Sindicato Nacional da Indústria de
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Ferro sem sinais de recuperação

Responsável por cerca de 50% da produção global de aço, o apetite chinês por minério de ferro exerce um peso significativo nas cotações internacionais da commodity. Afinal, é para lá que seguem dois terços dos embarques transoceânicos do minério. Mas a desvalorização da cotação internacional do minério de ferro – uma queda de quase 70% desde 2011 – também reflete uma estratégia das grandes mineradoras globais para eliminar concorrentes de menor escala produtiva.

Em 2000 o mercado mundial de minério de ferro era de 454 milhões de toneladas. Em 2011, puxado pela demanda chinesa, o consumo mundial ultrapassou a marca de um bilhão de toneladas, segundo dados do Credit Suisse. No período, a cotação internacional do minério de ferro registrou uma alta de mais de 1.100%, chegando a um pico de US$ 180 a tonelada. “Essa extraordinária valorização viabilizou inúmeros novos projetos minerais ao redor do mundo, resultando em uma superoferta global do minério”, diz Pedro Galdi, analista da Whats Call Corretora.

A queda nos preços internacionais nos últimos quatro anos ocorreu mesmo com o consumo global de minério de ferro tendo apresentado crescimento, chegou a 1,37 bilhão de toneladas em 2014, conforme o Credit Suisse. Segundo dados da Administração Geral de Alfândega da China, em 2015, até o mês de agosto, as importações de minério de ferro pelo país asiático somaram 612,96 milhões de toneladas, um recuo de apenas 0,2% em relação ao mesmo período de 2014.

Pedro Galdi diz que há um ajuste em curso na produção, com o adiamento de novos projetos por parte das mineradoras de médio porte e até mesmo a descontinuidade de minas que apresentam baixa performance. Por outro lado, há uma concentração da atividade mineral nas operações de grande escala e custos bastante competitivos. Laura Brooks, analista da CRU Consulting, diz que esse ajuste da oferta é um processo lento e um equilíbrio no mercado só deve ser atingido em 2019. “Até lá, os preços do minério devem subir apenas sutilmente”, diz.

O consultor Afonso Santorio, da EY, diz que a grande incógnita hoje no mercado está relacionado ao comportamento do consumo do minério, principalmente depois que a China reduziu seu ritmo de crescimento e adotou uma estratégia de expansão econômica estimulando o consumo das famílias e não tanto as obras de infraestrutura, como prevaleceu na última década. As perspectivas sobre a demanda chinesa dividem as opiniões. Um dos maiores especialistas em China, o consultor americano Michael Pettis, afirmou recentemente que a cotação do minério de ferro ainda pode cair pelo menos 30%. A previsão de uma queda de 30% em um prazo de 18 meses também consta de um relatório do Goldman Sachs Group divulgado em agosto.

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, em entrevista ao Valor no início de setembro, tem opinião diferente. Ele acredita numa recuperação dos preços internacionais em um prazo não muito longínquo, puxado pela demanda por aço pelo mercado imobiliário chinês.

O consultor Eduardo Raffaini, da Deloitte, diz que no curto prazo não há um viés de alta nos preços do minério, mas ele já vê sinais de um aquecimento na demanda internacional puxada pelos Estados Unidos e Europa. “São economias que já superaram a fase mais crítica de ajuste após a crise de 2008 e apresentam uma recuperação, mesmo que ainda pequena. O crescimento da China, na casa de 6% a 7% ao ano, não é tão exuberante como o patamar de dois dígitos de anos anteriores, mas é expressivo”, afirma.

Raffaini diz ainda que existem demandas globais por infraestrutura reprimidas em países da África, Ásia e América Latina que podem impulsionar novos ciclos de alta nos preços do minério de ferro. “A Índia cresce 6% ao ano, tem uma população de mais de um bilhão de pessoas e uma infraestrutura muito pobre. É uma candidata natural a comandar um novo ciclo de demanda pela commodity”, afirma.

Valor Econômico – 28/09/2015

 

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Anglo planeja otimização do Minas-Rio

Objetivo é garantir a continuidade da exploração minerária no âmbito do projeto, com jazidas no Estado Leonardo Francia

A Anglo American solicitou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) a licença prévia (LP), concomitante com a licença de instalação (LI), para otimização da extração de minério de ferro na Mina do Sapo. O objetivo é o de garantir a continuidade da exploração minerária no âmbito do projeto Minas-Rio, com jazidas em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, ambas no Médio Espinhaço. As licenças serão julgadas nesta segunda-feira.

De acordo com informações do órgão ambiental, a otimização da Mina do Sapo é necessária para garantir a continuidade da exploração na jazida através da abertura de novas frentes de lavra e, conseqüentemente, garantir a segurança operacional do empreendimento, acarretando um incremento de aproximadamente 11 meses na exploração mineral no local.

As áreas previstas para a otimização da mina são contíguas às já licenciadas e toda a infraestrutura já existente será aproveitada, incluindo os alojamentos. As atividades estão previstas para ocorrer dentro de um prazo de aproximadamente 17 meses e, no pico das obras, 362 trabalhadores terceirizados devem trabalhar no projeto.

Segundo a Semad, estão previstas interferências nas estruturas já existentes do complexo, particularmente uma ampliação da pilha de estéril, que também é objeto do licenciamento. Nesse contexto, a ampliação da pilha também provocará interferências nas instalações administrativas utilizadas principalmente durante a implantação do Minas-Rio, as quais passarão por desmontagem e demolição.

Para conseguir as licenças para otimizar a extração do insumo siderúrgico na Mina do Sapo, a Anglo terá que cumprir 36 condicionantes antes ou durante o prazo de instalação do empreendimento, sendo que a maioria delas está ligada a questões ambientais e sociais, segundo informou a Semad.

Otimização – Em nota, a Anglo destacou que “para subsidiar o processo de licenciamento ambiental do projeto de otimização da mina, foram elaborados o Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e Plano de Controle Ambiental (PCA), seguindo as melhores práticas para identificação e avaliação de impactos ambientais e proposição de medidas de controle, mitigação e compensação adequadas às intervenções propostas”.

A empresa também lembra que, em 30 de julho, foi realizada, em Conceição do Mato Dentro, uma audiência pública para apresentação e discussão do projeto de otimização com a comunidade local.

Sobre o projeto de otimização em si, a Anglo esclareceu que “otimizações e ajustes operacionais como esses fazem parte de um processo inerente para empreendimentos minerários, que apresentam uma dinâmica operacional de avanço das estruturas ao longo de sua vida útil”.

“Dessa forma, operações como o Minas-Rio são planejadas levando em consideração a necessidade de avanço gradativo das frentes de lavra e das estruturas de apoio para exploração mineral frente aos prazos de vigência das licenças ambientais, assim como dos prazos de análise dos órgãos ambientais para emissão de novas licenças”, acrescentou no documento.

O Minas-Rio entrou em operação em outubro do exercício passado, quando foram realizados os primeiros embarques. Conforme já informado pela mineradora, o projeto ainda está em fase deramp up (comissionamento), que deve durar aproximadamente 20 meses, contados a partir do primeiro embarque, em outubro de 2014. Além disso, a empresa também informou anteriormente que o sistema deve alcançar o ritmo de 80% de sua capacidade até o fim deste ano.

Exportações – No primeiro semestre, as exportações do sistema Minas-Rio chegaram a 2,639 milhões de toneladas de minério de ferro, com base nas informações do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase). Os embarques são feitos através do Porto de Açu, em São João da Barra (RJ). A Anglo American é sócia da Prumo Logística no terminal portuário.

O projeto recebeu investimentos de R$ 8,4 bilhões, destinados à produção de 26,5 milhões de toneladas ano. Além das minas e do terminal portuário, o empreendimento conta com um mineroduto de 529 quilômetros de extensão, o maior do planeta. O duto atravessa 33 municípios entre o complexo minerário em Conceição do Mato Dentro e o porto fluminense.

A projeção da Anglo é que a produção deste ano fique entre 11 milhões de toneladas e 14 milhões de toneladas de minério de ferro. Para o próximo exercício, o volume produzido do insumo siderúrgico deverá ficar entre 24 milhões de toneladas e 26 milhões de toneladas.

Fonte: Diário do Comércio

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Entidades mineradoras preveem prejuízo com elevação do ICMS
Michele Rios

A aprovação da elevação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vai afetar todos os setores da economia do estado. Fundamental para as obras de infraestrutura e desenvolvimento, a mineração gaúcha está prevendo prejuízos para o ano que vem, quando o imposto passará a valer. De acordo com o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) e do Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do Rio Grande do Sul (Sindibritas), Pedro Antônio Reginato, o valor dos insumos para construção vai aumentar e isso será sentido por toda população.

“A mineração está com o ICMS reduzido de 17% para 12% desde 2008. Com a elevação para os 18% aprovados, o imposto terá 50% de aumento no nosso setor. Toda infraestrutura e toda construção civil depende dos insumos que a mineração fornece e o preço não terá como se manter no próximo ano. O produto vai repassar esse aumento para o consumidor final, mas se não conseguir, esse empresário vai ficar no vermelho, terá prejuízos. Estamos com demanda reprimida, com poucas obras, e estamos receosos de como será o próximo ano”, salienta Pedro Antônio Reginato.
Pedro Reginato lembra que o setor, assim como toda sociedade, será atingido com o aumento do imposto.

“Certamente nosso setor sentirá o reflexo desses aumentos no próximo ano. Não tem como fugir, pois a energia elétrica, por exemplo, atinge toda população. Nós trabalhamos com motores de grande capacidade e que utilizam bastante energia elétrica. O preço da gasolina não nos afeta tanto, mas quem garante que o preço do diesel não aumentará também?”, questiona.

Para tentar amenizar a situação, a Agabritas e o Sindibritas querem marcar um encontro com a Secretaria da Fazendo do Rio Grande do Sul. A pauta será manter a alíquota do ICMS para a mineração em 12%.

Fonte: Agência IN

Redação On setembro - 28 - 2015
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