Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Estudo vê expansão de 5% da China no 2º tri

O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da China deve ter ficado em apenas 5%, aproximadamente, no trimestre abril-junho, segundo o Centro de Pesquisa Econômica do Japão. Trata-se de percentual bem inferior aos 7% exibidos pelos dados oficiais.

O instituto de análise e pesquisa examinou fretes ferroviários, geração de energia elétrica e expansão do crédito bancário. Esses indicadores, tidos como usados pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, para análise econômica quando ele era dirigente do Partido Comunista na Província de Liaoning, são considerados por muitos como responsáveis por um quadro mais preciso da economia real da China do que a estatística oficial.

Um índice composto desses três indicadores situa o crescimento real do PIB da China na faixa dos 4,8% aos 6,5%, inferior aos 7% divulgados pelo departamento de estatística da China. O frete ferroviário caiu cerca de 10% no ano, e a expansão da geração de energia elétrica perdeu ritmo, empurrando para baixo a taxa calculada de crescimento econômico.

A estimativa do instituto japonês não diferiu significativamente dos dados de crescimento do PIB do governo chinês até por volta do terceiro trimestre de 2013, quando se revelou menor que os números oficiais. A discrepância vem se ampliando desde então.

O presidente Xi Jinping manifestou reiteradamente confiança de que a China conseguirá cumprir a meta de crescimento oficial deste ano, de cerca de 7%. Os mercados financeiros acreditam cada vez mais que a economia do país desacelerou mais do que o previsto e suspeitam que Pequim possa estar adulterando os números.

Valor Econômico – 30/09/2015

continue lendo:

Intrépidos, mas humanos

O’boom’ do consumo na China não será suficiente para socorrer a combalida economia mundial Nos anos 1950, a Nova Vila de Caoyang, localizada nos arredores de Xangai, tomou-se um dos primeiros assentamentos modelo da China para os heroicos trabalhadores socialistas. Milhares vieram habitar suas casas simples e semelhantes para fazer funcionar a indústria têxtil de propriedade estatal. Hoje, erguendo-se das antes modestas ruas, há um edifício
elegante destinado a um novo tipo de cidadão modelo: o consumidor.

O Global Harbor está entre os maiores shoppings do mundo, com área construída equivalente a quase 70 campos de futebol. Há uma mistura de falsa arquitetura europeia euma seleção de lojas tipicamente asiática. Sob as altas redomas de vidro e murais imitando o Renascimento temos um café inspirado em Hello Kitty, meia dúzia de restaurantes oferecendo macarrão, joalherias repletas de ouro e um teatro usado para concursos de karaokê.

Não é exagero dizer que as esperanças para a economia da China se apoiam nas falsas colunas gregas do Global Harbor. Com as décadas de boom no investimento chegando a um fim abrupto, o país precisa que o consumo ganhe força para se tomar um novo feitor de impulso ao crescimento. Este reequilíbrio é comentado há anos, mas se tomou mais urgente com o aprofundamento do declínio industrial chinês. O frenesi nacional de construção civil está perdendo força, as fábricas têm capacidade desobra e a indústria metalúrgica do norte está à beira da recessão.

Nessa semana, umíndice de manufatura apontou seu valor mensal mais baixo em seis anos – o sétimo recuo seguido.

Em meio ao pessimismo extremo em relação à economia chinesa nos meses mais recentes, é tentador concluir que o reequilíbrio fracassou. Basta olhar para o mercado de carros, que costuma ser bom indicador da demanda do consumidor. As vendas de automóveis tiveram queda de34% em agosto,em relação ao mesmo período de2014, no terceiro declínio mensal seguido. Mas outras formas de consumo tiveram alta. Uma recuperação das propriedades
estimulou a demanda por móveis, eletrônicos e materiais para reforma, com as vendas de agosto registrando alta de 17% frente ao ano anterior. Das joias aos remédios da medicina tradicional chinesa, as compras ganharam força nos últimos meses.

Sofisticação. As vendas de smartphones recuaram em volume, mas seguem aumentando em valor, conforme os consumidores procuram modelos mais caros.

Empresas atingidas pela campanha de combate à corrupção durante o governo do presidente Xi Jinping estão aprendendo a prosperar apesar das novas regulamentações. O lucro das destilarias, em queda no ano passado, apresentou recuperação, impulsionado por marcas mais acessíveis, e não pelas garrafas de valor exorbitante antes usadas para subornar funcionários do governo.

Em geral, as vendas no varejo chinês aumentaram 10,5% em termos reais este ano, bem acima do crescimento econômico (anunciado oficialmente como 7%, mas mais próximo de 6 %, segundo muitos analistas). Como sempre, dúvidas pairam em tomo dos dados econômicos chineses, mas, neste caso dúvidas pairam em tomo dos dados econômicos chineses, mas, neste caso, talvez os números do varejo sejam ainda maiores. O especialista em estatísticas chinesas Nicholas Lardy, do Instituto Peterson de Economia Internacional, destaca que os números do varejo não incluem serviços, uma séria omissão, pois levantamentos indicam que os serviços correspondem a até dois quintos dos gastos do consumidor chinês.

Tudo isso indica que o consumo está absorvendo ao menos parte do vácuo deixado pelo declínio industrial.

A principal razão da resiliência dos compradores chineses é o constante aumento na renda. Os salários para trabalhadores migrantes tiveram alta de 10% no segundo trimestre, em relação ao ano anterior, superando a média nacional de 7%. Como os trabalhadores de renda mais baixa tendem a gastar mais de seu salário do que os ricos, isso deu ao consumo uma força adicional.

Uma das preocupações envolve a possibilidade de o crescimento na renda prosseguir, apesar das dificuldades da indústria chinesa. Algumas fábricas estão cortando empregos. Mas os serviços correspondem a uma parcela da economia maior do que a indústria, empregam mais pessoas e continuam crescendo bem.

Bônus demográfico. Também há feitores estruturais influenciando este quadro.Coma população chinesa em idade economicamente ativa agora em declínio, a mão de obra está se tomando mais escassa e os trabalhadores exigem salários mais altos. A proporção da renda poupada pelos lares chineses – quase 30%, uma das mais altas do mundo- também começa a cair conforme a população envelhece e os idosos recorrem a saques da riqueza acumulada. A fatia do consumo dos lares no PIB caiu para 35,9% em 2010, baixo até para os padrões asiáticos, mas tem se recuperado desde então.

Uma mudança de gerações ajudou no processo. Para os chineses mais velhos, a experiência da privação na época de Mao inibe gastos. Numa tarde de domingo no Global Harbor, as pessoas segurando sacolas e formando filas nos restaurantes têm, em sua maioria, entre 20 e 30 anos. “Nossos pais são muito cuidadosos, mas queremos levar uma vida mais equilibrada”, diz Lulu Yu, assistente jurídica que foi ao cinema com o namorado para assistir a um filme. Ela é o retrato de uma consumidora madura. Como corte de cabelo da moda e lentes de contato para fazer os
olhos parecerem maiores, ela traz pendurado no braço um par de sapatos de salto alto, compra que ela fez impulsivamente a caminho do cinema.

Isso significa que os consumidores chineses estão prestes a se tomar o motor da economia global, como seus famosos equivalentes americanos? Em certos aspectos, isso já ocorreu. O número de chineses viajando para o exterior teve alta de 19,5% no ano passado, chegando a 107 milhões. Além disso, os turistas chineses gastam mais do que os outros, comprando artigos quesão mais baratos no exterior.Tudo isso fez da China a maior fonte de dólares para o turismo.

Na Coreia do Sul e na Tailândia, a alta nos gastos por parte de turistas chineses entre 2011 e 2014 compensou a queda nas exportações para a China ao longo do mesmo período, de acordo com a firma de pesquisas Capital Economics.

Mas, mesmo que o consumo chinês conserve seu vigor, ele não servirá de cura para o anêmico crescimento global.

Os países exportadores de commodities cuja sorte dependeu da China na década mais recente devem sair perdendo, pois produzem pouco em termos de bens de consumo que interessem aos compradores chineses. De feto, para o mundo exterior como um todo, a mudança chinesa do investimento para o consumo vai subtrair da demanda, já que a fabricação de aço exige mais importações do que manter os estoques de shoppings como o Global Harbor.

Independência. O componente importado do consumo chinês está 11 pontos porcentuais abaixo daquele correspondente ao investimento, de acordo com o banco Goldman Sachs. Um reequilíbrio de 1 trilhão de yuans(US$i57bilhões) do investimento para o consumo cortaria assim as importações chinesas em cerca de 110 bilhões de yuans.

Essa relativa independência deve aumentar com o tempo.Umestudo realizado pela consultoria Bain revelou que, das 26 categorias de bens de consumo baratos, as marcas estrangeiras perderam mercado em 18 no ano passado, incluindo cremes para a pele, leite, amaciante e pasta de dente. Em produtos mais sofisticados, as empresas domésticas também estão conquistando mais espaço em território antes dominado por participantes internacionais.

As marcas chinesas de carros responderam por 41% das vendas neste ano, com ganho de 3,5% em participação no mercado. O crescente consumo de serviços, desde cirurgias cosméticas até jantares em restaurantes, apenas acentua a vantagem doméstica, já que a maioria dos serviços é prestada localmente.

O boom no consumo chinês é real. Mas não podemos contar com sua capacidade de sustentar a economia global.

Estado de São Paulo – 30/09/2015

continue lendo:

Índia lidera em investimento estrangeiro

Com seu crescimento econômico superando a maioria dos demais e contrariando a tendência de queda nos mercados emergentes, a Índia tem tudo para superar a China e os EUA no ranking de investimento estrangeiro direto (IED) deste ano. Com os novos dados divulgados, 2015 parece que será um ano espetacular para a Índia, depois de seu desempenho já impressionante em 2014.

Nos últimos anos, a China e os EUA disputaram a liderança. Em 2014, lutaram até quase chegar a um empate, com os EUA liderando em número de projetos e a China em volume de capital investido, segundo levantamento do fDi Markets, serviço do “Financial Times”.

principais

A Índia ficou na quinta posição no ano passado em investimentos de capital, atrás apenas da China, EUA, Reino Unido e México. Num ano em que muitos outros destinos do IED já registraram quedas, a Índia teve uma das maiores taxas de crescimento de investimento estrangeiro de 2014, aumentando seu número de projetos em 47%.

Isso poderá sinalizar um ano ainda melhor para o IED na Índia. Um ranking dos principais destinos de novos investimentos (medidos pelos gastos de capital estimados) no primeiro semestre de 2015 mostra a Índia em primeiro, depois de o país ter atraído cerca de US$ 3 bilhões a mais que a China e US$ 4 bilhões a mais que os EUA.

A Índia está bem à frente em relação à posição que ocupava a esta altura do ano passado: o país mais que dobrou seus níveis de IED na metade do ano, atraindo US$ 30 bilhões até o fim de junho de 2015, em relação a US$ 12 bilhões no primeiro semestre do ano passado.

Isso ocorre no momento em que o IED para os emergentes em geral tem forte queda. Pesquisa do fDi Markets constatou que 97 dos 154 países geralmente classificados como mercados emergentes registraram quedas nos investimentos em novos projetos nos primeiros seis meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

O Vietnã, outro país que está desafiando a desaceleração dos países emergentes, também vem sustentando o ritmo aquecido de IED registrado em 2014 e se mantém firma na sétima posição.

A Indonésia também caminha para uma melhor posição no ranking. Na metade do ano estava em sexto lugar, depois de entrar para os “top 10” globais em 2014. Em relação ao mesmo período do ano passado, a Indonésia teve um aumento de 62% nos investimentos, para algo perto de US$ 14 bilhões, na primeira metade deste ano.

Por outro lado, o Brasil está caindo no ranking do IED e, se a tendência atual se mantiver, o país sairá da lista dos “dez mais” até o fim do ano, após ficar em nono lugar em 2014. Acompanhando a drástica queda do crescimento econômico, o investimento estrangeiro no Brasil está caindo desde o pico registrado em 2011.

Valor Econômico – 30/09/2015

Redação On setembro - 30 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.