Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Exportação alivia crise das autopeças

A depender do perfil da companhia, a escalada do dólar pode ser considerada uma notícia boa ou ruim em empresas da indústria automobilística. Para quem exporta, um dólar forte significa mais competitividade na disputa por mercados internacionais. Já quem exporta pouco ou nada, mas tem grande dependência de peças importadas para fabricar seus produtos, o significado é um maior custo de produção.

Por conta disso, montadoras e grandes sistemistas de autopeças – que tanto exportam, como importam insumos – estão trabalhando para, de um lado, ter maior gama de produtos à disposição de clientes no exterior e, de outro, ampliar o conteúdo local do que produzem. Nesse último caso, cumprem também uma demanda de nacionalização do Inovar-Auto, como é chamado o regime automotivo.

A Fiat e a Volkswagen, que vêm expandindo a oferta de modelos ao pujante mercado mexicano, bem como a Nissan, que vem desenvolvendo fornecedores para elevar o índice de peças nacionais dos carros produzidos em sua fábrica no sul do Rio de Janeiro, são exemplos dessa estratégia.

Da mesma forma, gigantes do setor de autopeças, como a alemã Bosch, estão atualizando suas linhas com a inclusão de produtos globais, que permitam a elas extrapolar as fronteiras do Brasil. Na outra frente, a também alemã Continental e a americana Eaton relatam ações de “localização” de componentes e consumo crescente de insumos nacionais diante do encarecimento das importações.

Com o tombo nos pedidos das montadoras, os fornecedores de autopeças se voltaram às exportações e ao mercado de reposição na tentativa de melhorar os resultados. Dados coletados até julho pelo Sindipeças, que representa essa indústria, mostram que, ao converter os resultados para reais, as fábricas de peças estão faturando 16% mais com exportações neste ano, enquanto as vendas pelo canal de reposição avançam 5,2%.

Entre os mercados mais importantes, o setor ganha espaço na Holanda, para onde a exportação, medida em dólares, cresce 34,2%, assim como nos vizinhos Peru e Uruguai, que aumentam as compras de peças brasileiras em 2,5% e 5%, respectivamente.

Na soma de todos os destinos, as empresas ainda registram queda de 12% no montante faturado em dólares. Mas a conversão cambial acaba resultando num resultado final positivo em moeda brasileira. Isso, contudo, não resolve totalmente a vida da indústria de componentes porque as encomendas das montadoras, que consomem 60% da produção de peças, despencaram. Até julho, o setor amargava queda de 12,6% no faturamento, com uma ociosidade que beirava os 40% da capacidade.

Mesmo assim, voltar aos mercados internacionais é um dos poucos caminhos possíveis para aliviar os efeitos da crise doméstica e isso começa a exigir das empresas uma produção mais orientada a demandas do exterior. Na Bosch, a recessão vem sendo encarada com um novo portfólio de peças fabricadas em processos mais automatizados – menos dependentes, portanto, de mão obra – e que podem ser embarcadas a mercados como o americano e o europeu, além dos tradicionais sulamericanos.

“Sem produtos globais, você não consegue fazer frente à crise”, afirma o presidente da empresa na América Latina, Besaliel Botelho. Entre os produtos incorporados no processo de modernização da linha Bosch, ele cita como exemplo uma nova geração de bicos injetores, bobinas de ignição e sensores de oxigênio.

Apesar da necessidade de crescer para fora do Brasil, as companhias, entre pesquisas de mercado, desenvolvimento e validação de seus produtos no exterior, precisam percorrer um longo caminho, em prazos que giram ao redor de dois anos. Por esse motivo, Antonio Galvão, presidente da divisão de autopeças da fabricante de transmissões Eaton, diz que o primeiro impacto do dólar alto está no aumento das exportações dentro do próprio grupo. “Estamos complementando a produção de fábricas que fazem produtos similares nos Estados Unidos, no México e na Polônia. No passado, acontecia o contrário. Nós recebíamos muita produção da Ásia”, diz o executivo.

Valor Econômico – 24/09/2015

 

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Setor aéreo foi o mais beneficiado por desoneração

Idiana Tomazelli

As atividades de serviços contempladas com a desoneração da folha de pagamento tiveram, em 2013, o menor nível de despesas com encargos em relação ao total gasto com pessoal ocupado, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor aéreo foi o maior beneficiado, com queda real de 294% no valor dos encargos em relação a 2012, segundo estudo realizado no âmbito da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2013.

A relação dos encargos sobre o total de gastos com pessoal ocupado foi de 31,1% de 2007 a 2013, período em que a pesquisa foi realizada. Mas, no último ano do intervalo de referência, essa fatia foi de 30,7%, o menor porcentual da série. “O resultado está refletindo a medida de desoneração da folha de pagamento.

A política foi direcionada a algumas atividades. Mesmo assim, teve efeito no total da pesquisa”, diz o pesquisador do IBGE Luiz Andrés Ribeiro.

Criada em 2011 como medida de competitividade, a desoneração substituía a contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamento das empresas à Previdência por um tributo sobre a receita bruta mensal.

Neste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, classificou a medida como uma “brincadeira” que custou R$ 25 bilhões ao ano ao governo.

O Estado de São Paulo – 24/09/2015

 

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Ociosidade da indústria fica estável em 66% no mês de agosto, diz CNI

SÃO PAULO  –  A Utilização da Capacidade Instalada do setor industrial (UCI) manteve-se estável em 66% em agosto, na comparação com julho, de acordo com sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade pondera que a atividade industrial costuma se intensificar a partir de agosto para atender as vendas de fim de ano. Em 2015, contudo, não se percebe essa inflexão.

Em 2011, 2013 e 2014 a UCI subiu dois pontos percentuais entre julho e agosto e, em 2012, um ponto percentual. O índice atual é seis pontos percentuais inferior ao registrado em agosto de 2014.

Produção e número de empregados mantiveram tendência de queda, o nível de estoques permaneceu acima do nível planejado pelas empresas e a ociosidade continuou elevada.

As expectativas dos empresários em setembro permanecem pessimistas. As perspectivas para os próximos seis meses são de redução tanto da demanda, quanto do número de empregados e das compras de matérias-primas. eles esperam manutenção da quantidade exportada, mas as intenções de investimento seguem em queda.

O índice de evolução de produção caiu 1,3 ponto para 42,7 pontos em agosto. Abaixo dos 50 pontos, o indicador revela queda da produção. Assim, a queda da produção de agosto foi mais intensa e disseminada que a observada em julho.

O índice de evolução dos estoques alcançou 51 pontos, apontando elevação no nível de produtos armazenados. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado (que indica se há excesso ou falta de estoques) oscilou dentro da margem de erro. Manteve-se em 53 pontos, o que indica excesso de estoques.

Valor Econômico – 23/09/2015

 

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Taxa de desemprego é a maior para agosto desde 2009

RIO  –  A taxa de desemprego subiu para 7,6% da população economicamente ativa (PEA) de seis grandes regiões metropolitanas do país em agosto, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para o mês desde 2009, quando foi de 8,1%.

O desemprego ficou abaixo da média de 7,7% apurada junto a 17 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data. O resultado é maior que os 7,5% apurados em julho, e ficou bem acima do desemprego de 5,0% registrado em agosto de 2014.

A população desempregada, 1,9 milhão de pessoas, aumentou 52,1% (636 mil) ante agosto de 2014 e 0,7% (52 mil) ante julho.

Já a população ocupada foi estimada em 22,7 milhões para o conjunto das seis regiões, com menos 31 mil pessoas (-0,1%) na análise mensal, e retração de 1,8% (menos 415 mil pessoas) na comparação com agosto de 2014.

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, 11,3 milhões, ficou praticamente estável na comparação mensal, com menos 2 mil pessoas. Em relação a agosto de 2014 houve queda expressiva, de 3,8%, menos 445 mil pessoas.

Renda

A renda média dos ocupados teve um ligeiro aumento na comparação com julho, em termos reais, mas houve retração forte ante agosto do ano passado, mostra o IBGE.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.185,5 em agosto, o que representou avanço de 0,5% sobre julho, e baixa de 3,5% na comparação com agosto de 2014, quando era de R$ 2.264,62 mensais.

A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 50,3 bilhões, estável ante o observado em julho, e foi 5,4% menor que o verificado em agosto do ano passado.

A PME abrange as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Desemprego por região

Entre julho e agosto, o desemprego aumentou em cinco das seis regiões metropolitanas analisadas. Apenas o Rio de Janeiro viu a taxa de desocupação cair no período, de 5,7% para 5,1%.

A taxa de desocupação em São Paulo cresceu de 7,9% para 8,1%. É o maior índice desde março de 2010, quando ficou em 8,2%. A comparação anual mostra como o mercado de trabalho na Grande São Paulo se deteriorou. Em agosto de 2014 a taxa era de 5,1% e passou, neste ano, para 8,1%.

As duas regiões do Nordeste pesquisadas pela PME apresentaram em agosto as maiores taxas de desemprego do país. Em Salvador, chegou a 12,4%, de 12,3% em julho. Em agosto de 2014 o índice era de 9,3%. Na região metropolitana de Recife o desemprego também afetou mais trabalhadores, subindo de 9,2% em julho para 9,8% em agosto. No ano passado, a taxa era de 7,1%.

Valor Econômico – 24/09/2015

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Governo quer liberar uso de até 30% de biodiesel no diesel para frotas

SÃO PAULO  –  O Ministério de Minas e Energia (MME) pretende desburocratizar o uso de biodiesel no diesel em percentuais acima da mistura oficial, de 7%. A medida, que ainda tramita no governo, visa atender aos usos no transporte rodoviário e ferroviário e em máquinas agrícolas.

Atualmente, qualquer uso acima do limite de 7% demanda do interessado a entrega de um projeto à Agência Nacional de Petróleo (ANP), a quem cabe a avaliação do pedido e o monitoramento do uso, caso ele seja aprovado.

O projeto em trâmite no MME permitiria que o interessado possa fazer uso de até 30% de biodiesel no diesel sem a necessidade dessa autorização prévia da ANP, apenas comprando o produto diretamente de uma distribuidora, explica o diretor do departamento de combustíveis renováveis do MME, Ricardo Dornelles.

A proposta do Ministério estabelece o uso de diesel com 20% de biodiesel (B-20) para o transporte rodoviário e de 30% (B-30) para frotas agrícolas e ferroviárias.

O presidente da associação que representa as indústrias de biodiesel do país (Aprobio), Erasmo Carlos Battistella, diz que, se autorizada, a medida será um avanço, mas ainda está aquém do solicitado pelo segmento.

Battistella pontua que o pleito é de desburocratização de uso de biodiesel no diesel até o limite de 100% (B-100) e que a venda possa ser feita diretamente pelas usinas produtoras. “A flexibilização total para frotas cativas elevaria em 1 bilhão de litros, ou 25%, a demanda atual por biodiesel no país”, estimou o presidente da Aprobio.

Battistella diz ainda que é preciso que o governo aprecie outros dois pedidos feitos pelo segmento: o aumento da mistura de 7% para 10% do biodiesel no diesel (B-10) e de uso de B-20 obrigatório no transporte público das cidades com mais de 600 mil habitantes.

Valor Econômico – 24/09/2015

Redação On setembro - 24 - 2015
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