Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Legalização de recursos no exterior terá projeto de lei

POLÍTICA
Thiago Resende e Vandson Lima
De Brasília

O governo mudou de ideia e irá enviar a proposta para regularizar recursos no exterior apenas na forma de projeto de lei. Não seria viável a estrutura desenhada na terça-feira: uma medida provisória (MP)e um projeto de lei. Ao dividir o conteúdo da regularização do dinheiro mantido ilegalmente fora do país, a tramitação seria separada, o que podería gerar problemas para a aprovação e até adesão ao programa.

Com a medida ,o governo espera arrecadar capital para fechar as contas neste ano e irrigar fundos que fazem parte do pacote de reforma do ICMS, encampado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O projeto de lei, que deve ser enviado até amanhã, irá tramitar em regime de urgência para acelerar o andamento no Congresso Nacional.

“O projeto não será uma medida provisória, pois é muito delicado, por diversos aspectos tributários e também penais, e tem que ser feito como projeto de lei. Tinha dúvida se podería ser ou não de iniciativa do Executivo ou do Legislativo mas, como altera a questão de alíquota de Imposto de Renda e também na alíquota da multa, é importante que seja projeto de autoria do Executivo. É mais confiável”, afirmou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos entusiastas da adoção do programa pelo Brasil.

A proposta deve ser encaminhada nos mesmos termos propostos no substitutivo em tramitação no Senado, que foi costurado em acordo com instituições que atuam no mercado de capitais, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e senadores, alguns da oposição.

Para aqueles que aderirem ao programa de regularização, incidirá multa de 17,5%, além de outros.

17,5% a título de imposto de renda, somando 35% sobre o valor total a ser legalizado.

Após viagem ao exterior, Levy ontem quis logo se atualizar sobre as negociações com o Congresso. O texto já saiu da Fazenda e está na Casa Civil. Antes o governo apoiava o projeto que já tramitava no Senado.

Mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometia derrubar a proposta caso o Executivo não enviasse um projeto próprio. A expectativa do Planalto é que a proposta seja aprovada com tranquilidade, inclusive com apoio do pemedebista.

Valor Econômico – 10/09/2015

continue lendo:

Cristina defende que Brics vire ‘Bricsa’ com Argentina

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu que o bloco Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) inclua a Argentina e se torne “Bricsa”, em evento nesta quarta (9) com a presença do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

“Lula, você tem de ser o embaixador para que a Argentina integre os Brics. E que já não sejam mais Brics, e sim Bricsa”, disse Cristina, que preside um país cuja economia representa hoje pouco mais de 20% da brasileira. Lula assentiu com a cabeça.

Em nova crítica aos “países do Norte”, a quem atribui tentativas de manipular a política e a economia sul-americanas, a presidente também os acusou de pouca compaixão com os refugiados sírios.

“Não nos venham nos dar como exemplo os países do Norte. Não quero me parecer com países que expulsam imigrantes e que deixam morrer crianças nas praias. ”

Lula participou de um evento político de Daniel Scioli, candidato de Cristina a sucedê-la na Casa Rosada.

O ex-presidente brasileiro compareceu à inauguração de uma UPA (unidade de pronto atendimento) na periferia de Buenos Aires, inspirada em hospitais brasileiros e batizada com o nome de Lula.

As UPAs são uma das principais vitrines de Scioli nas eleições de outubro deste ano.

‘DANIEL CORREA’

Lula foi muito aplaudido pela multidão, formada principalmente por militantes pró-Cristina, especialmente ao citar o ex-presidente Néstor Kirchner (1950-2010).

“Foi junto com Kirchner, com Cristina, Evo Morales, Chávez, Daniel Correa [sic] que nós enterramos a Alca [Área de Livre-Comércio das Américas] aqui em Mar Del Plata e fortalecemos o Mercosul”, disse, trocando o nome do equatoriano Rafael Correa.

Para o analista político Ricardo Rouvier, os escândalos de corrupção no Brasil envolvendo o PT e Lula não reverberam na Argentina, mas fotos de Scioli com o ex-presidente tampouco agregam votos. “Efeito eleitoral teria uma visita do papa Francisco.”

Folha de S.Paulo – 10/09/2015

continue lendo:

Falta de consenso no Fed pode adiar alta nos juros dos EUA para dezembro

As autoridades do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, ainda não estão perto do consenso sobre quando começar a elevar os juros de curto prazo, segundo seus comentários recentes. A situação torna ainda mais crucial a semana de discussões confidenciais que estão prestes a iniciar, antes da reunião de política monetária marcada para 16 e 17 de setembro.

Ontem teve início o período de silêncio autoimposto do Fed, durante o qual as autoridades param de falar publicamente antes da reunião e começam uma semana de deliberações e encontros internos.

Embora as autoridades aparentem continuar no caminho para elevar os juros este ano – além deste mês, o Fed tem reuniões em outubro e dezembro -, seus comentários recentes em entrevistas e outros lugares revelam divisões e incertezas sobre se a alta será já na próxima semana.

O Fed cortou seus juros de referência de curto prazo para quase zero em dezembro de 2008, na tentativa de impulsionar o crédito, os gastos e os investimentos no auge da crise financeira. O banco central tem mantido os juros baixos desde aquela época para sustentar a frágil recuperação da economia americana.

Alguns dirigentes do Fed querem começar a elevar os juros porque o mercado de trabalho está melhorando rapidamente e reduzindo a capacidade ociosa da economia. Confirmando esse dado, o Departamento de Trabalho divulgou ontem um recorde de 5,8 milhões de vagas abertas nos EUA em julho, um sinal que a demanda por mão de obra está crescendo e pode levar a aumentos salariais. O novo dado segue um relatório da semana passada, que informou que o desemprego caiu de 5,3% em julho para 5,1% em agosto.

“Nós estamos perto ou já estamos no pleno emprego”, disse a presidente da regional do Fed em Cleveland, Loretta Mester, em entrevista ao The Wall Street Journal no fim de agosto.

Neste campo, algumas autoridades também receiam que, se o Fed mantiver os juros baixos por muito tempo, ele poderia criar excessos financeiros, como bolhas de ativos impulsionadas por empréstimos, que prejudicarão a economia mais tarde.

Outros se preocupam com a continuidade da inflação baixa, a valorização do dólar e a desaceleração econômica e recente turbulência nos mercados financeiros da China. Seus receios sugerem que o Fed pode manter os juros estáveis por enquanto, até ter certeza que a economia global não caminha para um problema maior.

“Esses são acontecimentos importantes que nós precisamos levar em consideração”, disse o presidente da regional do Fed em San Francisco, John Williams, em entrevista ao WSJ na sexta-feira. “Todos os dados [da economia dos EUA] que temos até agora, eu acho, são encorajadores. Estão tão bons ou melhores do que eu esperava em termos da economia americana. Mas há obstáculos bem significativos que surgiram […] esses ventos contrários que têm se desenvolvido.” Williams disse que estaria preparado para elevar os juros este ano se as preocupações com estes riscos retrocedessem.

Os investidores vêem a hesitação. Nos mercados futuros, onde os operadores fazem apostas sobre as perspectivas da política do Fed, o mercado considera que a probabilidade de que o banco central americano deixe os juros inalterados este mês é de 74%, segundo a Bolsa Mercantil de Chicago. Os preços dos mercados futuros mostram que os operadores consideram superior a 60% a probabilidade de uma mudança em dezembro.

Ainda assim, a decisão não está tomada. Deliberações internas podem levar o Fed a agir já na próxima semana. Novos eventos no mercado ou dados econômicos moldarão as discussões.

O vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, procurou, durante a conferência dos bancos centrais realizada em agosto em Jackson Hole, no Estado americano de Wyoming, refutar a visão do mercado que um aumento em setembro tinha se tornado muito menos provável. Ele e outros dirigentes mantiveram suas opções em aberto e alguns defendem a alta. “Não direi nem posso dizer qual será a decisão do Fed em 17 de setembro”, disse Fischer.

Com isso, a presidente do Fed, Janet Yellen, enfrenta sua mais difícil missão no cargo até o momento: criar um consenso entre as autoridades sobre a decisão história de elevar ou não os juros pela primeira vez em quase dez anos.

A líder do Fed não tem falado publicamente desde seu depoimento ao Congresso, em julho, quando sinalizou que altas nos juros neste ano eram prováveis. Seu silêncio público nas últimas semanas sobre a decisão, em meio às turbulências nos mercados financeiros, não deixou claro qual seria a decisão que ela pretende tomar com o grupo de 17 membros do Fed.

Valor Econômico – 10/09/2015

continue lendo:

China reforça controles para frear fuga de capital

A China reforçou seus controles de capital. A medida reverte acentuadamente a retórica de liberalização de mercado do país, que enfrenta dificuldades para conter os efeitos da desvalorização do yuan, adotada no mês passado.

A desvalorização, de 11 de agosto, desencadeou turbulências nas bolsas mundiais e confusão quanto à política monetária no próprio país, obrigando o BC chinês a gastar nada menos que US$ 200 bilhões para sustentar o yuan.

A perspectiva de um aumento das taxas de juros nos EUA estimulou ainda mais a fuga de capitais.

O Departamento Governamental de Câmbio Internacional, a divisão do BC encarregada de administrar a moeda chinesa, determinou há poucos dias que as instituições financeiras intensifiquem a fiscalização e fortaleçam os controles de todas as transações cambiais, segundo pessoas familiarizadas com a questão e conforme texto de memorando oficial ao qual o “Financial Times” teve acesso.

O departamento de câmbio mandou que os bancos e instituições financeiras fiquem especialmente atentos à prática de superfaturar exportações, muitas vezes usada para disfarçar grandes evasões de capital. O órgão confirmou a existência do memorando, mas preferiu não comentar o tema.

A China impôs faz tempo limites aos volumes de divisas externas que podem ser compradas ou vendidas por pessoas físicas e empresas, mas esses controles de certa foram deixaram de funcionar nos últimos anos, com o uso mais intenso do yuan no mundo inteiro.

A economista-chefe do UBS para a China, Wang Tao, disse que era esperado que o governo endurecesse alguns controles cambiais. Mas depender exclusivamente desses controles para proteger o yuan “não será viável no longo prazo, e, portanto, é pouco provável que [a medida] seja implementada pelo BC chinês por muito tempo.”

A reversão na política monetária ocorre após o BC chinês ter recorrido intensamente às suas amplas reservas cambiais para impedir que o yuan caísse drasticamente, após a desvalorização. Embora continuem sendo as maiores do mundo, as reservas chinesas sofreram em agosto a maior queda já vista, ao perderem US$ 94 bilhões, para um total de US$ 3,56 trilhões.

Além disso, pela primeira vez desde que começou a internacionalizar sua moeda, alguns anos atrás, o BC chinês começou a intervir expressivamente no mercado “offshore” de yuan para reduzir a diferença entre as taxas de câmbio “onshore” e “offshore”.

Analistas e pessoas bem-informadas sobre o tema dizem que Pequim gastou até US$ 200 bilhões para defender a moeda, mas que o impacto líquido sobre as reservas é disfarçado por valorizações de ativos e outros ingressos de capital.

“Eles partiram de uma âncora confiável, que quase não lhes custava nada, para uma âncora fraca, na qual ninguém acredita, e que está lhes custando mais de US$ 10 bilhões ao dia para defender. Eles estão pagando enormes somas por uma coisa que tinham de graça apenas algumas semanas atrás”, disse uma pessoa ligada ao BC chinês.

Valor Econômico – 10/09/2015

Redação On setembro - 10 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.