Sindicato Nacional da Indústria de
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Reajuste da gasolina pode elevar IPCA em 0,24 ponto em 30 dias

SÃO PAULO  –  O impacto do reajuste de 6% na gasolina no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será pequeno. Se todo ele for repassado ao consumidor (o aumento anunciado pela Petrobras é aplicado nas refinarias), pode elevar o índice em 0,24 ponto percentual ao longo de 30 dias e deve entrar boa parte na inflação de outubro.

A gasolina tem um peso de 3,84 pontos percentuais na formação do IPCA. O peso do diesel, reajustado em 4%, é bem menor – 0,15 ponto – e seu repasse ao consumidor aparece mais tarde, via aumento indireto dos preços.

O impacto do reajuste da gasolina para o consumidor é sempre relativo, porque a concorrência entre os postos e o preço do etanol também influenciam o aumento na bomba. No último reajuste, em 7 novembro de 2014, o aumento na gasolina na refinaria foi de 3%. Naquela ocasião, o combustível subiu 1,99% em novembro e mais 0,61% em dezembro, medido pelo IPCA. O aumento na bomba, portanto, ficou abaixo do reajuste nas refinarias.

O reajuste anterior, de 4% em 29 de novembro de 2013, provocou altas de 4,04% no preço da gasolina em dezembro e mais uma elevação de 0,6% em janeiro, também nas medições do IPCA. Neste caso, o impacto superou o aumento na bomba.

Agora, o quadro recessivo, que tem reduzido o consumo de combustíveis, tende a conter repasses maiores para o preço ao consumidor.

Já o aumento de 4% do diesel concedido agora terá um impacto muito pequeno no IPCA, pois, proporcionalmente, o combustível é muito menos usado em veículos familiares.

O diesel reflete mais nos Índices Gerais de Preços (IGPs) porque influencia preços de transportes (frete), de energia (térmicas) e outros. Esse preço tem impacto em outras cadeias, mas o reflexo nos transportes públicos, por exemplo, deve vir no começo de 2016, época em que se concentram aumentos de passagens de ônibus.

Valor Econômico – 30/09/2015

 

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Confiança do comércio é a menor desde março de 2010, nota FGV

SÃO PAULO  –  A confiança do comércio recuou pelo quinto mês consecutivo, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) cedeu 4,1% entre agosto e setembro, para 82,6 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em março de 2010. Na comparação com setembro do ano passado, houve baixa de 23,6%.

“A continuidade da queda da confiança do comércio sinaliza que, no terceiro trimestre de 2015, o PIB do setor deve recuar em relação ao período imediatamente anterior pela quarta vez consecutiva, algo que não ocorria desde 2002-2003”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/Ibre. A julgar pelo pessimismo captado pela sondagem, não há, no momento, sinais de mudança no último trimestre do ano, acrescentou. Segundo Campelo, o setor reclama de fraqueza da demanda, escassez de crédito, custos financeiros elevados e da confiança extremamente baixa do consumidor.

A queda da confiança em setembro foi influenciada principalmente pela piora da percepção dos empresários em relação ao momento: o Índice da Situação Atual (ISA) – que retrata o grau de satisfação com a demanda – declinou 10,8%, ficando em 50,4 pontos, o menor nível da série.

O Índice de Expectativas (IE), por sua vez, voltou a recuar em setembro (-0,9%), para 114,7 pontos, também o menor valor da série. A maior contribuição para esse resultado veio do indicador que mede o grau de otimismo em relação à evolução da situação dos negócios nos seis meses seguintes, que caiu 1,9% em relação a agosto..

A edição de setembro da sondagem coletou informações de 1.213 empresas entre os dias 2 e 25 deste mês.

Valor Econômico – 30/09/2015

 

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Dólar pressiona preço industrial e IGP-M surpreende

Em dois dias, o governo recebeu duas péssimas notícias para o controle da inflação. Elas mostram aceleração no repasse da apreciação do dólar sobre os preços, com ênfase nos industriais. Na sexta-feira, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) indicou aumento de 1,29% nos preços do setor de transformação em agosto, acumulando 2% de alta em apenas dois meses. Ontem, foi a vez do IGP-M, cujo IPA-Industrial subiu 1,01% e ajudou a puxar o índice, que ficou em 0,95%, acima das expectativas do mercado. O desdobramento dos dois indicadores sugere aumento generalizado, embora mais forte em bens intermediários.

No IPP, de 23 setores da indústria de transformação, 12 tiveram alta superior a 1% em agosto. Em cinco deles os aumentos de preços no ano já ultrapassam 10%, mas o maior peso é dos intermediários, com alta de 4,58% de janeiro a agosto. Metade dessa alta, contudo, veio nos últimos três meses. Nos bens de consumo, a alta é mais comportada, com 3,53% no ano, mas também um expressivo aumento (0,86%) em agosto.

No IGP-M, o desdobramento do IPA industrial mostra que os alimentos industrializados subiram 1,93% em setembro, mas outros setores também pressionaram o indicador: celulose (1,21%), metalurgia básica (1,11%) e produtos de metal (1,12%), além do IPA agrícola, que variou 2%. Boa parte dessas pressões ainda não chegou ao consumidor. Os dados do IPC dentro do IGP-M mostram que os bens de consumo (sem considerar alimentos e combustíveis) acumulam inflação de 5,68% (não duráveis) e 3,77% (duráveis) em 12 meses, período em que a alta do dólar no mercado brasileiro ultrapassa 60%.

Mesmo com os sinais de repasse ainda contidos nos preços ao consumidor, os aumentos recentes na indústria mostram pressão crescente da desvalorização do real sobre os custos. O Instituto Nacional dos Distribuidores Aço (Inda), por exemplo, espera que as siderúrgicas comuniquem aumentos de preços de 7% a 10% a partir de amanhã. A Petrobras, por sua vez, reajustou na sexta-feira os preços de comercialização do gás liquefeito de petróleo (GLP), para uso industrial, comercial e granel, com percentual médio de 11%.

O superintendente para ciclos econômicos do Ibre-FGV, Salomão Quadros prevê que a pressão sobre o IGP-M continue em outubro. No próximo mês, afirmou, o IGP-M deve registrar taxa parecida com a de setembro, de 0,95% – analistas consultados pelo Valor Data esperavam 0,78%. Até setembro, a variação em 12 meses ficou de 8,35%, enquanto até agosto o acumulado neste mesmo período era de 7,55%. No ano, o IGP-M acumula alta de 6,34%. (Colaborou Ana Conceição, de São Paulo)

Valor Econômico – 30/09/2015

 

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‘País volta a crescer em um ano’, afirma Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem, durante evento, que a economia brasileira pode voltar a crescer dentro de aproximadamente um ano e que os empresários têm de estar preparados para atender essa demanda

Segundo ele, se esse atendimento não acontecer, isso gera inflação e impede um avanço maior do Brasil, configurando o chamado “voo de galinha”.

Levy explicou que, resolvida a situação fiscal, será possível reduzir os juros e o crédito voltará a crescer de maneira saudável. Assim, a economia deve reagir relativamente rápido e justamente por isso é preciso avançar com as reformas estruturais, “para não termos mais voo de galinha”. O problema do Brasil não é demanda, é oferta, frisou.

Levy ressaltou ainda que o Brasil vem fazendo um esforço fiscal enorme no curto prazo. Segundo ele, o governo está economizando este ano R$ 80 bilhões em relação ao que foi aprovado no Orçamento, com R$ 40 bilhões a menos nas despesas discricionárias. “Nós estamos pagando mais de R$ 20 bilhões em subsídios, de 2012, 2013”, disse.

DCI – 30/09/2015

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Queda de juros, só com ajuste

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem que os juros no Brasil só devem começar a cair quando o governo federal conseguir equilibrar as contas públicas. Segundo ele, ao se acertar a questão fiscal, abre-se espaço para as taxas caírem de maneira verdadeira e para que haja incremento do crédito de forma saudável.

Levy ressaltou que a economia brasileira pode voltar a crescer dentro de, aproximadamente, um ano e que os empresários têm de estar preparados para atender essa demanda. Caso contrário, isso gera inflação e impede um crescimento maior do Brasil, configurando o chamado “voo de galinha”. “O problema do país não é de demanda, é de oferta”, frisou.

O titular da Fazenda afirmou que algumas medidas tomadas pelo governo no começo deste ano já estão dando resultado, inclusive com um incentivo das exportações e uma maior demanda por produtos industriais domésticos, em função da recente valorização do câmbio. “É assim que nós vamos enfrentar o desemprego”, explicou. “Não é crédito subsidiado que vai fazer as empresas comprarem novas máquinas; é confiança de que o ciclo de desenvolvimento é equilibrado.”

O ministro enfatizou a necessidade de o Congresso manter os vetos presidenciais, que somados poderiam gerar quase R$ 60 bilhões em gastos e admitiu que, agora, tem encontrado apoio dos parlamentares. “São duas CPMFs (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)”. Na opinião de Levy, a presidente Dilma Rousseff teve “coragem de vetar esses projetos, mesmo sabendo do custo político”.

Correio Braziliense – 30/09/2015

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Nelson Barbosa: CPMF é ‘ plano A, B, C e D’ do governo

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse ontem que a recriação da CPMF é o plano “A,B, C e D” do governo para recuperar a receita e cobrir o déficit no Orçamento. A intenção é arrecadar R$ 32 bilhões com o tributo só no próximo ano.
— O governo mandou a proposta que achou necessária ( para recompor os seus gastos). Apesar das dificuldades, mantemos essa proposta como plano A,B, C, e D, porque a consideramos menos extorsiva e mais adequada neste momento, mesmo com suas dificuldades regimentais, de tramitação ou políticas — declarou.

Barbosa disse ainda que a pressão dos governadores de aumentar a alíquota dos 0,2% propostos para 0,38%, como forma de ficar com parte da arrecadação, é um debate do Legislativo.

— Essa é uma discussão adicional à proposta do governo. Se eventualmente há incorporação de demandas regionais, é uma discussão mais federativa, que está acontecendo no Congresso — afirmou.

Falando uma sessão esvaziada da Comissão Mista de Orçamento ( CMO), o ministro do Planejamento não escondeu sua irritação com o bombardeio de perguntas do deputado Caio Nárcio ( PSDB- MG). Barbosa defendeu a presidente Dilma Rousseff, afirmando que ela não mentiu ao dizer na campanha eleitoral de 2014 que não criaria impostos e ressaltou que o governo adotou um comportamento “corajoso” ao propor a recriação da CPMF.

— Não acho que foi mentira, não acho que foi um recuo. Foi atitude de adequar a política econômica à evolução da conjuntura da economia brasileira. Exige medidas como essa, mesmo que elas sejam impopulares no curto prazo. No médio prazo, já a partir da metade do ano que vem, começa a ter um resultado positivo sobre a economia. Não foi uma falta com a verdade. Foi um comportamento corajoso de cumprir o que se espera do governo com o equilíbrio fiscal — disse Barbosa.

Para o ministro, é preciso recuperar a capacidade do governo de promover um resultado primário em nível suficiente para manter estável a dívida pública.

— A política fiscal é a perna mais importante desse esforço, porque ela é a base, a âncora da estabilidade fiscal. Mas é um processo gradual. O tempo da política fiscal é um pouco mais prolongado, envolve a aprovação de medidas no Legislativo — ressaltou Barbosa.

LEVY: JUROS NÃO DEVEM CAIR
Também ontem o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a questão fiscal é atualmente a maior fonte de incertezas para todo mundo, e que os juros não devem cair enquanto não houver equilíbrio das contas públicas. A uma plateia de empresários em São Paulo, Levy fez uma defesa enfática da atual política econômica do governo, um dia depois de receber críticas da Fundação Perseu Abramo, mantida pelo PT, que divulgou documento afirmando que o ajuste tem gerado desemprego, aumento da informalidade e desvalorização do salário real.

— Temos primeiro que acertar no fiscal, que é a maior fonte de incerteza para todo mundo. Se não sei o que vão ser meus impostos daqui a três, cinco ou dez anos, vou ter dificuldade de investir. E isso vale para o cidadão. O ajuste é o elemento de uma estratégia clara do governo, e não se pode criar uma cizânia em torno dele.

O Globo – 30/09/2015

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Governo central tem déficit fiscal de R$ 14 bilhões no ano

Com as receitas em um patamar muito inferior ao esperado para o ano e as despesas engessadas, o governo central ( formado por Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) acumulou, entre janeiro e agosto, um déficit de R$ 14,013 bilhões — o pior resultado para o período da série histórica, iniciada em 1997.

Apesar de em agosto o déficit ter registrado queda em torno de 50% em relação a 2014, para R$ 5,081 bilhões, ficando abaixo das expectativas do mercado, o resultado acumulado no ano torna ainda mais difícil alcançar a meta de superávit prometida para o ano, de R$ 5,8 bilhões, equivalente a 0,10% do Produto Interno Bruto ( PIB), no caso do governo central. Em proporção do PIB, o resultado acumulado no ano equivale a um déficit de 0,37%. No mesmo período do ano passado, as contas fecharam com um superávit de 0,13% do PIB ( R$ 4,7 bilhões).

Pelo quarto mês consecutivo, o governo não conseguiu fazer poupança para o pagamento de juros da dívida pública. O último superávit do governo foi registrado em abril. Em agosto, o Tesouro Nacional foi responsável por um superávit de R$ 269,8 milhões no mês, enquanto o Banco Central e a Previdência Social tiveram déficit de R$ 1,981 bilhão e R$ 5,153 bilhões, respectivamente.

Segundo o Tesouro, os números ruins do ano refletem o crescimento real de 21% no déficit da Previdência nos últimos oito meses e a redução de 4,8% na receita líquida total no período, “parcialmente compensada pela diminuição da despesa total”. Apesar de todas as medidas anunciadas pela equipe econômica na tentativa de cortar gastos, o governo conseguiu, até agosto, reduzir as despesas em apenas 2,1%.

Além dos benefícios pagos pela Previdência, no total de R$ 33,1 bilhões, as maiores despesas foram com custeio de capital. O secretário do Tesouro, Marcelo Barbosa Saintive, explicou que nesse grupo estão incluídas despesas previstas na Constituição, como as relativas à complementação do FGTS e ao Fundo Constitucional do Distrito Federal.

‘ CORTANDO NA CARNE’
Outros fatores complicam o cumprimento da meta de superávit para o ano. Isso porque parte das receitas extraordinárias previstas, como os recursos provenientes da abertura de capital da Caixa Seguridade, não deve se confirmar.

Quando enviou ao Congresso a proposta de revisão da meta de superávit primário ( economia para pagar os juros da dívida) para 2015, a equipe econômica incluiu uma cláusula de abatimento de até R$ 26,4 bilhões, caso houvesse frustração de receitas. Saintive afirmou que, apesar desse gatilho, a União persiste na meta de superávit para este ano, de 0,15% para o setor público consolidado e 0,10% para o governo central.

— O esforço fiscal é pela meta de R$ 5,8 bilhões. Essa é a meta acordada pelo governo, e a sociedade já entendeu a necessidade de perseguir essa meta.

O dólar comercial encerrou ontem em queda de 1,21%, a R$ 4,059, após o governo ter anunciado déficit primário bem menor que o esperado. A sessão, porém, foi volátil: na mínima, a moeda americana caiu a R$ 4,013 e, na máxima, chegou a subir 1,09%, a R$ 4,154. Na tentativa de conter a valorização, o Banco Central ( BC) realizou nova intervenção no mercado de câmbio. A Bolsa de Valores de São Paulo ( Bovespa), por sua vez, interrompeu uma sequência de sete quedas e fechou em alta de 0,40%, aos 44.131 pontos.

— O mercado mudou completamente de humor após a divulgação do resultado fiscal primário. A desaceleração da economia está muito forte, o que leva à queda da arrecadação. Então um resultado melhor que o esperado significa que o governo fez um esforço maior — disse Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora.

O Globo – 30/09/2015

Redação On setembro - 30 - 2015
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