Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Carga tributária em meio à recessão poderá atingir 37% do PIB neste ano

O aumento da carga tributária está sendo promovido por estados e pelo governo federal em meio à expectativa de uma queda de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, que pode agravar a inflação e aprofundar a recessão em 2016.

Na visão do professor, advogado tributário e membro da International Fiscal Association (IFA), Sacha Calmon Navarro Coelho, a carga tributária brasileira poderá alcançar 37% do PIB em 2015, nível só suportado por países ricos como Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega.

Ou seja, de cada R$ 100 produzidos pela sociedade, R$ 37 serão destinados para sustentar os gastos nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal.

“Nossa sociedade possui uma renda per capita baixa, de US$ 10,8 mil por ano, enquanto outros emergentes comparáveis como México e Rússia possuem uma renda média acima de US$ 16 mil, com uma carga tributária bem menor. O ideal para voltarmos a crescer seria uma carga em torno de 28% do PIB”, respondeu Calmon.

A expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a arrecadação de impostos e contribuições nas três esferas de governo – federal, estadual e municipal – pode superar R$ 2 trilhões em 2015, o que pode representar um crescimento nominal aproximado de 11% em relação ao montante de R$ 1,8 trilhão recolhidos no ano passado.

“A maior parte da expansão da arrecadação se deve ao forte aumento da inflação, se arrecadação se mantiver estável em termos reais, enquanto a economia se retrai, teremos um novo aumento da carga tributária em relação do PIB”, argumentou o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo.

Na projeção dele, a carga tributária que já considera como “muito elevada” poderá alcançar 37% do PIB. “No ano passado foi de 35,6% do PIB”, disse.

Na mesma linha, a estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) é que a carga tributária deverá ultrapassar 36% do PIB em 2015, ante 35,42% do PIB registrados em 2014.

Solimeo argumenta que os governos estão raciocinando apenas no curto prazo quando apresentam propostas de novas elevações de tributos. “A arrecadação real já está caindo por causa da recessão”, disse. De fato, no primeiro semestre de 2015, os dados da Tesouro Nacional exibiam uma queda de 3,5% nas receitas primárias do governo federal, uma diferença negativa de R$ 17,244 bilhões para R$ 481,267 bilhões no período de janeiro a junho, ante os R$ 498,512 bilhões em igual período de 2014.

Propostas em andamento

Vários projetos no governo federal e nos estados estão em movimento para aumentar impostos e contribuições. Ontem, a Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou a elevação da alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de 15% para 20% das instituições financeiras, e de 15% para 17% da CSLL nas cooperativas de crédito. “Imposto é custo. Esse custo vai ser repassado no preço, o que vai gerar mais inflação”, prevê Sacha Calmon.

Ainda na esfera federal, o professor lembrou do projeto de unificação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que deverá afetar o setor de serviços, além do fantasma da volta do Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Seria uma loucura arrematada. A CPMF é uma jabuticaba que não existe em nenhum lugar do mundo porque afeta toda a economia”, comentou.

Na esfera estadual, unidades da federação em dificuldades financeiras como Rio Grande do Sul tentam elevar alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e estudam aumentar alíquotas do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), também conhecido como imposto sobre heranças (patrimônio).

“O Rio Grande do Sul está quebrado e talvez consiga a autorização do Senado para elevar o ICMS, medida que poderá ser seguida por outros estados”, alerta o professor.

Quanto ao aumento das alíquotas do imposto sobre heranças, o tributarista alerta que essa elevação poderá causar fuga de capitais do País. “Isso pode ser um tiro no pé. Seria uma tributação muito impopular e pouco produtiva. Os pobres não poderiam pagar o imposto sobre heranças, irá se sacrificar a classe média, e os ricos decidiram aportar seu patrimônio no exterior em paraísos fiscais, enquanto vivemos num inferno fiscal”, diz.

O ITCMD possui atualmente alíquotas entre 2% e 4% em 26 unidades da federação, com exceção de Santa Catarina onde a taxa é de 8%. Algumas propostas em assembleias legislativas estaduais citam alíquotas entre 10% e 20% sobre heranças e doações.

Na visão do economista Marcel Solimeo, da ACSP, a solução mais razoável para conter a fúria arrecadadora dos governos será a contenção de gastos do setor público. “É preciso um ajuste estrutural nas contas públicas que revise as despesas obrigatórias”, sugere. Já para Sacha Calmon, o caminho passa pelo encolhimento do Estado. “Um plano mais ambicioso de privatizações. O governo precisa diminuir de tamanho”, argumentou.

DCI – 27/08/2015

continue lendo:

Dilma ouve empresários

Em jantar com um grupo seleto de empresários no Palácio da Alvorada, na terça-feira, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que o país vive um momento “delicado” na economia, e ouviu conselhos para implementar medidas de controle estrutural dos gastos públicos, a começar por uma reforma da Previdência Social. A presidente disse ainda que as turbulências na China preocupam o governo, pois podem complicar ainda mais a situação do Brasil.

Os empresários queixaram-se das taxas de juros excessivamente altas, embora tenham admitido que, diante da disparada da inflação e do desequilíbrio nas contas públicas, o Banco Central não tinha alternativa a não ser apertar a política monetária. Eles recomendaram a Dilma que estimule o setor exportador, que, neste momento, até por conta da alta do dólar, é um dos poucos que podem ajudar a economia a se recuperar.

Sem Levy nem Barbosa

Embora o encontro tenha tido o objetivo de avaliar a crise econômica e discutir medidas para superá-la, os dois principais auxiliares de Dilma nesse campo — os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Joaquim Barbosa — foram ausências notadas pelos presentes. Do lado do governo, além de Dilma, estiveram no Alvorada os ministros do Desenvolvimento, Armando Monteiro, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Pelo setor privado, participaram do jantar os presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; da Companhia Siderúrgica Nacional, Benjamin Steinbruch; do grupo JBS, Joesley Batista; da Cosan, Rubens Ometo; da Coteminas, Josué Gomes; da Fiat, Cledorvino Belini; e da Dasa, Edson Bueno.

Correio Braziliense – 27/08/2015

continue lendo:

Não foi por falta de aviso

Os sinais estavam lá desde pelo menos junho do ano passado. Vinham muitas vezes de órgãos do próprio governo, como Banco Central e Ministério do Trabalho. O setor privado — instituições bancárias, agências de classificação de risco, institutos de pesquisa — também avisava. Mas, para a presidente Dilma, em agosto de 2014 ainda “não dava para saber” o tamanho da crise na economia. A declaração foi dada por Dilma na última segunda.

Em junho de 2014, relatório do Itaú mostrava que o setor público tinha déficit primário de R$ 11 bilhões em maio, o pior resultado para o mês desde 2002. E destacava que o superávit acumulado no ano (de 1,5% do PIB, abaixo dos 2,4% em 2013) era o menor já registrado na série histórica.

Em agosto, a FGV apontava perdas na indústria da construção (-9,1%) e de transformação (-7,6%) na comparação do 2º trimestre em relação a igual período de 2013. Naquele mês, o apresentador William Bonner, ao entrevistar Dilma, disse que a inflação estava “em 6,5%” e que a economia “encolheu 1,2%”.

No mês seguinte, o FMI informou que o país se tornara, em 2013, a nação emergente com o maior déficit externo. Ainda em setembro, o IBGE mostrou que, em 2013, a taxa de desemprego subira a 6,5%, frente a setembro de 2012. Não crescia desde 2009.

O Globo – 27/08/2015

continue lendo:

Planalto estuda a recriação da CPMF

A equipe econômica estuda a volta da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) para o próximo ano. Ressuscitado, o tributo permitiria ao governo fechar as contas de 2016 com superavit primário, o que parece impossível atualmente diante da queda na arrecadação e da dificuldade para cortar despesas obrigatórias.

Embora venha enfrentando grandes dificuldades para que medidas de ajuste fiscal passem pelo Congresso Nacional, o Planalto avalia que poderá ter razoável facilidade para recriar a CPMF. A ideia é dividir receita com estados e municípios, que, como o governo federal, enfrentam grandes problemas de caixa no atual ambiente recessivo. Governadores e prefeitos pressionariam os parlamentares, garantindo a aprovação da proposta.

Não há ainda consenso sobre o tema, porém, na Junta Orçamentária, da qual fazem parte representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, além da Casa Civil. Para a Fazenda, é necessário promover um corte mais ambicioso de despesas, atingindo até mesmo gastos obrigatórios. Mas o Planejamento defende que se tome cuidado para não inviabilizar programas federais.

A CPMF começou a vigorar no início do governo Fernando Henrique Cardoso, graças a uma campanha do então ministro da Saúde, Adib Jatene, para ampliar os recursos da área. Vigorou até 2007, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O petista foi derrotado no Congresso na tentativa de renovar sua vigência. No primeiro semestre deste ano, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, propôs a volta do tributo, mas foi desautorizado a tratar do assunto pelo governo.

União vende imóveis
O Ministério do Planejamento informou ontem que pretende vender centenas de imóveis de propriedade da União, a partir deste ano, com previsão de arrecadar R$ 1,9 bilhão. Parte do dinheiro obtido será utilizado na reforma ou construção de novos prédios, em Brasília, para abrigar órgãos federais. Segundo o titular da pasta, Nelson Barbosa, a medida faz parte do programa de reestruturação fiscal e melhoria da produtividade o setor público.

Correio Braziliense – 27/08/2015

continue lendo:

A armadilha brasileira

Às vésperas de conhecermos o tamanho da queda do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, a ser divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (28), assomam-se as dúvidas sobre a capacidade de reação da economia brasileira no ano que vem, ante a turbulência que vem da China.

Este, entretanto, não é um artigo sobre a China. É um artigo sobre o Brasil que não pode mais contar com a China, que não pode esperar que venha da Ásia a salvação para a retomada da confiança e dos investimentos.

A armadilha brasileira é antiga, embora não tão visível nos anos de bonança e durante o primeiro mandato da presidente Dilma, ainda marcado pelo brilho das commodities. Trata-se não da conhecida lista de problemas estruturais exaustivamente enumerada por dez entre dez economistas: a falta de infraestrutura, a carga tributária excessivamente onerosa, as complexas leis trabalhistas, as dificuldades do ambiente de negócios.

O Brasil, hoje, vive imbróglio mais primitivo, se é que se pode chamar assim, do que todos esses. Trata-se do emaranhado bancos públicos-política monetária-política fiscal.

Tal confusão voltou a ficar em evidência depois que o gover- no anunciou que utilizará a Caixa Econômica Federal –e o Banco do Brasil– para fazer o que o BNDES andou fazendo nos últimos anos: emprestar para setores em difi- culdade, cobrando taxas abaixo do mercado, lançando mão do crédito público como instrumento anticíclico.

A armadilha funciona mais ou menos assim: bancos públicos encontram motivos para emprestar quando os mercados não estão provendo os recursos de que a economia necessita –no caso do BNDES, a justificativa é que não há mercados de crédito de longo prazo no Brasil. Contudo, quando um banco público empresta a taxas subsidiadas, cascata de distorções e inconsistências é gerada.

Pensem no BNDES. Quando o BNDES dá dinheiro barato para grandes empresas, pressiona as taxas de juros ao deixar para o resto do setor financeiro privado empresas com perfil de risco menos favorável. Essa é a chamada seleção adversa que já discuti em outras ocasiões aqui.

Além disso, ao fornecer mais crédito público, cria-se dissonância com a política monetária, que tenta estabilizar preços de um lado, enquanto o crédito cresce e age na direção contrária, de outro.

Os bancos públicos, que já ocupam 55% do mercado de crédito no país, entopem os mecanismos de transmissão da política monetária, forçando o Banco Central a elevar mais os juros para controlar a inflação.

Por fim, o uso de recursos vultosos do Tesouro para financiar o BNDES desde 2010 –cerca de 10% do PIB– aumenta a dívida bruta e dificulta a execução do Orçamento, já que há um subsídio implícito nessa transação, além de elevar ainda mais as taxas de juros que o Tesouro paga sobre sua própria dívida.

Afinal, para carregar ainda mais dívida, os mercados naturalmente exigem juros maiores.

No caso da Caixa Econômica, há um agravante. O governo nos diz que recursos públicos não serão usados nas novas operações. Contudo, deixa de explicar que, em passado não muito distante, a Caixa já foi recapitalizada diversas vezes com dinheiro público por ter feito operação para as quais não tinha a devida perícia.

Está aí a perfeita armadilha que o governo arma, mais uma vez, para o Brasil.

Folha de S.Paulo – Monica Baumgarten De Bolle – 27/08/2015

continue lendo:

Economistas projetam PIB 1,7% menor no 2º trimestre

Com a desvalorização do câmbio, o setor externo evitou um tombo ainda maior da atividade no segundo trimestre, mas foi insuficiente para fazer frente a piora generalizada da economia doméstica no período.

De acordo com a média das projeções de 18 instituições e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,7% de abril a junho sobre os três meses anteriores, feitos os ajustes sazonais. Se confirmada, essa será a segunda queda consecutiva do PIB na comparação trimestral, após a retração de 0,2% entre janeiro e março. É o suficiente para caracterizar recessão técnica, mas dessa vez economistas afirmam que não há dúvida que o país está em meio a uma recessão de fato.

Uma das evidências é que, na comparação com igual período do ano anterior, a queda do produto deve ser de 2% no trimestre, a quinta consecutiva. As previsões para as Contas Nacionais Trimestrais, a serem divulgadas sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vão de recuo de 1,2% até contração de 2,1%.

Segundo economistas, todos os componentes do PIB, pela ótica da oferta e da demanda, caíram entre o primeiro e o segundo trimestres, feitos os ajuste sazonais. A única exceção foram as exportações, com expectativa de alta de 3,8% no período.

Para Alexandre Andrade, economista da GO Associados, a desaceleração da economia, antes mais concentrada na indústria de transformação e na construção civil, agora se espalhou para os demais setores da economia, principalmente o ramo de serviços.

O que acentuou essa piora, diz, foi o enfraquecimento do consumo das famílias, determinado por três fatores: a deterioração do mercado de trabalho; a piora das condições de crédito, com o ciclo de alta de juros; e a alta da inflação, que correu o poder de compra dos consumidores. A projeção média dos economistas é de queda de 1,5% para a demanda das famílias no trimestre e de -1,8% no ano.

“Estamos passando por uma recessão generalizada e clássica, que está durando mais tempo porque não foi ocasionada por fatores externos, e sim domésticos”, diz Silva Matos, coordenadora do Boletim Macro, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

A confiança em níveis muito baixos e a alta do desemprego indicam queda de 0,9% do PIB de serviços no segundo trimestre, de acordo com as estimativas do Ibre, tombo puxado pelo comércio, para o qual a projeção é de retração de 3,2% na comparação com o período de janeiro a março.

Já a indústria deve ter encolhido 1,1% no período, nas contas da GO Associados. Se confirmada, será a terceira queda consecutiva na comparação trimestral. Andrade comenta que, além da retração da demanda, o setor enfrenta uma dificuldade adicional, com acúmulo de estoques apesar da retração da produção. Esse fator, diz, limita perspectiva de recuperação da indústria no curto prazo.

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, a queda dos investimentos também reduz as chances de uma retomada da indústria. Em sua avaliação, ao lado da Operação Lava-Jato, as incertezas políticas ajudam a explicar a queda preocupante que os investimentos devem contabilizar no segundo trimestre, de 21,1% em relação ao mesmo período de 2014.

No ano como um todo, a queda estimada por Vale é de 11,2%, a pior da série, que começa em 1996. Sem perspectiva de retomada em 2016 – já que as incertezas ainda são grandes e os agentes precisam de um cenário claro para tomar decisões de longo prazo -, a Formação Bruta de Capital Fixo (medida dos investimentos nas contas nacionais) deve sofrer nova queda, semelhante à de 2014, de 4,5%, diz.

O cenário do Ibre também é de tombo do investimento no trimestre, de 8,4% em relação ao período entre janeiro e março. Para Silvia, a redução do crédito subsidiado pelos bancos públicos é fator importante nessa desaceleração, que já estava contratada mesmo antes dos desdobramentos da Operação Lava-Jato. “O crescimento da construção civil, por exemplo, foi excessivo”, diz. Como a confiança segue em níveis historicamente baixos, o investimento deve demorar a voltar. O Ibre projeta queda de 11,3% neste ano e de 6,8% em 2016.

Do lado mais positivo, comenta Silvia, está o fato de que o ajuste externo, com desvalorização do câmbio, está produzindo resultados. Para ela, o dólar mais caro não vai mudar totalmente a competitividade do produto brasileiro, mas a forte retração da absorção doméstica tem impacto rápido sobre as importações. “Não é pela melhor razão do mundo, mas o PIB seria ainda pior sem esse ajuste.” O Ibre estima queda de 10% das compras externas no segundo trimestre.

Por outro lado, afirma Vale, da MB, as exportações serão o único componente da demanda a registrar resultado positivo no período. Na comparação com o mesmo período de 2014, elas vão crescer 9,4% – o melhor desempenho nesse confronto desde os últimos três meses de 2010, quando houve alta de 13,6%.

No ano, as exportações darão contribuição de 1,5 ponto percentual ao produto – que, mesmo assim, deve amargar queda de 2,1% sobre 2014 graças à contribuição negativa da demanda doméstica, de 3,6 pontos percentuais.

Em 2016, as exportações darão contribuição parecida ao PIB, de 1,2 ponto. Com uma queda menor na absorção doméstica, de 1,8 ponto, o produto deve encolher 0,6% nas contas da MB.

“Em outros anos em que a demanda doméstica caiu, como em 2003, as exportações seguraram mais”, pondera o economista. Para ele, a ajuda das vendas ao exterior foi limitada neste ano, porque a moeda de importantes parceiros comerciais também perdeu valor frente o dólar, diz Vale.

Valor Econômico – 26/08/2015

continue lendo:

Ao lado de Alckmin, Dilma prevê 2016 difícil

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em entrevista para rádios do interior de São Paulo, que não há como garantir que 2016 será um ano “maravilhoso” diante da piora do cenário internacional. “Não tem como te garantir que a situação em 2016 vai ser maravilhosa. Não vai ser, muito provavelmente não será. Agora, também não será a dificuldade imensa que muitos pintam”, disse.

Ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), liderança oposicionista mais refratária ao impeachment, Dilma entregou casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”, em Catanduva (SP) e afirmou que, quanto antes forem implementados os ajustes, mais rápida será a recuperação.

“Jamais é aceitável que se torça para o pior acontecer, porque quem paga é a população”, disse a presidente ao participar da cerimônia de entrega de moradias. Dilma, muito aplaudida pelo público, observou que todos os países do mundo enfrentam problemas financeiros no momento. Citou a desaceleração da economia da China, que tem afetado as bolsas. “Torcemos para que [as dificuldades] sejam superadas”.

No discurso, que durou cerca de 25 minutos, a presidente ainda enfatizou a parceria com governo paulista e as prefeituras para entrega das moradias. “Temos que agir juntos no que se refere aos interesses da população”, afirmou. Em outra frente, prometeu manter o apoio da União para ajudar São Paulo a enfrentar a crise hídrica que atinge o Estado.

“Tenho certeza de que se forem necessárias mais obras para viabilizar a oferta de água nós faremos”, disse a presidente depois de destacar o aporte de recursos que o governo federal fez para duas obras de interligação dos sistemas que abastecem o Estado. O governador Geraldo Alckmin também celebrou a parceria.

“Moradia é emprego. Só nas obras entregues hoje foram gerados três mil empregos. No momento de crise a construção civil é o caminho para impulsionar a economia”, disse o governador.

No total, foram entregues 2.555 moradias do programa Minha Casa Minha Vida nos municípios de Catanduva, Araraquara, Araras e Mauá em uma cerimônia simultânea. Os empreendimentos, destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil, receberam um total de R$ 211 milhões de investimentos da União, Estado e prefeituras e beneficiarão aproximadamente 5 mil pessoas.

A cerimônia acontece às vésperas do lançamento da terceira fase do programa, marcado para o dia 10 de setembro. Com 9,4 milhões de beneficiados e a entrega de 2,3 milhões de moradias até o momento, o Minha Casa Minha Vida é considerado umas das principais bandeiras da gestão petista. Com a participação no evento e o lançamento de uma nova etapa do programa, Dilma espera ganhar um fôlego em meio à queda de popularidade.

Valor Econômico – 26/08/2015

continue lendo:

Brasil perde US$ 12 bilhões em receitas por queda de preços

O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, informou que o Brasil perdeu cerca de US$ 12 bilhões de receitas no fluxo comercial por causa da queda de preços internacionais dos produtos exportados.

O prejuízo, segundo ele, foi contabilizado de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período de 2014.

Segundo o ministro, a baixa participação do setor de exportação no PIB brasileiro acaba sendo um dos fatores de proteção ao País.

“A parcela que nós exportamos do PIB é relativamente pequena. O Brasil ainda é um País fechado”, afirmou, respondendo que, às vezes, as fraquezas são as fortalezas do Brasil. “Se nós tivéssemos uma dependência maior do comércio internacional nessa hora, estaríamos mais vulneráveis”, explicou.

Monteiro defendeu ainda uma revisão nas tarifas de importação de insumos, que acabam comprometendo as exportações. “Os insumos ficam caros e comprometem a competitividade das exportações dos bens finais. Vamos ter que rever essa estrutura”, afirmou.

Em relação ao choque sofrido em bolsas de valores, motivado por temores relacionados à economia chinesa, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o País precisa ficar mais atento.

“Estamos neste exato momento susceptíveis a uma grande mudança no cenário econômico mundial”, avaliou.

O secretário apontou que, de janeiro a julho, os preços monitorados tiveram elevação de 20%, o que teve impacto na inflação. Ele espera, entretanto que a trajetória dos índices se reverta rapidamente, permitindo uma recomposição da renda das famílias em 2016.

Na avaliação do secretário, a Operação Lava Jato impacta a economia. Ele apresentou dados de agências de mercado, que estimam que as investigações podem ter influência negativa de 0,9% a 2,5% no PIB.

Além disso, afirmou que o País deve gastar pelo menos seis trimestres para atingir o nível de atividade econômica registrado antes da crise.

O secretário disse ainda que o projeto de Lei Orçamentária Anual de 2016, a ser apresentado ao Congresso na próxima segunda-feira, 31, vai trazer um “esforço adicional” neste momento em que as “receitas estão abaixo do esperado”.

Dyogo informou ainda que a reforma administrativa, com extinção de ministérios e redução de cargos comissionados, trará economia da ordem das centenas de milhões de reais, não chegando a cifras bilionárias.

DCI – 26/08/2015

continue lendo:

Conta de luz vai subir para 6,9 milhões de clientes

A conta de luz de 6,9 milhões de unidades consumidoras do Distrito Federal, Paraíba, Maranhão, interior de São Paulo e de Mato Grosso do Sul vai aumentar esta semana. Os reajustes foram autorizados pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ontem.

Para os consumidores da CEB Distribuidora, no Distrito Federal, o aumento da conta, em média, será de 18,66% a partir de hoje. A tarifa da CEB já havia aumentado 24,1% em março, durante o processo de revisão tarifária extraordinária de mais de 50 distribuidoras do país. Com isso, os clientes da distribuidora terão aumento de quase 50% este ano.

A tarifa na Paraíba ficará, em média, 10,79% mais cara a partir da próxima sexta-feira. Na mesma data, a conta encarece, em média, 8,64% no Maranhão. Já a energia para os consumidores dos municípios de Mato Grosso do Sul e do interior de São Paulo atendidos pela Elektro vai ser elevada, em média, em 4,2%.

E o consumidor residencial pode pagar até 8% a mais caso seja adotada uma nova metodologia de divisão dos custos dos encargos da Conta de Desenvolvimento (CDE), paga por todo o setor elétrico. Este é o impacto estimado pela Aneel da liminar obtida pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais e Energia e de Consumidores Livres na Justiça, isentando seus associados de pagar os custos da CDE e mudando o cálculo destes valores, que deixaria de ser feito por megawatt e passaria a ser pelo uso da linha de transmissão.

O Globo – 26/08/2015

Redação On agosto - 26 - 2015
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.