Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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O encolhimento (assustador) da indústria
ESPAÇO ABERTO

Gastão Reis Rodrigues Pereira

A desindustrialização do País se agravou muito nos últimos anos. A participação da indústria manufatureira no produto interno bruto (PIB) foi bater em apenas 10,9%, em 2014, de acordo com o IBGE, em sua nova metodologia de cálculo. A antiga e a novacoincidem, entretanto, no anode2008,num porcentual em tomo de 16,5%.

Essa queda brutal de quase seis pontos porcentuais em apenas seis anos (2008 a 2014) deixou o Brasil na desonrosa disputa pelo súltimos lugares. O Brasil fez feio mesmo em relação a países de sua órbita regional, como México, Argentina e Venezuela, cujos porcentuais são, respectivamente, 17,8%, 15,3% e 13,5%.

Pesquisa anterior (Regis Bonelli et alii, de 2013) havia chegado a um porcentual de 15% para o ano de 2011.

Segundo os autores, tendo em conta que o fenômeno da desindustrialização havia ocorrido no mundo todo exceto na Ásia, este porcentual, ainda que abaixo do desejável, era aceitável. Certamente que os 10,9% do IBGE para 2014, e prováveis 10,3%, projetados pela Fiesp para 2015, riscam do mapa o aceitável, devendo ser substituído por assustador, pois o exterminador do futuro da indústria nacional está em plena atividade. E ele se chama governo brasileiro, como veremos a seguir.

Além do chamado trio mortal de câmbio desajustado, juro alto e carga tributária elevada, as razões dessa brutal contração vão bater no clima empresarial adverso (efeito PT) e em custos adicionais, no pior momento, à atividade industrial para o barco estar afundando. Os vilões do súbito encolhimento é formado por um quinteto fetal: a condução com viés ideológico da política de comércio exterior; a Norma Reguladora de Segurança no Trabalho para Máquinas e Equipamentos nº 12 (NR-12);a certificação de produtos; as benesses excessivas e os encargos da legislação trabalhista; e o timing descompassado dos auditores fiscais e ambientais. A insegurança jurídica que causaram liquidou a disposição de investir dos empresários.

Vejamos cada um deles. Tomemos, primeiramente, a política de comércio exterior míope, que nos levou a assinar acordos comerciais, nestes anos petistas, com apenas seis países de pequena expressão comercial, enquanto o Chile o fez com 65 nações, incluindo parceiros como os EUA e a Europa.

ANR-12 estabelece uma série de normas,diretrizes e regulamentos a serem seguidos e ainda um conjunto de exigências descabidas. Entre outras lacunas, não foram postas à disposição linhas de financiamento para as indústrias, já que o custo é pesado. Passou por cima do Decreto Presidencial nº 7.602, que manda financiar, mas mio está regulamentado. As normas a serem seguidas têm custo que pode chegar a até R$50mil. Não houve observância da Portaria nº 186/10, do próprio Ministério do Trabalho e do Emprego, que ordena avaliar o impacto econômico-financeiro da norma regulamentadora antes de implementá-la. Trata do mesmo modo empresas de diferentes tamanhos.

Obriga o fabricante nacional a atendê-la mesmo quando o importador da máquina não precisa obedecê-la em seu país (eem quase todos os demais), até por elevar o valor a ser pago em até 30%. Essa exigência foi por fim suspensa, e poucas outras mais em que prevaleceu o bom senso.

A NR-12baseou-senofetofelso de que o Brasil seria o quarto país do mundo com maior número de acidentes de trabalho, quando, na verdade, 50% deles aconteceram no trajeto do trabalhador de casa até a empresa. Nenhum país inclui tais casos nessa categoria.

O maior interessado na segurança do trabalhador é o próprio empresário. Montou-se uma legislação paternalista praticamente sem paralelo no mundo. Empresários alemães fizeram cara de espanto diante de certas exigências da NR-12. De 2010  a 2014, o número de autuações mais que sextuplicou e o de máquinas interditadas, quadruplicou.Um município mineiro teve todas as suas máquinas interditadas.

A despeito da liberação posterior de 80% delas, máquinas continuam a ser interditadas em outras partes do País, reduzindo ainda mais a produção.

Quanto à certificação de produtos, que, em princípio, contribuiria para a competitividade de nossas empresas no mercado externo, houve falhas gritantes.

A despeito de leis e normas,não foi posto à disposição financiamento e ainda foi exigida a Certidão Negativa de Débitos (CND), que tomou inviável o processo no caso de muitas empresas que reconhecem seus débitos e não podem pagar nem se modernizar por absoluta feita de recursos. Aquelas que não conseguiram certificar-se simplesmente não conseguem mais vender seus produtos no mercado.

O resultado é perda de faturamento,elemento sempre presente na hora de fechar uma fábrica, como vem ocorrendo em ritmo alarmante.

Dentre as muitas mazelas oriundas de uma legislação trabalhista arcaica que vem reduzindo o emprego, merecem registro seu viés antiprodutividade e a premiação do mau trabalhador. A frequência dos pedidos de dispensa para levantar o FGTS contribui para a elevada rotatividade da mão de obra,com efeitos perversos sobre a produtividade. E também impede a elevação sustentada do salário real do trabalhador em médio e longo prazos, sequela comprovada pela atual crise vivida pelo País.

Em relação ao timing descompassado da presença dos auditores fiscais e ambientais nas fábricas, houve um duplo efeito negativo. No primeiro caso, pela interrupção da produção com a interdição de máquinas.

No segundo, pela extrema morosidade do licenciamento ambiental. Ambos retardaram em muito os planos de expansão dos empresários. Impõe-se, de parte a parte, uma parceria de esclarecimento, com prazos flexíveis, para permitir à indústria superar a crise, e não aprofundá-la, como se vem verificando.

E assim, qual sambado crioulo doido,se conta essa triste história do iminente extermínio da indústria de transformação brasileira. Mais que hora de atravessar o samba e interromper seu enredo catastrófico.

EMPRESÁRIO E ECONOMISTA
Qual samba do crioulo doido, assim se conta a triste história de seu iminente extermínio

Estado de São Paulo – 30/09/2015

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Fiesp e Firjan fazem campanha a favor do ‘Sistema S’

Os presidentes da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp ),Paulo Skaf, e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan ),Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, pediram ontem ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e lideranças partidárias da Casa que barrem as medidas do pacote fiscal do governo federal para reduzir as contribuições para o “Sistema S”.

“O empresariado está muito zangadocom isso emuito mais”, disse Skaf, citando o aumento de desemprego e de inadimplência, a falta de crescimento econômico do país e as crises econômica e política gravíssimas. Para Eugênio Gouvêa, a “máquina administrativa está emperrada, custosa e o governo vem pedindo mais recurso para financiar essa máquina”.

Os dois representantes do setor produtivo criticaram duramente o ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff e cobraram responsabilidade do Congresso na aprovação de reformas necessárias ao país e na rejeição das propostas do governo de aumento da carga tributária. Segundo E Gouvêa Vieira, o objetivo foi “chamar a atenção para a responsabilidade do Congresso para direcionar um caminho para o Brasil, na medida em que o Executivo não está oferecendo esse direcionamento, trazendo uma forma de retomarmos o equilíbrio da economia. Se o Executivo não faz isso, esperamos que o Senado, o Congresso, faça”.

Skaf também convidou Renan e os líderes e senadores presentes ao encontro para participarem da campanha “Não vou Pagar o Pato”, contra a criação e aumento de impostos – como a CPMF pelo governo federal, que será lançada amanhã em Brasília.

O presidente da Firjan, por sua vez, tratou com Renan e lideranças partidárias do aumento de impostos, da oposição à redução da contribuição para o “Sistema S” e da votação dos vetos presidenciais a projetos de lei que, se derrubados, resultarão em aumento de gastos públicos, entre eles o que concede reajuste escalonado de até 78,56% aos servidores do Poder Judiciário. “Se os vetos fossem derrubados, empurraríamos o Brasil buraco abaixo. As disputas políticas têm de ter um limite”, disse Gouvêa Vieira.

Skaf disse que foi manifestada, mais uma vez, a preocupação contínuado empresariado com possíveis aumento de impostos, com a CPMF e outros. Relatou que isso foi discutido com Renan, “batendo na tecla de que é necessário que o governo faça ajuste reduzindo gastos, despesas e desperdício e não aumentando mais os impostos”. (RU)

Valor Econômico – 30/09/205

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BC vê risco de dívida em dólar de empresas como ‘controlado’

Mesmo após o forte avanço na cotação do dólar na última semana, o Banco Central (BC) considera que os riscos do endividamento das empresas brasileiras em moeda estrangeira estão sob controle. “Há um debate em fóruns internacionais sobre endividamento em moeda estrangeira de empresas não financeiras em países emergentes. No caso brasileiro, tais riscos são controlados na perspectiva agregada do sistema financeiro nacional”, disse Otávio Ribeiro Damaso, diretor de regulação do BC, em evento em São Paulo.

“Observa-se que parte significativa da dívida vinculada à moeda estrangeira refere-se a empresas exportadoras, a companhias que utilizam o mercado de derivativos local para proteger suas exposições, a corporações que pertencem a grupos econômicos com sede no exterior ou ainda apenas com ativos no exterior em montante relevante”, afirmou.

Damaso chamou atenção para um “box” publicado no Relatório de Estabilidade Financeira do BC em setembro passado, em que a autoridade monetária detalha a exposição das empresas brasileiras à dívida em moeda estrangeira. Segundo ele, o cenário de hoje não difere materialmente daquele.

O estudo mostrava que, em junho de 2014, 29% do endividamento das empresas não-financeiras do país havia sido contratado no mercado externo, ante 24% em junho de 2008. Do total da dívida em moeda estrangeira, uma parcela de 16,8% havia sido contratada sem hedge por empresas que não exportam, não têm ativos no exterior ou sede fora do país. A exposição em moeda estrangeira desse grupo equivalia a 2,9% do PIB, “o que sugere tratar-se de conjunto bastante limitado de empresas sujeito a impactos decorrentes do risco cambial”, escreveu o BC.

A visão de Damaso é que o atual momento de volatilidade dos mercados internacionais em relação às economias emergentes deve-se a quatro fatores: os questionamentos sobre a China e seu potencial de crescimento nos próximos anos, a incerteza a respeito do processo de elevação de juros nos EUA, à retração no preço das commodities e, por fim, ao fortalecimento global do dólar. “Tudo isso tem tornado os mercados internacionais mais voláteis, em particular para economias emergentes”.

“No front doméstico, estamos vivenciando um ciclo econômico de retração, mas já estão em curso ajustes e políticas que vão favorecer a retomada do crescimento mais à frente”, disse. Ele acrescentou que “a solidez do sistema financeiro é um pilar para superarmos esse momento de transição”.

Damaso reforçou que o sistema financeiro brasileiro está “bem capitalizado e com bons níveis de liquidez” para enfrentar qualquer adversidade que possa vir como resultado do cenário econômico local e global. “O Banco Central sempre esteve e continuará vigilante em relação a sua missão institucional de garantir a estabilidade financeira”.

O diretor do BC participou ontem de congresso de gerenciamento de riscos promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Também no evento, o presidente da entidade, Murilo Portugal, afirmou que o processo de implementação das regras de Basileia 3 no país tem sido “bastante satisfatório”. Ele lembrou que, em outubro, começam a vigorar as regras do índice de liquidez de curto prazo (LCR) e indicadores de alavancagem no âmbito do acordo.

Entre os próximos passos para adoção das regras de Basileia no país está o BC definir quais são os bancos sistemicamente importantes do ponto de vista local. Dessas instituições, pode ser exigido requerimento adicional de capital. Damaso, do BC, afirmou que a autoridade está concluindo esses estudos.

Valor Econômico – 30/09/2015

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Uma em cada cinco empresas abertas tem ações negociadas a menos de R$ 2

Cerca de 90 empresas brasileiras negociadas na BM&FBovespa estão cotadas a menos de R$ 2 – o que representa quase 20% das companhias com ações em Bolsa. A destruição de valor de mercado é fruto da aversão ao risco por parte de investidores em meio à crise política e econômica que o País atravessa. Para defender as cotações dos papéis de uma volatilidade ainda maior e cumprir regras dos índices da Bolsa, as empresas têm se valido do grupamento de ações.

Esse movimento, observado desde o ano passado, ficou ainda mais intenso com o ambiente de crise. Recentemente, PDG, Magazine Luiza, Vanguarda Agro, Prumo Logística, CCX e Lupatech lançaram mão dessa alternativa. Segundo o analista da XP Investimentos, Ricardo Kim, a volatilidade das ações de baixo valor acabam afastando os investidores institucionais, que não desejam tanta oscilação de suas cotas. “Isso atrai mais os investidores os de perfil mais especulativo do que os de longo prazo”, afirma.

Das companhias listadas na bolsa brasileira, há 49 com ações que valem menos de R$ 1, segundo levantamento realizado pela BM&FBovespa a pedido do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Outras 40 estavam cotadas abaixo de R$ 2 quando foi feito o levantamento, que levou em consideração o fechamento do pregão da última sexta-feira.

Nos índices da bolsa brasileira, incluindo o Ibovespa, não é permitida a presença das “penny stocks”, como são conhecidas as ações que valem centavos. O analista da Alpes/Wintrade, Bruno Gonçalves, lembra que, ao ser excluída do Ibovespa, por exemplo, a empresa terá sua liquidez reduzida. É por isso que algumas companhias não esperam as ações cederem abaixo de R$ 1 para se movimentar.

Na prática, a empresa consegue deixar de ser uma “penny stock” ao realizar o grupamento de ações, mas esse procedimento pode apenas adiar o problema caso a ação esteja com a cotação baixa por conta de seus fundamentos. Um exemplo claro é a Lupatech, companhia que está em recuperação judicial. Um dia depois de agrupar 500 ações em uma, ela registrou queda de 42% no pregão.

“Em termos gerais, quando uma empresa anuncia o grupamento depois de uma queda significativa dos preços das ações, abre-se um espaço para as ações caírem ainda mais”, destaca o analista da Guide Investimentos, Rafael Ohmachi, observando que essa situação ocorre nos casos em que os fundamentos da companhia estão sendo questionados pelo mercado, já que o grupamento tem pouca influência sobre isso.

Exceção. Se por um lado, negociar ações com preços tão baixos expõe as empresas a uma volatilidade maior, por outro, os papéis muito caros são os menos lembrados em momentos de crise, principalmente por investidores de varejo. Na contramão das “penny stocks”, a Lojas Renner anunciou recentemente o desdobramento dos papéis.
Nesse caso, um ação foi dividida em cinco – marcando a única operação de desdobramento entre as empresas brasileiras de capital aberto neste ano.

Para o analista Rafael Ohmachi, da Guide, esse procedimento abre mais espaço para as ações se valorizarem, à medida que passa a permitir que investidores de menor porte comprem esse papel.

O Estado de S.Paulo – 30/09/2015

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Ganhos dos patrões brasileiros aumentam

O rendimento médio dos empregadores teve crescimento real durante o último ano. No mesmo período, trabalhadores sem carteira tiveram queda nos ganhos.

O rendimento médio dos patrões no Brasil ficou em R$ 5.004 no trimestre terminado em julho deste ano. Em igual período de 2014, o rendimento médio real – já descontada a inflação – dos empregadores estava em R$ 4.848, alta de 3,2%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os ganhos reais dos trabalhadores empregados com carteira assinada, quase três vezes menor que o dos empregadores, teve crescimento menor no mesmo período. No trimestre terminado em julho deste ano, os rendimentos ficaram em R$ 1.803, valorização de R$ 50 (2,8%) em relação a igual período de três meses do ano passado.

Para os empregados do setor público, o crescimento também foi menor, de R$ 2.773 entre maio, junho e julho do ano passado para R$ 2.805 (variação de 1,1%) em igual período de 2015.

Os rendimentos dos trabalhadores sem carteira assinada foram os mais impactados pela crise econômica. Nos três meses encerrados em julho, os ganhos reais estavam em R$ 1.043. Em igual período do ano passado o saldo era de R$ 1.081.

As variações nos rendimentos surpreenderam os especialistas consultados pelo DCI, que esperavam queda generalizada nos ganhos dos trabalhadores, devido ao quadro de recessão econômica.

Porém, para Cimar Azeredo, coordenador do IBGE, “as mudanças nos salários ainda não são significativas”. Ele comentou também as mudanças no mercado de trabalho brasileiro: “estamos vivendo um momento em que a taxa de desocupação está subindo, mesmo em um período do ano em que o número de desempregados deveria estar caindo”.

A PNAD mostrou que a desocupação já chegou a 8,6% no Brasil. Em 2014, a taxa estava em 6,9% no trimestre encerrado em julho. Ajudado pelo aumento na renda dos empregadores, o rendimento médio real de todos os trabalhadores teve aumento de 2% na base mesma comparação.

Mauro Rochlin, professor de economia da FGV, tem previsão pouco otimista para o mercado de trabalho: “sem dúvida nenhuma, vai continuar se deteriorando, com piora nos índices de emprego e renda”. O especialista ressalta que a situação pode piorar, “já que hoje grande parte dos desempregados ainda conta com benefícios relacionados a rescisão contratual, o que deve acabar”.

Auxílio

O Programa de Proteção ao Emprego (PPE), em funcionamento há pouco mais de três meses, está perto de chegar a 50% da previsão inicial de empregados beneficiados. A meta anunciada por Dilma Rousseff em julho era de auxiliar 50 mil trabalhadores. Até hoje, 23.971 funcionários já foram contemplados pelo programa.

As seis empresas confirmadas no PPE podem reduzir a jornada de trabalho dos empregados em até 30%. A queda no total de horas de serviço pode ser acompanhada por diminuições salariais, amenizadas pelo governo. Com o uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), a União paga parte da queda nos rendimentos dos empregados, diminuindo a perda.

“É muito bom, porque esses trabalhadores preservarão suas vagas e, também, o saldo do FGTS e todos os benefícios trabalhistas. As empresas também ganham, uma vez que continuam com os trabalhadores qualificados de que já dispõem, reduzem os custos com demissão, contratação e treinamento, além de diminuir temporariamente os gastos com salários em até 30%”, explica Manoel Dias, ministro do Trabalho e Emprego.

Outras 27 empresas passam por processo de adesão ao programa, que exige comprovação de dificuldade econômica e financeira por parte das companhias. Se todas as 27 forem aceitas e passarem a fazer parte do PPE, o total de recursos oriundos do FAT utilizados para auxiliar os empregados registrados no Programa chegará a R$ 69,6 milhões.

DCI – 30/09/2015

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PPE atinge 24 mil funcionários de seis empresas e deve crescer mais

O Programa de Proteção ao Emprego ( PPE) — lançado pelo governo há cerca de três meses — já está atingindo 23.971 trabalhadores de seis empresas, segundo o Ministério do Trabalho. Outras 27 estão em fase de negociação para aderir ao programa, que permite redução de jornada e salários para evitar demissões.

A meta inicial do governo era atender 50 mil trabalhadores a um custo de R$ 112,5 milhões, com Fundo de Amparo ao Trabalhador ( FAT). Caso todas as empresas em negociação adotem o programa, o custo chegará a R$ 69,5 milhões. O PPE permite cortar salários em até 30%, mas a perda de renda do trabalhador é de apenas 15%, a diferença é paga com estes recursos do FAT.

O governo priorizou os empregadores que mais demitiram nos últimos meses. O PPE tem duração até 31 de dezembro de 2016 e o Ministério do Planejamento já avisou que haverá dotação extra, caso a demanda seja maior.

Segundo o Ministério do Trabalho, os setores automobilístico, metalúrgico e fabril concentram o maior número de empresas que manifestaram oficialmente interesse pelo programa. Há também representantes de construção civil, alimentos, têxtil, financeiro, imobiliário, comércio e serviços.

O Globo – 30/09/2015

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Volks estende plano que protege emprego a 5.800 funcionários

A Volkswagen vai estender o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que permite a redução de salários e da jornada em troca da estabilidade de emprego, para 5.800 funcionários das fábricas de Taubaté e São Carlos.

A proposta de acordo é semelhante à aprovada na quinta-feira (17) para 11,6 mil trabalhadores da montadora em São Bernardo do Campo.

Com a extensão do acordo, sobe para 17,4 mil o número de empregados que terão salários e jornada menores e estabilidade –ou 87% do total que o grupo emprega no país.

Na unidade de São Carlos, onde fabrica motores, são 900 trabalhadores beneficiados pelo acordo. Em Taubaté, são 4.900.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté fez assembleias nesta terça (29) para explicar aos trabalhadores dos dois turnos da Volks as condições do acordo. Ele prevê, como nas demais unidades, redução de 20% do salário e da jornada, sendo que metade do corte salarial será pago pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), como prevê a lei que criou o PPE. Com isso, os salários serão diminuídos em 10% por seis meses. O prazo pode ser prorrogado por mais seis meses.

A empresa também negocia com os metalúrgicos de São José dos Pinhais (PR), segundo a Folha apurou, a mesma proposta para os trabalhadores. O sindicato local, que representa os operários, é filiado à Força Sindical. Nas demais unidades, os sindicatos são filiados à CUT.

Até agora, seis empresas com 11.849 trabalhadores adotaram o PPE e sete estão na lista de espera, segundo dados do Ministério do Trabalho. Após o sindicato negociar com a empresa e os trabalhadores aprovarem a proposta, um comitê do ministério avalia se ela está apta a formalizar o acordo. Dessa forma, os trabalhadores recebem os recursos do FAT.

Já na General Motors de São Caetano do Sul, o sindicato local é contrário ao PPE. A empresa deve dar resposta até quinta sobre um novo “lay-off” para 650 pessoas e a prorrogação da suspensão do contrato para outro grupo de 900 trabalhadores.

Folha de S.Paulo – 30/09/2015

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Mais pessoas buscam vaga e desemprego atinge 8,6%

A piora do cenário econômico no Brasil fez a taxa de desemprego continuar a subir no início do segundo semestre, quando o usual seria uma desaceleração. É o que mostra a taxa de desemprego apurada pelo IBGE para os três meses encerrados em julho, de 8,6%.

O indicador ficou acima do verificado no trimestre imediatamente anterior (fevereiro, março e abril), de 8%. Em igual período do ano passado, o índice foi de 6,9%. Os dados são da Pnad Contínua, a mais abrangente pesquisa de emprego do instituto, divulgada nesta terça-feira (29).

Segundo o economista Marcel Caparóz, da RC Consultores, os picos de desemprego ocorrem, em geral, no início de cada ano em função de dispensas de trabalhadores temporários contratados no final do ano anterior.

A taxa, explicou, costuma desacelerar na metade do primeiro semestre até chegar nos últimos meses do ano nos níveis mais baixos. Neste ano, o índice sobe mesmo após o pico de desemprego.

“Com as quedas previstas na receita para os setores de serviços e comércio, os maiores empregadores do país, a perspectiva é que também não haja uma melhora significativa de cenário com as contratações de final de ano”.

A receita de desemprego se repete desde o início do ano: mais pessoas buscam trabalho enquanto não são criadas vagas na mesma proporção.

Além das demissões em setores afetados pela recessão, como construção e indústria, pessoas que não trabalhavam tentam uma vaga para compor o rendimento familiar.

O país somou, no trimestre encerrado em julho, 8,6 milhões de desocupados, que são desempregados em busca de emprego. No intervalo de um ano, 1,8 milhão de desempregados procuraram trabalho, uma alta de 26,6% no contingente de desocupados. Em relação ao trimestre anterior, 593 pessoas entraram na fila entre abril e julho.

Enquanto as filas crescem, a geração de postos não acompanha. Na passagem do trimestre encerrado em abril com o trimestre encerrado em julho, apenas 6.000 postos foram criados.

Folha de S.Paulo – 30/09/2015

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Aproximar universidade e indústria incentiva inovação

ESPECIAL

Brasil precisa investir na retenção de jovens talentos para dar salto, avaliam especialistas

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A presença de empresas cada vez mais interconectadas, eficientes e produtivas no Brasil passa, necessariamente, pela educação e pela retenção de jovens talentos no país. Essa éuma das conclusões do Fórum Digitalização: Soluções para um Brasil mais Competitivo, promovido pela Folha na segunda-feira (28), no teatro Tucarena (zona oeste de São Paulo).

Os debatedores foram unânimes em dizer que é preciso evitar que os jovens talentos brasileiros busquem oportunidades no exterior, deixando de contribuir para o avanço da inovação no Brasil. “Temos de criar uma sociedade sábia; somos exportadores de talentos e não vamos crescer sem eles”, afirmou Ozires Silva, presidente do Conselho de Administração da Anima Educação e reitor do Centro Universitário Unimonte, que participou da primeira mesa do dia, que discutiu os ganhos de produtividade na indústria do futuro.

“O Brasil não teve participação no processo de digitalização no mundo. Temos de aumentar a competência nacional por meio da educação”, acrescentou Ozires. Para RodrigoRocha Loures, presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Federação das Indústrias do Estadode São Paulo), a conectividade é a indústria mais relevante e estratégica da atualidade, pois permeia todas as demais e deve ser tratada com prioridade.

“O Brasil nãoteve sucesso nas políticas públicas adotadas até agora e tem um desempenho fraquíssimo em inovação em geral. Devemos desenvolver competência nesta área, porquepotencial nós temos”, disse Loures, que também participou da primeira mesa de debates.

Sergio Vezza, diretor de Tecnologia da Informação da Ambev, ressaltou que o país tem oportunidades nãopela infraestrutura nem pelos investimentos, mas pela capacidade do jovem brasileiro de executar”.

“Tem de haver um sistema que possa apoiar as start-ups e o instrumento é a educação”, frisou Ozires Silva.

Da mesma maneira, na avaliação dos especialistas, deve haver uma integração mais efetiva entre as universidades e as indústrias. O tema seguiu na segunda mesa dedebates, sobre inovação e os impactos no modelo de negócios.

Para Rosana Jamal Fernandes, presidente daUnicamp Ventures, é necessário preencher a lacuna entre a universidade e o que a indústria precisa.

“Precisamos aproximar a educação do que acontece no dia a dia da indústria”, defendeu.

“Deve haver mecanismos para aproximar os jovens talentos das empresas e do mercado de trabalho”, afirmouMaria Luisa Campos Machado Leal, diretora de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da ABDI (Agência Brasileira deDesenvolvimento Industrial).

Na avaliação de Luís Mamede, gerente de Sistemas de Performance para a América do Sul no The Linde Group, é preciso que as empresas deem liberdade para que as pessoas possam criar projetos na área de inovação, de forma a reter e atrair talentos.

“Normalmente a inovação vem de fora, da matriz”, explicou.

Renato Buselli, vice-presidente sênior da divisão Digital Factory da Siemens Brasil, destacou que “a fuga de recursos humanos é catastrófica para o país e vai ser difícil repatriá-los.”

ESTADO

Outro ponto debatido foi a participação do Estado no desenvolvimento da competitividade. “No Brasil, acha-se que a iniciativa deve vir do governo, mas é preciso uma mudança de mentalidade. Nós (a sociedade) temos de ser os protagonistas para ter inovação”, afirmou Rodrigo Loures, da Fiesp. “É o mercado que pauta os investimentos, o desenvolvimento, não o governo, que tem de ser parte do processo, e não líder dele.”

De acordo com Loures, uma legislação voltada para o empreendedorismo deve se sobrepor a qualquer outra legislação. “O que acontece no Brasil é o inverso, há muita dificuldade, se correm muitos riscos e há insegurança
jurídica.”

Um dos papéis do governo seria criar um ambiente de negócios mais favorável. “O Estado tem de focar na infraestrutura, não na regulamentação”, comentou Buselli, da Siemens. “Precisamos também de regras mais estáveis.”

“Temos de resolver questões macroeconômicas e identificar onde a regulação está ‘pegando’, para saber como a indústria pode dar umsalto”, analisou Maria Luisa, da ABDI. Ela lembrou que o Brasil ainda precisa avançar na automação, em um momento em que se discute a indústria 4.0. “O país não consolidou a segunda fase (da Revolução Industrial), então esse salto é mais difícil.”

Folha de São Paulo

Redação On setembro - 30 - 2015
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