, esta proporção recuou para 40%, com ganhos difusos entre os países.

Em segundo, muitos países foram capazes de aumentar substancialmente o volume de investimento fixo como proporção do PIB. A maioria dos países aproveitou também para reduzir sua dívida externa líquida, tornando a região mais preparada para lidar com momentos de saídas mais intensas de capital. Na política monetária, a maioria dos bancos centrais avançou para estabelecer regimes monetários mais maduros e críveis.

São necessárias reformas que alterem incentivos, promovendo a meritocracia e a prestação de contas

No entanto, há fatores que relativizam os avanços listados acima. Apesar da melhora na distribuição de renda, ainda somos o continente mais desigual do mundo. Os avanços parecem ter cessado nos últimos anos, com risco de retrocesso em países que impulsionaram a demanda interna além da conta, como o Brasil.

Além disso, boa parte do aumento no investimento foi em setores ligados às commodities (mineração, petróleo), o que tornou a economia da região ainda mais concentrada nesses setores. Nas contas externas, houve um aumento importante dos déficits em conta corrente que foram temporariamente escondidos pelos preços elevados das commodities, mas que agora demandam expressivas desvalorizações cambiais.

Na política monetária, apesar dos regimes monetários mais maduros em alguns países, outros enfrentam dificuldades. No Brasil a inflação ainda é relativamente elevada apesar dos anos de metas para a mesma. Na Argentina e Venezuela a situação é mais complexa, com inflação cronicamente em dois dígitos e uma aparente ausência de estratégia para combatê-la.

Desde que os ventos favoráveis pararam de soprar, a região vem desacelerando de forma significativa, revelando a necessidade de buscar novas fontes de crescimento.

Quais as alternativas para frente? A edição de setembro da revista “Finance and Development” do FMI (disponível em imf.org) traz um conjunto de artigos sobre o tema, que nos ajuda a refletir sobre os desafios e oportunidades da região em diversas dimensões econômicas e sociais.

Uma dimensão importante para o desenvolvimento de longo prazo é a da governança. A América Latina tem os piores resultados nos indicadores de governança (govindicators.org) entre as regiões do mundo, com destaque (negativo) para aplicação da lei (“rule of law”) e controle de corrupção. A publicação do FMI salienta que houve avanços – a Operação Lava-Jato no Brasil e as negociações com as Farc na Colômbia são dois exemplos – mas ainda há muito pela frente.

Para avanços mais substanciais, os autores argumentam que ações pontuais e leis isoladas são pouco eficazes: são necessárias reformas amplas, que alterem incentivos, promovendo a meritocracia, a transparência e a prestação de contas (“accountability”).

Abertura comercial é outro tema que merece reflexão. A América Latina alcançou um nível relativamente bom de comércio dentro da região e, em alguns casos, com outras regiões. Mas o grosso do comércio ainda é a tradicional “exportação de commodities/ importação de produtos finais”. A região ainda tem muita dificuldade de integração às cadeias globais de produção, o que tem maior potencial para impulsionar a produtividade e o crescimento econômico.

Em parte, as dificuldades se explicam pela posição geográfica e o tamanho (pequeno) da maioria dos países. Mas em outra parte, se explicam pela baixa competitividade das economias, pelas escolhas ineficientes de setores vencedores e orientação protecionista de alguns governos.

Em suma, os avanços que deram destaque à região foram concretos, mas hoje parecem insuficientes. A desigualdade social ainda é grande, e, com a desaceleração do crescimento e desvalorizações cambiais, pode voltar a subir em alguns países.

Como voltar a crescer? Não parece haver receita pronta. No curto prazo, o câmbio depreciado é parte da solução. Há que se evitar a tentação de impulsionar o crescimento artificialmente, com efeito temporário e limitado. Aos poucos, a recuperação dos EUA e Europa ajudará a região a retomar algum crescimento, puxado por exportações. Mas dificilmente veremos uma nova onda de alta dos preços das commodities, que faça a região decolar como nos anos 2000.

Para uma recuperação mais estrutural, será preciso uma nova onda de reformas que impulsionem a produtividade e a governança, diversifiquem as fontes de crescimento e abram espaço para as empresas da região se integrarem à produção global.

Depois de uma década empolgante, em que foi uma orgulhosa estrela da economia global, a América Latina parece viver como a personagem da música de Bob Dylan (“with no direction home, like a rolling stone”). A região está mais sólida do que nos anos 90 e tem todas as condições de voltar a crescer. Mas a inércia não está a seu favor: sem ações concretas para reformar a estrutura da economia da região, corremos o risco de voltar a ter uma década perdida, como nos anos 80.

Caio Megale, mestre em economia pela PUC-RJ, é economista do Itau-Unibanco

valor Econômico – 01/10/2015

continue lendo:

Economia global caminha para ‘novo medíocre’, afirma FMI

A desaceleração das economias de países em desenvolvimento vai fazer com que a economia global cresça em ritmo menor neste ano, ampliando apenas levemente o passo em 2016, disse nesta quarta-feira (30) a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde.

Em um discurso que precede um relatório sobre o crescimento global que será divulgado na semana que vem, Lagarde não revelou estimativas específicas, mas suas afirmações são mais pessimistas que a previsão do FMI de julho, pouco antes de os mercados financeiros globais enfrentarem turbulências causadas por preocupações com a economia chinesa.

Um dos motivos apontados por Lagarde para o cenário mais complicado para a economia global foi o Brasil, que, ao lado da Rússia, “está enfrentando sérias dificuldades econômicas” –diferentemente da Índia, que, segundo a francesa, permanece um ponto de destaque.

“A notícia não tão boa é que as economias emergentes provavelmente terão seu quinto ano consecutivo de declínio nas taxas de crescimento”, disse Lagarde, afirmando que os países emergentes podem ser atingidos pelo período extenso de preços baixos das commodities.

As cotações das matérias-primas estão sofrendo os efeitos da desaceleração chinesa, que caminha para um crescimento de 7% neste ano, um resultado forte para os padrões globais, mas distante do ritmo de dois dígitos da década passada, quando a arrancada do gigante asiático fez subir os preços das commodities, como minério de ferro e soja.

Para Lagarde, a China precisa continuar tentando rebalancear sua economia (de um modelo exportador para um mais voltado para o consumo interno), mas também deve ter cuidado em assegurar a “estabilidade financeira e da demanda”.

Ela também disse que o crescimento está aumentando na zona do euro e no Japão e ainda parece robusto nos Estados Unidos e no Reino Unido.

No entanto, ressaltou que o crescimento global é desapontador e desigual e que as perspectivas para o médio prazo ficaram ainda mais fracas. “O ‘novo medíocre’ sobre o qual alertei há exatamente um ano –o risco de baixo crescimento por um longo período– está mais perto.”

Em julho, o FMI previu uma desaceleração no crescimento global deste ano para 3,3%, ante 3,4% em 2014, e estimou um avanço do crescimento para 3,8% em 2016.

Folha de S.Paulo – 01/10/2015

continue lendo:

Zona do euro volta à deflação e BCE pode ampliar ação

A zona do euro passou boa parte do ano passado tentando afastar o risco de cair numa deflação do tipo enfrentada pelo Japão.

Em janeiro, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um enorme programa de afrouxamento quantitativo, comprando até € 60 bilhões em ativos por mês, incluindo títulos governamentais, numa tentativa de levar a inflação para a meta de “pouco abaixo de 2%”.

Assim, quando a agência oficial Eurostat informou que a inflação caiu novamente no campo negativo em setembro, com os preços 0,1% menores do que um ano atrás, pareceu que os últimos nove meses foram um desperdício.

Porém, com a inflação derrubada principalmente pelos custos de energia, economistas mantêm a confiança de que a zona do euro ainda pode evitar um ciclo de queda persistente de preços.

Mas o BCE ainda pode ser forçado a expandir o afrouxamento quantitativo, especialmente se a desaceleração nos mercados emergentes prosseguir, atingindo fortemente as exportações da zona do euro.

A queda na inflação – após alta de 0,1% em agosto – marca a primeira vez em seis meses que o bloco da moeda comum cai na deflação. O principal fator foram os preços de energia, que recuaram 8,9% em relação a 12 meses atrás devido, em parte à retração das cotações do petróleo.

O núcleo da inflação, que exclui os itens mais voláteis, como energia, manteve-se em 0,9%. Os preços de serviços subiram 1,3% – alta marginal em relação a agosto. De modo geral, os economistas foram encorajados pela resistência do núcleo da inflação, bem como pela melhora na inflação dos serviços.

Analistas, no entanto, alertam para um cenário de incertezas crescentes. A queda nos preços do petróleo deve continuar a inflar a demanda doméstica, fazendo com que os consumidores tenham a sensação de que seus salários valem mais. Mas a recuperação ainda é fraca demais para gerar o tipo de criação prolongada de empregos necessária para uma ampla aceleração no consumo.

A Eurostat também anunciou ontem que o desemprego na zona do euro manteve-se no elevado patamar de 11% em agosto.

As empresas temem que a desaceleração nos mercados emergentes, especialmente na China, represente uma ameaça que cause impacto no ritmo de crescimento das exportações.

A outra preocupação diz respeito à resistência do euro, que se fortaleceu em relação ao dólar depois que o Federal Reserve (o banco central dos EUA) decidiu postergar a primeira alta nas taxas de juros desde a crise.

Valor Econômico – 01/10/2015

continue lendo:

Dólar nas alturas e a competitividade

O dólar acima de R$ 4 operará milagres na competitividade de nossos produtos industrializados frente ao mercado externo? Segundo Luiz Paulo Silveira, da Apsis Consultoria, no caso brasileiro, não. “O efeito direto do preço da moeda americana é praticamente anulado pela sua repercussão no custo de capital, em dólar para a maioria das indústrias de transformação, e pelo risco derivado do ambiente macroeconômico”, diz. O relatório publicado na terça-feira pelo Fórum Econômico Mundial, que avalia a competitividade entre 151 países em 2015/2016, mostra que chegamos a evoluir até 2012, mas depois regredimos aos níveis de 2005.

Atrás do Uruguai, Irã e Marrocos

Luiz Paulo Silveira explica que são dez anos de dinheiro literalmente jogado fora, enquanto países como Zâmbia, Etiópia e Camboja aumentaram seu índice de competitividade a taxas de dois dígitos no período. “Em termos absolutos, somos hoje menos competitivos que o Uruguai, Irã e Marrocos”, comenta o vice-presidente da Apsis. “O problema não é o retrato atual, mas sim o filme completo, ou seja, a evolução do índice em cada país ao longo dos anos. Isso evidencia a falta de compromisso do governo com estratégias para atingirmos a sustentabilidade.”

Pirataria de medicamentos

O Brasil está entre os países com o maior número de medicamentos falsificados, problema que atinge países em desenvolvimento, Estados Unidos e União Europeia. Mas também está se tornando referência de ações de combate à pirataria de produtos farmacêuticos, cuja comercialização vem crescendo com a internet. José Henrique Vasi Werner, sócio do escritório Dannemann Siemsen, falará sobre o que o Brasil está fazendo na área durante o Anti-Counterfeiting & Brand Safety World Summit 2015, amanhã (2), em Londres (Inglaterra).

Mais digital

Um levantamento do portal iCarros, site de compra e venda de veículos do Itaú, apontou que agosto foi o primeiro mês em que audiência via dispositivos móveis do portal superou os acessos efetuados por meio de computadores desktop – 52% a 48%, respectivamente. Para se ter uma ideia da representatividade desses dados, números da Experian Hitwise Brasil mostram que o total de buscas realizadas via smartphones e similares representa apenas 32% do total. Para o mercado automotivo, esse número não ultrapassa 25%.

Além de beber e comer

O rapper Emicida, o escritor, produtor e ativista cultural Alessandro Buzo e o chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, em São Paulo, embarcaram juntos com a Ambev em um projeto para transformar bares da capital em verdadeiros redutos culturais que valorizem a música, a gastronomia, a poesia e a literatura das comunidades. O Nosso Bar +, lançado em setembro, vai mapear os principais artistas dos bairros de São Paulo que abrigam as mais de 400 franquias com a marca Brahma na cidade e impulsionar sua visibilidade na cena local.

DCI – Liliana Lavoratti – 01/10/2015

continue lendo:

Temor por China prevalece e petróleo cai 11% no mês

 A intensidade com que a China pisa no freio em sua economia continua sendo o motor das expectativas do mercado quanto às commodities industriais. Em setembro, as matérias-primas seguiram pressionadas pelos temores de uma demanda menor do gigante asiático, que é o maior formador de preço para esses produtos. O petróleo foi o mais impactado durante o período. Mas o cenário não é desencorajador para todos os insumos: contrário às expectativas dos analistas, o minério de ferro se sustentou até agora.

No mês passado, o barril do Brent enfrentou queda de 10,8%, para US$ 49,05, na ICE Futures de Londres. O WTI terminou em US$ 45,09, recuo de 9,7%. No fechamento do terceiro trimestre, as baixas foram de 24,4% e 22,4%, respectivamente, ante o período imediatamente anterior.

temorchina

Thomas Pugh, analista da consultoria Capital Economics, afirma que o petróleo passou a seguir o mercado de ações chinês. Em setembro, o índice Xangai Composto caiu 4,8%, enquanto no trimestre houve perda de 24,7%. Esse foi o principal motivo, em sua visão, para a piora tão significativa nas cotações durante os últimos meses.

O grande problema, diz o analista, é que a maior parte do mercado aposta suas fichas no crescimento chinês para absorver o atual excesso de capacidade de petróleo. Por isso, uma desaceleração aguda da atividade na China despertaria esse temor nos investidores, já que poderia sustentar por muito mais tempo a sobreoferta no mercado.

O gigante asiático deve se tornar o maior importador de petróleo no mundo em 2015. Caso, de fato, a economia chinesa desacelere demais, os preços podem ir a US$ 35 e ficar em níveis próximos durante um prolongado período, acrescenta a Capital Economics. No modelo-base da instituição, ainda vale a visão de que a atividade na China vai se recuperar até o fim do ano e registrar aceleração durante 2016. Atualmente, a estimativa oficial para o Brent é de US$ 55 em 2015 e de US$ 60 em 2016.

No mês, intensificou ainda o mau humor do mercado o fato de os estoques nos Estados Unidos estarem acima do previsto. Para a casa de análise CreditSights, a redução do prêmio do Brent ante o WTI ajudou a elevar as importações de petróleo nos EUA e, com a atividade mais fraca nas refinarias, a demanda caiu.

No caso do minério, que apareceu como uma supresa em termos de boas notícias para a maioria dos analistas consultados pelo Valor, o respiro deve acabar. Durante setembro, os preços recuaram 2,3% e chegaram a US$ 54,40, mas ostentaram o maior nível em quase três meses na semana passada, quando se mantiveram em US$ 57,10.

No trimestre, a commodity caiu 8,3%. O movimento confirma as previsões de que a entrada em operação de novos projetos – no Brasil e na Austrália – vão continuar inundando o mercado transoceânico em meio à expectativa de compras menos intensas da China, maior demandadora global de minério.

“Difícil ficar otimista”, diz Melinda Moore, do Standard Bank, sobre manutenção dos preços do minério de ferro

Mas a média anual até agora é de US$ 57,60 – no segundo trimestre, terminou em US$ 57,80 -, bem acima dos cerca de US$ 50 que o mercado esperava e esse fôlego levou os analistas a recalibrarem suas contas. O Credit Suisse elevou as estimativas em 2015 de US$ 56 para US$ 58, enquanto a previsão do Deutsche Bank cresceu de US$ 55 para US$ 56. O Morgan Stanley aguarda patamar de US$ 58 no ano.

Ao Valor, Melinda Moore, analista da área de commodities do Standard Bank, afirmou que os estoques em portos chineses subiram acima dos 85 milhões de toneladas, patamar do início deste semestre, quando o insumo bateu os US$ 44. “Difícil ficar otimista nesse cenário”, disse.

Mas como no terceiro trimestre a média do minério foi de US$ 54,30 e o dólar ficou em R$ 3,54, a Vale, maior produtora do insumo e que contabiliza seus resultados em reais, pode ver sua receita melhorar frente ao período imediatamente anterior. Na comparação em moeda brasileira, a cotação do minério subiu 8,2% de um trimestre para o outro, a R$ 192,11.

Os metais não ferrosos, por sua vez, apresentaram recuperação em setembro. Os contratos com vencimento em três meses do cobre, por exemplo, subiram 1,7% no mês, para US$ 5.160 por tonelada. O alumínio avançou 0,8%, para US$ 1.577, e o níquel teve valorização de 5,4%, para US$ 10.400. No terceiro trimestre, as quedas são de 10%, 6,6% e 11,2%, respectivamente.

Norbert Ruecker, chefe da área de commodities do Julius Baer, lembra que a queda das moedas de países produtores dos metais em relação ao dólar ajuda a impedir uma retomada mais significativa. “A deflação de custos de produção é a maior razão para nossa visão de baixos preços por longo tempo”, diz. Até o fim do ano, o banco não espera alta relevante para essas commodities.

O analista confirma a opinião de agentes do mercado de que o cobre provavelmente será o primeiro a apresentar uma retomada significativa. “Mas com novos projetos, o mercado deve estar adequadamente suprido ao menos até 2017”, acrescenta. A demanda chinesa também será fator-chave para o comportamento dos preços do metal.

Valor Econômico – 01/10/2015

continue lendo:

Desaceleração industrial chinesa pode estar afetando setor de serviços

PEQUIM  –  Uma série de indicadores de atividade, privados e oficiais, divulgados nesta quinta-feira mostra que a desaceleração já detectada na indústria da China pode estar atingindo mais firmemente o setor de serviços do país.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) tem como metodologia uma escala até 100, na qual leituras acima de 50 indicam uma expansão da atividade setorial sobre o mês anterior, enquanto uma leitura abaixo de 50 aponta para uma contração.

Os PMIs oficial e privado do setor industrial estabilizaram na passagem de agosto para setembro, mas estão em terreno de contração persistente. Já os indicadores para o setor de serviços estão em terreno de expansão, acima de 50, mas em queda.

O PMI do setor industrial da China, calculado pelo governo, subiu para 49,8 em setembro, ante 49,7 em agosto, segundo dados compilados em conjunto pela Federação Chinesa de Logística e Compras e o Escritório Nacional de Estatísticas e divulgado em comunicado nesta quinta-feira.

A leitura de setembro superou a previsão de 49,7 feita por nove economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.

O subíndice que mede as novas encomendas subiu para 50,2 em setembro em relação a 49,7 em agosto, enquanto o subíndice de produção melhorou para 52,3 em setembro, ante 51,7 em agosto, disse o comunicado.

Já o PMI industrial medido pelo Caixin, em parceria com o Instituto Markit, registrou a medição mais baixa em seis anos e meio, aos 47,2 em setembro, ante 47,3 em agosto.

“O resultado reforça que a fraqueza do setor industrial persiste, apesar de a pressão de baixa ter perdido ímpeto”, afirmou He Fan, economista chefe do Caixin Insight Group.

“A indústria atingiu um estágio crucial na sua transformação estrutural. Demanda fraca é um fator importante por trás do excesso de capacidade produtiva e o motivo que a impede de recuperar-se”, analisou He.

A leitura final de setembro, porém, veio acima da prévia divulgada há uma semana pelo Caixin/Markit, de 47,0.

Serviços

O PMI oficial do setor não manufatureiro (também conhecido como de serviços) da China permaneceu inalterado em 53,4 em setembro, no mesmo patamar de agosto. Em julho, estava em 53,9.

O subíndice de serviços subiu para 53,0, de 52,6 em agosto, e o subíndice de construção diminuiu para 55,2, de 57,8, disse o governo. O subíndice de novas encomendas para todo o setor subiu para 50,2 de 49,6.

O PMI não manufatureiro oficial abrange o setor de serviços, incluindo os setores de varejo, aviação e software, bem como o imobiliário e de construção.

Já o PMI do setor de serviços medido pelo Caixin, em parceria com o Instituto Markit, caiu para o menor patamar em 14 meses, a 50,5 em setembro, em comparação com 51,5 em agosto.

Em comunicado, o Caixin Insight Group nota que o subíndice de emprego formal registrou uma recuperação em setembro, indicando que o setor de serviços continua a oferecer mais empregos. Mas, ao mesmo tempo, informa que a queda abrupta de agosto para setembro no indicador geral pode sinalizar que a desaceleração industrial está migrando para o setor de serviços.

O PMI do governo chinês abrange mais empresas de grande porte, enquanto o medidor privado inclui mais firmas de pequeno e médio porte.

(Dow Jones Newswires)

Redação On outubro - 1 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.